segunda-feira, 8 de abril de 2013

A Síria não pode ser uma nova Líbia ou um novo Iraque


A Síria não pode ser uma nova Líbia ou um novo Iraque


Putin: A Síria não pode ser uma nova Líbia ou um novo Iraque


Antes de sua viagem à Alemanha, realizada neste fim de semana, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concedeu entrevista à maior rede de televisão alemã, a ARD, na qual falou dos temas foram tratados durante a visita, tanto os relacionados à cooperação bilateral Rússia-Alemanha quanto os que dizem respeito à política internacional.


Leia abaixo trechos da entrevista reproduzida pelo site Diário da Rússia:

ARD: Presidente Vladimir Putin, como o senhor avalia o estágio atual das relações entre Rússia e Alemanha?
Vladímir Putin: Vamos ampliar o alcance da sua pergunta e dizer que a União Europeia responde por 50% da movimentação comercial da Rússia. Pois bem: entre os países membros da União Europeia, a Alemanha é a nossa principal parceira. A balança comercial Rússia-Alemanha registra US$ 74 bilhões. Portanto, entre os países da União Europeia, a Alemanha mantém a liderança nas relações econômicas com a Rússia, além de ser o nosso maior investidor externo.

Quais as perspectivas de esta cooperação bilateral aumentar?
Como disse, o intercâmbio comercial hoje entre Rússia e Alemanha é de 74 bilhões de dólares, e tende, de fato, a aumentar, apesar de alguns problemas pendentes. Por trás destes números estão os postos de trabalho e a troca de modernas tecnologias. A República Federal da Alemanha continua sendo um dos principais investidores da Federação Russa, com um montante de 25 bilhões de dólares em investimentos acumulados. Somente em 2012, os investimentos da Alemanha na Rússia aumentaram US$ 2,2 bilhões.

Desde a eclosão da crise econômica em Chipre, esta será a primeira vez em que os governantes da Rússia e da Alemanha se encontrarão pessoalmente. O que o senhor pretende conversar com a chanceler Angela Merkel?A Rússia entende que não há necessidade de impor confiscos de ativos aos depositantes dos bancos cipriotas e que as condições de empréstimo de capitais podem perfeitamente ser bem discutidas entre todas as partes. A Rússia já prestou socorro financeiro a Chipre e não impôs exigências draconianas.



Como o senhor vê as informações veiculadas pela mídia internacional de que Chipre foi transformado numa grande lavanderia financeira?As acusações de que Chipre se presta a lavar ou a clarear dinheiro precisam ser provadas. Será que os autores de tais acusações desconhecem as regras elementares da responsabilidade jurídica? Uma destas regras é a da presunção de inocência que deve ser atribuída a quem se vê alvo de acusações de atos ilícitos. Então, partindo-se deste princípio, como se pode dizer que todos os depositantes dos bancos cipriotas agem ilegalmente? É preciso ter provas para dizer isso. Provas bem consistentes, por sinal.

Vamos falar da Síria, país para o qual a Rússia exige soluções diplomáticas e veta qualquer possibilidade de intervenção externa. A seu ver, quais são as perspectivas para que a crise e a guerra civil na Síria cheguem ao fim?A Rússia não admite intervenção externa na Síria, nem que este país sofra interferências em seus assuntos soberanos. Nós não queremos que se repitam na Síria os fatos ocorridos na Líbia, no Iraque e no Iêmen. Estes países sofreram uma verdadeira desintegração após as mudanças de poder. A Rússia sustenta que a sociedade síria é a única parte legítima para obter a solução dos seus conflitos. Não há razões para quaisquer interferências externas no país.

