domingo, 28 de julho de 2013

Suicídio na Terra do Papa por causa da crise Econômica


Uma das muitas famílias afetadas pelas  crises que assolam a Europa , decidiu acabar com o seu sofrimento, depois de executar o trabalho sem placa, devido à reforma trabalhista do governo Mario Monti.
Romeo Dionisi, 62, e sua esposa, Ana maria sopranzi, 68, foram pendurados em seu apartamento na cidade de Civitanova Marche, no centro do país, e logo depois o irmão da mulher, Giovanni, 70, saltou para o mar, onde se afogou.
Segundo a polícia, o motivo do suicídio foi a crise econômica como parte Dionisi chamados "exodados" pessoas antecipar sua aposentadoria.
As notícias indicam que o casal deixou uma nota na qual explicou sua decisão de se matar, porque ele não poderia sobreviver com a pensão mínima de Ana maria, entre 500 e 600 euros por mês.
Depois de aprender o suicídio duas vezes, o irmão de Ana maria que também assumem enfrentou problemas econômicos, levou para o mar.
O corpo do homem foi recuperado por membros da porta, mas provou fúteis tentativas de reanimá-lo.
De acordo com um relatório de pesquisa EURES centro, em média, na Itália, uma pessoa comete suicídio um dia devido à crise econômica.
Intitulado "O suicídio na Itália, em tempos de crise", o relatório mostrou que os suicídios no país aumentou a partir de 2008, quando a crise econômica mundial estourou.
Ele observou que em 2010 houve 362 suicídios de desempregados, em comparação com os 270 que foram gravadas entre 2006 e 2008.
Ele explicou que a falta de emprego e perspectivas econômicas tornaram-se as principais razões para suicídios no país europeu e que as vítimas são na sua maioria desempregados e os chamados "exodados".
(Com informações da Notimex)

A Miséria na Terra do Papa

o papa não chama os jovens ir ás ruas da ITÁLIA. 
Pobres na ItáliaO número de pessoas vivendo na pobreza absoluta e relativa na Itália aumentou em 2012 e as famílias nas regiões do sul foram os mais afetados, mostrou um relatório nesta quarta-feira, destacando o custo humano da maior recessão do pós-guerra no país .
Cerca de 4,8 milhões de pessoas, ou 8 por cento da população italiana agora enfrentam a pobreza absoluta , o que significa que eles não podem lidar com o custo mínimo aceitável de vida, segundo o relatório de Estatística ISTAT. A figura foi de 3,4 milhões de pessoas em 2011.
Um total de 9,56 milhões de pessoas, ou 15,8 por cento da população, são relativamente pobre para os padrões italianos. Os dados mostraram que o número era de cerca de 8,17 milhões em 2011.
Os níveis são particularmente elevadas no sul, tradicionalmente mais pobre, onde quase uma em cada três pessoas em situação de pobreza relativa, enquanto 11 por cento sofrem de pobreza absoluta.
A pobreza cresceu especialmente em famílias com vários filhos , enquanto pessoas solteiras foram menos afetadas, ISTAT disse.
As taxas também foram maiores entre as famílias cujo principal sustento está desempregado ou é um trabalhador, ou incluir dois ou mais idosos.
A quase dois anos de recessão atingiu os italianos, atingido pelo aumento do desemprego e diminuição do poder de compra causada em grande parte pelo aumento de impostos para reforçar as finanças públicas se deterioraram .
Outro relatório divulgado pelo Istat maio mostrou que milhões de italianos não podem pagar aquecimento adequado de suas casas, ir de férias ou comer carne.
Com informações da Reuters )
Dois moradores de rua passam a noite nas ruas de Roma.
Dois moradores de rua passam a noite nas ruas de Roma.
A imagem é Mian.  Nas grandes cidades italianas se tornado cada vez mais visíveis os milhares de desempregados.
A foto é de Mian. Em grandes cidades italianas está se tornando mais visíveis nesta foto.

E, o Papa esqueceu de falar na Terra De Deus.

                       

Muitos dos que estavam acompanho a visita do santo Padre ao Brasil, ficaram pasmado com ás declarações  do pontífice sobre assuntos que dizem respeito ás manifestações de ruas, que sacudiram o país  a fora.
Ao mesmo tempo o santo  não mencionou uma virgula se quer, dos avanços sociais que os brasileiros da base piramidal conquistaram nos últimos dez anos.

Alguns Jornais que fazem vigília permanentes as palavra do Papa, não perdem se quer um espirro do santo, principalmente se tiver a possibilidade da dubiedade a fim de tirar qualquer proveito das santas palavras e credita-las a favor dos que que querem um Brasil do quanto pior melhor.

"Vão ás ruas, protestem, não sejam covardes " Com estas palavra o Papa Francisco fez encerramento no rio de Janeiro Sábado em seu discurso na jornada da juventude. Já que  o Santo faz questão sistematicamente de não falar nas melhorias ou menciona-las em suas andanças, e  peregrinações do beijas-beijas, este blog se sente quase na obrigações de relembrar alguns que o santo padre deixou de lado.

O Santo  papa esqueceu de falar  aos fies de memoria curta os avanços conseguido no Brasil dos últimos anos no que diz respeito por exemplo ao desemprego. O Santo se quer falou que o Brasil hoje tem o menores  índice de desemprego de toda sua Historia , beirando os seis por cento (6%) da população econômica ativa, o que já seria uma santa humildade fazer este reconhecimento perante a todos os peregrinos. Dizer  também santo Papa, que estes índices estão entre os baixos do mundo e bem diferente dos países desenvolvidos a exemplo da Itália, França, Portugal e Espanha , Berço do catolicismo.

O Santo esqueceu de falar também do combate a corrupção, principalmente Francisco dos últimos levantamento realizado pelo o IBOPE que é um dos principais institutos de pesquisas de confiança da Direita, que sempre esteve a favor dos coronéis, com  objetivos de indução da massa, com direcionamentos tensional. Este mesmo instituo Santo Papa, traz em sua pesquisa ultima, dados que apontam que este Governo tem sido implacável no combate a corrupção, tanto é que  setenta e nove (79%( da população estão satisfeitos com o desempenho do Governo no Combate a Corrupção. Numero nunca alcançado antes.

O Santo Papa Também esqueceu de falar, dos avanços deste Governo na construção de novas moradias, do maior programa habitacional que este país já teve "o minha casa minha vida". Pois bem santo Papa, o mesmo instituto de pesquisa aponta  que, em  pesquisa recente com o senhor ainda em solo brasileiro, que noventa e cinco  (95%) da população brasileira não têm do que reclamar do Governo Federal no empenho de resolver este problemas que por anos foi absoluto neste país. Diferentemente de alguns países da Europa berço do Catolicismo, que estão perdendo suas casas e vivem a morar nas ruas em consequências das politicas adotas por estes países para saciar os interesses capitalistas.

