domingo, 24 de novembro de 2013

Sete fatos marcantes da vida de John F. Kennedy

1 - Crise dos mísseis em Cuba, 1962. A atuação de Kennedy nos bastidores políticos dos EUA, afirmam historiadores, foi decisiva para que não se iniciasse a Terceira Guerra Mundial. Durante o episódio conhecido como crise dos mísseis, quando uma aeronave espiã norte-americana descobriu a presença de armas atômicas soviéticos em território cubano, a quase 300 quilômetros de Miami, John Kennedy acalmou os ânimos mais exaltados dentro de Washington - o desejo da maioria de congressistas e das Forças Armadas era por uma ação militar.



Kennedy manobrou a situação, negociando uma operação de "quarentena" (a marinha norte-americana cercou a ilha para que assegurar que nenhum outro míssil chegasse a Cuba). Durante sua vida, Kennedy conviveu por anos com a sombra de ser apenas "um personagem hollywoodiano". Segundo os relatos de especialistas, no entanto, a crise dos mísseis destacou sua habilidade política.

Wikicommons

Patriarca, Joseph Patrick, e sua família: tragédias marcaram a história da família

2- Rica e trágica história da Família Kennedy. O patriarca da família Kennedy, Joseph Patrick, foi um influente empresário e embaixador dos EUA. No entanto, muitos historiadores afirmam que a origem de sua fortuna é obscura. Não há informações precisas acerca das atividades econômicas da família Kennedy. No entanto, o fato é que, em meados do século XX, eles pertenciam ao grupo dos mais ricos e poderosos do mundo.

Joseph estampava capa de revistas e periódicos, como exemplo de um homem bem sucedido; esposa e filhos - nos padrões norte-americanos, é claro -, exemplos "da moral e bons costumes". O sucesso fez com Joseph  vislumbrasse e financiasse um objetivo maior: ter um filho presidente. No entanto, inúmeras tragédias colocaram um ponto final no sucesso da família.

Além do assassinato de John Kennedy em 1963, a família teve outro homicídio em 1968: Bobby Kennedy, irmão do ex-presidente e também candidato à Casa Branca. Além disso, a morte, em 1984, por overdose de David, filho de Bobby; e o falecimento em um acidente de esqui de Michael, outro filho de Bobby, em 1997. Em 2009, o senador Ted Kennedy, irmão de John, morreu após enfrentar um câncer no cérebro.

Agência Efe

Kennedy foi um dos políticos mais importantes da história dos EUA

3- Primeiro presidente católico. Kennedy rompeu com o domínio protestante na Casa Branca. Desde sua campanha eleitoral, defendia preceitos católicos, causando estranhamento de diversos grupos hegemônicos nos EUA. Até hoje, foi o único presidente norte-americano devoto da Igreja Católica.



4- O homem na lua. Dentro da disputa aeroespacial entre União Soviética e EUA, Kennedy cumpriu papel fundamental. Foi o maior entusiasta do projeto de levar o homem para a Lua. Após descobrir seguidos sucessos do projeto espacial soviético, o presidente determinou: "até o final da década (de 60) temos a obrigação de levar um homem para lua e trazê-lo em segurança para casa".



5- Martin Luther King Jr. e a Marcha para Washington.  Kennedy teve participação importante na Marcha para Washington – manifestação pela luta de direitos civis. Ele pediu à organização que o evento não fosse realizado em um fim de semana devido ao medo da proporção que o movimento pudesse tomar.

A medida não funcionou e o evento se tornou uma das maiores passeatas da história dos EUA. Após a marcha, que consagrou o famoso discurso I  have a dream de Luther King,  Kennedy recebeu os principais nomes do evento. Documentos da época revelam que, afoito, o presidente falava compulsivamente a King Jr, Randolph, entre outros – que já estavam exaustos por um dia inteiro de caminhada e discursos. Randolph, com um bom teor de ironia, interrompeu: "Por favor, será que poderíamos tomar pelo menos um leite?" (o presidente havia proibido bebidas alcoólicas no dia), disse. Kennedy serviu lanches e bebidas. A reunião prosseguiu logo depois.

North Dallas Gazette / Domínio Público

Kennedy e Luther King Jr. se encontraram algumas vezes em Washington

6- Comunismo e Vietnã.  Kennedy foi um dos grandes defensores da "contenção do comunismo" ao redor do mundo. Em seu primeiro discurso como presidente, foi incisivo ao apoiar o seu antecessor na Casa Branca, Dwight Eisenhower, na política anticomunista. Nesta lógica, Kennedy não só continuou, mas ampliou a participação norte-americana no Vietnã, resultando na morte de milhares de soldados.