Presidente Putin, vamos falar agora de uma situação interna do seu país que provocou e continua provocando intensa repercussão no exterior – o controle das ONGs, organizações não governamentais. No caso específico, o fato de as 654 ONGs financiadas por outros países merecerem atenções especiais do governo russo. O que o senhor nos diz a respeito?Não inventamos nada de novo a este respeito ao exigir que organizações não governamentais financiadas com recursos do exterior façam os seus registros, junto aos órgãos competentes russos, de acordo com o que realmente são: pessoas jurídicas de capital externo. Qual é a novidade que nós introduzimos? Diversos países agem assim, inclusive os Estados Unidos. O Kremlin não inventou nada. Para ter uma ideia do que se passa na Rússia com estas ONGs de capital externo, quatro meses após a entrada em vigor da lei que regula a atividade das ONGs de capital externo, foram transferidos para as suas contas bancárias 28,3 bilhões de rublos, o que equivale a quase um bilhão de dólares. Será que a sociedade russa não tem o direito de saber quem recebe este dinheiro e qual é a destinação do seu uso?

Para encerrar, Presidente Putin: quais são os seus planos pessoais para o futuro? Por futuro, entenda-se 2018, o ano em que terminará o seu mandato presidencial.Adoro Direito e Literatura, e espero poder me ocupar destas áreas sem manter ligações com quaisquer estruturas públicas. Admito, porém, manter ligações em outras áreas como as relacionadas à sociedade russa e ao mundo dos esportes na Rússia.

Fonte: Diário da Rússia

Manifestantes comemoram no Reino Unido morte de Thatcher


Manifestantes comemoram no Reino Unido morte de Thatcher


Um grupos de pessoas se reuniram em Londres e em Glasgow, na Escócia, entre outros lugares, para celebrar nas ruas, abertamente, a morte da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, ocorrida nesta segunda-feira (8).


Foto publicada na rede social Facebook
Thatcher, que foi primeira-ministra entre 1979 e 1990, adotou políticas direitistas radicais que, embora vistas como modernizadoras por alguns, foi conservadora para outros tantos, que a viam como uma destruidora de empregos e de setores econômicos tradicionais. As comemorações mostram como a ex-premiê, que mudou o Reino Unido, diminuindo o papel do Estado, é polêmica ainda hoje.
Uma celebração improvisada acontecia em Brixton, na zona sul de Londres, cenário de intensos distúrbios sociais na década de 1980. Quase 200 mil pessoas já haviam curtido a página “SIM, Margaret Thatcher está morta” até o início da tarde desta segunda-feira. 

A forte oposição da primeira-ministra britânica ao comunismo da União Soviética - que ela apresentava como um demônio que deveria ser combatido - lhe rendeu o título de "Dama de ferro", atribuído pela imprensa soviética e logo adotado pelo Ocidente. Essa posição, alinhada com Reagan, foi alvo de críticas mundo afora por sustentar a Guerra Fria até a chegada de Mikhail Gorbachev ao poder.

As palavras dedicadas a sua morte, 23 anos após o fim do seu governo, mostram que muitos não a esqueceram nem a perdoaram. No bairro de Belgravia, uma garrafa de leite foi deixada na porta da casa dela, numa alusão ao corte no fornecimento de leite a escolas primárias, adotada por ela quando ministra da Educação, na década de 1970.

Sindicalistas reagem
Mas se para alguns, Thatcher modernizou o Reino Unido, para outros, cortou postos de trabalho e destruiu a indústria nacional. Ela privatizou empresas e se mostrou inflexível diante dos sindicatos e de uma longa greve dos mineiros.

Alguns sindicalistas avisaram no Twitter que estão indo para os bares celebrarem. Outros falam em folhetos que circularam na semana passada marcando uma festa para Trafalgar Square para o primeiro sábado após a morte da ex-premier. “Ela queria acabar com os sindicatos, com o movimento da classe operária. Não conseguiu acabar conosco, mas essa era a sua meta”, disse Judith Orr, editora do jornal de esquerda “Socialist Worker”. “Estou contente em perdê-la de vista.”

Com agências, G1 e Estadão

Thatcher é um "personagem nefasto"


Para ex-combatente argentino, Thatcher é um "personagem nefasto"


A morte de Margaret Thatcher, nesta segunda-feira (8), rapidamente causou repercussão na imprensa argentina e entre ex-militares que participaram do conflito contra o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas em 1982. Semana passada, a guerra, vencida pelos europeus, então comandados pela ex-primeira-ministra, completou 31 anos.


