sábado, 12 de outubro de 2013

A Espionagem Global dos Estados Unidos da Americana



Vastos programas de espionagem que a Agência de Segurança Nacional dos EUA realizou, são uma tentativa das autoridades deste país de reforçar a sua influência no mundo a fim de obter, afinal de contas, vantagens econômicas, - declarou Glenn Greenwald, colunista da publicação britânica The Guardian.

Depois de intervir no comitê do senado do Brasil, que se dedica ao inquérito dos fatos de espionagem, praticada pelos serviços de inteligência dos EIA, da Grã Bretanha e do Canadá, Greenwald ressaltou, confirmando a respectiva declaração da presidente Dilma Rousseff. A espionagem é econômica. Com certeza o grande motivo da espionagem é obter vantagens econômicas, vantagens industriais. Sem dúvidas, o propósito principal não é combate ao terrorismo, não é segurança nacional, não é combate a outros crimes como a pedofilia. É para aumentar o poder dos EUA e dar vantagem econômica, afirmou.
Greenwald foi o responsável por publicar as revelações do ex-técnico da agência de segurança americana (NSA) Edward Snowden sobre os programas secretos norte-americanos de interceptação de dados eletrônicos e telefônicos em todo o mundo. Greenwald publicou reportagens no jornal O Globo, na revista Época e também no programa Fantástico revelando espionagem dos EUA contra a presidente Dilma Rousseff e assessores próximos e na Petrobras. Também divulgou informações sobre espionagem canadense no Ministério de Minas e Energia. Ele informou que Snowden lhe deu "muitos documentos muito complexos" há quatro meses, nos quais está trabalhando desde então e divulgando na medida em que descobre fatos importantes, como as espionagens no Brasil e no México. Atualmente, revelou, está trabalhando com jornalistas da França e da Espanha sobre espionagens que esses países também teriam sofrido.
Depois de ouvir o depoimento de Greenwald foi decidido solicitar a autoridades russas "que permitam a participação de Snowden de uma conferência vídeo" com os legisladores brasileiros. O senador Ricardo Ferraço declarou na entrevista à Rádio Senado que é preciso especificar o volume e os detalhes da atividade de espionagem dos EUA e do Canadá em relação ao Brasil.
"O que ele nos disse aqui é que somente Snowden tem esse nível de informação. A partir daí nós vamos solicitar a missão diplomática da Rússia em Brasília que nós possamos fazer uma teleconferência com o Snowden. Através dessa teleconferência nós teremos condição de ter acesso a corte primária do Snowden para que nós possamos ter informações e respostas pra todos esses questionamentos."
O governo do Brasil que tinha assumido a iniciativa de promoção de uma campanha contra a espionagem na internet, anunciou quarta-feira a realização da conferência mundial, dedicada a este problema. O foro pode ser promovido em abril de 2014 no Rio de Janeiro.
Falando a propósito, segundo revelam as pesquisas da opinião pública, а maioria dos brasileiros - 88,2% - teve conhecimento das denúncias sobre espionagem dos americanos feita contra autoridades brasileiras, inclusive a presidente da República, e defende apuração profunda dos fatos por considerar que o Brasil foi desrespeitado.
Embora as autoridades canadenses não confirmassem, nem desmentissem os fatos de espionagem contra o Brasil, o líder do Partido Democrático Novo Thomas Mulcair manifestou a convicção de que os serviços de inteligência não devem praticar a espionagem econômica contra outros países. Ao comentar os fatos, recentemente revelados, de vigilância do pessoal do ministério de minas e energia do Brasil, Malker apontou: "O governo formado pelos conservadores demonstrou que não respeita nenhumas normas éticas... E este é um grande erro". "Efetuar espionagem ativa contra ministérios e companhias de outros países a fim de garantir certas vantagens de firmas canadenses não é apenas ilegal, mas também é irresponsável", - ressaltou Mulcair. – Isto mina o prestígio do Canadá". O jornal The Guardian informa hoje que o Serviço de inteligência e de segurança dos Canadá fornecia durante vários anos a companhias energéticas do Canadá informações obtidas em resultado da vigilância da atividade do Ministério de minas e energia do Brasil. Alguns peritos supõem que esta atividade dos serviços secretos do Canadá visa defender os interesses de companhias canadenses.
 Atualmente no Brasil atuam cerca de quinhentas companhias canadenses, entre as quais quase cinquenta se dedica à extração de minérios.
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_10_10/espionagem-global-dos-eua-tentativa-de-reforcar-sua-influencia-mundial-8138/


Dólar pode se transformar em simples papel

As consequências de um possível default nos EUA podem se tornar um desastre para toda a economia mundial, e não apenas para os Estados Unidos. Se os políticos norte-americanos não conseguirem chegar a um acordo sobre o aumento do teto da dívida do Estado, já os primeiros minutos após o default (falência) serão fatais para os mercados mundiais.

