domingo, 4 de março de 2012

Na Historia do presente

NASCE A ATIVISTA POLÍTICA ROSA LUXEMBURGO

05 de março de 1871
No dia 5 de março de 1871 nascia na cidade de Zamosc, na Polônia, Rosa Luxemburgo, importante teórica dos movimentos socialista e comunista no século 20. Assim como Lenin, ela acreditava na queda violenta do sistema capitalista, porém, era contra o nacionalismo que, na sua opinião, resultaria em um estado autoritário.
Desde muito nova ela já participava de movimentos políticos. Em 1889, ela se mudou para Zurique, na Suíça, onde estudou economia, política e direito. Lá, participou da fundação do Partido Social-Democrata polonês,que mais tarde se transformou no Partido Comunista Polonês.
Rosa Luxemburgo viveu a Revolução Russa, de 1905, e a Primeira Guerra Mundial. Da primeira, ela acreditava que a revolução mundial começaria na Rússia. Em relação ao conflito mundial, Luxemburgo defendia que a guerra atentava contra o internacionalismo socialista.
Luxemburgo e seu colega Karl Liebknecht formaram um movimento para acabar com a guerra por meio de uma revolução dos trabalhadores. Em 1918, os dois fundaram o Partido Comunista Alemão mas, pouco tempo depois, no dia 15 de janeiro de 1919, ambos foram assassinados em Berlim, na Alemanha.

 FIDEL SÁNCHEZ HERNÁNDEZ ASSUME A PRESIDÊNCIA EM ELSALVADOR
05 de março de 1967
O General Fidel Sánchez Hernández foi um político e militar salvadorenho que assumiu a presidência de El Salvador em 5 de março de 1967. Foi adido militar da Embaixada de El Salvador, em Washington, entre 1960 e 1962. Foi Ministro do Interior (1962-1966) no governo do presidente Julio Adalberto Rivera. Foi candidato do Partido de Conciliação Nacional (PCN) nas eleições presidenciais de 5 de março de 1967. O acontecimento mais relevante de seu governo foi a Guerra contra Honduras denominada Guerra do Futebol. No final de seu governo, foi acusado de organizar uma fraude eleitoral em favor do candidato presidencial do PCN, Arturo Armando Molina. Foi finalmente declarado presidente e substituiu Sánchez Hernández. Além disso, teve que enfrentar uma tentativa de golpe de estado em 25 de março de 1972, dirigida pelo Coronel Benjamín Mejía.

NASCE O MAESTRO E COMPOSITOR HEITOR VILLA-LOBOS

05 de março de 1887
No dia 5 de março de 1887 nascia, no Rio de Janeiro, Heitor Villa-Lobos, destacado maestro e compositor brasileiro. Em sua carreira, Villa-Lobos trabalhou por uma música identificada com o povo brasileiro. Ele é considerado o maior representante da área musical durante o modernismo no Brasil, com obras nacionalistas, com elementos de canções folclóricas, populares e indígenas.
De temperamento inquieto, Villa-Lobos sempre buscou absorver o universo musical brasileiro com viagens pelo interior do país. Em 1922, participou da Semana da Arte Moderna, em São Paulo, e, no ano seguinte, embarcou para a Europa, retornando ao Brasil em 1924. Três anos depois, viajou novamente para o continente europeu, financiado pelo milionário Carlos Guinle. Ele retornou desta segunda viagem em 1930 e, na sequência, se apresentou em 66 cidades. Ainda neste ano, realizou a "Cruzada do Canto Orfeônico" no Rio de Janeiro. Em 1948, ele fez a operação para retirada de um câncer e casou-se pela segunda vez, com Arminda Neves d'Almeida, a Mindinha, uma ex-aluna. 
Depois da morte do maestro, no dia 17 de novembro de 1959, no Rio de Janeiro, sua viúva se encarregou da divulgação da sua grande obra. Durante sua carreira, Villa-Lobos obteve reconhecimento nacional e internacional. Entre os títulos mais destacados que recebeu está o de Doutor Honoris Causa, da Universidade de Nova York. Ele também apareceu pessoalmente em um filme da Disney, “Alô, Amigos” (1940), ao lado do próprio Walt Disney.