Rádios, TVs, jornais e ex-combatentes também lembram o papel de Thatcher na implementação de políticas neoliberais no ocidente nas últimas décadas. 

 
Ex-soldado, convocado para a guerra aos 20 anos, o engenheiro Luis Aparicio, de 51 anos, comparou a Dama de Ferro aos militares que impulsionaram o conflito.

"Ela passará para a história como um personagem nefasto. É uma pessoa detestável e faz parte da mesma classe de políticos que o (Leopoldo) Galtieri (presidente e ditador argentino que impulsionou a retomada das ilhas). Eles representavam as mesmas coisas", afirmou.

Para o ex-combatente, a guerra das Malvinas foi usada pelos dois governos de maneira deplorável. "Os militares usaram as Malvinas para se perpetuar no poder e ela, para implementar os planos neoliberais. Ambos se apoiaram no nacionalismo. Nós padecemos aqui e os ingleses lá. Sua morte não me deixa nem mais feliz nem mais triste. Não me causa nada", disse. 

O jornalista Victor Hugo Morales, do Canal 9 e da Rádio Continental, também foi contundente ao falar da ex-primeira-ministra britânica e lembrou o episódio mais emblemático da guerra das Malvinas, o afundamento da embarcação General Belgrano, que matou 323 soldados argentinos, cerca de metade do total de baixas do país na guerra. 

"Não vamos nos permitir chorar uma lágrima por essa mulher. O Belgrano era um barco desprotegido e que não representava qualquer tipo de perigo para as Malvinas naquela guerra. Além disso, os danos que ela provocou com a propagação das ideias econômicas nos últimos 30 anos da humanidade não podem ser medidos em palavras", afirmou. 

A vitória, dois meses após o início da guerra, trouxe ganhos políticos para Thatcher, que conseguiu ser reeleita no ano seguinte. Para a ditadura militar argentina, o episódio significou a efetiva queda do regime, que já vinha em declínio antes da empreitada e que usou a tentativa de recuperar as ilhas como bandeira nacionalista para recuperar o apoio popular. 

Thatcher sempre defendeu o ataque ao General Belgrano. Meios argentinos como o jornal La Naciónrecuperaram com destaque uma entrevista em que Dama de Ferro se irrita ao ser confrontada pela jornalista Diana Gould, em 1982, sobre a decisão de atacar a embarcação. 

A ex-primeira-ministra afirmou que, embora estivesse fora da área de exclusão marítima, o navio estava próximo às ilhas, "representando um perigo para nossos barcos e nossos cidadãos. E nós devíamos estar protegidos nessa área. Já havíamos advertido. Estávamos vulneráveis. Atacamos o Belgrano porque era perigoso para nossos barcos e nossa Marinha."

O colunista Alberto Amato escreveu no jornal Clarín que o apelido Dama de Ferro não era atribuído apenas pela dureza política de Thatcher. No artigo, intitulado "A dama da revolução involutiva", Amato lembrou que a ex-primeira-ministra não se incomodava com a alcunha, derivada de um instrumento de tortura difundido na Idade Média.

O método consistia em aprisionar uma pessoa em uma espécie de sarcófago, que tinha como particularidade a estampa do rosto da Virgem Maria (por isso o nome). No interior, cravos de ferro perfuravam a pele da vítima quando o compartimento era fechado. Mas como não atingiam nenhum órgão vital, a pessoa morria aos poucos, por insuficiência sanguínea. 

Fonte: UOL

Morre "dama de ferro" neoliberal Margaret Thatcher


Reino Unido: Morre "dama de ferro" neoliberal Margaret Thatcher


Margaret Thatcher, antiga primeira-ministra do Reino Unido, morreu nesta segunda-feira (8), aos 87 anos. Ela liderou o governo britânico pelo Partido Conservador de 1979 a 1990, em plena Guerra Fria, e defendeu arduamente medidas neoliberais em um contexto dominado pela Doutrina Reagan, do ex-presidente dos EUA Ronald Reagan, em que foram intensificadas as medidas imperialistas para combater a influência da União Soviética no mundo.  


