quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

As Transformações Geográficas do Brasil

1534 - Capitanias hereditárias Em 1504, os portugueses começaram a dividir as terras que estavam sob seu controle em 14 capitanias hereditárias. Nomes como Espírito Santo, Pernambuco, Maranhão e Ceará já eram usados na época.

1789 - Tratado de Madri Em 1750, com o Tratado de Madri, começa a expansão territorial para o interior. São criados Grão-Pará e São Paulo, que posteriormente é dividido e dá origem aos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.



1889 - Independência e República Até a Independência, em 1822, havia o contorno de 17 estados, mais a Cisplatina (atual Uruguai). Com a República, em 1889, o mapa fica ainda mais parecido com a configuração atual.

1943 - Primeira metade do século 20 Em 1904, o Acre é comprado da Bolívia. Em 1942, o governo cria os territórios de Roraima (acima, ainda com nome de Rio Branco), Amapá e Fernando de Noronha. Em 1946, é criado o estado de Rondônia (acima, Guaporé).

1990 - Transformações recentes Em 1960, Goiás é desmembrado para abrigar a capital, Brasília. Em 1979, um novo desenho dá origem a Mato Grosso do Sul. A Constituição de 1988 define as divisões atuais, indicando a criação de Tocantins para 1989.

Carta na escola. 
As primeiras subdivisões do Brasil ocorreram no século 16, com a criação das capitanias hereditárias. Desde então, decisões políticas orientaram o formato do território nacional até chegarmos aos atuais 26 estados e o Distrito Federal. Hoje, qualquer alteração nesse sentido deve passar pela aprovação popular - em 2011, os eleitores do Pará votaram contra a divisão do estado em mais dois, Tapajós e Carajás - e posteriomente pelo Congresso. Veja nos mapas diferentes divisões do Brasil em cinco momentos.

A Letônia entra para Zona do Euro.


A Letônia se juntou à zona do euro nesta quarta-feira, apostando na sua experiência com políticas de austeridade traga benefícios numa união monetária onde outras economias tiveram dificuldades.
O país báltico de apenas dois milhões de habitantes se tornou o décimo oitavo membro da zona do euro na virada do ano, se distanciando ainda mais da sombra da vizinha Rússia, uma década depois de se juntar à União Europeia (UE) e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O primeiro-ministro em exercício Valdis Dombrovskis, que comandou a Letônia durante a pior crise econômica desde que o país deixou a ex-União Soviética, afirmou que a adoção do euro é uma oportunidade, mas não uma garantia de riqueza, e que a Letônia não deve afrouxar a política fiscal.
"Isso não é uma desculpa para não buscarmos uma política macroeconômica e fiscal responsável", disse ele, após sacar, depois da meia-noite, a primeira nota de euro de um caixa eletrônico em Riga.
A cerimônia da mudança para o euro se deu no lugar onde a crise da Letônia começou, na antiga sede do falido banco Parex, agora sede do banco estatal Citatele, que emergiu do que restou do Parex. O Parex, então um dos maiores bancos do país, faliu no fim de 2008, forçando a Letônia a buscar socorro internacional para manter o seu câmbio atrelado ao euro.
A economia encolheu em um quarto entre 2008 e 2010, mas então cresceu de novo, no ritmo mais acelerado dentro da UE, aumentando em 5,6% em 2012, depois que o governo cortou gastos e aumentou impostos num dos programas de austeridade mais duros da Europa.
O esforço letão ganhou elogios da UE e foi apontado várias vezes como um exemplo de que a austeridade pode funcionar. "Graças a esses esforços a Letônia vai entrar mais forte do que nunca na zona do euro, enviando assim uma mensagem encorajadora para outros países que enfrentam um difícil ajuste econômico", declarou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, nesta terça-feira.
Ainda assim, há algumas preocupações. O Banco Central Europeu alertou a Letônia que o alto grau de depósitos estrangeiros, a maior parte da Rússia, nos bancos do país, é um fator de risco, como no caso do Chipre.
A Letônia também entra na zona do euro sem um governo permanente, já que Dombrovskis renunciou em dezembro, assumindo a responsabilidade política pelo desabamento de um supermercado que matou 54 pessoas. As pesquisas de opinião mostram que os letões estão divididos em relação ao euro. Muitos se preocupam que a nova moeda possa virar uma desculpa para um aumento de preços
Fonte Terra.

