sábado, 18 de janeiro de 2014

Crescem protestos por recortes na Espanha

Madri, 18 jan- Os distúrbios nesta semana na cidade de Burgos, comunidade autônoma de Castilla y León, provocaram reações de apoio em várias regiões da Espanha que reforçam um movimento de protesto contra a política de recortes.
Os incidentes iniciaram em Gamonal, um bairro operário de Burgos, com os mais altos níveis de desemprego da cidade, cujos moradores rejeitam que se dediquem oito milhões de euros a um projeto urbanístico em uma zona muito afetada pela crise.

É absurdo dar oito milhões de euros para a construção do bulevar mas não 187 mil euros para reformar uma creche, disse ao jornal digital Público Laura Pérez, mãe de cinco crianças, que em 2013 lutou contra o fechamento de uma creche no bairro.

De acordo com suas declarações, na cidade há mais de sete mil crianças de um a três anos, mas a prefeitura só oferece 306 vagas.

Pérez ilustra o grau de sensibilidade existente, catalizador dos protestos que provocaram a suspensão da obra após a queima de contêiners de lixo, confrontos com a polícia e quase cinquenta detidos.

Os protestos foram apoiados em Madri e outras cidades como expressão de uma situação que continua sendo muito difícil para a população, apesar das declarações do governo sobre a recuperação, a partir de dados macroeconômicos.

Na opinião de Pedro de Palacio, coordenador da Izquierda Unida em Burgos e Raúl Salinero, vereador da cidade, os incidentes têm sua origem em uma política de saque aos cidadãos e concentração da riqueza.

Bancos que financiam a festa urbanística e construtoras ligadas ao setor financeiro levam a bolada e concentram a propriedade que sustenta os partidos subordinados às elites econômicas, afirmaram os políticos em um recente artigo.

Segundo as estatísticas municipais em Gamonal, os altos números de desemprego e pobreza vão acompanhadas pelos recortes aplicados para enfrentar a crise e a metade dos desempregados não cobram subsídio.

Os protestos contra o projeto urbanístico e a construção de um estacionamento privado iniciou após dois anos durante os quais os moradores expuseram seus argumentos contra as obras.

A semana deixou uma vitória, ao menos temporária, para os residentes de Gamonal com a paralisação dos trabalhos, mas também expôs a nível nacional uma situação com a qual se identificaram grupos de pessoas em outras regiões do país.

As marchas em Gamonal continuam pedindo a detenção definitiva das obras e a saída de Burgos de agentes das forças da ordem enviados para enfrentar os protestos, enquanto ações similares foram anunciadas também em outras cidades.

O movimento ilustra, na opinião de observadores, a sensibilidade de parte da população mais afetada pela crise que não vê as melhorias chegar, enquanto as autoridades afirmam que o pior já passou e que a Espanha iniciou o caminho à recuperação

Viagens turísticas ao exterior aumentaram em 2013 na China

Imagen activaBeijing, 18 Jan- Os chineses realizaram 98 milhões 200 mil viagens de lazer ao estrangeiro durante 2013, 18 por cento a mais que em 2012, de acordo com informações divulgadas hoje pela Administração Nacional de Turismo.
Este aumento, de acordo com a fonte, foi possível graças ao crescimento econômico e o fortalecimento do yuan.

O turismo nacional também teve um aumento de 10,3 por cento com três bilhões 260 milhões de viagens, ao mesmo tempo em que a chegada de turistas do estrangeiro caiu 2,5 e totalizou 129 milhões.

Os rendimentos em 2013 nesta indústria foi de 480 bilhões de dólares, 14 por cento acima do atingido no ano anterior.

A economia chinesa cresceu 7,7 nos primeiros três trimestres de 2013 e a paridade do yuan com o dólar subiu 3,09 por cento em 2013 até chegar a 6,09 yuan por dólar no fim do ano, fatores que favoreceram o aumento das viagens de turismo ao exterior, segundo fontes especializadas em Beijing.
Prensa Latina
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EUA Faz chamada Migratoria

Imagen activaWashington, 18 jan- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou hoje seu chamado ao Congresso para que acabe de aprovar uma reforma migratória no país, promessa descumprida desde seu primeiro mandato na Casa Branca.
Para Obama as mudanças nas leis federais de imigração são uma forma para impulsionar a criação de empregos, segundo insistiu neste sábado em seu habitual discurso por rádio e Internet.

Quero trabalhar com o Congresso neste ano para criar empregos como a construção de infraestrutura e o arranjo de nosso disfuncional sistema migratório, disse o presidente democrata.

