sábado, 30 de novembro de 2013

As Ferrovias do Brasil

O Brasil tem Hoje 28000 Mil Km de ferrovias

Desde que passou a ser operado pela iniciativa privada, em 1997, o setor brasileiro de transporte ferroviário de cargas apresentou um crescimento de 90%. Só no ano passado, foram movimentadas 481 milhões de toneladas. Este ano, segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), o desempenho do setor deve ser ainda melhor, totalizando 508 milhões de toneladas transportadas.



A malha ferroviária de transportes de carga operada pelas concessionárias privadas tem hoje 28 300 quilômetros – 23 000 deles em operação. No passado, o país chegou a ter mais de 34 000 quilômetros de ferrovias, mas crises econômicas e a falta de investimento fizeram com que parte da rede ficasse obsoleta e fosse abandonada.

Apesar do baixo crescimento da economia do país nos últimos anos, as concessionárias de ferrovias mantiveram um nível elevado de investimentos e injetaram mais de 4,9 bilhões de reais no sistema em 2012 – valor 6,6% superior ao aplicado no ano anterior.

Mais investimentos
 – Desde que o programa de concessões da malha ferroviária foi iniciado no Brasil, no fim dos anos 1990, os investimentos em novas tecnologias, capacitação profissional, compra e reforma de locomotivas e vagões, assim como a melhoria das operações ferroviárias, totalizaram 34,9 bilhões de reais. A previsão de investimentos das concessionárias até 2015 é de 16 bilhões de reais.

A expectativa é que o setor ganhe impulso com o Plano de Investimento em Logística (PIL), lançado pelo governo federal em agosto de 2012 e que prevê, entre outras coisas, investimentos de quase 100 bilhões de reais na construção e na adequação de 11 000 quilômetros de ferrovias nas próximas três décadas. Ao todo, 13 malhas ferroviárias das cinco regiões do país serão contempladas pelo programa. O governo planeja leiloar os primeiros trechos ainda este ano.

A Constituição de 1824


O texto constitucional de 1824 estabeleceu os fundamentos da organização do Estado monárquico e da nação durante o Império, mas, ao mesmo tempo, foi alvo de disputas, críticas e interpretações. Resultado das intensas lutas políticas que envolveram o movimento de Independência dois anos antes, o documento provocou inúmeras reações – na imprensa e entre os políticos – pelos princípios ali adotados e por ter sido outorgado por D. Pedro I, o que lhe valeu a denominação de Carta constitucional, e não Constituição.
Para diversos setores da sociedade brasileira à época, a experiência das Cortes em Lisboa, a separação de Portugal e a aclamação popular de Pedro I eram incompatíveis com o fechamento, em novembro de 1823, da Assembleia Constituinte. Mas foi sobretudo a inclusão do poder moderador, exercido exclusivamente pelo monarca, que alimentou vivas polêmicas até o final do Império.
A Carta foi redigida por um pequeno grupo de pessoas escolhidas a dedo por D. Pedro I: políticos de algumas das principais famílias de proprietários e negociantes radicadas na região Centro-Sul da América portuguesa, que desde a época de D. João VI ocupavam lugares importantes na administração pública e que tinham atuado na Assembleia Constituinte.  Na visão de membros de agremiações republicanas formadas no Brasil a partir de 1870, a Carta de 1824 era expressão do “absolutismo” de D. Pedro, manifestação cabal de que a Independência não trouxera mudanças substanciais nas relações de poder coloniais. Era um sinal do passado, da permanência da dinastia dos Bragança, das práticas “despóticas” herdadas da colonização portuguesa.
Por outro lado, diferentes intérpretes, a exemplo de José da Silva Lisboa, José Antônio Pimenta Bueno, o Marquês de São Vicente, e Paulino José de Souza, o Visconde de Uruguai, interpretavam a Carta como equivalente a Constituições monárquicas da época, ou até mesmo mais perfeita do que outras. Segundo esta visão, o poder moderador não só era adequado aos princípios dos governos representativos, como também possibilitava um equilíbrio entre o Executivo e o Parlamento, permitindo que o arbítrio da Coroa garantisse a centralização político-administrativa e a alternância de grupos no poder.
Mas quais seriam os significados deste quarto poder, visto por muitos historiadores como a característica mais marcante da Carta constitucional do Império?
            Foi o pensador franco-suíço Benjamin Constant (1767/1830) um dos que mais discutiram a teoria de um quarto poder a ser exercido pelo rei (ou por um presidente), que se colocaria acima de arranjos político-partidários, definindo-se como esfera “neutra”. Constant teve enorme influência no debate em torno da organização de regimes constitucionais no início do século XIX. Mas suas propostas derivavam tanto de considerações de Montesquieu acerca do equilíbrio dos poderes quanto de análises sobre a monarquia inglesa, que servia como modelo para muitos dos políticos que viveram a Revolução Francesa.
Mesmo antes da Revolução discutia-se que lugar o monarca deveria ocupar na nova ordem que surgia da crise do Antigo Regime. Nos fins do século XVIII, pela primeira vez, era colocada em prática uma profunda transformação no exercício do poder: o monopólio do rei era quebrado por assembleias eleitas e por Constituições, textos escritos e aprovados por representantes da sociedade que asseguravam os direitos dos cidadãos e sua participação nos governos e nas decisões públicas.
Assim, definir uma nova estrutura de Estado e dos poderes políticos significava estabelecer quem poderia expressar a vontade soberana do povo. Significava suprimir práticas absolutistas, o que acarretou na França, entre outras circunstâncias, a decapitação do monarca. Constant aprofundou esta discussão, especialmente entre 1814 e 1815, quando foi chamado a apresentar um estudo sobre a Carta francesa outorgada por Luís XVIII em plena Restauração da monarquia. Nessa obra, denominada Princípios de Política, expôs longa argumentação a respeito da soberania da nação e do modo como poderia ser concretizada.
 Constant cogitava que se a soberania da nação estivesse concentrada nas mãos dos deputados que a representavam, o governante teria função subalterna, contentando-se em executar as decisões do Legislativo, não podendo dissolvê-lo ou vetar as leis ali aprovadas. Em compensação, se prevalecesse o entendimento de que também ao governante cabia uma parcela da soberania nacional, então ele interferiria no andamento da administração pública e da legislação, podendo vetar ou suspender as deliberações do Legislativo, compartilhando com os deputados o exercício da soberania da nação.
Afirmava ainda que o Parlamento não podia concentrar em suas mãos a soberania e o poder decisórios, sob pena de substituir-se o despotismo de um pelo de muitos, como havia ocorrido, a seu ver, no período do Terror revolucionário. Ao mesmo tempo, criticava o absolutismo monárquico, defendendo conquistas da Revolução, como a garantia de direitos, especialmente as liberdades individuais. Buscando um meio-termo, defendia repartir a soberania do Estado entre quatro poderes: o Legislativo, composto por uma câmara eleita e outra vitalícia; o Judiciário, composto por magistrados e juízes vitalícios; o Executivo, representado pelo governante, mas exercido por ministros responsáveis perante a nação, e um quarto poder, que preservava a majestade e a capacidade do rei de governar.
A finalidade do quarto poder seria manter o funcionamento dos demais, impedindo choques de atribuições, bem como o comprometimento da atuação do governo e do Estado em razão de conflitos de autoridade. Seria uma espécie de guardião dos interesses nacionais e dos cidadãos, agindo em todas as ocasiões em que ministros, parlamentares e juízes ultrapassassem seus respectivos campos de ação. Colocando o governante na condição de representante perpétuo do povo, Constant julgava-o capaz de atuar como poder “conservador”, pois deveria garantir o curso da administração e das políticas públicas, e como “moderador”, já que seria um freio a controlar os limites dos outros poderes. Mas havia uma condição essencial: Constant alertava para a diferença e a separação que deveriam existir entre o poder “neutro” ou “real” e o poder executivo ou ministerial. Ainda que os ministros fossem nomeados pelo rei, não deveria haver sobreposição ou ingerência de uma esfera de poder na outra. Somente assim o rei poderia agir como força reguladora e preservadora do equilíbrio político sem, no entanto, ser agente de violência.
Tratava-se de complexa engenharia política. O que prevaleceu nas Constituições europeias do início do século XIX foi a concepção de três poderes de Estado, alocando-se no Poder Executivo, chefiado pelo rei, muitas das atribuições que Constant identificou no “poder neutro”. Foi única exceção à Carta de 1826, outorgada em Portugal por D. Pedro, quando, após a morte de seu pai, D. João VI, abdicou do trono português em favor de sua filha, D. Maria da Glória. O documento, aliás, era praticamente o mesmo que fora jurado, em 1824, no Brasil.
            Ainda que seja comum considerar-se Constant como o grande inspirador da Carta de 1824, a leitura do texto revela que os legisladores brasileiros conferiram sentidos originais ao ideário político que vinha sendo discutido na Europa e na América desde os fins do século XVIII. Levaram em conta a experiência acumulada em Cádiz e que resultou na Constituição espanhola de 1812 e, sobretudo, o debate promovido nas Cortes de Lisboa em torno da Constituição portuguesa, promulgada em 1822 [Ver artigo “Ventos liberais para o oeste”, RHBN 86] e produzida com o auxílio de deputados brasileiros, antes que fosse oficializada a separação, em setembro daquele ano.
Também orientaram suas opções pelas condições políticas do momento: nem externa nem internamente a autoridade do governo estabelecido no Rio de Janeiro estava reconhecida. Tal situação demandava a urgente conclusão de um texto constitucional que legitimasse o Império recém-fundado e desse respaldo para o reconhecimento internacional, assim como para negociações com lideranças políticas que desconfiavam do constitucionalismo de D. Pedro.
Por outro lado, o trabalho realizado durante o funcionamento da Assembleia Constituinte foi inteiramente incorporado. Não seria possível ao governo remeter, em meados de dezembro de 1823, portanto cerca de um mês após o seu fechamento, o projeto constitucional para a apreciação das Câmaras das vilas e cidades do Império. Órgãos que representavam os direitos civis da população, as Câmaras foram chamadas para se manifestar como tentativa de diminuir as repercussões do fechamento e mostrar que o governo tinha interesse em ouvir as demandas da sociedade

