quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Revolução Chinesa

Mao, principal líder da Revolução Chinesa




A Revolução Chinesa, ocorrida em 1949, provocou profundas transformações na China que até hoje se faz presente no cotidiano de seu povo. Para entender essa revolução, devemos nos voltar para a situação da China do século XIX. Naquele período, o país sofreu com a dominação imperialista promovida pelas nações capitalistas europeias, principalmente da Inglaterra.

Nas primeiras décadas do século XX, a população chinesa passava por intensas dificuldades econômicas que pioraram drasticamente as condições de vida do povo chinês. Mediante um movimento contra a presença estrangeira no país, a dinastia Manchu deu fim ao governo imperial e criou um novo governo: a República da China. Mesmo com tal mudança, ainda em 1915, o país foi politicamente dominado pelo governo japonês.

Insatisfeitos com a dominação nipônica, uma grande mobilização política do povo chinês promoveu, em 1921, a criação do Partido Comunista Chinês. Em virtude de seu forte apelo popular, o novo partido foi visto como uma ameaça à ordem governamental e, por isso, seu líderes e participantes passaram a ser perseguidos pelas autoridades do país.

Impedidos de participarem das questões políticas de seu país, os comunistas chineses, sob a liderança de Mao Tsé-Tung, começaram a mobilizar as populações camponesas atraídas pela promessa do uso coletivo das terras e a criação de um sistema político igualitário. Contando com o apoio dos camponeses, Mao Tsé-Tung criou o Exército Vermelho, que entre os anos 30 e 40 lutou contra o governo chinês.

Após esse período de batalhas, os comunistas dominaram Pequim, em 1949, e Mao Tsé-Tung foi aclamado como novo líder da República Popular da China. Inicialmente apoiado pelo governo comunista soviético, o governo comunista chinês criou um grande projeto de transformação político-econômico chamado Grande Salto para Frente. Pouco depois, em 1966, surgiu um programa de controle cultural, político e ideológico chamado de Revolução Cultural. Com a morte de Mao Tsé-Tung, em 1976, a Revolução Cultural teve seu fim e as políticas econômicas do país se abriram para a economia mundial.

Manifesto do Partido Comunista

O Manifesto Comunista fez a humanidade caminhar. Não em direção ao paraíso, mas na busca da solução de problemas como a miséria e a exploração do trabalho. Rumo à concretização do princípio, que diz todos os homens são iguais. E sublinhando a novidade que afirmava que os pobres, os pequenos, os explorados também podem ser sujeitos de suas vidas. Por isso é um documento histórico, testemunho da rebeldia dos seres humanos. Seu texto, racional, em diversas passagens é irônico, mal esconde essa origem comum com homens e mulheres de outros tempos: o fogo que acendeu a paixão da Liga dos Comunistas, reunida em Londres no ano de 1847, não foi diferente do que incendiou corações e mentes na luta contra a escravidão clássica, contra a servidão medieval, contra o obscurantismo religioso e contra todas as formas de opressão. A Liga dos Comunistas encomendou a Marx e a Engels a elaboração de um texto que tornasse claros os objetivos dela e sua maneira de ver o mundo. Portanto, o Manifesto Comunista é um conjunto afirmativo de idéias, de verdades, em que os revolucionários da época acreditavam, por conterem, segundo eles, elementos científicos um tanto economicistas para a compreensão das transformações sociais. 














 A Liga dos Comunistas encomendou a Marx e a Engels a elaboração de um texto que tornasse claros os objetivos dela e sua maneira de ver o mundo. Portanto, o Manifesto Comunista é um conjunto afirmativo de idéias, de verdades, em que os revolucionários da época acreditavam, por conterem, segundo eles, elementos científicos um tanto economicistas para a compreensão das transformações sociais. O Manifesto tem uma estrutura simples: uma breve introdução, três capítulos e uma rápida conclusão. A introdução fala com um certo orgulho, do medo que o comunismo causa nos conservadores. O fantasma do comunismo assusta os poderosos e une, em uma aliança, todas as potências da época. É a velha satanização do adversário. Mas o texto mostra o lado positivo disso: o reconhecimento da força do comunismo. Se assusta tanto, é porque tem alguma presença. Daí a necessidade de expor o modo comunista de ver o mundo e explicar suas finalidades, tão deturpadas por aqueles que não o queriam. A parte I, denominada Burgueses e Proletários, faz um resumo da história da humanidade até os dias de então, quando duas classes sociais antagônicas dominam o cenário. A grande contribuição deste capítulo talvez seja a descrição das enormes transformações que a burguesia industrial provocava no mundo, representando na história um papel essencialmente revolucionário. Com a sabedoria de quem manejava com destreza instrumentos de análise socioeconômica muito originais na época, Marx e Engels relatam o fenômeno da globalização que a burguesia implementava, globalizando o comércio, a navegação, os meios de comunicação. 