O Santo papa Também  não falou se quer uma palavra sobre  o maior programa de combate a fome do mundo santo Papa. "O Bolsa Familia " premiado mundo a fora. O Mesmo que alimenta milhões todos os dias, para que tivessem coragem de correr dezenas de  km atras de seu papamóvel, na esperança de receber a benção de vossa Santidade. O mesmo Bolsa Familia recebeu   reconhecimentos internacionais, como sendo o melhor programa já inventado por um governo em todo mundo Santo Papa. Os brasileiros estão contentes com a politica de Combate a fome Santo, é tanto que noventa e um por cento (91%)  estão de acordo com O Governo.

Portanto Santo Papa, que esta visita  sua ao Brasil sirva de revigoramento, não só para nossos Jovens aqui, mas que seja uma mola impulsionadora  principalmente para os Jovens da Europa assolada Pelo desemprego, pela Fome, Pela Europa que está aos pedaços, Pela Europa que implora por melhorias na, Habitação, no Comba te a corrupção.  E Que vossa Santidade Solte o  Grito também solte de apelo a todos  os Jovens do mundo, com mesmo fervor que soltou aos Jovens do Brasil,  mas principalmente para os Jovens da Europa Ocidental.

Prof. Adail -
Historiador -


sábado, 27 de julho de 2013

Brasil atinge menor nível de desigualdade da história.





O economista Marcelo Neri, novo presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), disse nesta terça-feira que "o Brasil está hoje no menor nível de desigualdade da história documentada".

De acordo com Neri, em 2011, o índice de Gini, que mede a desigualdade, foi de 0,527, o menor desde 1960.
Na avaliação do Ipea, os resultados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) no ano passado indicam grande diminuição da desigualdade e redução da pobreza.

Neri afirma que, entre 2001 e 2011, houve crescimento real de 91,2% na renda dos 10% mais pobres. No caso dos 10% mais ricos, o aumento foi 16,6%.

Segundo o economista, o aumento da renda na base da pirâmide relativiza o fraco desempenho do PIB (Produto Interno Bruto).
Fonte BBC Brasil

terça-feira, 23 de julho de 2013

As 95 Teses de Lutero

95 Teses  Luteranas.

Em 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittemberg 95 teses que gostaria de discutir com os teólogos católicos.
Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Ver. Padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem do assunto verbalmente connosco, poderão fazê-lo por escrito. Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém !.

1. Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: "Arrependei-vos" etc., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.

2. E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.

3. Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de mortificações da carne.

4. Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.

5. O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.

6. O papa não pode perdoar dívida senão declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.

7. Deus a ninguém perdoa a dívida sem ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.

8. Canones poenitendiales, que são as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas são impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.

9. Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluindo este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema.

10. Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem os moribundos poenitentias canônicas ou penitências para o purgatório afim de ali serem cumpridas.

11. Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, previstas pelas cânones ou estatutos, em penitência ou apenas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.

12. Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecados cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidades de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.

13. Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canónico, sendo, portanto, dispensados, com justiça de sua imposição.

14. Piedade ou amor imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.

15. Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.

16. Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.

17. Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.

18. Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas razões e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram for a da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.

19. Ainda não parece ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós teremos absoluta certeza disto.

20. Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras "perdão plenário de todas as penas" que todo o tormento é perdoado, mas apenas as penas por ele impostas.

21. Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.

22. Com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.

23. Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.

24. Assim sendo, a minoria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.

25. Exactamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura de almas tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.

26. O papa faz muito bem em não conceder o perdão em virtude do poder das chaves ( ao qual não possue ), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.

27. Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.

28. Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro, cresce e aumenta; a ajuda porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.

29. E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que suceder com Santo Severino e Pascoal.

30. Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muitos menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.

31. Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.
32. Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.
33. Há que acautelar-se muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dádiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.
34. Tanto assim, que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.
35. Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
36. Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
37. Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
38. Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.
39. É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pezar.
40. O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo; mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.
41. É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.
42. Deve-se ensinar aos cristão, não ter pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.
43. Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.

44. É que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências porém, não se torna melhor senão mais segura e livre da pena.
45. Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa, mas provoca a ira de Deus.

46. Deve-se ensinar aos cristão que, se não tiverem fartura, fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.

47. Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada.

48. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa de que de dinheiro.

49. Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em consequências delas, se perde o temor de Deus.

50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seus, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgência, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro..4

52. Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.

53. São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.

54. Esperar ser salvo mediante breves de indulgências é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.

55. A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia  enquanto o Evangelho, que é essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.

56. Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionadas e nem suficientemente conhecidos na Igreja de Cristo.

57. Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a este não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.

58. Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.

59. São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.

60. Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que este tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.

61. Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.

62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63. Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros

64. Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabidamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.

65. Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.

66. Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.

67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores com ao mais sublimes graça decerto assim são considerados porque lhes trazem grandes proventos.

68. Nem por isso semelhante indulgência não deixa de ser a mais íntima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69. Os bispos e sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência.

70. Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.

71. Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.

72. Quem se levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.

73. Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.

74. Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.

75. Considerar as indulgências do papa tão poderosa, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que ( cousa impossível ) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.

76. Bem ao contrário, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular no que diz respeito à culpa que constitui.

77. Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar São Pedro e o papa.

78. Em contrário, dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederem, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes, o dom de curar, etc. , de acordo com o que  diz I Coríntios 12.

79. Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfémia.
80. Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.

81. Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.

82. Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para construção da catedral de São Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante insignificante?

83. Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou prebendas oferecidos em favor dos mortos, visto ser injusto continuar a rezar pelos já resgatados?

84. Ainda: Que nova piedade de Deus e do papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga ?

85. Ainda: Por que os cânones de penitência, que de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgências como se continuassem bem vivos e em vigor ?

86. Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é a mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de São Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres ?

87. Ainda: Que ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste direito à indulgência plenária ?
88. Afinal: que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como já o fez cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.

89. Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes ?
90. Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91. Se a indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.

92. Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há paz.