A Constituição de 1824 e o Conflito de Poderes


No que diz respeito ao poder moderador, a Carta de 1824 determinava que a figura do Imperador era “inviolável e sagrada”, não estando “sujeita à responsabilidade alguma” . No exercício desse poder, o Imperador seria auxiliado por um Conselho de Estado e desempenharia as seguintes atribuições: nomear os senadores, escolhidos em listas tríplices pelos eleitores provinciais; convocar o Poder Legislativo extraordinariamente; sancionar decretos e resoluções do Poder Legislativo para que tivessem força de lei; aprovar ou suspender as resoluções dos conselhos provinciais; prorrogar ou adiar os trabalhos legislativos; dissolver a Câmara dos deputados “nos casos em que exigir a salvação do Estado”; nomear e demitir “livremente” os ministros de Estado; suspender magistrados acusados de irregularidades; perdoar ou moderar penas impostas a réus condenados; e conceder anistia.
Entretanto, como o Imperador também era o chefe do Poder Executivo, ainda que este fosse exercido pelos ministros, o documento não explicitava com todas as letras um dos pontos-chave da teoria de Constant, o da separação entre poder real e poder ministerial, e criava propositalmente ambiguidades sobre a esfera de atuação efetiva do monarca.
 Logo surgiram divergentes interpretações em torno da Carta. Elas podem ser entendidas como manifestações de projetos distintos do Império, de possibilidades históricas abertas com a Independência, em curso na primeira metade do século XIX.   Foram marcadas por conflitos nos quais ora o Estado se sobrepunha à nação, o que foi feito com a outorga da Carta de 1824, ora a nação enfrentava o Estado, como no momento da Abdicação, quando dentro e fora do Parlamento a sociedade cobrou de D. Pedro as liberdades prometidas com a Independência.
A partir de meados do século XIX, esse embate assumiu outros contornos, alimentado pela polêmica entre o princípio de que “o rei reina e não governa”, defendido por liberais, como Teófilo Ottoni (1807-1869), e o pressuposto de que o rei não só reina, mas governa e administra, defendido por conservadores, como o Visconde de Uruguai. Esta discussão manteve-se acesa até o final do Império e foi argumento poderoso usado pelos republicanos contra o regime monárquico.
Cecília Helena de Salles Oliveiraé professora titular no Museu Paulista da USP. Organizou, junto com Izabel Marson,Monarquia, Liberalismo e Negócios no Brasil, 1780/1860. São Paulo, EDUSP, 2013.

O Derretimento da Burguesia Politica no Brasil


O  PT Precisa Dinamitar todo esta estrutura construída ao longo de Toda História deste País pela Burguesia pelas elites: Escravocratas, dos coronéis, Latifundiárias, e dos senhores dos cafezais,  que hoje, todas eles se debate na orbita do PSDB e DEM que estão sendo lentamente implodidas Pela esquerda de Lula e Dilma.

Depois de Feito isso é urgente uma nova estrutura Politica e Jurídica   que garanta  ás conquistas realizadas nos últimos anos  pela esquerda, que já bate recorde histórico no Poder.

Os Maiores Exemplos de Poder da Velha Burguesia que aos poucos se derrete, é apresentada nos tribunais Brasil a fora com Juízes, Promotores, Procuradores, desembarcadores e até delegados todos com  características comuns, de terem sido apresentados por estes verdadeiros senhores feudais, na certeza das blindagens jurídicas em eventualidades processuais.

Olhemos para o Superior Tribunal Federal (STF) onde se assenta os maiores exemplos do continuísmo ideário na perpetuação dos Juízes Marco Aurélio de Mello e Gilmar Mendes, ambos representantes mais antigos das Elites e que entraram na casa pra ficar definitivamente. No Caso de Mello, ele foi apresentado por Fernando Colo de Mello  o que deixa claro a intenção destes Jagunços.