CHURCHILL USA A EXPRESSÃO "CORTINA DE FERRO" PARA DEFINIR DIVISÃO DA EUROPA

05 de março de 1946
No dia 5 de março de 1946, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill proferiu um famoso discurso em Fulton, no Missouri (EUA), em que usou a expressão "iron curtain", ou "cortina de ferro". O termo foi usado para definir a divisão da Europa em duas partes, Oriental e Ocidental. Enquanto a primeira estava sob controle da União Soviética, a segunda era zona de influência dos Estados Unidos. O período relacionado a esta divisão política e econômica é chamado de Guerra Fria. 
Em seu discurso, em uma livre tradução para o português Churchill disse: "De Estetino, no (mar) Báltico, até Trieste, no (mar) Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente. Atrás dessa linha, estão todas as capitais dos antigos estados da Europa Central e Oriental. Varsóvia, Berlim, Praga, Viena, Budapeste, Belgrado, Bucareste e Sofia; todas essas cidades famosas e suas populações estão no que chamo de esfera soviética, e todas estão sujeitas, de uma forma ou de outra, não somente à influência soviética mas também a um forte, e em certos casos crescente, controle de Moscou." Este bloco de influência soviética se desfez definitivamente em 1991, com o fim da URSS.

MISSÃO VOYAGER 1 SE APROXIMA DE JÚPITER


05 de março de 1979
A sonda espacial Voyager 1 foi lançada no dia 5 de setembro de 1977 de Cabo Canaveral com um foguete Titan IIE-Centaur a uma órbita que fez com que atingisse seu objetivo, Júpiter, antes de sua "sonda irmã" Voyager 2, lançada 16 dias antes. A missão Voyager foi um dos maiores sucessos da NASA. Esta missão foi projetada para tirar vantagem de uma estranha disposição geométrica dos planetas exteriores a fins dos anos 70: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. A Missão Voyager 1 realizou suas primeiras fotografias de Júpiter em janeiro de 1979 e atingiu sua máxima proximidade em 5 de março de 1979 a uma distância de 278.000 km. Em sua missão a Júpiter fez 19.000 fotografias, em um período que durou até abril. Devido à máxima resolução permitida por tal aproximação, a maior parte das observações acerca das luas, anéis, campo magnético e condições de radiação de Júpiter foram tomadas em um período de 48 horas ao redor de tal aproximação. A sonda deixou de fotografar o planeta em abril desse mesmo ano.

INCÊNDIO DEVASTA AS ILHAS GALÁPAGOS

05 de março de 1985
As ilhas Galápagos são de origem vulcânica e sua formação, do ponto de vista geológico, é muito recente. Têm cerca de oito mil quilômetros quadrados de superfície e estão localizadas sobre a plataforma de Galápagos, delimitada pela isóbata de mil metros de profundidade. Estas ilhas foram declaradas pela UNESCO "Patrimônio Natural da Humanidade" e "Reserva da biosfera". Por isso o arquipélago se transformou em símbolo dos esforços para harmonizar o crescimento econômico, fundamentado no turismo e na preservação do meio ambiente. O arquipélago de Galápagos, localizado a 950 Kmdo Equador continental, é formado por 13 ilhas grandes, 6 pequenas e mais de 40 ilhotas de origem vulcânica. Tem 14 ilhas maiores, -4 delas habitadas: São Cristóvão, Santa Cruz, Isabela, Floreana A temperatura oscila entre os 18 e 22 graus centígrados. No dia 5 de março de 1985 um incêndio gigantesco arrasou com 400 quilômetros quadrados de vegetação em Isabela (a maior das ilhas),

MORRE O PLAYBOY JORGINHO GUINLE

05 de março de 2004
No dia 5 de março de 2004 morria, no Rio de Janeiro, Jorginho Guinle, um dos playboys mais famosos da história. Sua morte aos 88 anos foi causada por um aneurisma na aorta abdominal. Seu último desejo foi morrer no hotel Copacabana Palace, onde morava e que foi construído por sua família. Em 1989, o empreendimento foi vendido ao grupo Orient-Express Hotels. Jorginho estava internado no Hospital de Ipanema, mas assinou um termo de responsabilidade em que se recusou a passar por uma uma cirurgia.
Nascido em Petrópolis (RJ), no dia 5 de fevereiro de 1916, Jorginho era filho de uma tradicional família do Rio, responsável pela construção do Copacabana Palace. Ele também foi o autor do primeiro livro sobre jazz escrito no Brasil, “Jazz Panorama”. Em sua vida, foi casado três vezes, teve três filhos, e também colecionou romances com atrizes como Marilyn Monroe, Heddy Lamarr, Kim Novak, Rita Hayworth e Jayne Mansfield

História Econômica da Europa.