Conquistas Femininas dos Anos 60


Na década de 60 o movimento feminista invadiu a Europa e os Estados Unidos buscando novos horizontes, queimando sutiãs em praça pública em protesto a antigos padrões sociais, e desde então o universo masculino nunca mais foi o mesmo. No Brasil, a revolução só tomou fôlego de fato na década seguinte. Com a popularização da pílula, a mulher viu-se livre de uma gravidez indesejada e promoveu o maior banquete sexual da historia da humanidade. Milhões de mulheres livres e emancipadas em todo o mundo saíram propagando o amor livre e buscando em cada relação sexual o máximo de prazer, até encontrar o tão sonhado orgasmo, um direito que até então lhe fora negado.

Nos anos 80, foi a vez das mulheres fazerem de nós homens-objeto. Ainda no embalo e no clima criado pelos bacanais dos anos 70, o novo mercado apresentava agora lindas mulheres descasadas, independentes, disponíveis e sedentas de vingança. Com ideologia feminista lançaram a 'amizade colorida', que nada mais era do que uma desforra secular do papel de mulher-objeto a que sempre foi submetida. Esse modelo de relação perdeu o seu pique em meados dos anos 80 em razão do aparecimento da AIDS. Mas como dizia o cantor e poeta Cazuza, o tempo não pára. Mudanças significativas de comportamento ocorrem no mundo a todo instante. Os valores que norteiam as relações afetivas e sexuais na esfera social há muito não são mais os mesmos. Mas confesso que tanta modernidade, às vezes me assusta. Antigos costumes deram lugar a novos conceitos que exigem de todos nós um reflexão.

Faço essa breve introdução para melhor me expressar sobre a mais nova onda do momento: o poliamor. Os adeptos do movimento defendem a idéia de que é possível, natural e até saudável amar e ser amado por duas ou mais pessoas simultaneamente.

No meu ponto de vista não passa de uma versão repaginada do sexo livre que serviu de bandeira para muitos casais que viveram a moda do casamento aberto, achando que estavam salvando a relação ao abrir a possibilidade de transar com outras pessoas. A nova fórmula de relacionamento amoroso, que surgiu nos Estados Unidos, tem parentesco com alguns movimentos de libertação sexual, mas difere substancialmente da queima de sutiãs, do casamento aberto, do ménage a trois e do swing porque o centro da questão passa a ser o amor, não o sexo. A pluralidade de parceiros estáveis, o envolvimento emocional e o sexo sem as implicações de exclusividade não deixam espaço para crise existencial ou de ciúmes. A felicidade do marido ou da esposa é saber que a pessoa que ama está contente e sendo bem cuidada por alguém. Assim pensam os poliamoristas.

Para o psiquiatra José Ângelo Gaiarsa, 86 anos, que viveu a experiência do casamento aberto, em entrevista a Revista IstoÉ (1930-18/10/2006), diz: 'Namorar outras pessoas pode favorecer o casamento, sim. Ninguém pode proibir uma pessoa de se apaixonar. Um dos fatores que mais geram rancor entre casados é o fato de um tolher a liberdade do outro. Por esse motivo, ás vezes o ódio e o tédio são mais fortes do que o amor. Na casamento aberto também há sofrimento, mas é melhor se sentir triste por querer estar com sua mulher quando ela está com outro do que ser obrigado a conviver com uma megera'.

Nos anos dourados, na chamada relação aberta era comum os parceiros contarem um ao outro suas aventuras sexuais, até que descobriram que não há quem resista contar tudo o tempo todo. Machucava demais. Depois de algum tempo, as infidelidades eram propositais, como uma espécie de vingança. Se um tinha seus casos, o outro arranjava três vezes mais. Ironicamente, foi por causa das traições que o casamento de muitos terminou.

Hoje sabemos que a liberação sexual promovida pelos movimentos feministas dos anos 60 e 70 em nada contribuiu para melhorar as relações. Pelo contrário, além de promover uma inversão de valores, novos conflitos foram gerados. A mulher levou quase trinta anos para descobrir que o amor livre que ela tanto propagou nos anos 70 e a 'amizade colorida' defendida nos anos 80, só concorreram para tornar as relações mais descartáveis ainda. São por essas e outras, que ainda hoje, para muitos, o casamento já começa com prazo de validade vencido.