BBC
 Ronald Reagan e Margaret Thatcher
Ex-presidente dos EUA Ronald Reagan e Margaret Thatcher 
Uma das principais aliadas do ex-presidente Reagan, Margaret Thatcher ficou conhecida como "dama de ferro" e compôs a chamada "era Thatcher-Reagan", a partir do início dos anos 1980, implementando políticas neoliberais durante o período político-financeiro em que o imperialismo mais se estabeleceu.

Durante a Guerra Fria, Reagan desencadeou o processo armamentista mais virulento, investindo no desenvolvimento de equipamentos bélicos e mísseis como os "cruise", que foram adaptados pelos EUA para transportar ogivas nucleares, em quatro modelos diferentes

Em sintonia com a Doutrina Reagan, que durou menos de uma década mas que foi a peça central da política internacional da época, o governo de Margaret pronunciou-se contra a União Soviética juntamente com o presidente estadunidense, que fez um discurso no parlamento britânico em 1982. 

Outro exemplo da parceria Thatcher-Reagan foi quando, em abril de 1986, os EUA lançaram uma série de ataques aéreos contra a Líbia, desde bases aéreas britânicas, com a permissão de Margaret. Ela afirmou estar apoiando o direito dos EUA de "se autodefender" (assim como o primeiro-ministro britânico Tony Blair faria duas décadas depois, quando o presidente estadunidense George W. Bush resolveu invadir o Iraque).

Antes disso, Margaret empenhou-se em medidas que via como esforços pela "revitalização nacional britânica", e investiu contra a Argentina na neocolonialista Guerra das Malvinas, em 1982, o que lhe garantiu a reeleição no ano seguinte. No plano econômico, logo após a Crise do Petróleo de 1979, ela empenhou-se pela desregulamentação do setor financeiro, na precarização (chamada de "flexibilização") do mercado de trabalho e na privatização de empresas estatais.

Com esta linha de pensamento, desde que foi eleita líder do Partido Conservador, em 1975, as políticas defendidas pelo partido foram enquadradas no denominado "Thatcherismo". 

O apelido de "dama de ferro" dado a Margaret também foi resultado do atentado à bomba ao qual sobreviveu em 1984, atribuído a republicanos irlandeses, já que Margaret defendia a soberania do Reino Unido sobre a Irlanda. Além disso, em 1984 também reprimiu com dureza as greves organizadas pelos mineiros britânicos, em um contexto de relevantes conflitos sociais no Reino Unido.

Ao Brasil, a "dama de ferro" chegou a sugerir à ditadura em fase final a venda das empresas estatais e até da Amazônia, para cobrir as dívidas internacionais.

O legado Reagan-Thatcher estabeleceu as bases para o Consenso de Washington, formulado oficialmente em 1989 e assentado nas instituições financeiras de um capitalismo imperialista: o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, em que tecnocratas financeiros dessas instituições ditaram as políticas socioeconômicas de diversos países, especialmente na América Latina, dominada por ditaduras patrocinadas pelos EUA.

Reagan e Thatcher chegaram a ser apelidados pela mídia estadunidense da época de "almas-gêmeas políticas". 

Civilizações Antigas


A Civilização Persa

PersepolisCivilização Persa formou o maior império da Antiguidade Oriental
Por muito tempo os povos semitas, hititas, Egípcios e Gregos foram vassalos dos reis persas.

Por volta de 2000 a.C. a região do atual Irã, era habitada por dois povos distintos, os Medos e  Persas
.Em 558 a.C, os persas liderados por Ciro, destruíram a unidade politica dosMedos e passaram a controlar a região.