93. Abençoados seja, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.

94. Admoestem-se os cristãos a que se empenham em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.

95. E assim esperem mais entrar no reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas. 


Fonte in História das Ideias Políticas, vol. III : Idade Moderna, De Erasmo a Nietzsche,tradução e abreviação de Mendo Castro Henriques, Lisboa, Ática, 1996

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A Inquisição no Brasil

É com muita ansiedade que todo Brasil se prepara para receber a visita do Papa  Argentino Francisco, motivo este que a euforia toma conta de muita gente por todos os cantos do país.
Não custa lembrar também que o tribunal do santo oficio, desta vez não desembarcará em solo brasileiro, o que já aconteceu no passado muito distante.
Os arquivos dessas investigações ainda não são totalmente conhecidos. Localizados na Torre do Tombo, em Portugal, eles citam 40 mil nomes de pessoas perseguidas, mas sem classificação por local de nascimento. Tão pouco está claro se essas foram as únicas visitações realizadas. Recentemente descobriu-se outra, entre 1627 e 1628, que passou pelo Rio de Janeiro (onde o visitador Luís Pires da Veiga foi ameaçado de apedrejamento pela população), São Paulo e São Vicente. Com certeza, há visitações das quais ainda não se encontraram os livros, fora aqueles livros que se perderam em naufrágios.
O certo mesmo é que a Inquisição da Igreja Católica Apostólica Romana teve grande impacto na vida da Colônia Brasileira. A ação inquisitorial se fez sentir em todo o Brasil desde o início da colonização até o século 18, mesmo em capitanias que nunca receberam visitações, como Minas Gerais e Ceará as pessoas temiam não ser católicas e morrerem na fogueira. Tanto isso é verdade que há registros de processos do Santo Ofício antes da primeira visitação. Já em 1546, o donatário da capitania de Porto Seguro, Pero do Campo Tourinho, foi denunciado por ter afirmado que, em suas terras, ele era o “papa” e que trabalhador nenhum tiraria folga nos domingos e dias santos. Ao longo da década de 1550, em Salvador, o bispo dom Pedro Fernandes Sardinha, o primeiro do Brasil, exerceu funções inquisitoriais.
Bispos, padres, missionários e todos os membros da Igreja Católica Apostólica Romana eram orientados a observar os costumes de seus fiéis e encaminhar os casos suspeitos para instâncias superiores. Mas a rede do Tribunal do Santo Ofício era mais vasta ainda: havia representantes locais escolhidos no clero, os “comissários”, que tinham a obrigação de circular pela região com os olhos (e ouvidos) bem abertos analisando condutas e palavras de cidadãos comuns nas ruas, bares, armazéns… E contavam ainda com a ajuda de informantes, os “familiares”, homens influentes que conseguiam da Igreja um certificado que tinham boa conduta e “sangue puro”, intocado por antepassados judeus ( o poeta Cláudio Manoel da Costa, por exemplo, foi recusado por ter “suspeita de sangue”). Os “familiares” acompanhavam as prisões e o confisco de bens determinado pelos comissários, às vezes antes mesmo da conclusão dos processos. Estes bens eram acrescidos ao patrimônio da Igreja Católica Apostólica Romana. A quaresma era uma época estratégica: todos os habitantes tinham o dever de confessar os pecados – e de entregar os pecados alheios, sob pena de responder como cúmplices caso soubessem de algo e não contassem.
As grandes colônias foram as mais visitadas. Minas Gerais, no auge da mineração, foi alvo preferencial. Assim como o Rio de Janeiro, na medida em que crescia em importância. No fim das contas (ao menos das disponíveis), veio destas duas colônias a maior parte dos acusados. Rio de Janeiro e Minas Gerais, principalmente no século 17, tinham um importante número de representantes inquisitoriais. Mas há vítimas espalhadas por boa parte do país, como no Espírito Santo, no Piauí e em Goiás. Só na Paraíba, no século 18, 50 pessoas do mesmo círculo familiar foram presas, acusadas de manter as esnogas (sinagogas secretas). No Mato Grosso, foram cinco viagens de comissários em busca de casos de feitiçaria. O “mandingueiro” Manoel francisco Davida não escapou.
Fonte: Mantenedor da Fé

domingo, 21 de julho de 2013

A Era Somoza, 1936-1974

Somoza García controlava o poder político, diretamente, como presidente ou indiretamente através presidentes fantoches cuidadosamente escolhidos, de 1936 até seu assassinato em 1956.Um indivíduo cínico e oportunista, Somoza García governou a Nicarágua com braço forte, derivando seu poder de três fontes principais: a propriedade ou controle de grandes porções da economia da Nicarágua, o apoio militar da Guarda Nacional, e sua aceitação e apoio da Estados Unidos. Sua excelente comando do idioma Inglês e compreensão da cultura Estados Unidos, combinado com uma personalidade encantadora e considerável talento político e desenvoltura, ajudou Somoza García ganhar muitos aliados poderosos nos Estados Unidos. Através de grandes investimentos em terrenos, fabricação, transporte e imobiliário, ele enriqueceu a si mesmo e seus amigos mais próximos.

Depois de Somoza García venceu em 1936 as eleições presidenciais de dezembro, ele diligentemente começou a consolidar seu poder dentro da Guarda Nacional, ao mesmo tempo, dividindo seus adversários políticos. Os membros da família e amigos próximos foram dadas posições-chave dentro do governo e os militares. A família Somoza também controlava o PLN, que por sua vez controlava o sistema legislativo e judicial, dando, assim, Somoza García poder absoluto sobre todas as esferas da política da Nicarágua. Oposição política nominal era permitido, desde que não ameace a elite governante. Guarda Nacional de Somoza García reprimida séria oposição política e manifestações antigovernamentais. 

O poder institucional da Guarda Nacional cresceu na maioria das empresas de propriedade do governo, até que, eventualmente, ele controlava o nacional de rádio e redes de telégrafo, os serviços postais e imigração, serviços de saúde, o serviço de receita interna, e as ferrovias nacionais. Em menos de dois anos depois de sua eleição, Somoza García, desafiando o Partido Conservador, declarou sua intenção de permanecer no poder além de seu mandato presidencial. Assim, em 1938, Somoza García nomeou uma Assembléia Constituinte que deu ao presidente amplos poderes e elegeu para mais um mandato de oito anos.

Apoio oportunista de Somoza García dos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial beneficiou Nicarágua, injetando recursos desesperadamente necessários dos Estados Unidos na economia e aumento da capacidade militar. Nicarágua receberam quantidades relativamente grandes de ajuda militar e entusiasmo integrado a sua economia no plano econômico hemisférico tempo de guerra, fornecendo matérias-primas em apoio ao esforço de guerra dos Aliados. As exportações de madeira, ouro e algodão subiram. No entanto, porque mais de 90 por cento de todas as exportações foram para os Estados Unidos, o crescimento do comércio também aumentou a dependência econômica e política do país.

Somoza García construiu uma imensa fortuna para si e sua família durante a década de 1940 por meio de investimentos substanciais em exportações agrícolas, especialmente no café e gado. O governo confiscou propriedades da Alemanha e, em seguida, vendeu-a Somoza García e sua família, a preços ridiculamente baixos. Entre suas muitas empresas industriais, Somoza García empresas têxteis próprias, usinas de açúcar, destilarias de rum, as linhas da marinha mercante, o nacional da Nicarágua Airlines (Líneas Aéreas de Nicaragua - Lanica) e La Salud lácteos - o país é apenas o leite pasteurizado facilidade. Somoza García também ganhou grandes lucros a partir de concessões econômicas a empresas nacionais e estrangeiras, subornos, e as exportações ilegais. Até o final da Segunda Guerra Mundial, Somoza García tinha acumulado uma das maiores fortunas da região - cerca de EUA $ 60 milhões.

