segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

2013, Um ano  que fez tremer pilares  antes imaginado.
O ano de 2013 está indo embora,  mas  deixará suas marcas, suas cicatrizes, que o tempo com certeza demorará apagar. Foi o ano da  Blogueira  Cubana Yoani Sánchez fazer sacudir   e fazer muito barulho com sua missão de divulgar seu documentário e  jogar no ventilador politica socialista do regime dos Castros em Cuba.

Sua passagem pelo Brasil gerou desconfiança e acusações, por um lado a oposição que apoiava a blogueira em suas andanças Brasil a fora.
Do outro lado e bombardeada pela Situação Governista, não cessaram os protestos e por todos os lados, acusando-a de está a mando do império norte americano com objetivos de deslegitimara Politica Socialista de Castro de alinhamento com o Brasil.

Quem ganhou ou quem perdeu não se sabe exatamente quem foi, mas o saldo desta disputa ideológica ainda tem muita gasolina pra ser jogada na fogueira das paixões politica, de Liberalistas imperialistas, e Socialistas.

O Mais Medico

Tivemos também o mais medico. Uma parceria Brasil Cuba.  Politica de parceria tecida pelo Governo da Presidenta Dilma Rousseff e Raul Castro que teve como desfecho Final o envio de Médicos Cubanos para este País.
O Mais Medico foi motivo de muita desconfiança que acabaram gerando muitos protestos por parte de setores mais conservadores de médicos brasileiros, que no fundo temiam a depreciação de seus serviços. Por outro lado do Governo Federal, o discurso era baseado na necessidade de enfrentar problemas com a escassez de médicos no Brasil.

O que não faltou tanto para quem era a favor e para quem era contra foram ferramentas para o acirramento do tema. Governo defendia a tese da necessidade frente ás pesquisa de opinião, que colocava a falta de atendimento Medico no País como o mais precário dos serviços públicos. Já a oposição reclamava da violação das leis trabalhistas e consequentemente pedia a revalidação dos Diplomas dos Cubanos para exercerem a profissão por aqui. Nesta disputa quem acabou sendo vitorioso foi a população mais carente, principalmente aquelas desassistidas em regiões do país onde o numero de profissionais é de aproximadamente um medico para 700 e até muitas vezes de 800 Pessoa por medico, segundo o IBGE.

O Gigante Também acordou.

O Brasil foi sacudido por protestos de gente de todas as idades e formação por todos os grandes centros urbanos das grandes cidades. Parecia um tsunami humana que brotava de todos os lugares com reivindicações de todos os gostos.


O Estopim do movimento foi o aumento  das passagens de ônibus e metro na cidade de São Paulo, Por Fernando Haddad Prefeito e Geraldo Alkmin Governador. Os protestos foram  liderado pelo o Movimento do Passe Livre (MPL), que  Tomou ás ruas das principais cidades do Brasil com dia e horas marcadas. Além de reivindicar o recuo nas tarifas de Ônibus e metrôs, os manifestantes aproveitaram também a ocasião para Cobrar dos políticos melhorias nos serviços Públicos.
Prof. Adail 
Formado em História  com pós Graduação em Geografia 

Negros são 70% das vítimas de assassinatos no Brasil

A pesquisa  do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada nesta quinta-feira apontou que, a cada três assassinatos no País, dois vitimam negros.
Segundo a pesquisa, a possibilidade de o negro ser vítima de homicídio no Brasil é maior inclusive em grupos com escolaridade e características socioeconômicas semelhantes. A chance de um adolescente negro ser assassinado é 3,7 vezes maior em comparação com os brancos.
A pesquisa mostra ainda que negros são maiores vítimas de agressão por parte de polícia. A Pesquisa Nacional de Vitimização mostra que em 2009, 6,5% dos negros que sofreram uma agressão tiveram como agressores policiais ou seguranças privados (que muitas vezes são policiais trabalhando nos horários de folga), contra 3,7% dos brancos.
Segundo Daniel Cerqueira, mais de 60 mil pessoas são assassinadas por ano no País e há um forte viés de cor e condição social nessas mortes: “Numa proporção 135% maior do que os não-negros. Enquanto a taxa de homicídios de negros é de 36,5 por 100 mil habitantes, no caso de brancos, a relação é de 15,5 por 100 mil habitantes”
O diretor do Ipea afirma ainda que “Há uma perda na expectativa de vida devido à violência letal 114% maior para pessoas negras.  Enquanto o homem negro perde 20 meses e meio de expectativa de vida ao nascer, a perda do branco é de oito meses e meio”, explica Cerqueira.
De acordo com projeções do estudo, pelo menos 36.735 brasileiros de entre 12 e 18 anos serão assassinados até 2016, em sua maioria por arma de fogo, em caso de se manter o atual ritmo de violência contra os jovens. Trata-se do maior nível desde que o índice começou a ser medido em 2005, quando a taxa era de 2,75 adolescentes assassinados por cada mil.
Para Almir de Oliveira Júnior, pesquisador do Ipea, e Verônica Couto de Araújo Lima, acadêmica da área de Direitos Humanos da UnB, se no Brasil a exposição da população como um todo à possibilidade de morte violenta já é grande, ser negro corresponde a pertencer a um grupo de risco.
O estudo foi realizado pela Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, pelo Fundo das Nações Unidas Para a Infância, o Unicef, pelo Observatório de Favelas e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Os Dados são do (Ipea)