Foi formado o Reino da Pérsia que posteriormente conquistaria todo o Oriente. A Mesopotâmia, a Ásia Menor, e o Egito, passariam a fazer parte do Império Persa de Ciro, O Grande.

Com a morte do Rei Cambises, filho  de Ciro, o controle da Pérsia passaria para Dario I que dividiu o grande império em 20 Sátrapias, o mesmo que províncias.

Apesar de impor a sua dominação política sobre os vários povos do oriente, os Persas respeitavam as particularidades culturais de cada povo.

Cada província seria governada por um Sátrapa, líder provinciano indicado pelo rei. Existia também outros funcionários, os chamados Olhos e os Ouvidos do Rei que tinham a função de fiscalizar essas províncias.

Para estimular o comércio no território persa, foram construídas estradas que interligavam as principais cidades do império. Um eficiente sistema de correio passava as informações  de uma província para a outra. As mais importantes cidades persas eram Susa, Persepolis, Babilônia e Ecbatana.

Para impulsionar as atividades comerciais no imenso império, foi criada uma única moeda padrão, O Dárico, cunhada em prata ou em ouro.

A Religião Persa

No início de sua Civilização, os persas adoravam diversos deuses, mas, por volta do Século a.C.,o Profeta Zoroastro ou Zaratrusta, fundou uma religião monoteísta na Pérsia, o Zoroastrismo.

A nova religião persa ensinava que no Mundo existe duas forças antagônicas que representava o Bem e o Mal.

Ormuzd Mazda  era o único e verdadeiro Deus. Criador de todas as coisas boas no mundo. Uma de suas criações  Arimã, preferiu escolher um caminho errado, lançou  sobre a terra a maldade que assola os humanos.

As pessoas que praticassem boas ações, estariam seguindo Mazda. Como recompensa ele daria aos seus seguidores a vida eterna num lugar maravilhoso.

Já para aqueles que andasse no caminho do Mal, se tornariam escravos de Arimã e passariam a viver junto com ele no Reino das Trevas. Os princípios do Zoroastrismo estão contidos no Zend Vesta, a Bíblia Persa.

Arte e Arquitetura Persa

No campo da arte, os persas assimilaram a produção artística dos povos dominados por eles. Boa parte dos palácios persas foram construídos por artistas assírios, babilônicos e egípcios.

O Fim do Império Persa

Na tentativa de conquistar os povos da Grécia, o Império Persa encontraria o seu fim. No governo de Dario I, eles lutaram contra os gregos nas Guerras Medicas. Desde a Batalha de Maratona, os Persas amargariam sucessivas derrotas.

Assim como Dario I, os reis persas Xerxes e Artaxerxes fracassaram no objetivo de subjugar os Gregos.

No choque entre as duas Civilizações os gregos levaram a melhor. O Império Macedônico que havia conquistado toda a Grécia, tomou as dores dos gregos e passaram a lutar contra o Persas.

Em 332 a.C. o Império Persa chegaria ao seu fim. Alexandre o Grande, Rei da Macedônia, depois de uma série de batalhas, conquistaria todo Oriente, antes pertencente a Dario III, último Rei da Pérsia Antiga.


O Império Macedônico

Império formado pelo grande conquistador Alexandre, o Grande.

Império Macedônico promoveu a integração do Ocidente grego com o Oriente persa.

Macedônia era um reino situado ao norte da Grécia. A população da Macedônia era formada por agricultores a pastores que eram governados pelos grandes proprietários de terra e de escravos.Alexandre, O GrandeA História do Império Macedônico inicia-se com Filipe II em 359 a.C.. Após tornasse Rei, Filipe distribuiu as terras pertencentes a aristocracia para os camponeses.

Foi criado um governo centralizado forte militarmente e capaz de competir de igual para igual contra os povos da Grécia que os tachavam de Bárbaros.

