terça-feira, 21 de maio de 2013

Rio São Francisco, O Rio da Integração Nacional



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A ocupação do território brasileiro pelos portugueses não ocorreu de
forma imediata. Entre o descobrimento e o início de uma colonização
organizada, decorreram cerca de 30 anos.

 O Nordeste foi a primeira área
a ser ocupada, com base no sistema de Capitanias Hereditárias e tendo
como principais atividades econômicas a exploração do pau-brasil e a
produção de cana-de-açúcar, esta concentrada em áreas próximas ao
litoral. A cidade de Salvador foi sede do Governo-Geral e o ponto de
partida para a conquista de territórios mais ao norte, que hoje correspondem
aos Estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, e para a
expansão rumo ao interior do País, fundamental para assegurar a conquista
do território pela Coroa Portuguesa.

Ao longo de um século, aproximadamente, os sertões ao norte do
Nordeste brasileiro foram ocupados por portugueses ou brasileiros de
descendência portuguesa cuja principal atividade era a pecuária. A retomada
de Pernambuco – que durante 30 anos foi domínio holandês
– serviu para estimular ainda mais a ocupação do interior do Brasil, tendo
a pecuária, o cultivo do algodão e a agricultura de subsistência como
principais fontes de sobrevivência.

A descoberta de ouro em Minas Gerais, no século XVIII, representou
o início do declínio econômico e político do Nordeste. A principal cidade
do Brasil-Colônia passou a ser o Rio de Janeiro, que se tornou a
capital em 1763. O fortalecimento econômico do Sudeste e do Sul, no
século XIX, criou o estigma do Nordeste como área carente e com menos
possibilidades de desenvolvimento. Essa posição foi fortalecida por
períodos de forte seca no Semi-Árido, que provocavam sérios danos à
economia e à vida da população local.

Prof Adail