sábado, 13 de julho de 2013

O livro 1984, de George Orwell ,Uma Obra Apocalíptica.


A obra do escritor é profética também sobre a questão da quebra de privacidade. O avanço tecnológico permite um amplo monitoramento (dos satélites às microcâmeras). Em Nova York, a ONG New York Civil Liberties Union protesta hoje contra a existência de 40,76 câmeras instaladas por quilômetro quadrado em Manhattan. Uma coisa, porém, Orwell não pôde antever: o gosto atual pelo exibicionismo/voyeurismo (o que vale tanto para a moçada do Big Brother quanto para certos usuários do Youtube, Facebook e afins). "As pessoas agora detestam acima de tudo o anonimato. 

Explorar o privado virou uma forma de participação pública", diz a especialista em comunicação Cosette Castro, da Universidade Pública de Barcelona. "Na obra de Orwell, é o governo que observa tudo através de câmeras - ele fala de autoritarismo e não de voyeurismo, como é nosso caso", disse John de Mol, criador do Big Brother, numa entrevista à revista VEJA. Mas Orwell faz questão de frisar que existe um nexo indissolúvel entre voyeurismo e totalitarismo. No livro, é evidente o prazer de O’Brien em imiscuir-se na vida dos outros. Em As Sombras do Amanhã, de 1945, o historiador Johann Huizinga demonstrou que uma das chaves para o sucesso dos regimes autoritários é estimular a bisbilhotice alheia. Todo mundo gosta de um pouco de fofoca e muitos ditadores já usaram isso a seu favor, para coletar informações sobre os cidadãos.

"Temos curiosidade de saber como o outro dorme, come, toma banho. O Big Brother propicia uma resposta a esse anseio", diz Cosette. O fenômeno do reality show, que talvez tivesse escandalizado o escritor, é mundial. No Brasil, faz sucesso há dez anos. "O reality show é um laboratório do qual a audiência também faz parte", afirma Cosette Castro, referindo-se ao poder dos telespectadores de decidir o destino dos participantes dos programas. O Big Brother da ficção foi superado pelo Grande Irmão da realidade.

O Que há de tão importante no Brasil para ser vigiado pelos os Americanos?


Mas afinal, por que os americanos vigiam tanto o Brasil? Uma explicação pode estar na maneira como a comunicação trafega pelo mundo. Quando a gente compara o mapa das rotas de espionagem americana com os cabos internacionais de comunicação, percebe que há muita coincidência. Esse sistema é todo interligado. Assim, como uma na China liga para uma pessoa no Irã, por exemplo, essa comunicação pode passar por qualquer uma das rotas, inclusive por dentro do Brasil. E como os sistemas da China e do Irã são protegidos, a interceptação pode ser feita aqui.
Os documentos não deixam claro quantas e quais empresas de telecomunicações brasileiras têm seus dados sendo direcionados pelas empresas americanas, para a central de operações da NSA. E nem se essas empresas brasileiras sabem que isso está acontecendo.
As empresas brasileiras de telefonia e internet têm parceria com as americanas - isso é normal, permite ligações internacionais, por exemplo. Mas segundo Glenn Greenwald, permite também acesso das americanas aos dados do sistema de comunicações do Brasil. Dados que estariam sendo transferidos para a NSA.
Prof. Adail


Por  ultimo foi noticiado pela maioria imprensa brasileira as declarações do ministro Paulo Bernardes que os os Estados unidos estariam de interessado no Pre-Sal, por este motivo  pretende ficar de olhos abertos com tudo que acontece em nosso país.