sábado, 9 de julho de 2016

O 9 de Julho e o Golpe dos Paulistas contra O Governo de Getúlio Vargas.

   O feriado de 9 de Julho e o Golpe Contra-Revolucionário e Reacionário de 1932.


Com a vitória da 'Revolução de 30', o estado de São Paulo perdeu a hegemonia política que desfrutou no Brasil durante a Primeira República (1889-1930).

Ao contrário do que uma certa historiografia oficial ensinou durante muito tempo, a chamada 'Revolta Constitucionalista de 32' não tinha nada de 'Constitucionalista'.

Ela não passou de uma tentativa de Golpe de Estado que tinha a finalidade de derrubar o então governo Vargas, que mal havia se instalado no poder através da 'Revolução de 30'. 

Isso tanto é verdade que, antes mesmo que a 'Revolução de 32' estourasse, Getúlio Vargas já havia concordado com a realização de eleições para uma Assembléia Constituinte e que seriam (e como de fato aconteceu) realizadas no ano seguinte, em 1933. 

Portanto, o pretexto utilizado pelos segmentos mais reacionários da sociedade paulista, para tentar derrubar Vargas, já não existia quando a tentativa de Golpe começou, em Julho de 1932. Vargas já havia concordado com as principais exigências dos paulistas, nomeando um interventor paulista para governar o estado e também já tinha aceito a idéia de convocar as eleições para a Assembléia Constituinte.

Logo, não havia mais pretexto para se iniciar uma revolta para derrubar o governo de Vargas. 

E é bom não esquecer que estes mesmos segmentos paulistas (golpistas, reacionários e contra-revolucionários) que se levantaram contra Vargas nesta tentativa de Golpe, foram os mesmos que, junto com os mineiros, controlaram o poder federal durante várias décadas, a partir de 1893, quando Prudente de Morais se elegeu Presidente da República.