sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O Ciclo Hidrológico na Agricultura Irrigada


No processo de desenvolvimento vegetativo da planta, em especial a planta cultivada sob irrigação, a água extraída
do solo serve como meio de transporte dos nutrientes durante o seu ciclo de desenvolvimento fisiológico.
Depois de passar pela planta esta água retorna à atmosfera em forma de vapor, juntamente com a água evaporada
da superfície, realimentando o ciclo hidrológico.
Na irrigação a água é aplicada na medida da necessidade da planta. O excedente da irrigação, quando ocorre, passa
por infiltração e percola, abaixo da zona radicular e alimenta o lençol freático.
No caso da chuva há escoamento superficial e acúmulo de água na superfície do solo, de onde parte evapora e parte
sofre percolação profunda.
A água percolada alimenta as nascentes, que por sua vez, formam os cursos d’água que correm para o mar. Nas
áreas cultivadas ou com florestas uma pequena parte da água da chuva é aproveitada pelas plantas e retorna como
vapor à atmosfera depois da transpiração no processo fisiológico.
Para a irrigação a água pode ser captada a fio d’água, direto dos rios, ou de reservatórios. Os reservatórios são
construídos para o acúmulo de água na época das chuvas, de forma a disponibilizar para as necessidades humanas
(usos múltiplos) na época da escassez hídrica, inclusive para a irrigação. O ciclo hidrológico no contexto da Agricultura Irrigada
Segundo a FAO, o setor que mais consome água é a agricultura irrigada, com 70% dos recursos hídricos disponíveis
destinados à irrigação, em média. Outros usuários mais expressivos são a indústria, para onde são destinados 20%, e
o consumo direto da população, que requer menos de 10%.
Estes percentuais não se referem a toda água presente no planeta Terra, mas sim à quantidade de água doce
captada para o desenvolvimento das atividades econômicas a partir de fontes prontamente disponíveis em rios,
lagos, umidade do solo e aquíferos subterrâneos.
O volume de água total da atmosfera terrestre, que é um sistema fechado e estável, é estimado em
1,38x1018 m3 (1.38 bilhões de m3), valor aceito como referência pela comunidade científica. Daí, conclui-se que o
consumo quantitativo de água é um mito, pois utilização de recursos hídricos presentes na atmosfera terrestre com
algum deslocamento temporal e espacial. Porém, algumas atividades humanas contribuem em muito para a sua
deterioração, como alguns setores da indústria e o esgotamento sanitário.
Em alguns países o percentual de uso da água prontamente disponível para irrigação é bem maior que a média
citada anteriormente. Se focalizarmos alguns países com baixa precipitação pluviométrica fica evidenciado que o
excedente da irrigação contribui para a realimentação das surgências e nascentes, melhorando a disponibilidade
hídrica para demais usos.
Pode-se concluir, portanto, que a atividade não consome água, promovendo, apenas, o seu deslocamento temporal
e espacial no ciclo hidrológico da parte que é utilizada no desenvolvimento fisiológico das culturas, da mesma forma
como ocorre nas florestas.

Ministério da Integração Nacional

Agricultura Irrigada no Nordeste Uma Nova Realidade.

 diminuição dos níveis de pobreza no País, especialmente os registrados nas zonas rurais de regiões de baixa disponibilidade de recursos hídricos ou naquelas onde eles estão sendo subutilizados, continua sendo um importante desafio. Muitos planos, programas e projetos concebidos e implementados, não sutiram os efeitos desejados para a redução do problema. A agricultura irrigada é, comprovadamente, uma das mais efetivas ferramentas de combate à pobreza e distribuição de renda, gerando empregos para mão-de-obra, tanto qualificada quanto não, a custos inferiores a aqueles em outros setores da economia. Ela também resulta em aumento da oferta de alimentos a preços menores a aqueles produzidos nas áreas não irrigadas, bem como o aumento substancial da produtividade dos fatores terra e trabalho. Em que pesem os benefícios advindos do Programa, a área irrigada per capita do Brasil continua sendo uma das mais baixas do mundo, colocando o País em desvantagem competitiva em termos de produtividade dos recursos envolvidos na implantação de áreas irrigadas. Adicionalmente, na região semi-árida, a produção agropecuária é de alto risco e baixo rendimento sem a irrigação; nas outras regiões do País, sem a utilização da água como insumo agrícola, é possível a obtenção de uma safra por ano, significando uma substancial subutilização de investimentos realizados em infra-estrutura física e de apoio à produção, assim como em maquinaria agrícola. O crescimento da agroindústria é igualmente reprimido, haja vista a disponibilidade, apenas sazonal, de matéria prima.