O Manifesto fala de ontem mas parece dizer de hoje. O desenvolvimento capitalista libera forças produtivas nunca vistas, mais colossais e variadas que todas as gerações passadas em seu conjunto. O poderio do capital que submete o trabalho é anunciado e nos faz pensar no agora do revigoramento neoliberal: nos últimos 40 anos deste século XX, foram produzidos mais objetos do que em toda a produção econômica anterior, desde os primórdios da humanidade. A revolução tecnológica e científica a que assistimos, cujos ícones são os computadores e satélites e cujo poder hegemônico é a burguesia, não passa de continuação daquela descrita no Manifesto , que criou maravilhas maiores que as pirâmides do Egito, que os aquedutos romanos e as catedrais góticas; conduziu expedições maiores que as antigas migrações de povos e cruzadas. Um elogio ao dinamismo da burguesia? Impiedoso com os setores médios da sociedade, já minoritários nas formações sociais mais conhecidas da Europa, o Manifesto chega a ser cruel com os desempregados, os mendigos, os marginalizados, que podem ser arrastada por uma revolução proletária mas, por suas condições de vida, está predisposta a vender-se à reação. A relação relativa do papel dos comunistas junto ao proletariado é o aspecto mais interessante da parte II, intitulada Proletários e Comunistas. Depois de quase um século de dogmatismos, partidos únicos e de vanguarda, portadores de verdade inteira, é saudável ler que os comunistas não formam um partido à parte, oposto a outros partidos operários, e não têm interesses que os separemdo proletariado em geral. Embora, sem qualquer humildade, o Manifesto atribua aos comunistas mais decisão, avanço, lucidez e liderança do que às outras frações que buscam representar o proletariado, seus objetivos são tidos como comuns: a organização dos proletários para a conquista do poder político e a destruição da supremacia burguesa. O fantasma do comunismo assombrava a Europa e o livro procura contestar, nessa parte, todos os estigmas que as classes poderosas e influentes jogavam sobre ele. A resposta do Manifesto: Os comunistas querem acabar com toda a propriedade, inclusive a pessoal !. Marx e Engels responderam que queriam abolir a propriedade burguesa, capitalista. Para os socialistas, a apropriação pessoal dos frutos do trabalho e aqueles bens indispensáveis à vida humana eram intocáveis. Ao que se sabe, roupas, calçados, moradia não são geradores de lucros para quem os possui... O Manifesto a esse respeito, foi definitivo. O comunismo não retira a ninguém o poder de apropriar-se de sua parte dos produtos sociais, tira apenas o poder de escravizar o trabalho de outrem por meio dessa apropriação. Na sociedade capitalista a educação é, ela própria, um comércio, uma atividade lucrativa... Os comunistas querem socializar as mulheres ! Para o burguês, sua mulher nada mais é que um instrumento de produção. Ouvindo dizer que os instrumento de produção serão postos em comum, ele conclui naturalmente que haverá comunidade de mulheres. O burguês não desconfia que se trata precisamente de dar à mulher outro papel que o de simples instrumento de produção.

A Social-democracia

Social-Democracia realiza o Estado de bem-estar social, dada a universalização dos direitos sociais e trabalhistas, financiado com políticas fiscais progressistas. Não existe uma teoria social-democrata definitiva. Exemplos de social-democracia: Alemanha, Suécia, Holanda, Austrália, França, Grã-Bretanha, Nova Zelândia, Bélgica e países escandinavos. Partidos podem chamar-se: socialistas, social-democratas ou trabalhistas, sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial. A formação do Estado de bem-estar social foi configurada por políticas social-democratas. A social-democracia evoluiu dos movimentos: classe, socialista, sindicalista e anticapitalista que no século 19 que lutavam contra a repressão estatal – bismarckiana, militarista e bonapartista. Foi assim que os social-democratas tenderam a se deslocar da esquerda para o centro-esquerda.


A doutrina política social-democrata é híbrida: sua linguagem inclui o marxismo, o socialismo utópico e o revisionismo. Os social-democratas compartilham uma visão igualitária, secular, científica e mais uma responsabilidade para com a tradição do iluminismo. A social-democracia é construtora do Estado democrático, negando as políticas liberais. É contra a ideia de que o mercado é o único modelo de justiça porque a esfera pública igualitária está acima da particular em importância política. A social-democracia institucionalizou-se como a alternativa mais eficiente para a realização do Estado de bem-estar social. Isto é possível com políticas de gestão responsável, controle, regulação, eleição e leis. Daí pode resultar o relacionamento virtuoso entre a esfera pública e a privada, com o contínuo equilíbrio entre o econômico e o político, no âmbito da sociedade democrática. Individualmente os cidadãos são, ao mesmo tempo, consumidores e eleitores. As desigualdades criadas no mercado podem ser compensadas por políticas social-democratas. O setor privado é útil para impedir a concentração de poder no setor público, ao mesmo tempo em que o Estado evita a concentração da riqueza produzida pelo mercado.


A Social-democracia enfatiza a igualdade. O Estado deve criar uma vida social mais igualitária. As reformas de bem-estar social são enxertadas num Estado liberal, resultando social-democracia: eliminação das concentrações de riqueza privada, indústria e capital. Igualitarismo é a palavra de ordem para a tradição social-democrata. Intervenção do Estado sem eliminar o mercado, garantindo igualdade social para as minorias (étnicas, religiosas, raciais, lingüísticas) e classes. Problema: quanto mais o Estado de bem-estar cresce mais burocratização ocorre, tornando esse mesmo Estado insensível à efetivação da igualdade social por políticas social-democratas. Isto deve ser combatido com a criação de múltiplas e pluralistas formas de representação dos interesses públicos. O lado político da social-democracia é expandido pelas teorias: pluralista, democracia participativa e poliarquia. O Keynesianismo moldou a social-democracia com o aumento da capacidade do Estado de bem-estar de realizar a “coletivização do risco”, estimulando o crescimento e impedindo a recessão, gerenciando as crises sistêmicas do capital. Com tudo isso, não existe uma teoria social-democrata definitiva, mas, para o Brasil, a universalização das políticas social-democratas é a única alternativa para o desenvolvimento do nosso Estado de bem-estar social.  12/04/2012