sábado, 20 de julho de 2013

Integração do Rio São Francisco: Uma experiencia de sucesso

   
Integração: uma experiência de sucesso

integração de bacias. Muitas vezes, o aproveitamento do rio para gerar energia impede que a água seja utilizada por outros usuários da bacia e que seja útil também para populações de outras regiões, onde a energia será consumida. O próprio rio São Francisco é um bom exemplo desse tipo de integração, onde a maior parte de energia gerada é levada para fora da sua bacia hidrográfica.

 Um sistema integrador semelhante será montado no Projeto de Integração. A captação e O Projeto de Integração vai retirar do rio São Francisco um percentual muito pequeno de suas águas – 3,5%  para bacias do Semi-Árido Nordestino. Experiências como essa vêm sendo aplicadas com sucesso em outras regiões secas do Planeta como, pot exemplo, no Equador, Peru, Estados Unidos, Espanha e Egito.

No Brasil, existem exemplos de integração de bacias, tais como: do rio Paraíba do Sul para o rio Guandu, no Estado do Rio de Janeiro, responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro; do rio Piracicaba, para reforço do abastecimento da Grande São Paulo, de onde a água é lançada ao rio Pinheiros; o canal do Trabalhador, no Ceará, interligando o rio Jaguaribe e as bacias da região de Fortaleza

Muitos consumidores talvez ignorem que a energia elétrica usada nas residências e indústrias brasileiras é
produzida em diferentes regiões do País e distribuída, sob responsabilidade do Operador Nacional do Sistema (ONS), através de extensas linhas de transmissão.

Um morador de Salvador, por exemplo, pode estar recebendo energia de uma usina no Sul do País, e não  de uma usina no Sul do País, e não do complexo de Paulo Afonso, na Bahia.

Informação (ONS)

Nordeste Turístico

                           Nordeste desenvolvido e turístico


A falta de alternativas da população do Semi-Árido, provocada principalmente pela seca, contrasta
com a região litorânea do Nordeste, área mais desenvolvida e economicamente ativa.

Uma razão importante do dinamismo dessa região está no turismo. Dados da EMBRATUR mostram que, no comparativo de janeiro/fevereiro de 2004 com o mesmo período de 2003, houve um acréscimo de 18,8% nos desembarques internacionais ao País. Se esse dado for regionalizado apenas com o Nordeste, o aumento foi de 87,3%. Pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) mostrou que Fortaleza, capital de um dos estados beneficiados pela Integração, está entre os dez destinos preferidos de estrangeiros em férias no Brasil. O sucesso do turismo nas capitais nordestinas se deu graças a uma união de investimentos corretos e programas bem-definidos.

O Projeto de Integração é uma alternativa estruturante para dar ao Semi-Árido condições de também
desenvolver suas potencialidades econômicas: a agricultura, a indústria e, também, o turismo. Dessa maneira, é possível diminuir diferenças socioeconômicas entre o litoral e Semi-Árido Nordestino e reduzir as migrações da área rural.

Os Dados são da EMBRATUR

Rio São Francisco e o Cambeta a Seca



                                         Combate à seca


Uma das críticas dirigidas ao Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas
do Nordeste Setentrional diz respeito ao fato de a captação de água nesse rio poder prejudicar a geração de energia das usinas hidrelétricas localizadas depois de Sobradinho. No entanto, com a captação média de águas do rio São Francisco para o sistema de integração, a redução na geração de energia será de apenas 2,4% do sistema da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF).

Contudo, o sistema de geração de energia elétrica do País é interligado, e essa pequena perda deverá ser facilmente compensada por usinas de outras bacias. As usinas a gás natural, matéria prima abundante no Nordeste, ora em fase de implementação na região, também compensarão possíveis perdas.

Numa região afetada por secas constantes, embora esteja relativamente próxima a uma fonte perene de água, qual seria o uso mais adequado desse bem? Gerar energia elétrica – mesmo sabendo que a demanda de energia pode ser atendida pela produção de outras regiões – ou ampliar o acesso da população à água, fundamental para o desenvolvimento humano e econômico?