A dívida nacional dos EUA é atualmente de 16,7 trilhões de dólares. Se não forem autorizados novos empréstimos, o governo ficará sem dinheiro depois de 17 de outubro. Entretanto, já no final do mês há que pagar juros sobre títulos no valor de quase 6 bilhões de dólares.
Se os Estados Unidos começarem a se permitir atrasos de pagamentos de suas dívidas, a reação do mundo financeiro não se vai fazer esperar. Os primeiros a reagir serão os mercados de ações e moedas. Os principais índices mundiais podem perder imediatamente mais de dez por cento. E o mercado de ações dos EUA estará ainda pior – ele vai perder um quinto do seu valor, acredita o especialista do portal analítico ET-TRADE Ilia Sizov:
“Nos primeiros minutos, obviamente, será um choque e haverá pavor, uma saída em massa de todos os ativos financeiros. Haverá uma forte valorização do dólar em relação a moedas de países em desenvolvimento e de exportadores de matérias primas. Os títulos dos EUA primeiro reagirão com uma subida de rendimentos, e depois a situação vai normalizar – os especuladores começarão a comprar títulos. Não penso que isso vá durar mais de três semanas. Se esta situação durar meses, será um caos.”
Especialistas dizem que inicialmente o dólar, paradoxalmente, irá subir acentuadamente. Apesar de que a credibilidade nos compromissos do governo dos EUA pode vacilar. E é justamente para o dólar que serão primeiramente transferidos ativos financeiros depois de uma possível moratória técnica, ou seja, incumprimento. Apesar de todos já estarem bastante fartos da pirâmide da dívida do governo dos EUA, o dólar continua a ser a principal moeda de reserva. Portanto, o menor aumento de risco no sistema causa o aumento da demanda pelo dólar.
No entanto, se os Estados Unidos estarão insolventes por um período mais longo, o dólar vai perder credibilidade, diz o diretor da empresa Finam Management Nikolai Solabuto:
“Em tal situação, obviamente, vai aumentar a demanda por ouro. Seu preço vai começar a crescer até seus máximos históricos anteriores. E nós iremos dizer que o ouro é a única moeda universal. E com tais conversas haverá uma saída de todos os ativos.”
Simplificando, o sistema financeiro em sua forma atual deixará de existir. Se a credibilidade dos títulos do tesouro for destruída por completo, seguirão falências de bancos ao redor do mundo, porque eles estão entre os maiores detentores da dívida dos EUA. Comenta o chefe do departamento de análise da empresa de investimentos e finanças Metropol, Mark Rubinshtein:
“Desaparecerá a principal ferramenta de pagamento nos mercados financeiros, os títulos dos EUA, e isso levará a um colapso total dos mercados financeiros. Títulos do Tesouro dos EUA são usados como garantia para enormes quantidades de transações no mercado global. Por conseguinte, se não houver garantias, não haverá negócios.”
Os fluxos financeiros não são apenas uma fonte de lucros especulativos, mas também o sistema circulatório de toda a economia. A grande questão é se ela sobreviverá a uma paragem da “circulação”. Em qualquer caso, a recente crise financeira de 2008 parecerá uma brincadeira. Obviamente, tal perspectiva assusta os maiores jogadores na arena mundial, que são de fato credores dos Estados Unidos como compradores de seus títulos de governo. Eles já expressaram sua preocupação com a situação, por exemplo, as autoridades da China e do Japão.
Mas é claro que a solvência do Estado deve preocupar em primeiro lugar os próprios políticos norte-americanos. Afinal, mesmo uma moratória técnica – quando obrigações de pagamentos de dívidas não são cumpridas em algum momento, mas a capacidade de pagamento, em princípio, não levanta dúvidas – pode prejudicar significativamente o bem-estar dos norte-americanos comuns, diz o chefe do departamento de análise da empresa de gestão Russky Standart, Serguei Suverov:
“Em primeiro lugar cairá o preço das ações de títulos do Tesouro dos EUA – em 15-20 por cento, vão subir as taxas de juros sobre os empréstimos, inclusive no crédito à habitação. O crescimento pode ser de 2-3%. Os preços dos imóveis podem entrar em colapso  – em torno de 10-15%. Ou seja, os americanos comuns vão se sentir substancialmente mais pobres.”
Mas se a crise se prolongar, o dólar simplesmente se transformará em simples papel, continua o especialista:
“Se acontecer um incumprimento de grande escala, o dólar arrisca-se a perder o estatuto de moeda de reserva. O pior cenário é a substituição do dólar por uma outra moeda norte-americana pois, caso, serão desvalorizadas as poupanças.”
 De que forma os americanos irão pagar os bens e serviços até ser lançada a emissão de dinheiro novo é uma grande questão. No mínimo, isso ameaça reverter a economia para o século XVIII, quando a Europa apenas começava a usar dinheiro de papel amplamente. No pior dos casos, será um retorno ao início da civilização, com suas trocas naturais.  Diario da Russia
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/2013_10_11/Dolar-pode-se-transformar-em-papel-6420/