Sabemos que isso levará tempo e muito sacrifícios pois vez após vez existem os desertores o que
só faz atrasar este longo processo, que está sendo construído gradualmente que teve inicio no Governo Lula, que muitas vezes se fez necessário e que Dilma continuidade ao Jogo politico para poder governar.



terça-feira, 26 de novembro de 2013

O Brasil no final do Século XIX

No início do século, as importações se originavam principalmente da Europa, sendo a Grã-Bretanha o
supridor mais importante do Brasil. Nas guerras mundiais, e especialmente no pós-Segunda Guerra Mundial,
aumentou significativamente a participação dos EUA, processo que se reverteu nos anos de 1960, quando
aumentou de novo a importância dos supridores europeus. Por alguns anos na década de 1930, a Alemanha
teve grande importância como supridora do Brasil. Nos anos de 1970 e 1980, o substancial aumento dos
preços de petróleo implicou o aumento da participação de supridores não-tradicionais, especialmente, no
Oriente Médio, e em menor medida na América Latina. Nos anos de 1990, as importações provenientes da
América Latina, especialmente da Argentina, se tornaram relevantes.
Não há evidência de tendência secular dos termos de troca do Brasil no Século XX, mas, em vários
períodos, ocorreram flutuações significativas. As mais importantes deteriorações foram entre 1913 e 1921,
entre 1929 e 1931, no final dos anos de 1930, no início dos anos de 1950 e entre 1977 e 1983. Enquanto os
quatro primeiros episódios ocorreram principalmente por causa da queda dos preços das exportações de café,
os anos de 1970 e de 1980 resultaram também do aumento dos preços das importações de petróleo.
Em 1900, o Brasil era um país ainda modestamente endividado, com a razão dívida bruta-exportações
bem inferior a 2,0. Em 1898, havia sido enfrentada uma crise de balanço de pagamentos com a reestruturação
do serviço da dívida externa. Nova crise ocorreria em 1928, quando a razão dívida-exportações beirou 3,0,
chegando a 5,0 na grande depressão. O primeiro longo ciclo de endividamento brasileiro foi concluído em 1943
com um acordo definitivo que cortou pela metade o valor nominal da dívida externa. Com o acesso ao mercado
internacional de capitais interrompido, a razão dívida-exportações caiu a 0,3 no início dos anos de 1950. Mas
em 1960, com o financiamento de atrasados comerciais, suppliers’ credits e swaps, estava de volta a 3,0. Novo
período de endividamento externo voluntário com o setor financeiro privado estendeu-se de 1967 até 1982,
quando ocorreu nova crise sistêmica, levando a razão dívida bruta-exportações a mais de 4,0 no início dos anos de
1980 e a um pico de 5,0 em 1986. Houve uma nova reestruturação em 1993-1994 na qual foram abatidos cerca de
16% do valor nominal da dívida, correspondentes a valor de face e redução do juros. No final dos anos de 1990, a
razão dívida bruta-exportações estava de novo acima de 4,5.

A importância do Brasil nos mercados internacionais

A importância do Brasil nos mercados internacionais de bens diminuiu progressivamente desde a metade
do século: em 2000, as exportações brasileiras representaram 0,8% das exportações mundiais, comparadas ao
pico, no início da década de 1950, quando haviam alcançado algo em torno de 2,2%, por conta dos altos preços
do café. Mas, mesmo no final da década de 1920, esta participação era em torno de 1,5%. O Brasil, em 1900,
exportava principalmente café e borracha. A borracha entrou em declínio rápido no início da década de 1910,
mas o café continuou muito importante pelo menos até os anos de 1960. Uma curiosa característica da economia
brasileira, de fato, foi a convivência, até bastante tarde, de um processo de significativa mudança estrutural
com uma quase completa dependência de exportações de commodities. A partir de 1964, a proporção de produtos
manufaturados exportados cresceu rapidamente até alcançar 50% nos anos de 1980 e 60% no final do século.
Commodities não-tradicionais antes da década de 1960, tais como minério de ferro, soja e cítricos tornam-se
importantes. O aumento da exportação de manufaturados dependeu de forma significativa da concessão de
subsídios à exportação.
Desde o final do Século XIX, os EUA eram o mais importante mercado para os produtos brasileiros,
especialmente café. Isto continuou a ser verdade no Século XX, embora a Alemanha tenha ganho importância
momentânea na década de 1930 e mercados na América Latina e na África do Sul tenham sido relevantes
durante a Segunda Guerra Mundial. Ganharam importância com a retração relativa do café, a partir dos anos de
1960, primeiro os países europeus, depois os mercados de outros países em desenvolvimento, especialmente na
América Latina. Na década de 1990, com base em regimes preferenciais que culminaram no Mercosul, o mercado
argentino para as exportações brasileiras se expandiu significativamente até 1998.
Em 1900, a economia brasileira era pesadamente protegida por uma tarifa de importação alta, em parte
viabilizada pela posição preeminente do Brasil no mercado mundial de café, pois podia compensar ao menos
parcialmente os efeitos indesejáveis do protecionismo. Depois de 1930, e até o final dos anos de 1980, o acesso
ao mercado brasileiro foi muito limitado, seja por controle quantitativo de importações, seja por tarifas muito
altas. A partir do final da década de 1980, teve início um processo de liberalização que aboliu os controles
quantitativos de importação e reduziu as tarifas ad valorem a valores médios em torno de 15% a partir de 1993.