Desde que foi adotado o Tratado de Roma 54 anos atrás a União Europeia e suas organizações precursoras nunca estiveram tão próximos do abismo como na semana passada. Especialistas concordaram que, caso os governantes dos países da zona do Euro não sejam capazes de encontrar uma saída para a crise da dívida em sua reunião de cúpula emergencial nesta quinta-feira, isso significará o fim do Euro e da União Europeia. 




 As consequências dessa incapacidade não se limitariam apenas à esfera econômica. Desde a Guerra dos Trinta Anos no séc. XVII, a Europa tem sido repetidamente destruída por guerras, culminando nas duas guerras mundiais de 1914 e 1939. Desde então, a UE e as organizações que a precederam constituíram o mecanismo mais importante de prevenção a novos confrontos armados entre as potências europeias. Não foi por acidente, portanto, que antes do encontro, para muitos políticos de alto escalão que se pronunciaram, a Europa - como disse o jornal Spiegel online - "era ainda uma questão de paz e guerra - e não de centavos e Euros". Eles alertaram fortemente contra a falência da reunião emergencial.

O encontro não resolveu a crise, apenas adiou-a, chegando até mesmo a exacerbar seus problemas fundamentais.

Os participantes adotaram o segundo pacote, longamente planejado, de resgate à Grécia no valor de mais de 109 bilhões de euros que, como o primeiro, está condicionado à imposição de drásticas medidas de austeridade. Para facilitar à Grécia seu pagamento, a taxa de juros foi rebaixada de 4,5% para 3,5%, e os termos do empréstimo estendidos de sete anos e meio a 15 até 30 anos.
Os poderes do Fundo de Resgate Europeu (EFSF) estão sendo ampliados; no futuro ele comprará títulos no mercado e apoiará ativamente países vulneráveis. No entanto, seu volume total não será aumentado.