7- Trabalho humanitário. Kennedy foi o criador de uma campanha nacional que incentivava jovens norte-americanos a viajar pelo mundo para realizar trabalhos humanitários. A justificativa para o projeto, nas palavras do presidente, era “incentivar o idealismo nas novas gerações”. Com o esforço de Kennedy, cerca de 220 mil jovens viajaram para mais de 139 países em missões de trabalho humanitário

Honduras vai as Urnas mais violenta do que Antes

O povo hondurenho se prepara para escrever outro capítulo de sua atormentada história neste 24 de novembro. Quatro anos atrás, o então presidente Manuel Zelaya foi tirado de sua casa na mira de militares, colocado em um avião e enviado de pijamas para a vizinha Costa Rica. Era o começo de uma crise política, institucional, econômica e social que repercutiu em toda a América Latina e cujos efeitos têm caracterizado e até modelado o atual processo eleitoral.



Honduras se apresenta nessas eleições gerais de 2013 em condições de alarmante fragilidade. Além de ter o mais alto índice per capita de homicídios no mundo e com 80% dos seus 20 homicídios diários impunes, a nação centro-americana encontra-se com sua institucionalidade fortemente debilitada e invadida pelo narcotráfico e pelo crime organizado. A crise econômica e a enorme dívida pública levaram Honduras à beira do abismo e muito perto de ser considerado um Estado falido.


Os efeitos do golpe de 2009 têm sacudido profundamente os estratos mais empobrecidos da sociedade hondurenha, aumentando a lacuna entre ricos e pobres e empurrando sem misericórdia os setores da classe média em direção à pobreza. De acordo com os dados da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), 5.5 milhões de pessoas estão em situação de pobreza – 67% da população —, 3.8 milhões das quais em pobreza extrema.

Uma das questões mais alarmantes que caracterizaram esses últimos quatro anos tem sido a dos direitos humanos. Segundo a recém-constituída Mesa de Análise sobre a Situação de Direitos Humanos, antes, durante e depois das eleições, Honduras estaria vivendo “um estado de emergência nacional em matéria de direitos humanos, em meio a um contexto de crescente militarização da sociedade, no qual os setores políticos e sociais que se opuseram ao golpe estão sendo perseguidos e reprimidos.”

EUA Fecha Acordo com Nuclear com o Irã e melhora sua imagem no Mundo

Governo iraniano e G5+1 estabeleceram detalhes para inspeção de enriquecimento de urânio
O governo iraniano chegou a um acordo histórico na madrugada deste domingo (23/11) com o G5+1 (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China mais Alemanha) sobre seu programa nuclear. O anúncio foi feito pela chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, e pelo chanceler do Irã, Javad Zarif, após a reunião em Genebra.  "Temos um acordo", afirmaram em suas contas pessoais no Twitter. 
mediatamente após a reunião, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o acordo "torna o mundo mais seguro".
Segundo informações das agências internacionais, o acordo congelará nos próximos seis meses o programa nuclear do Irã para que sejam tomadas medidas de inspeção das instalações de enriquecimento de urânio. O objetivo é comprovar que o programa iraniano seja "completamente e exclusivamente para fins.

Javad Zarif reiterou que uma comissão conjunta será encarregada de verificar a implementação do acordo. Em entrevista coletiva, o chanceler afirmou estar confiante que o plano de Genebra "vai na direção correta". Ele acredita que a medida mostra confiança para a comunidade internacional "que suspeitava que as atividades nucleares pudessem ter fins militares".

No entanto, de acordo com a Agência Efe, Javad Zarif disse que se trata de "um primeiro passo" e que agora todas as partes devem continuar trabalhando juntas "e sobre uma base de igualdade e respeito mútuo" para garantir este resultado a longo prazo.


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Israel condena acordo no Clear Irão X Estados Unidos

O chanceler israelense, Avigor Lieberman, por sua vez, afirmou que o Irã "recebeu um prêmio" e que a consequência do acordo alcançado em Genebra é "uma corrida armamentista". "É preciso entender que essa é a maior conquista diplomática do Irã nos últimos anos. Está claro que o acordo reconhece o direito dos iranianos a seguir enriquecendo urânio. Em resumo, ganharam um prêmio", disse Lieberman, chefe do partido Israel Beteinu, ao portal Yedioth Ahronoth.


No entanto, na contramão dos dirigentes israelenses que condenam o acordo, diversos líderes mundiais enalteceram o "grande avanço" nos diálogos sobre o programa nucelar iraniano.

O presidente francês, François Hollande, classificou o acordo como um "passo importante na direção certa". "O acordo alcançado respeita as exigências feitas pela França em matéria de estocamento e de enriquecimento de urânio, da suspensão da abertura de novas instalações, de controle internacional", disse o dirigente em comunicado.

A Rússia classificou como "ganho para todos" o acordo alcançado em Genebra. "Foi um longo e complexo trabalho, mas no final das contas prevaleceu o bom senso. O resultado de Genebra é um ganho para todos", afirma uma declaração do Ministério das Relações Exteriores russo divulgada em seu site.
O presidente da CE (Comissão Europeia), José Manuel Durão Barroso, considerou como "passo decisivo para a segurança global e a estabilidade" o acordo selado neste domingo sobre o programa nuclear iraniano. Barroso parabenizou em comunicado a alta representante da União Europeia e vice-presidente da CE, Catherine Ashton, pelo acordo, "que é o resultado de seu compromisso incansável e dedicação ao tema nos últimos quatro anos".