O BRASIL NO SÉCULO XX: A ECONOMIA

Comparações de níveis de renda per capita são notoriamente frágeis, mas a evidência indica que o
Brasil de hoje está, grosso modo, na mesma posição relativa do início do Século XX. Em 1900, a
renda per capita brasileira era da ordem de 24% da renda média ponderada das 17 economias mais avançadas
(Europa Ocidental, “economias de colonização recente” e Japão), enquanto no fim do século estava em torno
de 26%. Em 1973, havia alcançado 32% do nível médio da renda nestes países. Em grande medida, esta reversão
do processo de convergência resultou da estagnação do crescimento do PIB per capita no Brasil a partir do
início da década de 1980, pois o desempenho brasileiro, muito bom até 1980, passou a ser absolutamente medíocre.
Nos quatro primeiros períodos de 20 anos do Século XX, a taxa de crescimento do PIB per capita aumentou
monotonicamente: 1,3% ao ano em 1900-1920, 2,9% em 1920-1940, 3,8% em 1940-1960 e 4,6% em 1960-1980.
Mas no último período, 1980-2000, a taxa de crescimento média anual caiu para 0,3% ao ano.2
A mudança estrutural na economia brasileira foi particularmente intensa nas décadas de 1940 e 1950. O
Brasil deixou de ser um país agrícola: a partir do início do século a participação da agricultura no PIB, a preços
de 1949, caiu de 44,6% do PIB para 38,1% em 1920, 29,4% em 1940, 16,9% em 1960 e 9,8% em 1980, permanecendo
aproximadamente estável desde então. Paralelamente à contração da agricultura, cresceu a participação
da indústria : 11,6% do PIB em 1900, 15,7% em 1920, 18,7% em 1940, 29,9% em 1960, 34,4% em 1980.
Depois de meados da década de 1980, a exemplo de outras economias mais maduras, esta participação começou
a declinar até alcançar 27,7% em 2000. Tanto o produto agrícola quanto o industrial são muito mais diversificados
no fim do século. O Brasil passou da posição de produtor de commodities de exportação, notavelmente café e
borracha, em 1900, para a posição de produtor de commodities que incluem, em 2000, além das tradicionais, com a notável exceção da borracha, outras irrelevantes ou inexistentes em 1900 tais como soja, cítricos processados e
minério de ferro. A produção industrial, antes concentrada na produção de bens de salário, preponderantemente
alimentos processados e têxteis, desde a década de 1970, inclui bens de consumo duráveis e de capital com peso
considerável. A expansão dos serviços, em parte resultado da informalização do emprego, foi gradativa, mas
substancial: 43,8% do PIB em 1900, 61,2% em 2000. Com a aceleração inflacionária a partir da década de 1970,
a participação referente a serviços financeiros aumentou substancialmente, enquanto os aluguéis perderam
participação devido à sua indexação imperfeita. Esta tendência se reverteu com a estabilização na segunda
metade da década de 1990.
Do ponto de vista da infra-estrutura, as mudanças no Século XX foram radicais. O Brasil, em 1900,
dependia essencialmente de transporte ferroviário, suprido por empresas estrangeiras, bem como de transporte
marítimo de cabotagem. As empresas estrangeiras foram estatizadas logo após a virada do século e, após a
Segunda Guerra Mundial. A partir da década de 1920, ganhou terreno o transporte rodoviário que viria a ser
dominante no final do século, a menos das ferrovias associadas a empreendimentos minerais que mantiveram
posição importante na movimentação de cargas. Também no que diz respeito à energia, as mudanças foram
significativas. No começo do Século XX, o suprimento energético dependia crucialmente da queima de lenha e
apenas lentamente empresas estrangeiras supridoras de energia elétrica ganharam importância. Estas tenderam a
ser estatizadas após a Segunda Guerra Mundial. No final do século, o Brasil, quase que completamente independente
da lenha, é singular na sua dependência de energia hídrica, mesmo que a tendência no final dos anos de
1990 seja rumo a uma crescente importância da termoeletricidade. A dependência de importações de petróleo,
inicialmente na forma de derivados, foi quase total até a década de 1950 e ainda da ordem de 80% do consumo
de petróleo no início dos anos de 1970 tem sido reduzida significativamente, sendo da ordem de 35% no final do século.

A Nova Serra Pelada


VILA DE SERRA PELADA, CURIONÓPOLIS (PA) / O formigueiro humano que cavou à mão uma cratera de 190 metros desapareceu por completo da paisagem de Serra Pelada. Foi substituído por um lago formado pelas chuvas. Não há mais ouro na superfície, mas é ainda possível encontrar um ou outro pedaço de quartzo. Uma nova mina está sendo aberta a menos de um quilômetro da Serra Pelada "original", mas a paisagem é tão distante da vista 30 anos atrás que mais parece saída da imaginação de Julio Verne, autor de Viagem ao Centro da Terra.

A mineradora canadense Colossus alugou o mesmo "tatuzão" usado nas obras de metrô em São Paulo para cavar a galeria de 200 metros de profundidade. Os vários caminhos que levam às fontes de ouro, no entanto, formam uma área subterrânea de dois quilômetros de extensão.

