domingo, 29 de novembro de 2015

Senador dos EUA envia carta de apoio ao presidente Serio Bashar Al-Assad

O senador estadunidense Richard Black, republicano de Virginia, afirmou que na Síria há "uma guerra ilegal de agressão por parte de potências estrangeiras, determinada a impor um regime títere", em carta enviada ao presidente Bashar al-Assad.
Na mensagem, divulga nesta terça-feira por meios de comunicação locais, o senador Black reconhece sentir-se satisfeito pela cooperação militar russa oferecida às autoridades de Damasco, para lutar contra o que qualificou como "exércitos invasores".

"Com seu apoio (da Rússia), o exército sírio tem dado passos dramáticos contra os terroristas", sublinhou o legislador norte-americano.

O congressista republicano disse estar encantado pela grande vitória obtida há alguns dias contra os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) na base aérea de Kweres, na província de Alepo.

"Minhas felicitações aos que heroicamente resgataram as centenas de valentes soldados sírios de uma morte certa. Estou convencido de que muitas dessas vitórias estarão presentes mais adiante", acrescentou em sua mensagem.

Black explicou em sua carta a Al-Assad, que o general Wesley Clark, ex-comandante supremo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), revelou em 2001 que as potências ocidentais haviam desenvolvido planos para derrubar a Síria.

Acrescentou que, no entanto, após quinze anos instigando a subversão militar, "a OTAN, Arábia Saudita e Catar ainda não podem apresentar um só líder revolucionário que goze do apoio do povo sírio".

"As potências estrangeiras não têm direito a revogar eleições legítimas e impor sua vontade sobre o povo sírio. Só eles devem determinar seu destino e longe de qualquer intervenção estrangeira. Estou decepcionado que a ONU ignore essa interferência criminosa nos assuntos internos da Síria", acrescentou o senador por Virginia.

Em sua carta ao presidente sírio, Black denunciou que os terroristas continuam recebendo apoio militar da Turquia, Arábia Saudita e Catar, que por sua vez são aliados dos Estados Unidos, e assinalou a Turquia como o patrocinador mais leal do grupo takfirista Estado Islâmico.

"Turquia e Arábia Saudita buscam impor uma ditadura religiosa na Síria, e se conseguem êxito neste sentido, então os cristãos e outras minorias seriam assassinados ou vendidos como escravos", assegurou o congressista norte-americano.

Por sua vez, acusou o governo dos Estados Unidos por armar a mesma organização terrorista (Al-Qaeda) responsável pela morte de três mil estadunidenses nos atentados ocorridos em 11 de setembro de 2001, algo que considerou como "uma traição às vítimas".