Aproveitando-se do caos em que estava as cidades estados gregas em decorrencia da Guerra da Peloponeso, Filipe II conquistou toda a Grécia. Em 338 a.C os macedônicos derrotaram os gregos na Batalha de Queronéia. Com isso a Macedônia passou a exercer a tutela sobre o Mundo Negro

Filipe II morreu assassinado dois anos depois. Em seu lugar assumiria o Império o seu filho, Alexandre Magno. As cidades gregas não aceitaram o jovem rei como soberano, rebelaram-se achando o momento ideal para se libertarem do domínio macedônico. Alexandre mostrou ser um hábil governante e conseguiu sufocar as rebeliões liderada pela Cidade de Tebas.

Contornado a situação na Grécia, o Império Macedônico voltou as suas atenções para o Oriente, onde a muito tempo os persas buscavam destruir a Civilização Grega.

A Macedônia iniciaria uma guerra contra o Império Persa, na época governado por Dario III. Quando iniciado as lutas, as Falanges Macedônicas mostraram-se superiores as tropas do Exército Persa.

Com a morte de Dario III, Alexandre tornou-se o senhor do Oriente, dono do maior Império da historia até então formado. O Império Macedônico ia da cidade de Pela na Macedônia até aos arredores da Índia. O gigantesco Império formado por Alexandre, o Grande, seria desfeito após a sua morte em 323 a.C.

Os principais generais macedônicos dividiram o império, formando reinos particulares na Ásia, no Egito e na Pérsia. Inicia-se assim o Período Helenístico, onde a cultura grega fundiu-se com os costumes dos povos do Oriente.

Civilização Cretense

Civilização Cretense é também conhecida como Civilização Minoica.

Os historiadores acreditam que por volta de 3.000 a.C., populações que habitavam a Ásia Menor navegaram até a Ilha de Creta é la se instalaram.

Com o passar dos séculos a população multiplicou-se dando origem a Civilização Cretense, formada por uma sociedade voltada ao comércio marítimo.Civilização CretenseO arqueólogo inglês Sir Arthur Evans, foi o maior estudioso da Civilização Cretense. Foi ele que encontrou e escavou a Cidades de Cnossos.

Costuma-se dividir a história dos antigos habitantes de Creta em 3 períodos de civilização.

Civilização Egeia - Foram os primeiros habitantes da Ilha de Creta.Se dedicavam a pratica da agricultura e pastoreio de bois e cabras.

Civilização Cretense  - Com o crescimento das atividades comerciais, foi criada uma unidade política, a Ilha de Creta passou a ser governada por um rei.

Civilização Minoica - Civilização que iniciou-se após a destruição das cidades cretenses, provavelmente por um terremoto. As cidades foram reconstruídas de forma mais evoluída, notando-se a evolução cultural dos cretenses.

A Organização da Sociedade

Ao alcançar um grande desenvolvimento econômico, formou-se uma monarquia, os governantes de Creta passaram a ser conhecidos como Mino, o mesmo que rei. Para abrigar a realeza foi construído os Palácios de Cnossos e Faístos.

O Rei Cretense exercia a função de chefe político e religioso. Acreditasse que os cretenses formaram um sociedade com quase nenhuma diferença de classes.

Após um terremoto por volta de 1700 a.C., o Palácio de Cnossos foi reconstruído tornando-se ainda maior e rodeado por um labirinto de corredores.

Segundo a Mitologia Grega, o grande labirinto foi criado para abrigar uma criatura selvagem metade Homem e metade touro, o Minotauro.

Com o crescimento da sociedade os cretenses desenvolveram a escrita. Foram encontrados placas de argila que continham uma escrita pictográfica muito parecida com a dos egípcios, batizada de Linear A. Havia também uma escrita grega antiga, baptizada de Linear B.

Para melhor se protegerem de ataques dos povos invasores, foi criado um exército composto por tropas terrestres e marinha de guerra.

Economia Cretense

Os cretenses alcançaram um grande desenvolvimento econômico graças ao comércio marítmo. Eles comercializavam produtos na região balcânica e na Ásia Menor, porta de entrada comercial para o Oriente.