Para descer os túneis escuros é preciso embarcar num veículo com tração nas quatro rodas e usar macacão, capacete com lanterna e cinto especial que inclui uma máscara de oxigênio para casos de incêndio ou deslizamento. Somente 20 trabalhadores descem a mina a cada turno, por razões de segurança.
Se muita coisa mudou dentro da mina, a Vila de Serra Pelada continua praticamente a mesma. As ruas nunca foram asfaltadas e precisam receber um jato de água no fim da tarde para que as casas de madeira não sejam tomadas pelo pó vermelho. O vilarejo não tem uma só torneira de água potável nem tratamento de esgoto. Para chegar, o visitante precisa percorrer 35 quilômetros de estrada de terra. O sinal de somente uma operadora de telefonia chega a Serra Pelada - ainda assim, em pontos específicos que já quase viraram pontos de encontro dos moradores.
Esperanças. Com tamanha falta de estrutura, a população tem, naturalmente, grande expectativa em relação ao reinício da exploração do ouro. Como os funcionários administrativos da Colossus também usam macacões facilmente identificáveis a quadras de distância, os moradores de Serra Pelada tentam, sempre que podem, apresentar suas demandas. A empresa tem um funcionário dedicado a ouvir a comunidade, mas diz que não tem obrigação de resolver os problemas sociais. Afirma que ajuda a comunidade com a geração de emprego e renda. Lembra ter investido R$ 600 milhões no projeto e que gera 1,5 mil empregos.
Boa parte da comunidade de Serra Pelada é de ex-garimpeiros - portanto, sócios da Colossus no projeto. A mineradora só teve acesso à área após acordo com a cooperativa dos trabalhadores de Serra Pelada, a Coomingasp. O governo federal repassou a eles o direito da mina, que pertencia à Vale, em 2007. Após bancar o desenvolvimento do projeto, a múlti vai ficar com 75% do ouro. Em 2010, o Ministério de Minas e Energia ratificou o acordo sobre os porcentuais. O ministério nega benefício à mineradora e diz que já interveio para garantir que a fatia dos trabalhadores não fosse diluída ainda mais.
Desde então, a Colossus já pagou R$ 54 milhões em royalties à cooperativa, mas o dinheiro nunca chegou às mãos dos garimpeiros (ler mais na pág. B7). A Colossus se defende. Diz que só usou as contas escolhidas pelos dirigentes da Coomingasp. Porém, para o promotor Hélio Rubens Pereira, do Ministério Público do Pará, a mineradora agiu de forma no mínimo "atípica". "Como pode uma multinacional confiar um patrimônio coletivo numa conta privada?", questiona.
Na Justiça. Como desaparecer com R$ 54 milhões? No caso dos pagamentos feitos pela mineradora canadense Colossus à Coomingasp, cooperativa que reúne os garimpeiros de Serra Pelada, as suspeitas são de que a fórmula inclui depósitos milionários em contas pessoais, processos "combinados" na Justiça e de venda indiscriminada de carteiras de garimpeiro que dão direito a uma fatia da compensação.
Com o projeto da Colossus próximo da conclusão, a tensão escalou entre os garimpeiros, que não viram um tostão. Em agosto, um grupo contrário ao acordo entre Coomingasp e Colossus entrou em conflito com a polícia, que reagiu com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Foi quando o Ministério Público do Pará obteve autorização judicial para intervir na cooperativa. Na varredura dos repasses feitos até então, explica o promotor Hélio Rubens Pereira, o MP descobriu que todo o dinheiro repassado pela Colossus à cooperativa era depositado em contas pessoais de ex-dirigentes da entidade.
Segundo o promotor, a justificativa para o depósito em contas pessoais seriam as dívidas judiciais da Coomingasp, que "comeriam" todos os recursos. Porém, o Ministério Público apurou que parte desses processos seria "combinada" e a cooperativa "esquecia" de contestar vários deles. O dinheiro seria dividido posteriormente.
O MP investiga ainda um esquema de venda de carteiras de garimpeiro que inflou o número de associados da Coomingasp a cerca de 40 mil. A ideia é revogar as carteiras fraudulentas e reduzir esse número, elevando o valor pago aos reais garimpeiros.
Tanto interesse nas carteiras tem razão de ser: com o início da produção da mina, em 2014, o valor repassado pela Colossus - R$ 330 mil por mês - deve subir. Os trabalhadores teriam direito ainda a uma indenização de R$ 600 milhões da Caixa Econômica Federal, que tinha monopólio do ouro extraído nos anos 80. A direção da Coomingasp já recorreu ao Tribunal de Justiça do Pará para retirar o interventor da cooperativa, negando as acusações e pedindo sua recondução à entidade.
O fantasma do garimpo. Em Serra Pelada, o fantasma do garimpo ainda está bem vivo. As histórias de homens que ficaram ricos da noite para o dia sobreviveram ao tempo. Nem os 20 anos de inatividade da mina foram suficientes para eliminar entre os habitantes do pequeno vilarejo de ruas de terra a sensação de que, algum dia, os bons tempos voltariam. Lá no fundo, os poucos que ficaram – cerca de 8 mil, de um total de 100 mil que se acotovelavam por ali nos anos 80 – ainda guardam o sonho de "bamburrar" (enriquecer com o ouro, na gíria local).
"Do que mais tenho saudade da época de garimpeiro?", diz Raimundo Gonçalves Dias, 56 anos, devolvendo a pergunta direcionada a ele. Sentado na sala de sua casa de madeira, rodeado por pôsteres com fotos dos filhos, um dos pioneiros de Serra Pelada – chegou em junho de 1980 – faz uma longa pausa e responde: "Tenho saudade da esperança de ser rico."
Essa esperança foi alimentada porque Raimundo presenciou, em primeira mão, donos de barrancos localizados bem próximos aos seus encontrarem dezenas de quilos de ouro. Apesar de ter administrado quatro barrancos ao mesmo tempo, o garimpeiro diz que só achou "ourinho". Uns quilinhos suficientes somente para manter os custos ao longo do tempo.
Tomado pela febre do ouro, chegou a carregar 2,5 mil sacos de areia de um barranco que não produziu nada. Raimundo jamais desistiu da procura mesmo muito depois de os parentes que o haviam seguido voltarem para casa. Não largou a peneira e a bateia por uma década. Ele só desistiu quando o governo Collor fechou o garimpo.
Apesar de seu nome soar como um presságio para o enriquecimento com ouro, Aurino Francisco dos Santos, 73 anos, hoje só tem dinheiro para se sustentar graças a uma padaria que abriu já perto do fim do auge de Serra Pelada. Nos anos 80, na esperança de bamburrar, ele reinvestia tudo o que ganhava no garimpo. "Esperava ficar rico, e a esperança nunca acabava, porque tinha gente que achava muito ouro."
Desanimado com Serra Pelada, à medida que ouro próximo à superfície começou a rarear, Aurino também tentou garimpar no Piauí – sem sucesso. Voltou a Serra Pelada. Vive numa casa sem pintura e, todos os dias, sempre às 17h, reúne-se com amigos para trocar histórias de garimpo e jogar dominó.
Ciclo. Josafá Alves de Souza tinha 18 anos quando deixou a Santa Luzia, no Maranhão, em direção a Serra Pelada. Chegou tarde: em 1983, o garimpo já era um formigueiro humano. Teve de começar por baixo, como carregador de sacos do "empresário" (dono do barranco) em troca de comida. Só recebia um porcentual quando achava ouro.
Por 20 anos, Josafá perambulou por empregos na construção civil no Pará e no Maranhão. Deixou a família na vila e só fazia visitas a cada 40 ou 50 dias. Há três anos, arranjou seu primeiro emprego perto de casa e fechou seu ciclo na indústria do ouro. O ex-carregador de sacos agora opera equipamentos pesados na Colossus.
fonte Valor econômico 


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A deus a Banda Sugoi


É com Muita tristeza que venho a publico para explicitar minha dor e tristeza neste momento de reflexão  para todas ( Filhos, esposa, família, amigos e fãs ). A Banda Sugoi foi absoluta por onde passou, Foi absoluta em irreverencia, Foi absoluta em inovação, moldou e formatou um jeito de fazer musica com estilo próprio em todos os Animes do Brasil.




Deixo aqui o meu Registro para todos os integrantes da Banda: Sidnei, Caio, Joe e Meu Filho Artur Silva, que de todos os fãs que vocês conquistaram Brasil a fora, nenhum deles foi mais intenso, mais aplicado, mais dedicado do que quem vos escreve.

Portanto Meu Filho (Artur) Não escrevo nada aqui que você já  não saiba, estou tão triste  e sofrendo como qualquer um de vocês e principalmente Você. Estou Triste por saber que de alguma forma, grande ou pequena, eu também ajudei mesmo que indiretamente a execução , a morte da Banda Sugoi.

Sempre lhe dizia com palavras mesmo que terceirizadas, que "um dia tudo acaba, pra de novo começar" e eu como os milhares de fãs de todo Brasil esperamos ansiosos para este novo recomeço, um recomeço com uma nova roupagem, uma roupagem que melhor se adeque a seu perfil e da queles que rumarão junto com Você nesta nova empreitada com seu novo Projeto.

Sendo sabedor e conhecedor de suas potencialidades, não tenho duvidas e já mais duvidaria que seu novo projeto, com novas pessoas farão sucesso tão quanto foi a Banda Sugoi. Bola pra frente Meu Filho, se você capaz de trazer a Sugoi até aqui e muitas vezes com milhões de coisas para fazer ao mesmo tempo e sem poder contar com a ajuda efetiva de outras pessoas, não vejo agora motivo algum que lhes impeças de voar mais alto. Eu acredito em você.

Que a História seja a julgadora de cada erro e acertos pelos os quais este prof. foi responsável.

domingo, 24 de novembro de 2013

Sete fatos marcantes da vida de John F. Kennedy

1 - Crise dos mísseis em Cuba, 1962. A atuação de Kennedy nos bastidores políticos dos EUA, afirmam historiadores, foi decisiva para que não se iniciasse a Terceira Guerra Mundial. Durante o episódio conhecido como crise dos mísseis, quando uma aeronave espiã norte-americana descobriu a presença de armas atômicas soviéticos em território cubano, a quase 300 quilômetros de Miami, John Kennedy acalmou os ânimos mais exaltados dentro de Washington - o desejo da maioria de congressistas e das Forças Armadas era por uma ação militar.



Kennedy manobrou a situação, negociando uma operação de "quarentena" (a marinha norte-americana cercou a ilha para que assegurar que nenhum outro míssil chegasse a Cuba). Durante sua vida, Kennedy conviveu por anos com a sombra de ser apenas "um personagem hollywoodiano". Segundo os relatos de especialistas, no entanto, a crise dos mísseis destacou sua habilidade política.