A inserção das Mulheres na Politica e as conquistas sociais


A data
O Dia da Mulher, 8 de março, é comemorado desde o início dos século XX. A data tem origem nas manifestações femininas por melhores condições sociais, como trabalho digno, salário justo e direito de voto.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909, nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América. No início, era comemorado principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Na segunda metade dos anos 70, foi adotado pelas Nações Unidas (organização internacional que tem por objetivo facilitar a cooperação entre os países).
O objetivo dessa data é, de um lado, lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, e, do outro,  refletir sobre as discriminações e a violência a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.
Hoje, o Dia da Mulher tem sido usado para fins comerciais e perdeu parcialmente o significado político.

A história
O surgimento do Dia das Mulheres está associado à incorporação da mão-de-obra feminina na indústria, na época da Segunda Revolução Industrial. As condições de trabalho, geralmente perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte das trabalhadoras.
Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres. No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 19 de março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.
O Dia Internacional da Mulher foi comemorado no Ocidente durante as décadas de 1910 e 1920, e depois foi revitalizado pelo movimento feminista da década de 1960.

Igualdade entre homens e mulheres: avanços e desafios

Já foram erradicadas do mundo 90% das disparidades no que se refere a educação e saúde. Entretanto, nenhum país possui igualdade total entre homens e mulheres. Os pontos mais problemáticos continuam a ser a oportunidade profissional e econômica e a participação na política.
Mesmo na Suécia, país que está no topo do ranking de igualdade, uma mulher recebe 71% do salário de um colega na mesma posição. E, nos Estados Unidos, somente 15% dos cargos parlamentares, ministeriais e de chefes de Estado eram ocupados por mulheres em 2005.
No Brasil, existem três grandes obstáculos: o abismo salarial entre os dois sexos, os poucos cargos políticos ocupados por mulheres e a desigualdade no acesso à educação. As mulheres ocupam a maioria dos bancos das universidades (quase 60%) e estudam mais que os homens, mas, em termos proporcionais, ingressam menos que os homens no Ensino Fundamental.
A participação no governo também é desigual, apesar de mais da metade da população ser do sexo feminino. No Poder Legislativo, por exemplo, a média de mulheres é de apenas 12%.

Conquistas nas leis 
O movimento das mulheres pela igualdade tem obtido, ao longo da história, avanços graduais e constantes.
No Brasil, o primeiro marco foi em 1932, quando foi estendido à mulher o direito ao voto. Em 1988, veio a maior conquista: a Constituição Federal, que consagrou, pela primeira vez na história do País, a igualdade de gênero como direito fundamental. Em 2002, o Novo Código Civil consolidou as mudanças constitucionais.
Portanto, no aspecto legal, nada poderia obstruir a igualdade de gênero no Brasil. Então, o que tem impedido que ela aconteça na prática? É principalmente a barreira cultural o que impede a ascensão feminina a altos cargos nas empresas e no governo, especialmente em áreas não relacionadas à saúde, educação ou assistência social, campos tradicionalmente reservados às mulheres.
Recentemente, em 2006, a  Lei Maria da Penha definiu um novo marco na proteção dos direitos das mulheres.