Após a Segunda Guerra Mundial, no entanto, a oposição nacional e internacional generalizada para a ditadura Somoza García cresceu entre os partidos políticos, trabalhistas, grupos empresariais e do governo dos Estados Unidos. A decisão de Somoza García concorrer à reeleição em 1944, foi contestado por alguns liberais, que estabeleceu o Independente Liberal Party (Partido Liberal Independente - PLI). Reeleição de Somoza García também se opôs pelo governo dos Estados Unidos.

 O ditador reagiu às críticas cada vez mais através da criação de um governo fantoche para salvar seu governo. Ele decidiu não concorrer à reeleição e teve o PLN nomear os idosos Leonardo Argüello, acreditando que ele poderia controlar Argüello por trás dos bastidores. Argüello concorreu contra Enoc Aguado, um candidato apoiado por uma coalizão de partidos políticos, que incluíam os conservadores e os PLI. Apesar do grande apoio à candidatura Aguado, Somoza García subvertido o processo eleitoral usando recursos do governo e da Guarda Nacional para garantir a vitória eleitoral de seu candidato. Argüello foi empossado em 1 º de maio de 1947, e Somoza García permaneceu como diretor-chefe da Guarda Nacional.

Argüello não tinha a intenção de ser um fantoche, no entanto, e em menos de um mês, quando as medidas de Argüello começaram a desafiar o poder de Somoza García, chefe da Guarda Nacional encenou um golpe e colocou um associado da família, Benjamín Lacayo Sacasa, na presidência. A administração do presidente dos Estados Unidos Harry S. Truman respondeu retendo reconhecimentos diplomáticos do novo governo da Nicarágua. Em um esforço para legitimar o novo regime e ganhar o apoio dos Estados Unidos, Somoza García nomeou uma Assembléia Constituinte para escrever uma nova Constituição. 

O conjunto então nomeado o tio de Somoza García, Víctor Román Reyes, como presidente. A constituição de 1947 foi cuidadosamente trabalhada com forte retórica anticomunista para ganhar o apoio dos Estados Unidos. Apesar dos esforços dos Somoza García para aplacar os Estados Unidos, os Estados Unidos continuaram a sua oposição e recusou-se a reconhecer o novo regime. Sob pressão diplomática do resto da América Latina, relações diplomáticas formais entre Manágua e Washington foram restauradas em meados de 1948.

Apesar de sua retórica anticomunista, o governo promoveu políticas trabalhistas liberais para ganhar o apoio do partido comunista da Nicarágua, conhecido como o Partido Socialista Nicaraguense (Partido Socialista Nicaragüese - PSN) e frustrou o estabelecimento de qualquer movimento trabalhista independente. 

O governo aprovou várias leis progressivas em 1945 para ganhar o apoio do governo dos sindicatos. Concessões e subornos foram concedidos a líderes sindicais e líderes sindicais antigovernamentais foram deslocadas em favor de Somoza García legalistas. No entanto, após a colocação de líderes pró-Somoza García em sindicatos de trabalhadores, a maior parte da legislação trabalhista foi ignorado. Em 1950, Somoza García assinou um acordo com conservador general Emiliano Chamorro Vargas que garantiu o Partido Conservador de um terço dos delegados do Congresso, bem como de representação limitada no gabinete e nos tribunais. Somoza García também prometeu cláusulas da nova constituição 1950 que garantem a "liberdade comercial". 

Essa medida trouxe de volta um apoio limitado da elite tradicioal para o regime de Somoza García. A elite beneficiaram do crescimento econômico dos anos 1950 e 1960, especialmente nos setores de exportação do algodão e gado. Somoza García novamente foi eleito presidente em eleições gerais realizadas em 1950. Em 1955, o Congresso alterou a Constituição para permitir sua reeleição para mais um mandato presidencial.

Somoza García tinha muitos inimigos políticos, e os golpes contra ele foram tentadas periodicamente, mesmo dentro da Guarda Nacional. Para a proteção, ele construiu um composto seguro dentro de sua residência e manteve guarda-costas pessoais, independentemente da Guarda Nacional, com ele onde quer que ele fosse. No entanto, em 21 de setembro de 1956, enquanto participava de uma festa de PLN em León para comemorar sua nomeação para a presidência, Somoza García foi fatalmente ferido por Rigoberto López Pérez, um poeta nicaraguense vinte e sete anos de idade, que tinha conseguido passar pela segurança de Somoza García. O ditador foi levado para a Zona do Canal do Panamá, onde morreu oito dias depois.
Somoza García foi sucedido na presidência por seu filho mais velho Luis Somoza Debayle. Um engenheiro treinado Estados Unidos, Luis Somoza Debayle foi eleito pela primeira vez como delegado PLN em 1950 e em 1956 presidiu o Congresso da Nicarágua. Após a morte de seu pai, ele assumiu o cargo de presidente interino, conforme previsto na Constituição. Seu irmão Anastasio "Tachito" Somoza Debayle, um graduado de West Point, assumiu a liderança da Guarda Nacional. Uma grande campanha de repressão política, seguido do assassinato de Somoza García: muitos adversários políticos foram torturados e presos por guardas sob as ordens de Anastasio Somoza Debayle eo governo impôs a censura à imprensa e suspendeu muitas liberdades civis. Quando o Partido Conservador se recusou a participar das eleições de 1957 - em protesto contra a falta de liberdade imposta pelo regime - os irmãos Somoza criou um partido de oposição de marionetes, o Partido Conservador Nacional (Partido Conservador Nacional - PCN), para dar uma fachada democrática para a campanha política. Luis Somoza Debayle ganhou a presidência em 1957, com pouca oposição. Durante o seu mandato de seis anos, de 1957 a 1963 o governo concedeu cidadãos com algumas liberdades e aumentou as esperanças de liberalização política. Em um esforço para abrir o governo, Luis Somoza Debayle restaurou a proibição constitucional de reeleição.

Em 1960 juntou Nicarágua El Salvador, Guatemala e Honduras (Costa Rica se juntou mais tarde) no estabelecimento do Mercado Comum Centro-Americano (MCCA - ver Apêndice B).O principal objetivo do grupo econômico regional foi o de promover o comércio entre os países membros. No âmbito desta parceria, comércio e indústria de transformação aumentou, estimulando fortemente o crescimento econômico. Além disso, na esfera política internacional, a postura anticomunista Luis Somoza Debayle ganhou favor e apoio do governo dos Estados Unidos. Em 1959, a Nicarágua foi um dos primeiros países a condenar a Revolução Cubana e acusar Fidel Castro Ruz de tentar derrubar o governo da Nicarágua.