Em nível nacional se estima que existem mais de 11 milhões de pessoas que residem em situação migratória irregular, que, caso se aprove a nova lei, teriam um possível caminho para a cidadania, entre outros benefícios.

Obama advertiu que diante da falta de ação no Capitolio tomará providências neste assunto.

rc/dfm/cc
Modificado el ( sábado, 18 de enero de 2014 

Genebra II, uma conferência sumamente polarizada?

Damasco (Prensa Latina) Ao invés do buscado pelos chamados grupos opositores armados e seus patrocinadores, principalmente Estados Unidos, Arábia Saudita, Turquia e Catar, a atual guerra na Síria poderia ter gerado na população do país um maior apoio ao presidente Bashar al-Assad.
Um fator determinante nessa realidade é a marcada rejeição popular aos constantes crimes contra os cidadãos cometidos pelos extremistas islâmicos opostos ao governo, incluídos milhares de estrangeiros de 83 países, principalmente tunisinos, líbios, iraquianos, palestinos, sauditas, libaneses e egípcios.

E ao invés do consenso internacional com respeito à crise síria, que descarta a possibilidade de uma desvinculação por meios bélicos, vários damascenos consultados pela Prensa Latina consideram muito provável a necessidade das armas para terminar a guerra.

Além disso, o sentimento preponderante em frente à vindoura conferência de paz Genebra II entre sírios de diversas orientações religiosas ou origem étnica, é que qualquer solução ao conflito deve ser puramente nacional, sem ingerência estrangeira.

O pensamento comum é que as dezenas de milhares de extremistas islâmicos que atuam no país (boa parte deles vinculados à rede Al-Qaeda) têm como propósito explícito estabelecer um califado islâmico regido pela xária em toda a região.

Para esses grupos armados, o quanto se discuta ou estabeleça na Genebra II não representa nada, fato que leva aos sírios se perguntarem: Se com os jihadistas não se pode dialogar, como expulsá-los do país se não derrotando-os militarmente? 

Por isso Damasco insiste que, na Genebra II, um tema clave deve ser o freio ao apoio externo aos grupos terroristas, sem o qual se supõe que minguariam suas capacidades militares.

Junto a esse ponto, na Suíça se abririam as portas ao diálogo entre o governo e a oposição, na qual se incluem partidos políticos organizados dentro da Síria, bem como outros agrupamentos com base fora do país, entre as quais predominam os desencontros sobre uma vontade comum.

Por enquanto, dentro da Síria muitos grupos políticos já manifestaram publicamente suas posições.

Os representantes das tribos nacionais (estrutura social tradicional constituída por milhares de famílias, principalmente nas zonas rurais) afirmaram publicamente que seus representantes estão dentro do país, e aqueles que se encontram no estrangeiro não têm direito de falar em nome destas ou dos sírios no geral.

Segundo uma recente declaração, os chefes de clãs concedem à delegação formada pelo governo para a Genebra II todo o direito e o mandato popular de representá-los.

Os sírios, manifestam, são os únicos capazes de encontrar uma solução à crise que atravessa o país, sem ingerência externa.

Representantes de 11 partidos reunidos neste janeiro, na cidade de Latakia, coincidiram em recusar projetos impostos por outros países.

Nessa reunião, o ministro de Estado para Assuntos de Reconciliação Nacional, Ali Haidar, deixou claro que apesar de que Genebra poderia ser uma oportunidade para pôr fim ao conflito, a sociedade síria não deve depender de nenhum processo político gestado no exterior.

Anteriormente, o ministro de Informação sírio, Omran al-Zougbi, ratificou a posição de Damasco de que qualquer ação ou acordo a que se chegue na Genebra II só terá valor se for aprovado pelo povo em referendo.

Não obstante, ainda que na Síria poderia existir no futuro um governo amplo, alertou, nunca seria um órgão governamental de transição, tal como ocorreu no Iraque após a última invasão dos Estados Unidos.

E com relação ao principal ponto de discórdia: enquanto os opositores externos, bem como seus patrocinadores, fazem questão da retirada do presidente Bashar al-Assad, al-Zougbi assegurou que atualmente existe no país uma vontade popular a favor de que ele se declare como candidato presidencial para as eleições de 2014.

De fato, analistas locais estimam que nesse caso, o atual presidente triunfaria nas urnas sem problemas.

Assim, tudo indica que na Genebra II serão apresentados a ambos os lados da mesa de negociações posições antagônicas muito difíceis de serem harmonizadas, o que leva ao ceticismo sobre o possível sucesso dessa complexa reunião.
Fonte Prensa Latina