quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Algodão agrava crise entre Brasil e Estados Unidos


Além da crise política envolvendo Brasil e Estados Unidos, a partir das denúncias de espionagem por parte de Edward Snowden, ex técnico de Informações da CIA e da NSA, Agência de Segurança Nacional, outra crise (esta de ordem econômica) agrava ainda mais o clima de tensão entre os dois países. Trata-se da crise do algodão que teve início no ano 2000 e que vem se prolongando mesmo com a Organização Mundial do Comércio tendo dado ganho de causa ao Brasil.
O Professor Pierre Januário, da Universidade de Brasília e de várias outras instituições de ensino, tem-se dedicado ao acompanhamento deste caso e observa que a disputa começou em 2000 quando o Brasil reivindicou junto à Organização Mundial do Comércio para que os Estados Unidos pusessem fim à política de subsídios para os seus plantadores de algodão. O Brasil argumentava que esta política gera preços artificiais, concorrência desleal e demonstra as fragilidades de setores específicos como o algodoeiro. Segundo o Professor Pierre Januário, os subsídios norte-americanos aos produtores de algodão prejudicam o Brasil e todos os pequenos países exportadores que não possuem recursos financeiros níveis para, também, financiar os seus agricultores.
De acordo com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) as perdas do setor algodoeiro chegam a 2 bilhões e 500 milhões de dólares mas a OMC (Organização Mundial do Comércio) autorizou o Brasil a retaliar os Estados Unidos até o valor de 830 milhões de dólares.
A luta se estendeu até 2006 quando a OMC deu ganho de causa ao Brasil. Seguiu-se então outra intensa batalha, incorporando questões jurídicas, comerciais e diplomáticas. Em 2010, mais lenha foi jogada na fogueira. Naquele ano, o Brasil anunciou uma lista de produtos fabricados nos Estados Unidos que deveriam ter os impostos de importação aumentados.

Mesmo com os Estados Unidos se recusando ao retirar os subsídios, o país passou a pagar ao Brasil pelas perdas reconhecidas pela Organização Mundial do Comércio.
Fontes bem situadas de Brasília e do meio empresarial brasileiro revelaram que a parcela a ser honrada em outubro de 2013 ainda não foi quitada, o que está provocando nova inquietação.
Uma missão do Conselho Empresarial Estados Unidos – Brasil estará no país nos próximos dias discutindo esta e outras importantes questões econômicas e comerciais.
A tensão política, alimentada pelas revelações de Edward Snowden de que os Estados Unidos espionaram a Presidenta Dilma Rousseff, seus ministros, assessores, grandes empresas como a Petrobras e a população brasileira em geral, ganhou mais combustível. Este caldeirão provocou uma conversa entre os Presidentes Dilma Rousseff e Barck Obama durante a reunião do G20 nos dias 5 e 6 de setembro em São Petersburgo, na Rússia, e em seguida, o anúncio do cancelamento da visita de Estado que a Presidenta Dilma Rousseff teria feito aos Estados Unidos no final de outubro passad

Yasser Arafat morreu por envenenamento

O governo da Autoridade Nacional Palestina pretende divulgar no sábado, 9, os resultados do trabalho de especialistas russos e suíços que, durante um ano, estudaram as verdadeiras causas da morte de Yasser Arafat. Os peritos realizaram este trabalho a pedido das autoridades palestinas e, segundo a rede Al-Jazeera, uma cópia do relatório obtido com exclusividade e repassado ao jornal inglês The Guardian revelou que o corpo do líder palestino tinha 18 vezes mais polônio que o habitual.
Amostras de tecidos biológicos foram entregues também a especialistas franceses que as estudaram no contexto do processo criminal iniciado pela viúva do falecido, Suha Arafat. Ontem, ela anunciou em Paris que os resultados dos peritos suíços confirmam a versão do envenenamento de seu marido através do uso de polônio.
Yasser Arafaf, líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) morreu num hospital da França em 2004.

Putin O Homem mais influente do Mundo

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que a primeira colocação no ranking da Forbes das pessoas mais influentes do mundo o deixa alarmado. Após agradecer aos especialistas da revista pela indicação, ele disse que este posto é preocupante, pois limita, ou pode restringir a tomada de decisão. Depois, destacou que hoje um líder é reconhecido por uma qualidade, amanhã por outra, e assim em diante. Por isso, afirmou que prefere dar menos atenção a isso.
Putin acrescentou que dar muita importância a esses títulos pode influenciar na tomada de decisão, o que seria muito lamentável.