Mulheres na Politica


Num momento em que as mulheres da América Latina vão conquistando o  aumento da participação na política, chegando em vários países ao posto máximo da República, fui buscar na história alguns primeiros movimentos das mulheres em direção ao poder.
Na verdade, a primeira governante das américas foi D. Beatriz de la Cueva, Governadora Geral da Capitania da Guatemala no distante ano de  1541. Dona Beatriz de la Cueva, tornou-se governadora da Guatemala, após a morte em combate de seu marido, D. Pedro de Alvarado, após ser escolhida por altos funcionários e soldados na capitania da Guatemala, quando estes receberam a notícia da morte em combate de Alvarado. Ficou a frente do cargo pouco tempo, inclusive redebendo o título de “La sin ventura”, pela falta de sorte. A primeira mulher que governou na América, morreu pouco tempo depois com meninas em sua comitiva que acompanhou o colapso da capela onde estava rezando, em Antigua, antiga capital da Guatemala, na destruição da Ciudad Vieja por uma inundação repentina do vulcão Agua (algumas fontes históricas falam que sua morte se deu apenas 40 horas depois de sua posse, outras fonte falam em dias e outras em dois meses depois).
E para não citar apenas esse caso pitoresco, deixo registrado alguns outros casos emblemáticos da chegada das mulheres ao poder na América Latina.
Argentina  I- María Estela Martínez, conhecida como Isabelita Perón, foi a primeira mulher que ocupou a presidência da República Argentina. Isabelita tornou-se presidente após a morte de seu marido, que havia sido eleito numa chapa denominada Perón-Perón, pois ela era candidata à vice-presidência. Perón morreu em 1 de julho de 1974 e Martínez assumiu o cargo este mesmo dia.
Argentina II – Cristina Elisabet Fernández de Kirchner foi senadora pelas províncias de Santa Cruz e Buenos Aires, e atualmente é presidente de seu país. De 25 de maio de 2003 a 10 de dezembro de 2007 foi também primeira-dama, pois é viúva do ex-presidente Néstor Kirchner, ao qual sucedeu no governo do país latino. Em 28 de outubro de 2007 foi eleita 55ª presidente da Argentina, a primeira mulher eleita pelo voto direto, no país, sendo reeleita em 2011.
Bolívia - Lidia Gueiler Tejada foi a segunda sulamericana a assumir uma presidência. Lidia foi a presidente interina da Bolívia entre 1979 e 1980. Lidia Gueiler Tejada foi presidente de seu país entre 16 de novembro de 1979 e 17 de julho de 1980.
Brasil - Antes da histórica eleição de Dilma Roussef, marco no país, tivemos o caso da regencia de Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, mais conhecida como Pricesa Isabel. Isso que ela ainda foi a Foi a terceira chefe de Estado e chefe de governo brasileira após sua avó D. Leopoldina e sua trisavó Dona Maria I. Aos 24 anos, a princesa Isabel não havia mostrado a mesma vocação para o poder que a bisavó Carlota Joaquina, nem mesmo a da avó Leopoldina que, nos bastidores, tinha participado da Independência.
Costa Rica - Laura Chinchilla Miranda foi eleita presidente da Costa Rica em maio de 2010.
Chile  Michelle Bachelet Jeria foi a primeira mulher eleita presidente do Chile, cargo que ocupou entre 2006 e 2010. Foi presidente da República do Chile, e, desde 23 de maio de 2008, é também presidente da União de Nações Sul-Americanas. Membro do Partido Socialista do Chile, ocupou o lugar de ministra da Saúde no governo de Ricardo Lagos, entre 2000 e 2002, e posteriormente o cargo de Ministra da Defesa, tendo sido a primeira mulher a exercer este cargo na América Latina. Foi eleita presidente do Chile em 2006, para um mandato de quatro anos, sucedendo ao ex-presidente Ricardo Lagos.
Domínica – Dame Mary Eugenia Charles atuou como primeira-ministra do pequeno país da Domínica, situado entre o Mar do Caribe e o Oceano Atlântico Norte, no meio do caminho entre Porto Rico e Trinidad e Tobago, de 1980 a 1995.
Guiana - Janet Jagan. Esposa de Cheddi Jagan, ex-primeiro-ministro e ex-presidente da Guiana, de tendência marxista. Seguindo o passos do Partido Progressista do Povo, Janet foi presidente entre 1997 e 1999. Antes de ser presidente, Janet foi vice de seu marido, Cheddi Jagan. Com a morte de Cheddi em 1997 Janet assume o governo provisório da Guiana.
Nicaragua – Violeta Barrios de Chamorro. Viúva de Pedro Joaquín Chamorro, opositor ferrenho do ditador Anastásio Somoza, foi eleita presidente em 1990, derrotando os sandinistas liderados por Daniel Ortega. Em 1997, foi substituída por Arnoldo Alemán.
Panamá - Mireya Elisa Moscoso Rodríguez de Arias atuou como presidente do Panamá, entre 1999 e 2004, pelo partido Panameñista, liderado por ela desde 1991.
Prof. Adail Historiador e Pos graduado no ensino de  historia pela Universidade Cidade SP