Wikicommons

Patriarca, Joseph Patrick, e sua família: tragédias marcaram a história da família

2- Rica e trágica história da Família Kennedy. O patriarca da família Kennedy, Joseph Patrick, foi um influente empresário e embaixador dos EUA. No entanto, muitos historiadores afirmam que a origem de sua fortuna é obscura. Não há informações precisas acerca das atividades econômicas da família Kennedy. No entanto, o fato é que, em meados do século XX, eles pertenciam ao grupo dos mais ricos e poderosos do mundo.

Joseph estampava capa de revistas e periódicos, como exemplo de um homem bem sucedido; esposa e filhos - nos padrões norte-americanos, é claro -, exemplos "da moral e bons costumes". O sucesso fez com Joseph  vislumbrasse e financiasse um objetivo maior: ter um filho presidente. No entanto, inúmeras tragédias colocaram um ponto final no sucesso da família.

Além do assassinato de John Kennedy em 1963, a família teve outro homicídio em 1968: Bobby Kennedy, irmão do ex-presidente e também candidato à Casa Branca. Além disso, a morte, em 1984, por overdose de David, filho de Bobby; e o falecimento em um acidente de esqui de Michael, outro filho de Bobby, em 1997. Em 2009, o senador Ted Kennedy, irmão de John, morreu após enfrentar um câncer no cérebro.

Agência Efe

Kennedy foi um dos políticos mais importantes da história dos EUA

3- Primeiro presidente católico. Kennedy rompeu com o domínio protestante na Casa Branca. Desde sua campanha eleitoral, defendia preceitos católicos, causando estranhamento de diversos grupos hegemônicos nos EUA. Até hoje, foi o único presidente norte-americano devoto da Igreja Católica.



4- O homem na lua. Dentro da disputa aeroespacial entre União Soviética e EUA, Kennedy cumpriu papel fundamental. Foi o maior entusiasta do projeto de levar o homem para a Lua. Após descobrir seguidos sucessos do projeto espacial soviético, o presidente determinou: "até o final da década (de 60) temos a obrigação de levar um homem para lua e trazê-lo em segurança para casa".



5- Martin Luther King Jr. e a Marcha para Washington.  Kennedy teve participação importante na Marcha para Washington – manifestação pela luta de direitos civis. Ele pediu à organização que o evento não fosse realizado em um fim de semana devido ao medo da proporção que o movimento pudesse tomar.

A medida não funcionou e o evento se tornou uma das maiores passeatas da história dos EUA. Após a marcha, que consagrou o famoso discurso I  have a dream de Luther King,  Kennedy recebeu os principais nomes do evento. Documentos da época revelam que, afoito, o presidente falava compulsivamente a King Jr, Randolph, entre outros – que já estavam exaustos por um dia inteiro de caminhada e discursos. Randolph, com um bom teor de ironia, interrompeu: "Por favor, será que poderíamos tomar pelo menos um leite?" (o presidente havia proibido bebidas alcoólicas no dia), disse. Kennedy serviu lanches e bebidas. A reunião prosseguiu logo depois.

North Dallas Gazette / Domínio Público

Kennedy e Luther King Jr. se encontraram algumas vezes em Washington

6- Comunismo e Vietnã.  Kennedy foi um dos grandes defensores da "contenção do comunismo" ao redor do mundo. Em seu primeiro discurso como presidente, foi incisivo ao apoiar o seu antecessor na Casa Branca, Dwight Eisenhower, na política anticomunista. Nesta lógica, Kennedy não só continuou, mas ampliou a participação norte-americana no Vietnã, resultando na morte de milhares de soldados.



7- Trabalho humanitário. Kennedy foi o criador de uma campanha nacional que incentivava jovens norte-americanos a viajar pelo mundo para realizar trabalhos humanitários. A justificativa para o projeto, nas palavras do presidente, era “incentivar o idealismo nas novas gerações”. Com o esforço de Kennedy, cerca de 220 mil jovens viajaram para mais de 139 países em missões de trabalho humanitário

Honduras vai as Urnas mais violenta do que Antes

O povo hondurenho se prepara para escrever outro capítulo de sua atormentada história neste 24 de novembro. Quatro anos atrás, o então presidente Manuel Zelaya foi tirado de sua casa na mira de militares, colocado em um avião e enviado de pijamas para a vizinha Costa Rica. Era o começo de uma crise política, institucional, econômica e social que repercutiu em toda a América Latina e cujos efeitos têm caracterizado e até modelado o atual processo eleitoral.



Honduras se apresenta nessas eleições gerais de 2013 em condições de alarmante fragilidade. Além de ter o mais alto índice per capita de homicídios no mundo e com 80% dos seus 20 homicídios diários impunes, a nação centro-americana encontra-se com sua institucionalidade fortemente debilitada e invadida pelo narcotráfico e pelo crime organizado. A crise econômica e a enorme dívida pública levaram Honduras à beira do abismo e muito perto de ser considerado um Estado falido.


Os efeitos do golpe de 2009 têm sacudido profundamente os estratos mais empobrecidos da sociedade hondurenha, aumentando a lacuna entre ricos e pobres e empurrando sem misericórdia os setores da classe média em direção à pobreza. De acordo com os dados da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), 5.5 milhões de pessoas estão em situação de pobreza – 67% da população —, 3.8 milhões das quais em pobreza extrema.

Uma das questões mais alarmantes que caracterizaram esses últimos quatro anos tem sido a dos direitos humanos. Segundo a recém-constituída Mesa de Análise sobre a Situação de Direitos Humanos, antes, durante e depois das eleições, Honduras estaria vivendo “um estado de emergência nacional em matéria de direitos humanos, em meio a um contexto de crescente militarização da sociedade, no qual os setores políticos e sociais que se opuseram ao golpe estão sendo perseguidos e reprimidos.”

EUA Fecha Acordo com Nuclear com o Irã e melhora sua imagem no Mundo

Governo iraniano e G5+1 estabeleceram detalhes para inspeção de enriquecimento de urânio
O governo iraniano chegou a um acordo histórico na madrugada deste domingo (23/11) com o G5+1 (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China mais Alemanha) sobre seu programa nuclear. O anúncio foi feito pela chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, e pelo chanceler do Irã, Javad Zarif, após a reunião em Genebra.  "Temos um acordo", afirmaram em suas contas pessoais no Twitter. 
mediatamente após a reunião, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o acordo "torna o mundo mais seguro".
Segundo informações das agências internacionais, o acordo congelará nos próximos seis meses o programa nuclear do Irã para que sejam tomadas medidas de inspeção das instalações de enriquecimento de urânio. O objetivo é comprovar que o programa iraniano seja "completamente e exclusivamente para fins.

Javad Zarif reiterou que uma comissão conjunta será encarregada de verificar a implementação do acordo. Em entrevista coletiva, o chanceler afirmou estar confiante que o plano de Genebra "vai na direção correta". Ele acredita que a medida mostra confiança para a comunidade internacional "que suspeitava que as atividades nucleares pudessem ter fins militares".