Estratégia
A execução do Programa é descentralizada, sendo responsáveis diretos pela execução das ações os governos municipais e estaduais, bem como as entidades vinculadas ao MI (DNOCS e CODEVASF). A coordenação e supervisão são de responsabilidade da SENIR/MI. Os Planos anuais e plurianuais são elaborados segundo as necessidades detectadas pelos governos estaduais, municipais e pelas entidades vinculadas. O Programa contempla ações de diversas índoles: apoio a estados e municípios para elaboração de planos diretores, como forma de disciplinar as ações do Programa na visão do desenvolvimento regional; estudos e projetos, apoio e fortalecimento institucional, execução de obras e aquisição de equipamentos. As ações são priorizadas segundo critérios estabelecidos pela SENIR/MI e incorporarão 

Fonte /.Ministerio da Integração Nacina

Mais de 4 mil pessoas conheceram os Centros de Referência do Projeto de Integração São Francisco em 2013


Criados para incentivar o acesso às informações sobre o projeto, desde 2009,
mais de 13 mil pessoas visitaram os espaços
Salgueiro (PE), 26/12/2013 – Para garantir que estudantes e a população local tenham acesso às informações sobre o Projeto de Integração do Rio São Francisco, o Ministério da Integração Nacional implantou, em pontos estratégicos do semiárido, três Centros de Referência em Comunicação Social (CRCS). Localizados nos municípios de Brejo Santo (CE), Salgueiro (PE) e Custódia (PE), somente neste ano, os centros receberam mais de quatro mil visitantes para conhecer as ações e atividades desenvolvidas nas obras do São Francisco.
Com recursos audiovisuais, os centros promovem palestras dinâmicas e interativas, e distribuem materiais informativos. Entre os assuntos estão informações sobre o empreendimento, andamento das obras, além de detalhes sobre as estruturas em construção para garantir que a água chegue para 12 milhões de pessoas. Além disso, os interessados conhecem também os resultados da implantação dos 38 Programas Ambientais em execução no âmbito do projeto. Nesse contexto são transmitidas noções de meio ambiente, recursos hídricos disponíveis na região Nordeste, bioma caatinga, entre outras.
A educadora, Soraia Martins, utilizou as informações dos materiais impressos distribuídos durante visita para organizar as atividades com seus alunos. “Percebia que o Projeto São Francisco é muito discutido no restante do Brasil e nós que moramos na área do projeto muitas vezes não tínhamos as informações suficientes. Com isso, nós levamos os alunos para aprender mais sobre a logística de integração do Eixo Norte das obras, onde o município de Brejo Santo está inserido. Tudo isso foi fascinante e serviu de base para muitas atividades curriculares”, ressaltou.
O Centro de Referência de Salgueiro promoveu uma atividade em comemoração ao mês da Consciência Negra, no último mês. Decorado com fotografias, artesanatos e outras produções, resultantes dos dois anos de capacitações realizadas nas 12 comunidades quilombolas que vivem na região.  A abordagem da atividade, com foco na riqueza da cultura negra sob a égide do Projeto São Francisco, impressionou a professora Juliana Sá, responsável pelos grupos de estudantes do ensino fundamental que visitaram o centro de Salgueiro. “Muitos alunos nem sabiam que existiam comunidades quilombolas na região, nem que o Projeto São Francisco atuava em outras ações além das obras de engenharia. Eles aprenderam e gostaram muito”, explicou.
Informação e Disciplina Curricular – A estudante do ensino fundamental Letícia Cruz, após participar de uma atividade no Centro de Referência de Brejo Santo, nesta semana, se sentiu motivada a visitar uma das estruturas do Projeto que está sendo construída perto da sua casa, na zona rural do município, a Vila Produtiva Rural de Vassouras, a 15 quilômetros da zona urbana. Segundo ela, a qualidade de vida das famílias que vão habitar a vila é impressionante. “O Projeto São Francisco está ajudando muita gente e isso é muito bom. Além das pessoas terem conseguido as casas, a qualidade destas moradias, da escola e do posto de saúde são impressionantes”, afirmou.
Tendo como base um calendário de datas comemorativas, as atividades nos centros priorizam as ações que promovam a valorização da cultura local, a preservação do Meio Ambiente, à conscientização sobre os recursos hídricos e o bioma Caatinga.
Fonte: Ministério da Integração Nacional 

Presidente do Paraguai promulga adesão da Venezuela ao Mercosul



O presidente do Paraguai, Horácio Certes, promulgou a adesão da Venezuela ao Mercado Comum do Sul (Mercosul). Desta forma, a relação entre ambos os países se normaliza e o Paraguai supera os entraves políticos que o impediam de voltar integralmente ao Mercosul, após sua suspensão no ano passado.


Relação entre Paraguai e Venezuela foi normalizada após desgaste ocorrido com o ingresso do país caribenho no Mercosul sem a aprovação do Congresso paraguaio - já que o país estava suspenso do bloco

De acordo com o conselheiro político de Cartes, Dario Filartiga, a assinatura ocorreu na noite de 24 de dezembro. Cartes participará da próxima Cúpula do Mercosul, que será realizada no dia 17 de janeiro, em Caracas.

Em 18 de dezembro, a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou, de forma definitiva, o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul, após a comissão de Assuntos Constitucionais e Relações Externas ter aprovado de forma unânime a medida.

O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, ressaltou que a plena entrada da Venezuela no Mercosul representa um novo desafio para fortalecer a força produtiva de seu país.

A Venezuela já integra oficialmente o bloco integracionista desde julho de 2012 e em junho de 2013 o país assumiu a presidência pro-tempore do Mercosul. A aprovação do Paraguai é uma formalidade já que todos os países que integram o bloco devem aprovar o ingresso de um novo membro.

Com TeleSUR