sexta-feira, 24 de maio de 2013

A História do Sistema de Integração do rio São Francisco


A História do Sistema de Integração do rio São Francisco

Ainda no Brasil-Colônia, foram escritos os primeiros relatos sobre a seca no Nordeste, que falam das migrações para regiões não afetadas pela falta d’água.

Entre 1721 e 1727, durante uma grande seca que ocorreu na região, Portugal mandou três navios de mantimentos para o Brasil e determinou que os beneficiados por esses alimentos fossem recrutados para trabalhos de construção de melhor infra-estrutura para a região.

 Essa ação é similar ao assistencialismo, que perdura até hoje. Soluções científicas para combater o problema começaram a ser esboçadas após a Independência do Brasil, a partir de 1838, quando foi criado o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB).

 Uma missão do Instituto, formada por geólogos, botânicos, zoólogos, astrônomos e geógrafos, elaborou o primeiro trabalho de reconhecimento do norte do Nordeste, em 1859.

O chefe dessa missão, o Barão de Capanema, em suas análises, enfatizou a necessidade de melhorar as estruturas de transporte e armazenamento de água, propondo a construção de 30 açudes e de um sistema que levasse água do São Francisco para o rio Jaguaribe, no interior do Ceará.

Fonte Dnocs 

Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco


Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco

Desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, este
Programa visa “implantar uma política de desenvolvimento na bacia hidrográfica do rio São Francisco com
sustentabilidade socioambiental”. Baseia-se em cinco linhas de ação:
• Qualidade Ambiental, com ações de controle da poluição e ordenamento territorial;
• Agenda Socioambiental, destinada ao fortalecimento institucional, à educação ambiental, ao
fortalecimento de programas locais e ao apoio ao desenvolvimento cultural;
• Proteção Ambiental, voltada para a preservação da fauna e da flora e ao monitoramento dos recursos naturais;
• Manejo de Recursos Naturais, para a proteção dos recursos hídricos e dos solos;
• Economia Sustentável, para apoio ao turismo, à pesca, à agricultura sustentável e à reforma agrária.
Plano São Francisco Em junho de 2003, foi constituído um Grupo de Trabalho Interministerial, coordenado pela Vice-Presidência da República, o qual deu origem ao Plano São Francisco.

 Suas propostas procuram atender, de um lado, à integração de bacias hidrográficas que possuam um grande volume de recursos hídricos com o Semi-Árido Nordestino e, de outro, a ações voltadas para a revitalização do rio São Francisco que diminuam o Passivo Ambiental de sua bacia hidrográfica.

Documentos oficiais do Governo Federal 

Geração de energia x combate à seca no Nordeste.



Geração de energia x combate à seca
Uma das críticas dirigidas ao Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas
do Nordeste Setentrional diz respeito ao fato de a captação de água nesse rio poder prejudicar a
geração de energia das usinas hidrelétricas localizadas depois de Sobradinho.

No entanto, com a captação média de águas do rio São Francisco para o sistema de integração,
a redução na geração de energia será de apenas 2,4% do sistema da Companhia Hidrelétrica do
São Francisco (CHESF).

Contudo, o sistema de geração de energia elétrica do País é interligado, e essa pequena perda
deverá ser facilmente compensada por usinas de outras bacias. As usinas a gás natural, matériaprima
abundante no Nordeste, ora em fase de implementação na região, também compensarão
possíveis perdas.

Numa região afetada por secas constantes, embora esteja relativamente próxima a uma fonte
perene de água, qual seria o uso mais adequado desse bem? Gerar energia elétrica – mesmo
sabendo que a demanda de energia pode ser atendida pela produção de outras regiões – ou
ampliar o acesso da população à água, fundamental para o desenvolvimento humano e econômico?
O que se planeja para a bacia do São Francisco

Diversas ações estão sendo implantadas ou programadas para a bacia do rio São Francisco pelo Governo
Federal, com o envolvimento dos estados e dos municípios da bacia, o incentivo de organismos internacionais e a participação da sociedade civil.

O objetivo principal dessas ações é a revitalização do rio São Francisco.
Revitalização no mais amplo sentido:
• recuperação ambiental de áreas degradadas;
• preservação de ecossistemas relevantes pouco degradados;
• promoção do desenvolvimento sociocultural das populações que aí vivem. Instalação do Comitê da Bacia do Rio São Francisco

O Comitê da Bacia do Rio São Francisco conta com o apoio técnico da Agência Nacional de
Águas – ANA, cuja missão é regular o uso dos recursos hídricos em âmbito nacional, e cria,
dessa forma, condições para uma gestão adequada das águas na Bacia.
Projeto GEF São Francisco Uma parceria entre a Agência Nacional de
Águas – ANA, o Fundo para o Meio Ambiente
Mundial – GEF, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD

Pesquisa das fontes oficiais do Gov Federal