 O governo Somoza Debayle Luis desempenhou um papel de liderança na Baía dos Porcos invasão de Cuba, em 1961, permitindo que a brigada de exilados cubanos para usar bases militares na costa do Caribe para iniciar a manobra falhou.

Amigos de confiança da família Somoza ocupou a presidência de 1963 até 1967. Em 1963, René Schick Gutiérrez ganhou a eleição presidencial, o filho mais novo de Somoza García, Anastasio Somoza Debayle, continuou como diretor-chefe da Guarda Nacional. Shick deu a aparência de seguir os programas menos repressivas de Luis Somoza Debayle. Presidente Schick morreu em 1966 e foi sucedido por Lorenzo Guerrero Gutiérrez.

Quando a saúde debilitada impediu Luis Somoza Debayle de ser um candidato, seu irmão Anastásio correu na eleição presidencial de 1967. Para desafiar a candidatura de Anastásio Somoza Debayle, os conservadores, o PLI, eo Partido Social Cristão (Partido Social Cristiano-PSC) criou a União Nacional de Oposição (Unión Nacional Opositora-ONU). A ONU nomeou Fernando Agüero como seu candidato. Em fevereiro de 1967, Anastasio Somoza Debayle foi eleito presidente em meio a uma campanha de repressão contra os apoiantes da oposição de Agüero. Dois meses depois, o irmão de Anastasio Luis morreu de um ataque cardíaco. Com sua eleição, Anastasio Somoza Debayle tornou-se presidente, bem como o diretor da Guarda Nacional, dando-lhe o controle político e militar absoluto sobre a Nicarágua. Corrupção e do uso da força se intensificou, acelerando a oposição de grupos populistas e de negócios.

Apesar de seu mandato de quatro anos foi para acabar em 1971, Anastásio Somoza Debayle alterou a Constituição para permanecer no poder até 1972. Crescentes pressões da oposição e de seu próprio partido, no entanto, levou o ditador para negociar um acordo político, conhecido como o Pacto Kupia-Kumi, que instalou uma junta de três membros que iria governar a partir de 1972 até 1974. A junta foi estabelecido maio 1972 em meio a oposição liderada por Pedro Joaquim Chamorro Cardenal e seu jornal La Prensa. O descontentamento popular também cresceu em resposta à deterioração das condições sociais. O analfabetismo, a desnutrição, os serviços de saúde inadequados e falta de moradia adequada também acendeu críticas da Igreja Católica Romana, liderada pelo arcebispo Miguel Obando y Bravo. O arcebispo começou a publicar uma série de cartas pastorais críticos do governo de Anastásio Somoza Debayle.

23 de dezembro de 1972, um forte terremoto sacudiu Nicarágua, destruindo grande parte da cidade capital. O terremoto deixou cerca de 10.000 mortos e cerca de 50.000 famílias desabrigadas e destruiu 80 por cento dos edifícios comerciais de Manágua. Imediatamente após o terremoto, a Guarda Nacional se juntou ao saque generalizado da maioria dos estabelecimentos comerciais restantes em Manágua. 

Quando a reconstrução começou, a apropriação do governo ilegal e de má gestão de ajuda humanitária internacional, dirigida pela família Somoza e membros da Guarda Nacional, chocou a comunidade internacional e produziu maior agitação na Nicarágua. A capacidade do presidente para tirar proveito do sofrimento do povo provou enorme. Segundo algumas estimativas, a sua riqueza pessoal subiu para EUA $ 400 milhões em 1974. Como resultado de sua ganância, a base de apoio de Anastásio Somoza Debayle no setor empresarial começou a desmoronar. Um movimento operário reviveu aumentou a oposição ao regime e à deterioração das condições econômicas.

As intenções de Anastásio Somoza Debayle para concorrer a outro mandato presidencial, em 1974, foram resistiu até mesmo dentro de seu próprio PLN. A oposição política, liderada por Chamorro e ex-ministro da Educação Ramiro Sacasa, estabeleceu a União Democrática de Libertação (Unión Democrática de Libertação - UDEL), um grupo de oposição, que incluía a maioria dos elementos anti-Somoza. O UDEL foi uma ampla coalizão de grupos empresariais cuja representação incluía membros tanto da elite tradicional e sindicatos. O partido promoveu um diálogo com o governo para promover o pluralismo político. O presidente respondeu com o aumento da repressão política e ainda a censura dos meios de comunicação e da imprensa. Em setembro de 1974, Anastásio Somoza Debayle foi reeleito presidente.

fonte: EUA Biblioteca do Congresso

Os Miseráveis e Nós

"Os Miseráveis e Nós"

Escrito no século XIX fala da injustiça social.  Mas resiste até hoje! Quantas pessoas como o ex-condenado Jean Valjean, o  menino de rua Gavroche, e Cosette, a órfã, não estão ao nosso lado? Se lermos os jornais, ou qualquer noticiário, na se reporta a este Best Seller? encontraremos muitas histórias parecidas com as das personagens.

Poucos livros  conseguem dar um panorama tão arrebatador. Mostra a época histórica. Emociona. E faz  pensar sobre temas importantes. Esta é uma adaptação, com a história completa. Espero que um dia todos vocês  possam se debruçar sobre o romance original e conviver com a profunda meditação que o  autor faz sobre a vida e a condição humana. Muitas adaptações para cinema foram feitas a  partir do romance. Nos últimos anos, um dos musicais de maior sucesso nos palcos de  todo o mundo, Os Miseráveis, também baseia-se no livro.

Fico especialmente emocionado com a personagem principal, Jean Valjean que nos parece tão familiar.  No  início um homem rancoroso, ele é transformado por um gesto de amor ao próximo. A  generosidade ilumina seu coração. Redescobre os valores éticos e cria uma nova  consciência. Sua vida passa, então, a ser reflexo dessa consciência. A capacidade de  alguém mudar através do amor é tocante.

 Fica a mensagem. Todo mundo pode tornar o  mundo melhor. Basta querer. Amar o próximo, eis a questão.

Adaptado do Livro os Miseráveis de Victor Hugo.

        Quem foi Victor Hugo 

Victor Hugo nasceu em 26 de fevereiro de 1802 e faleceu em 1885, na França. É  considerado o principal nome do romantismo francês, e escreveu muitos poemas e  romances lembrados até hoje. Entre eles, O Corcunda de Notre Dame e Os Trabalhadores  do Mar.

A obra de Victor Hugo supera seu tempo. Retrata com profundidade a condição  humana e todos os níveis da sociedade, dos nobres aos excluídos. Suas personagens  possuem vida própria, pois são capazes de denunciar a miséria, a falta de justiça e a  necessidade de construir um mundo melhor. 

sábado, 20 de julho de 2013

Integração do Rio São Francisco: Uma experiencia de sucesso

   
Integração: uma experiência de sucesso

integração de bacias. Muitas vezes, o aproveitamento do rio para gerar energia impede que a água seja utilizada por outros usuários da bacia e que seja útil também para populações de outras regiões, onde a energia será consumida. O próprio rio São Francisco é um bom exemplo desse tipo de integração, onde a maior parte de energia gerada é levada para fora da sua bacia hidrográfica.