No entanto, de acordo com a Agência Efe, Javad Zarif disse que se trata de "um primeiro passo" e que agora todas as partes devem continuar trabalhando juntas "e sobre uma base de igualdade e respeito mútuo" para garantir este resultado a longo prazo.


.







Israel condena acordo no Clear Irão X Estados Unidos

O chanceler israelense, Avigor Lieberman, por sua vez, afirmou que o Irã "recebeu um prêmio" e que a consequência do acordo alcançado em Genebra é "uma corrida armamentista". "É preciso entender que essa é a maior conquista diplomática do Irã nos últimos anos. Está claro que o acordo reconhece o direito dos iranianos a seguir enriquecendo urânio. Em resumo, ganharam um prêmio", disse Lieberman, chefe do partido Israel Beteinu, ao portal Yedioth Ahronoth.


No entanto, na contramão dos dirigentes israelenses que condenam o acordo, diversos líderes mundiais enalteceram o "grande avanço" nos diálogos sobre o programa nucelar iraniano.

O presidente francês, François Hollande, classificou o acordo como um "passo importante na direção certa". "O acordo alcançado respeita as exigências feitas pela França em matéria de estocamento e de enriquecimento de urânio, da suspensão da abertura de novas instalações, de controle internacional", disse o dirigente em comunicado.

A Rússia classificou como "ganho para todos" o acordo alcançado em Genebra. "Foi um longo e complexo trabalho, mas no final das contas prevaleceu o bom senso. O resultado de Genebra é um ganho para todos", afirma uma declaração do Ministério das Relações Exteriores russo divulgada em seu site.
O presidente da CE (Comissão Europeia), José Manuel Durão Barroso, considerou como "passo decisivo para a segurança global e a estabilidade" o acordo selado neste domingo sobre o programa nuclear iraniano. Barroso parabenizou em comunicado a alta representante da União Europeia e vice-presidente da CE, Catherine Ashton, pelo acordo, "que é o resultado de seu compromisso incansável e dedicação ao tema nos últimos quatro anos".


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Direita no Brasil e ódio a José Dirceu

Por que a direita odeia tanto Dirceu?




Por que Zé Dirceu é tão odiado pela direita?

Ele é ainda mais odiado que Lula, o que não é pouco.

Tenho minha tese.


De Lula era esperado, mesmo, que estivesse do lado oposto ao da direita. Operário, nordestino, nove dedos, pouca oportunidade de estudar.

Seria uma aberração Lula se alinhar ao 1%, para usar a grande terminologia do movimento Ocupe Wall Street.

Mas Dirceu não.

Ele tinha todos os atributos para figurar no 1% que fez o país ser o que é, um dos campeões mundiais de iniquidade, a terra das poucas mansões e das tantas favelas.

Articulado, inteligente, dado a leituras. Bem apessoado. Na ótica do 1%, pessoas como Zé Dirceu são catalogadas como traidoras, e devem ser punidas exemplarmente para que outras do mesmo gênero, ou se preferirem da mesma classe, não sigam seu exemplo.

Na França revolucionária, a aristocracia entendia que os Marats, os Desmoullins, os Héberts pregassem a morte do velho regime, mas jamais conseguiu compreender o que levou o Duque de Orleans a também lutar pela liberdade, pela igualdade e pela fraternidade.

O 1% brasileiro, na história recente, soube sempre atrair equivalentes a Dirceu. Carlos Lacerda, por exemplo, era de esquerda na juventude.

Depois, se tornou um direitista fanático. Segundo relatos de quem o conheceu, ele se cansou da vida dura reservada aos esquerdistas em seus dias e foi para onde o dinheiro estava.

O 1% recompensa bem. Nos dias de hoje, se você defende os privilégios, acaba falando na CBN, aparecendo em entrevistas na Globonews, tendo coluna em jornais e revistas, dando palestras muito bem pagas. E, com a carteira abastecida, ainda pode posar de ‘corajoso’ defensor da ‘imprensa livre’.

Dirceu não fez a trajetória de Lacerda. Não abjurou suas crenças.

E então virou o demônio.

Quem o demonizou foram exatamente aqueles que o adulariam se ele se vendesse. A imagem que a mídia construiu de Zé Dirceu concentrou num único homem todos os defeitos possíveis: vaidoso, arrogante, corrupto, inescrupuloso, maquiavélico.

Um monstro, enfim.

Pegou essa imagem? Menos do que o 1% gostaria, provavelmente. Quem não se lembra de Serra, num debate com Haddad, repetidas vezes tentar encurralar seu oponente com a acusação de que era “amigo do Dirceu”?

Haddad reconheceu tranquilamente a amizade, e quem terminou eleito não foi Serra.

Na mídia tradicional, a campanha contra Dirceu desconhece limites jornalísticos e, pior que isso, legais.

Um repórter tenta invadir criminosamente o quarto do hotel que ele ocupa, e ainda assim é Dirceu que aparece como o vilão do caso.

Quem conhece o Dirceu real, com seus defeitos e virtudes, grandezas e misérias, são aqueles poucos de seu círculo íntimo. Para eles não faz efeito o noticiário que o sataniza. (Caso interesse a alguém, nunca votei em Dirceu e não o conheço pessoalmente.)

De resto, esse noticiário – ou propaganda – não é feito para eles, mas para os chamados ‘inocentes úteis’, aqueles que em outras épocas acreditaram no “Mar de Lama” de Getúlio Vargas ou no “perigo comunista” representado por João Goulart.

É a imagem demoníaca de Dirceu construída pela mídia que, nestes dias, é utilizada pela maioria dos juízes do Supremo no julgamento do Mensalão.

Não chega a ser surpresa. A justiça brasileira tradicionalmente foi uma extensão do 1%.

Estudiosos já notaram a diferença da atuação da justiça no Brasil e na Argentina na época das duas ditaduras militares.

No Brasil, a justiça foi servil aos militares. Na Argentina, a justiça desafiou frequentemente os militares ao declarar inocentes muitos acusados de “subversivos”.

Isso acabou levando os militares argentinos a simplesmente matar milhares de opositores sem que fossem julgados.

Fundamentalmente, Dirceu paga o preço de sua opção teimosa pelo 99%.

Mas quem vai julgá-lo perante a história não é o 1%, representado por uma mídia que defende seus próprios privilégios e finge se bater pelo interesse público. E nem uma corte em cuja história a tradição é o alinhamento alegremente pomposo com o 1%.