Na agricultura eles deram importância para o cultivo de cereais, videiras, oliveiras. Os principais produtos comercializados por eles eram jóias, tecidos, armas e objetos feitos de bronze.

A Arte e Arquitetura Cretense

As construções eram feitas de tijolos, pedra e barro. As moradas eram bem evoluídas para a época, palácios e algumas casas eram equipados com banheiros e possuíam canalização de água e esgoto.

Os cretenses destacaram se também na cerâmica, algumas construções eram decoradas com pinturas na parede. Eram desenhos de animais, plantas e outros desenhos que retravam cenas do cotidiano da época.

A Religião Cretense

Os cretenses tinham como principal divindade a Deusa Mãe que simbolizava fecundidade e fertilidade da terra. Por adorarem uma divindade feminina, a sociedade cretense dava grande importância as mulheres. Elas passaram a exercer a função religiosa de Sacerdotisa. Plantas e animais também eram adorados.

O Declínio da Civilização de Creta

Após ser acometida por catástrofes da natureza como terremotos, erupção de vulcões e tsunamis, a sociedade cretense ficou enfraquecida e incapaz de defender-se de incursões invasoras de outros povos.

por volta de 1400 a.C, Os indo-europeus invadiram a Ilha de Creta e conseguiram dominar toda a região. Primeiro foram os Aqueus, depois vieram os Dórios.

Os cretenses foram os responsáveis pela formação da Civilização Grega. Ao Invadirem Ilha de Creta os indo-europeus (aqueus, dórios, eólios e jônios , assimilaram os costumes dos povos locais passando a difundi-lo por toda a Península Balcânica e litoral da Ásia Menor.


Genghis Khan e o Império Mongol

Genghis KhanImpério das tribos nômades da Ásia Central que se tornou o maior Império territorial já formado na História.

Império Mongol no seu auge englobava o território da China, Mongólia, Coreia, Vietnã, Tailândia, Pérsia, Turquestão e regiões da Rússia e Armênia.

O grande responsável pela criação do Império Mongol foi o conquistador Temudjin, conhecido pela história como Genghis Khan.A região da Mongólia era habitada por um grande numero de tribos. Os mongóis por muitos séculos passaram a lutar uns contra os outros. Os principais clãs tribais eram:

Tayichi'ut, Tártara, Merkit, mongol e Keirat. Essas tribos viviam constantemente em guerra.

Temudjim foi nomeado líder dos Keirats e iniciou uma grande batalha contra as outras tribos Mongóis. Ele tinha um sonho, queria unir todas as tribos mongóis sob a bandeira de uma nação, a Nação Mongol.

Em 1206 Temudjin após subjugar um grande numero de tribos tornou-se líder supremo dos Mongóis passando a ser conhecido Genghis Khan.

O Império Mongol foi criado a base de terror. Os habitantes das regiões conquistadas pelos mongóis eram tratados com extrema crueldade.

Ao unir as tribos mongóis sob o seu comando, Genghis Khan tornou-se líder de um gigantesco exército que tinha como principal arma uma cavalaria de grande eficiência.

Valendo-se deste exército Ghengis Khan conquistou um vasto território que se estendia da costa leste da Ásia ao rio Danúbio, das estepes da sibéria ao mar da Arábia.

Em seu reinado Genghis Khan conquistou a China Uzbequistão, Quirguistão, Turcomenistão, Tajiquistão e Afeganistão. Com a morte de Khan em 1227 o vasto território do Império Mongol foi dividido entre seus filhos

Os herdeiros de Genghis Khan trataram de consumar a conquista das regiões europeias. Liderados por Batu Khan conquistaram os principais principados russos atacando também a Polônia, Hungria e Roménia.

No estremo Oriente Kublai Khan, conquistou parte da China tornado-se o primeiro Imperador da Dinastia Yuan.

Os mongóis também conquistaram os territórios mulçumanos antes pertencentes a Dinastia 
Abassida.


Os Celtas

Povo místico que habitou o Continente Europeu entre 2000 a.C. e 400 d.C..