Greenpeace – ambientalistas ou terroristas ecológicos?

A detenção e prisão de ativistas do Greenpeace, que tentaram invadir a plataforma Prirazlomnaya, causaram uma enorme polêmica na Rússia e no exterior. Muitos especialistas duvidam da adequação e altruísmo dessa organização internacional.

A posição dura das autoridades russas causou diferentes reações da opinião pública mundial. A imprensa ocidental desenvolveu uma ruidosa campanha em defesa do Greenpeace. Mas muitos especialistas (sem falar já de pessoas simples) qualificam as ações dos ativistas como extremismo ecológico. Eis como o redator-chefe do jornal Morskoi byulleten, Mikhail Voitenko, encara a situação:
“Todos temiam relacionar-se com o Greenpeace, começando por corporações e terminando com países inteiros. Mas ele se chocou com quem não os teme. E agora colhe seus frutos. Estou certo de que a maioria esmagadora dos ativistas e membros das tripulações dos navios Greenpeace não sabem das possíveis consequências jurídicas dessas ações. Eles não entendem isso. E ninguém os advertiu a respeito. Agora eles serão um pouco mais inteligentes. Naturalmente que lá não há qualquer pirataria. Mas do ponto de vista da lei isto pode ser perfeitamente qualificado de pirataria.”

Deve-se admitir que os ativistas do Greenpeace com bastante frequência estiveram em situações desagradáveis. Mas da maioria das situações eles saíram com bastante facilidade. O principal tema da campanha informativa antirrussa tornou-se justamente a punição exagerada, na opinião da mídia ocidental. Fala o politólogo Serguei Mikheev:
“A campanha em torno das ações do Greenpeace tem um caráter preconcebido. Tentam apresentar o Greenpeace como combatentes altruístas pela natureza, e o Estado russo – como sufocador da liberdade. Mas na realidade o Greenpeace é uma organização duvidosa, que com frequência usa métodos ilegais. Sendo que nos mais diferentes países do mundo. E com muita frequência cai, por isso, sob o golpe da lei. No total é quase uma organização extremista. Houve casos em que as ações desempenharam seu papel em jogos econômicos e políticos sujos.”
Tem um ponto de vista análogo o especialista argentino no campo da economia e energia, doutor em economia, Carlos Andrés Ortiz: “Este foi um verdadeiro ataque à plataforma russa, os ativistas agiram de forma muito grosseira e provocativa. Dando às coisas seus verdadeiros nomes trata-se de “terrorismo ecológico”. Os ativistas do Greenpeace interessam-se muito mais pela repercussão social, que eles, aliás, conseguiram. Infelizmente, não é evidente para todos que por traz disto estão interesses geopolíticos de grandes jogadores internacionais, interesses aos quais serve com prazer o Greenpeace. Isto é compreensível, considerando como é bem pago este trabalho.”
Devemos admitir que os ecologistas radicais realizam semelhantes ações não apenas em relação a objetivos russos. Mas isto não retira do Greenpeace as suspeitas de ligação política, diz o diretor do Instituto de Planejamento Estratégico e Prognósticos, doutor em ciências política, Alexander Gusev:
“Aqui não há nada de extraordinário. Semelhantes ações são promovidas praticamente em todo o mundo.E a Rússia aqui não é exceção. Entende-se que esta é a posição deles. Deve-se admitir isto. Por outro lado compreende-se que por trás de suas ações estão determinadas forças políticas e econômicas, que de fato os manipulam.”
Na opinião de Alexander Gusev, todo o barulho na imprensa ocidental é ditado pelo fato de que os ecologistas receberam uma resposta perfeitamente séria por suas ações. Naturalmente que há muitos problemas na proteção do meio ambiente, diz o especialista, mas ainda assim é necessário chamar a atenção para os problemas ecológicos por outros métodos.