Ele deve saber disso, e imagino que isso o conforte em horas duras como esta

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Algodão agrava crise entre Brasil e Estados Unidos


Além da crise política envolvendo Brasil e Estados Unidos, a partir das denúncias de espionagem por parte de Edward Snowden, ex técnico de Informações da CIA e da NSA, Agência de Segurança Nacional, outra crise (esta de ordem econômica) agrava ainda mais o clima de tensão entre os dois países. Trata-se da crise do algodão que teve início no ano 2000 e que vem se prolongando mesmo com a Organização Mundial do Comércio tendo dado ganho de causa ao Brasil.
O Professor Pierre Januário, da Universidade de Brasília e de várias outras instituições de ensino, tem-se dedicado ao acompanhamento deste caso e observa que a disputa começou em 2000 quando o Brasil reivindicou junto à Organização Mundial do Comércio para que os Estados Unidos pusessem fim à política de subsídios para os seus plantadores de algodão. O Brasil argumentava que esta política gera preços artificiais, concorrência desleal e demonstra as fragilidades de setores específicos como o algodoeiro. Segundo o Professor Pierre Januário, os subsídios norte-americanos aos produtores de algodão prejudicam o Brasil e todos os pequenos países exportadores que não possuem recursos financeiros níveis para, também, financiar os seus agricultores.
De acordo com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) as perdas do setor algodoeiro chegam a 2 bilhões e 500 milhões de dólares mas a OMC (Organização Mundial do Comércio) autorizou o Brasil a retaliar os Estados Unidos até o valor de 830 milhões de dólares.
A luta se estendeu até 2006 quando a OMC deu ganho de causa ao Brasil. Seguiu-se então outra intensa batalha, incorporando questões jurídicas, comerciais e diplomáticas. Em 2010, mais lenha foi jogada na fogueira. Naquele ano, o Brasil anunciou uma lista de produtos fabricados nos Estados Unidos que deveriam ter os impostos de importação aumentados.

Mesmo com os Estados Unidos se recusando ao retirar os subsídios, o país passou a pagar ao Brasil pelas perdas reconhecidas pela Organização Mundial do Comércio.
Fontes bem situadas de Brasília e do meio empresarial brasileiro revelaram que a parcela a ser honrada em outubro de 2013 ainda não foi quitada, o que está provocando nova inquietação.
Uma missão do Conselho Empresarial Estados Unidos – Brasil estará no país nos próximos dias discutindo esta e outras importantes questões econômicas e comerciais.
A tensão política, alimentada pelas revelações de Edward Snowden de que os Estados Unidos espionaram a Presidenta Dilma Rousseff, seus ministros, assessores, grandes empresas como a Petrobras e a população brasileira em geral, ganhou mais combustível. Este caldeirão provocou uma conversa entre os Presidentes Dilma Rousseff e Barck Obama durante a reunião do G20 nos dias 5 e 6 de setembro em São Petersburgo, na Rússia, e em seguida, o anúncio do cancelamento da visita de Estado que a Presidenta Dilma Rousseff teria feito aos Estados Unidos no final de outubro passad

Yasser Arafat morreu por envenenamento

O governo da Autoridade Nacional Palestina pretende divulgar no sábado, 9, os resultados do trabalho de especialistas russos e suíços que, durante um ano, estudaram as verdadeiras causas da morte de Yasser Arafat. Os peritos realizaram este trabalho a pedido das autoridades palestinas e, segundo a rede Al-Jazeera, uma cópia do relatório obtido com exclusividade e repassado ao jornal inglês The Guardian revelou que o corpo do líder palestino tinha 18 vezes mais polônio que o habitual.
Amostras de tecidos biológicos foram entregues também a especialistas franceses que as estudaram no contexto do processo criminal iniciado pela viúva do falecido, Suha Arafat. Ontem, ela anunciou em Paris que os resultados dos peritos suíços confirmam a versão do envenenamento de seu marido através do uso de polônio.
Yasser Arafaf, líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) morreu num hospital da França em 2004.

Putin O Homem mais influente do Mundo

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que a primeira colocação no ranking da Forbes das pessoas mais influentes do mundo o deixa alarmado. Após agradecer aos especialistas da revista pela indicação, ele disse que este posto é preocupante, pois limita, ou pode restringir a tomada de decisão. Depois, destacou que hoje um líder é reconhecido por uma qualidade, amanhã por outra, e assim em diante. Por isso, afirmou que prefere dar menos atenção a isso.
Putin acrescentou que dar muita importância a esses títulos pode influenciar na tomada de decisão, o que seria muito lamentável.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ética e os PCN


Ética- Os PCN Propõem uma escola que realize um trabalho que possibilite o desenvolvimento da autonomia moral, em base em conteúdos como justiça, respeito mutuo e solidariedade. Trabalhar com alguma dessas concepções de cidadania e participação social a partir da historia dos Gregos seria bastante interessante, bem como a própria noção de justiça e confiança que se constituiu na civilização romana, principalmente no direito romano do período republicano. Buscar material para leitura ou figuras  do período que ilustrem tais situações abririam uma porta de diá- logo entre passado e presente e se tornaria um veículo significativo para uma atuação na dimensão social e pessoal. Por sua vez, desperta nos alunos o desenvolvimento de valores e atitudes cidadã.

Prof. Adail



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Imersa em crise sem precedentes, União Europeia completa 20 anos de existência

Nesta sexta-feira (01/11), a União Europeia completa 20 anos de existência imersa na maior crise de sua história. Passadas duas décadas, o processo de união monetária do bloco está sendo questionado, principalmente após os desdobramentos da turbulência econômica de 2008.

Segundo Thiago Rodrigues, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense, o momento atual do bloco é não só de crise financeira, mas, também, de tensão política. Para ele, os dois pilares que mantêm a coesão da União Europeia, as políticas financeiras e de defesa, estão fragilizados, uma vez que os principais atores do bloco divergem em termos que vão desde o apoio à Aliança Atlântica, em parceria com os Estados Unidos, até o suporte à invasão norte-americana no Iraque ou na Síria.

“As diferentes políticas de defesa e de relações exteriores dos Estados membros acendem um alerta para os otimistas que acreditavam na crescente harmonização do bloco”, afirma o especialista, ressaltando as decisões individuais de cada país, em detrimento das resoluções conjuntas.  

Rodrigues aponta para o fato de a crise atual fazer florescer algumas práticas, como o racismo latente e os discursos protecionistas. “Há uma securitização extrema de temas como o da imigração, e políticas xenófobas que já existiam vem ganhando espaço justamente por unirem as diferentes nacionalidades do bloco no temor ao estrangeiro, ao extracomunitário”, relata o professor.

Ele também ressalta a existência de uma divisão interna à própria unidade. Romenos e búlgaros, por exemplo, são tratados como “sub cidadãos” dentro da comunidade da qual seus países de origem são membros legítimos, sofrendo preconceito e se submetendo a péssimas condições trabalhistas.
Desde 2008, a taxa de desemprego da União Europeia disparou, atingindo a marca de 10,6% em setembro de 2013. Na Grécia, um dos países mais afetados com o colapso financeiro, o contingente de desempregados chega a ultrapassar 25%, de acordo com o Eurostat.
O país é palco de diversos levantes sociais, nos quais os jovens questionam as políticas de austeridade impostas pela Alemanha, no comando da União, e aceitas passivamente pelo governo grego.
“Os levantes gregos explicitam a fissura existente no bloco, pois estes jovens estão questionando não apenas as políticas de austeridade, mas o próprio modo de organização da grande união liberal-capitalista”, afirma Rodrigues.