Os participantes do encontro fizeram um grande alvoroço em relação ao envolvimento de credores privados na dívida da Grécia. Sua participação foi estabelecida a 50 bilhões de euros até 2014. Mas uma inspeção mais detalhada revela sua farsa. Bancos, seguradoras e outros credores privados podem resgatar seus títulos gregos com uma pequena margem de perda que gira em média de 20%, ou trocá-los por títulos novos, de longo prazo cujo pagamento é garantido pela UE. Dessa forma, eles podem vender seus títulos gregos por um preço muito superior ao de mercado. Todos os riscos futuros são impingidos à população.
Como resultado das medidas adotadas em Bruxelas, e que ainda contêm muitas incertezas e ambiguidades, a dívida do governo grego de 350 bilhões de euros cairá para apenas 26 bilhões de euros - uma gota no oceano.
Irlanda e Portugal, que também estão altamente endividados, também serão beneficiados com taxas de juros mais baixas do fundo de resgate, mas a participação dos bancos está expressamente limitada à Grécia. Nenhuma provisão foi feita à Espanha e Itália, apesar das taxas de juro em seus títulos dispararem na semana passada, e as dívidas de ambos os países serem consideradas uma parte central da crise do Euro.
Portanto, é apenas uma questão de tempo até que a pressão sobre o euro aumente e os governantes tenham que se encontrar mais uma vez em uma reunião de cúpula emergencial.
A questão das causas que fundamentam a crise da dívida não foi levantada na reunião e, muito menos, respondida. Políticos e a mídia se repetem ad nauseam que a crise é uma consequência do gerenciamento financeiro duvidoso e que os países afetados estavam "vivendo além de suas capacidades".
De fato, a crise da dívida é o resultado de uma pilhagem sistemática dos cofres do Estado para o enriquecimento da classe dominante à custa da população trabalhadora. Por três décadas, os impostos sobre empresas, grandes rendas e fortunas foram diminuindo continuamente. Os bilhões de euros que compensaram as perdas especulativas dos bancos após a crise financeira de 2008 devastaram as finanças públicas.
Mas na Europa não há escassez de fundos que possam ser usados para estabilizar as dívidas. Vê-se pelo rápido aumento da riqueza privada e pelo número de milionários, que continua a crescer sem parar apesar da crise. De acordo com o Relatório anual de riqueza mundial compilado pelo Merrill Lynch, cerca de 3,1 milhões de milionários residia na Europa em 2007, os quais possuíam um total de US$ 10,6 trilhões em patrimônio. Um imposto de emergência de apenas 4,7% desse patrimônio poderia varrer toda a dívida grega em uma só tacada.
Essa riqueza está crescendo rapidamente, mesmo após a crise financeira. Somente na Alemanha, de acordo com o Bundesbank, a soma de fortunas privadas aumentou nos últimos cinco trimestres em um total de 350 bilhões de euros - o equivalente exato da dívida total da Grécia. E isso ocorre apesar do fato de que as rendas médias estagnaram nos últimos dez anos e de que as rendas mais baixas decaíram. A riqueza se concentra quase exclusivamente nos 10% mais altos da sociedade, que possuem acima de 60% de toda a riqueza.
Mas até essas fortunas estão fora de cogitação para os governos da zona do Euro. Mesmo um imposto sobre os bancos, levantado pelo presidente Sarkozy por razões táticas, foi categoricamente rejeitado em Bruxelas. Os líderes reunidos chegaram até a usar a crise para acelerar a redistribuição da riqueza social. A reunião emergencial em Bruxelas deu claras boas-vindas aos programas de austeridade na Espanha e Itália, e insistiram que o déficit orçamentário de todos os países do euro deve cair abaixo de 3% até 2013 - o que significa mais cortes drásticos nos gastos públicos.
Acima de tudo os partidos burgueses de "esquerda" - os Socialdemocratas, Verdes e ex-Stalinistas - estão insistindo em mais ataques contra a classe trabalhadora. Eles desfilam enquanto salvadores da unidade europeia, apesar de suas concepções de "salvação da Europa" serem sinônimo de austeridade sem-fim.
Na Grécia, a vitória do partido socialdemocrata PASOK foi um pré-requisito para um programa de austeridade que irá rebaixar as condições de vida de trabalhadores e pensionistas em 40% até 2015. Na Itália, o presidente de 86 anos, Giorgio Napolitano, antigo quadro do Partido Comunista stalinista, está agora assegurando que a oposição de centro-esquerda apoie o recente programa de austeridade do governo Berlusconi, que se dirige quase exclusivamente contra as rendas médias e baixas.
Na Alemanha, o Partido Social-Democrata (SPD) ofereceu apoio ao governo Merkel para aprovar medidas impopulares que lidam com a crise do Euro. E no Spiegel online, o líder do Partido Verde, Cem Özdemir, elogiou o primeiro-ministro grego Papandreau porque ele havia introduzido suas medidas de austeridade contra a resistência popular.
Nos anos 1920, Leon Trotsky alertou que a burguesia europeia era incapaz de unificar a Europa sob os interesses de sua população. O sistema capitalista, baseado na propriedade privada, exploração, lucro pessoal e interesses nacionais, seria incapaz de garantir uma coexistência harmoniosa e a solidariedade entre os povos europeus. Essa estimativa se confirma, dramaticamente, hoje.
O debate entre os partidos burgueses de direita e de "esquerda" em relação a uma saída para a crise pendem entre o nacionalismo descarado de um lado, e a "salvação da Europa" pelo arruinamento de seu povo do outro lado. Assim como na década de 1930, ambas estradas levam à decadência social, ditadura e guerra.
A classe trabalhadora não pode se subordinar a nenhum desses campos; ela deve lutar por sua própria resposta à crise - a reorganização da Europa sobre bases socialistas. Os grandes conglomerados financeiros devem ser expropriados e colocados sob controle democrático; os patrimônios dos superricos devem ser altamente taxados ou confiscados. Sobre essas bases é que será possível resolver a crise atual, superar a divisão social na Europa e usar seus vastos recursos para o interesse da sociedade como um todo.
A alternativa à balcanização da Europa e sua transformação em Estados-nações guerreando entre si, assim como à ditadura do capital financeiro e suas instituições em Bruxelas, são os Estados Unidos da Europa.

Tudo que a comunidade europeia deseja neste momento, seria uma guerra, uma guerra fora de seus portões e domínios territoriais, para quem sabe tentar reconstruir as fendas e buracos provado por seu potencial   bélico, estacionado para nada e correndo aos poucos as finanças publica do já falido mundo velho.