 Um sistema integrador semelhante será montado no Projeto de Integração. A captação e O Projeto de Integração vai retirar do rio São Francisco um percentual muito pequeno de suas águas – 3,5%  para bacias do Semi-Árido Nordestino. Experiências como essa vêm sendo aplicadas com sucesso em outras regiões secas do Planeta como, pot exemplo, no Equador, Peru, Estados Unidos, Espanha e Egito.

No Brasil, existem exemplos de integração de bacias, tais como: do rio Paraíba do Sul para o rio Guandu, no Estado do Rio de Janeiro, responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro; do rio Piracicaba, para reforço do abastecimento da Grande São Paulo, de onde a água é lançada ao rio Pinheiros; o canal do Trabalhador, no Ceará, interligando o rio Jaguaribe e as bacias da região de Fortaleza

Muitos consumidores talvez ignorem que a energia elétrica usada nas residências e indústrias brasileiras é
produzida em diferentes regiões do País e distribuída, sob responsabilidade do Operador Nacional do Sistema (ONS), através de extensas linhas de transmissão.

Um morador de Salvador, por exemplo, pode estar recebendo energia de uma usina no Sul do País, e não  de uma usina no Sul do País, e não do complexo de Paulo Afonso, na Bahia.

Informação (ONS)

Nordeste Turístico

                           Nordeste desenvolvido e turístico


A falta de alternativas da população do Semi-Árido, provocada principalmente pela seca, contrasta
com a região litorânea do Nordeste, área mais desenvolvida e economicamente ativa.

Uma razão importante do dinamismo dessa região está no turismo. Dados da EMBRATUR mostram que, no comparativo de janeiro/fevereiro de 2004 com o mesmo período de 2003, houve um acréscimo de 18,8% nos desembarques internacionais ao País. Se esse dado for regionalizado apenas com o Nordeste, o aumento foi de 87,3%. Pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) mostrou que Fortaleza, capital de um dos estados beneficiados pela Integração, está entre os dez destinos preferidos de estrangeiros em férias no Brasil. O sucesso do turismo nas capitais nordestinas se deu graças a uma união de investimentos corretos e programas bem-definidos.

O Projeto de Integração é uma alternativa estruturante para dar ao Semi-Árido condições de também
desenvolver suas potencialidades econômicas: a agricultura, a indústria e, também, o turismo. Dessa maneira, é possível diminuir diferenças socioeconômicas entre o litoral e Semi-Árido Nordestino e reduzir as migrações da área rural.

Os Dados são da EMBRATUR

Rio São Francisco e o Cambeta a Seca



                                         Combate à seca


Uma das críticas dirigidas ao Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas
do Nordeste Setentrional diz respeito ao fato de a captação de água nesse rio poder prejudicar a geração de energia das usinas hidrelétricas localizadas depois de Sobradinho. No entanto, com a captação média de águas do rio São Francisco para o sistema de integração, a redução na geração de energia será de apenas 2,4% do sistema da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF).

Contudo, o sistema de geração de energia elétrica do País é interligado, e essa pequena perda deverá ser facilmente compensada por usinas de outras bacias. As usinas a gás natural, matéria prima abundante no Nordeste, ora em fase de implementação na região, também compensarão possíveis perdas.

Numa região afetada por secas constantes, embora esteja relativamente próxima a uma fonte perene de água, qual seria o uso mais adequado desse bem? Gerar energia elétrica – mesmo sabendo que a demanda de energia pode ser atendida pela produção de outras regiões – ou ampliar o acesso da população à água, fundamental para o desenvolvimento humano e econômico?

sábado, 13 de julho de 2013

O livro 1984, de George Orwell ,Uma Obra Apocalíptica.


A obra do escritor é profética também sobre a questão da quebra de privacidade. O avanço tecnológico permite um amplo monitoramento (dos satélites às microcâmeras). Em Nova York, a ONG New York Civil Liberties Union protesta hoje contra a existência de 40,76 câmeras instaladas por quilômetro quadrado em Manhattan. Uma coisa, porém, Orwell não pôde antever: o gosto atual pelo exibicionismo/voyeurismo (o que vale tanto para a moçada do Big Brother quanto para certos usuários do Youtube, Facebook e afins). "As pessoas agora detestam acima de tudo o anonimato. 

Explorar o privado virou uma forma de participação pública", diz a especialista em comunicação Cosette Castro, da Universidade Pública de Barcelona. "Na obra de Orwell, é o governo que observa tudo através de câmeras - ele fala de autoritarismo e não de voyeurismo, como é nosso caso", disse John de Mol, criador do Big Brother, numa entrevista à revista VEJA. Mas Orwell faz questão de frisar que existe um nexo indissolúvel entre voyeurismo e totalitarismo. No livro, é evidente o prazer de O’Brien em imiscuir-se na vida dos outros. Em As Sombras do Amanhã, de 1945, o historiador Johann Huizinga demonstrou que uma das chaves para o sucesso dos regimes autoritários é estimular a bisbilhotice alheia. Todo mundo gosta de um pouco de fofoca e muitos ditadores já usaram isso a seu favor, para coletar informações sobre os cidadãos.

"Temos curiosidade de saber como o outro dorme, come, toma banho. O Big Brother propicia uma resposta a esse anseio", diz Cosette. O fenômeno do reality show, que talvez tivesse escandalizado o escritor, é mundial. No Brasil, faz sucesso há dez anos. "O reality show é um laboratório do qual a audiência também faz parte", afirma Cosette Castro, referindo-se ao poder dos telespectadores de decidir o destino dos participantes dos programas. O Big Brother da ficção foi superado pelo Grande Irmão da realidade.

O Que há de tão importante no Brasil para ser vigiado pelos os Americanos?