Os celtas descendiam das tribos indo-europeias. São atribuído a eles a introdução da metalurgia na Europa, dando inicio a idade do ferro nesta região.StonehegeOs historiadores gregos foram um dos primeiros a mencionarem os celtas em seus livros. Os gregos os chamavam de Keltoi, mais tarde eles seriam chamados pelos povos Romanos de Celta

Os Celtas já habitaram as regiões que hoje pertencem as nações do Reino Unido, Portugal, França e Espanha, Bélgica e Alemanha.

Estavam divididos em varias tribos com divergentes nomes. As tribos que sobreviveram ao tempo foram as dos bretões, gauleses, celtiberos e hibernios. Por volta do ano 2.000 a.C Essas tribos já ocupavam a maior parte do continente europeu.

Estudiosos da atualidade acreditam que as primeiras tribos celtas estavam concetradas na Península Ibérica. Partido desta região eles imigraram para o restante da Europa.

Esta teoria ganhou força após os estudos realizados pelo geneticista Daniel Bradley que comprovou que os traços genéticos dos celtas eram mais forte nos habitantes da Península Ibérica com relação aos habitantes de outras regiões da Europa.

Vestígios da Civilização Celta  foram encontrados por toda a Europa. Os achados mais importantes foram os sítios arqueológicos de Hallstatt e da La Tène. Nesses sitios foram encontrados equipamentos de guerra como espadas, escudos e elmos e outros utensilhos como vasos, braceletes e broches.

A sociedade céltica tinha como principal pilar o clã tribal, grupo composto por pessoas de mesmo parentesco. Com a o tempo a sociedade celta passou a ser dividida em classes, tese defendida pela descoberta de túmulos diferenciados dos outros túmulos celtas encontrados.

Os druidas, uma espécie de líder comunitário e sacerdote da religião celta, era uma das figuras mais respeitadas na sociedade céltica. Os druidas eram os homens mais instruidos da sociedade celta, seus conhecimentos iam da medicina natural até a astronomia. O Druida mais conhecido da história foi Merlim.

A Religião Celta

A religião celta tinha como principal caracteristica o animismo, ou seja, a crença que todos elementos da natureza fazia parte do divino. A propria terra era vista como templo religioso e por isso os celtas faziam os seus rituais ao ar livre.

Algumas das celebrações de cunho religioso dos celtas eram:

O Imbolc  – Celebração celta em comemoração o começo da vida na natureza ao final do inverno.

O Samhain – a festa em homenagem aos mortos.

Os celtas também eram politeistas, a grande quantidade de tribos refletiria a adoração de muitas divindades.

Os celtas não eram muito adeptos da escrita, e por isso sabemos muito poucos de seus deuses. Os antigos romanos foram os primeiros a escreverem sobre os deuses celtas.

Os mais conhecidos deuses celtas relatados por eles foram Dagda, Danu, Sucellus, Epona, Goibiniu e Slough Feg.
Taranis.

Um pequeno grupo de históriadores acreditam que os Celtas para satisfazerem seus deuses realizavam sacrificios humanos.

Alguns sacrificios eram feitos num ritual conhecido como Homem de Vime. Um grande boneco de palha era feito e dentro dele era posto um ser humano oferecido como sacrificio. Ao final da cerimória realizada por um druida, os celtas ateavam fogo na vitima que queimava juntamente com o boneco de vime.

O fim da civilização celta

Organizados em tribos independentes , os celtas não conseguiram resistir por muito tempo ao avanço do Império Romano que conquistou as principais regiões célticas.

Os últimos redutos da civilização celta passaram a ser a Escócia, a Irlanda e o Pais de Gales. Os celtas que viveram nessas regiões conseguiram por algum tempo resistir a influência da civilização romana, pois estavam distantes de suas fronteiras.

A identidade cultural dos últimos remanescentes da civilização celta seriam perdidas com a chegada dos romanos na Escócia e Irlanda, esses países foram convertidos ao cristianismo defendido por Roma.