Mas afinal, por que os americanos vigiam tanto o Brasil? Uma explicação pode estar na maneira como a comunicação trafega pelo mundo. Quando a gente compara o mapa das rotas de espionagem americana com os cabos internacionais de comunicação, percebe que há muita coincidência. Esse sistema é todo interligado. Assim, como uma na China liga para uma pessoa no Irã, por exemplo, essa comunicação pode passar por qualquer uma das rotas, inclusive por dentro do Brasil. E como os sistemas da China e do Irã são protegidos, a interceptação pode ser feita aqui.
Os documentos não deixam claro quantas e quais empresas de telecomunicações brasileiras têm seus dados sendo direcionados pelas empresas americanas, para a central de operações da NSA. E nem se essas empresas brasileiras sabem que isso está acontecendo.
As empresas brasileiras de telefonia e internet têm parceria com as americanas - isso é normal, permite ligações internacionais, por exemplo. Mas segundo Glenn Greenwald, permite também acesso das americanas aos dados do sistema de comunicações do Brasil. Dados que estariam sendo transferidos para a NSA.
Prof. Adail


Por  ultimo foi noticiado pela maioria imprensa brasileira as declarações do ministro Paulo Bernardes que os os Estados unidos estariam de interessado no Pre-Sal, por este motivo  pretende ficar de olhos abertos com tudo que acontece em nosso país. 
 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Informações Básicas dos Municípios do Brasil

I
BGE divulga Pesquisa de Informações 

Dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2012, divulgados nesta quarta (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o percentual de municípios com Fundo de Meio Ambiente saltou de 1,5% em 2002 para 37,2% em 2012. Em relação aos recursos para a Gestão Municipal, constatou-se que o percentual de municípios que adotam mecanismos de atração de investimentos aumentou de 49,5% em 2006 para 62,9% em 2012.


No tópico Transporte, destaca-se que apenas 3,8% dos municípios possuem um Plano Municipal de Transportes, apesar de 74,3% (4.133) das cidades declararem possuir estrutura organizacional para cuidar do tema. Somente 3,7% contam com Fundo Municipal de Transporte e 6,4% possuem Conselho Municipal de Transporte.

Sobre Segurança e Justiça, em 153 municípios brasileiros a guarda municipal utiliza-se de armas de fogo e a diminuição considerável de municípios com estrutura de segurança diretamente ligada ao gabinete do prefeito caiu de 48,6%, em 2006, para 37,2%, em 2012.

Também pela primeira vez, a Munic investigou se as prefeituras garantem o acesso à internet através de conexão wi-fi, concluindo que 795 oferecem esses serviços. Além disso, 90,5% dos municípios possuem política ou plano de inclusão digital e 76,8% instalaram computadores na rede pública de ensino.

A Munic traz ainda um levantamento detalhado da organização das prefeituras, quadro funcional, instrumentos fiscais, políticas de planejamento, oferta de serviços e infraestrutura urbana, dentre outras informações ligadas aos temas comunicação e informática, transporte, cultura, assistência social, segurança pública, meio ambiente e segurança alimentar e nutricional. Em sua décima edição, a pesquisa investigou todos os 5.565 municípios instalados. A coleta foi realizada entre maio e dezembro de 2012.

39,3% dos municípios tem estrutura de segurança alimentar e nutricional

Em 2012, a Munic investigou, pela primeira vez, alguns aspectos das estruturas administrativa e legal da política de segurança alimentar e nutricional, concluindo que 39,3% (2.187) dos municípios possuíam estrutura organizacional para isso, a maioria ligada à administração direta na forma de setor subordinado a outra secretaria (78,1%). Regionalmente, o Nordeste (46,2%) apresentou o maior número de municípios com estrutura e observou-se que, mesmo em Roraima e no Acre, onde não há qualquer estrutura em nível estadual, encontram-se municípios estruturados.

Quanto à existência de um Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional – instrumento adequado para trazer a gestão da segurança alimentar e nutricional à sociedade civil –, 27,1% (1.507) dos municípios brasileiros informaram a existência de Conselho. Com relação ao funcionamento, 73,2 % (1103) se reuniram nos últimos 12 meses e 30,5% (459) receberam recursos orçamentários do governo municipal para apoio a suas atividades. Apenas em Roraima, nenhum dos municípios possuía conselho, diferente do que ocorreu na instância estadual, pois todas as Unidades da Federação possuíam um Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, em 2012.

Entretanto, apenas 5,2% dos municípios brasileiros (291) possuíam Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional para promover a articulação e integração entre os órgãos e entidades da administração pública e garantir a execução das políticas do setor. Em relação a um Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, o percentual também é baixo: 17,7% (986) dos municípios apresentavam tal instrumento. Examinando as ações contempladas nesses planos, predominam aquelas para a alimentação escolar, aquisição de alimentos da agricultura familiar, educação alimentar e nutricional e ações de saúde e nutrição; já ações voltadas para pesquisas, estudos e diagnósticos relacionados à segurança alimentar e nutricional, construção de cisternas e utilização de sistema informatizado para gestão, monitoramento e avaliação da política foram as menos contempladas.

Em 2012, apenas 16,4% (911) dos municípios brasileiros tinham recursos orçamentários municipais previstos para o financiamento de políticas de segurança alimentar e nutricional, exceto contrapartidas de convênios com os governos estadual e federal.

Apenas 3,8% dos municípios possuem Plano Municipal de Transporte

Em 2012, 4.133 (74,3%) municípios brasileiros possuíam estrutura organizacional para cuidar de transporte, 6,4% possuem Conselho Municipal de Transporte e 3,7% contam com Fundo Municipal de Transporte. A Munic também constatou que apenas 3,8% dos municípios do país possuem Plano Municipal de Transporte. Com relação ao tipo de transporte existente, 0,3% dos municípios possuem metrô, 2,5% possuem trem, 55,3% contam com o serviço de mototaxi, 67,7% possuem vans e, em relação aos ônibus, 38% (2.114) possuem ônibus municipal e 85,8% (4.775), ônibus intermunicipal.

Guarda Municipal usa arma de fogo em 153 municípios brasileiros

Segundo a Munic, nos últimos seis anos pesquisados, houve uma diminuição considerável de municípios com estrutura de segurança diretamente ligada ao gabinete do prefeito: de 48,6% do total de municípios do país, em 2006, para 37,2%, em 2012.

A Guarda Municipal está presente em 17,8% (993) dos municípios, sendo que em 153 utiliza armas de fogo. Em relação às delegacias de polícia, o total de delegacias gerais diminuiu (de 83,7% para 81,8%) e o de especializadas aumentou entre 2009 e 2012, o que provavelmente aconteceu por conta das políticas públicas direcionadas especificamente a determinadas parcelas da população, como mulheres, crianças e adolescentes e idosos.

Sobre a existência de coordenadoria municipal ou outra unidade de defesa civil nos municípios, verificou-se um aumento de 7,0% de 2009 para 2012 (de 59,3% para 66,3%). A Região Sul se destaca com 89,4% de municípios com algum tipo de unidade de defesa civil. Na Região Sudeste, os estados do Rio de Janeiro (96,7%) e Espírito Santo (92,3%) apresentaram as proporções mais elevadas da Região Sudeste (73,3%). Os menores percentuais são os das Regiões Centro-Oeste (32,0%) e Norte (36,7%).

Unidades de conservação municipais existem em 24,4% dos municípios em 2012

Entre 2002 e 2012, a Munic constatou que o percentual de municípios com algum tipo de estrutura na área ambiental (secretaria, setor ou órgão de administração indireta) aumentou de 67,5% para 88,5%. Destacam-se também o percentual de municípios com Fundo de Meio Ambiente - que saltou de 1,5%, em 2002, para 37,2%, em 2012 -, Conselho de Meio Ambiente (de 34,1%, em 2002, para 63,6%) e Comitês de Bacia Hidrográfica (de 46,8% para 67,4%). Houve ganhos também na participação dos municípios com legislação específica para a área ambiental (de 42,5%, em 2002, para 55,4%, em 2012) e com Unidades de Conservação Municipais (de 17,1% para 24,4%).

Ainda é relativamente baixo o percentual de municípios com Lei de parcelamento do solo para fins urbanos, definindo zonas prioritárias para proteção ambiental (21,8%), com Plano de Contingência ou Emergência para casos de desastres ambientais (11,8%) e que realizam Pagamento por serviços ambientais (7,5%) como estímulo à recuperação, manutenção e melhoria dos ecossistemas.

62,9% dos municípios adotam mecanismos de atração de empreendimentos

Verificou-se na Munic 2012 o maior esforço de adequação da estrutura administrativa e da tributária com vistas ao aumento dos recursos financeiros próprios, destacando-se o investimento na modernização de uma série de instrumentos de controle da arrecadação, como a informatização dos cadastros de Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU e Imposto Sobre Serviços - ISS. Da mesma forma, a ampliação da base arrecadatória dos municípios, com a instituição de diferentes tipos de taxas e da concessão de incentivos a atração de empreendimentos são importantes mecanismos que contribuem para o crescimento da arrecadação tributária dos municípios.

Em 2006, 49,5% dos municípios adotaram os referidos mecanismos, passando para 62,9% em 2012, um crescimento de 27%. Os tipos de mecanismos de incentivos mais frequentes são os mecanismos não-fiscais, como a cessão (24,2%) e doação (26,3%) de terrenos.

Comunicação e informática: 76,8% dos municípios possuem computadores na rede pública de ensino

Em 2012, 95,0% (5.289) dos municípios disponibilizavam alguma forma de atendimento à distância, sendo que o atendimento via internet é o mais frequente (88,7%). Também se constatou que 74,5% dos municípios possuem página na internet, sendo que 11,2% (466) destes declararam que suas páginas são acessíveis a pessoas com deficiência. A MUNIC também investigou a existência de política ou plano de inclusão digital, e 90,5% (5.034) dos municípios informaram desenvolvê-los. Como projetos e ações de inclusão digital, 76,8% declararam ter instalado computadores na rede pública municipal de ensino e 76,2% informaram a criação de telecentros. Pela primeira vez, a MUNIC investigou se a prefeitura garante o acesso à internet através de conexão wi-fi, concluindo que 795 (14,3%) municípios oferecem esses serviços, sendo que em 744 (13,4%) o acesso é gratuito, em 382 (6,9%) a cobertura se restringe a alguns bairros da área urbana e em 181 (3,3%) há cobertura em áreas urbana e rural.

Bibliotecas públicas existem em 97% dos municípios

Dentre as características da estrutura cultural dos municípios, a Munic observou que apenas 32,3% dos municípios possuem Conselho Municipal de Cultura. Em relação às seis características identificadas nos Conselhos (paritário, consultivo, deliberativo, normativo, fiscalizador e realização de reunião anual), a média geral para o país é de 4,2 instrumentos. Além disso, a Munic investigou a legislação de proteção ao patrimônio cultural material (presente em 29,9% dos municípios) e imaterial (presente em 9,8%), a existência de equipamentos culturais, como bibliotecas públicas (97%), por exemplo, e as atividades artísticas e culturais existentes nos municípios, dentre outros tópicos.

Assistência Social: 72,6% dos municípios possuem secretaria exclusiva

Quanto à municipalização da assistência social, os resultados de 2012 demonstraram que a estrutura organizacional da Política Municipal de Assistência Social se manteve presente na quase totalidade dos municípios, em sua maioria ligada à administração direta e caracterizada como secretaria exclusiva ou secretarias em conjunto com outras políticas. Com relação à existência de estruturas caracterizadas como secretaria municipal exclusiva, que em 2005 estava presente em 59,0% dos municípios, atingiu 72,6% no ano de 2012; já os municípios com o órgão gestor caracterizado como setor subordinado à chefia do executivo passam de 12,9%, em 2005, para apenas 3,6% em 2012. Com status de secretaria, a política de assistência social com estrutura exclusiva ou associada à outra política estava presente em 93,7% dos municípios, o que indica a contínua valorização desta política do ponto de vista da gestão municipal.

Região Sul é a que possui mais instrumentos participativos de planejamento e gestão urbana

Em 2012, o Brasil possuía 1.231 municípios com conselho municipal de política urbana, o equivalente a 22,1% do total de municípios. Embora baixa, essa proporção representa um crescimento de 68,3% quando comparado a 2005 (731 municípios ou 13,1%). As maiores proporções de municípios com os respectivos conselhos se encontram na Região Sul, com 40,3% em 2012. Em relação às frequências das reuniões, indicador que mede a atuação dos conselhos, a pesquisa mostrou que em 72,1%(888) dos conselhos municipais houve reuniões nos últimos 12 meses. Isso significa que 27,9% dos conselhos não se reuniram no período indicado, proporção que não é desprezível dada sua importância na natureza do processo de formulação das políticas públicas.

A Munic também constatou que 2.658 (47,8%) municípios possuíam Plano Diretor em 2012, enquanto em 2005 eram 805 (14,5%) municípios. Assim como em relação aos conselhos, a região Sul também apresentou a maior cobertura, com 69% dos seus municípios declarando possuírem planos diretores em 2012, o que sugere o seu maior alinhamento com a necessidade de se adotar instrumentos de planejamento e gestão urbana participativos.

Entre 2005 e 2012, pessoal ocupado na administração direta aumenta 33,2%

Entre 2005 e 2012, o número total de pessoas ocupadas na administração direta e indireta municipal brasileira cresceu 31,7% (1.512.611 pessoas a mais), totalizando, em 2012, 6.280.213 pessoas, ou 3,2% da população estimada do Brasil. O quadro de recursos humanos das prefeituras está, na sua maioria, na administração direta (95,3% ou 5.985.248 pessoas), enquanto apenas 4,7% (294.965) está na administração indireta (empresas e fundações).

O contingente de pessoas ocupadas na administração direta aumentou 33,2% (1.491.094) entre 2005 e 2012 e a maior parte dos ocupados nessa esfera é servidor estatutário (62,6% ou 3.746.899). Já na administração indireta, entre 2005 e 2012 houve um acréscimo de 7,9% (21 mil pessoas a mais) no pessoal ocupado, mas o número de municípios que possui essa esfera de administração diminuiu de 1053 para 1033 (-1,9%). O maior percentual dos ocupados na administração indireta também possui vínculo estatutário (40,8% ou 120.427 pessoas).


Fonte: Portal do IBGE