sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

PIB dos EUA já é maior do que antes da crise de 2008


Com todos os problemas que vem enfrentando, a economia dos Estados Unidos nunca produziu tanto como no ano passado, segundo dados do Departamento do Comércio americano.

Pela metodologia mais utilizada, que calcula o PIB (produto interno bruto) com preços de 2005, a economia dos EUA movimentou US$ 13,313 trilhões no ano passado. Com esse resultado, o PIB americano recupera o mesmo patamar verificado antes da crise. Em 2007, a atividade econômica no país produziu US$ 13,2 trilhões.

Preços de 2005?

A comparação entre o PIB de diferentes períodos toma como base os preços de um determinado ano, para evitar distorções causadas pela inflação. Isso significa que, se no ano passado tudo o que os EUA produziram fosse vendido a preços de 2005, a economia teria movimentado aqueles US$ 13,3 trilhões citados acima.

O governo divulga também o PIB a preços correntes, mostrando que, de fato, o país produziu em 2011 mercadorias no valor total de US$ 15,1 trilhões.

Esse número, no entanto, diz pouco em comparações entre períodos. Quando o governo afirma que a economia dos EUA cresceu 2,8% no último trimestre do ano passado, por exemplo, refere-se ao cálculo com preços de 2005.

Abaixo, o PIB americano a preços de 2005 (em trilhões de dólares):2007 13,2
2008 13,2
2009 12,7
2010 13,1
2011 13,3


.

Os dados anunciados pelo governo americano nesta sexta-feira, 27, são preliminares. Uma revisão será divulgada no dia 29 de fevereiro.

Crise persiste

Esses números de maneira nenhuma significam que os EUA tenham saído da crise. Apesar de o PIB estar no mesmo nível de 2007, em dezembro daquele ano, por exemplo, a taxa de desemprego estava em 4,9%; já em dezembro último, em 8,5%.

O economista Júlio Hegedus Netto, do Instituto Millenium, explica o que está havendo:

“A economia norte-americana vem crescendo, nos últimos meses, baseada no crédito. O governo dos Estados Unidos trabalhou fortemente em uma política de estímulo da demanda. Assim, o consumo das famílias aliado ao consumo do governo, que está investindo pesadamente em obras públicas, estimulou a economia novamente.

Apesar dessa recuperação, o páis continua em crise e com uma elevada taxa de desemprego. Isso porque o setor que mais sofreu os efeitos da crise foi o imobiliário, por conta da bolha. E este setor emprega muita mão-de-obra. Como as pessoas ainda estão extremamente endividadas, pagando suas hipotecas, o setor imobiliário não conseguiu sair do prejuízo. As pessoas estão, sim, consumindo, mas não plenamente. Elas não estão com condições de consumir um imóvel, o que reduz a taxa de atividade do setor e, portanto, reduz as ofertas de emprego.

Sendo o setor imobiliário um dos que mais empregam pessoas no país e que, infelizmente ainda sofre prejuízos da crise de 2008, é fácil entender por que o desemprego norte-americano segue elevado. O governo injetou muita liquidez na economia, mas o consumo no país ainda não chegou à sua plenitude. A crise continua.”


Fonte Estadão.





Site da Secretaria de Segurança de SP chama golpe de 64 de ‘Revolução de Março


A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo retirou do ar página que definia o golpe militar de 1964 como “Revolução de Março”, na linha do tempo que contava a história da Polícia Militar. Segundo o texto do site, a “revolução” foi realizada para combater a política sindicalista de João Goulart. “Força Pública (a Polícia Militar da época) e Guarda Civil puseram-se solidárias ás autoridades e ao povo.

Esta não é a primeira vez que a Secretaria se envolve em polêmica por referências elogiosas ao golpe de 64 nos sites da Polícia Militar. Em informação já retirada da página que conta a história do 1º Batalhão de Polícia de Choque, da Rota, o órgão se orgulhava por ter participado da “Revolução de 1964″, “quando participou da derrubada do então Presidente da República João Goulart, apoiando a sociedade e as Forças Armadas, dando início ao regime militar com o Presidente Castelo Branco”.

Em informação ainda constante da página, a Rota se orgulha de ter participado da campanha do Vale do Rio Ribeira do Iguape, em 1970, “para sufocar a Guerrilha Rural instituída por Carlos Lamarca, onde o então Tenente Alberto Mendes Júnior, comandando um pelotão desta Unidade, foi vítima de uma emboscada, oferecendo-se em troca da liberdade de seus subordinados, quando foi assassinado, sendo promovido “post mortem” a Capitão, e hoje considerado o herói símbolo do heroísmo e mais um marco histórico da Polícia Militar. “

Os elogios presentes ao golpe militar em páginas da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo renderam uma censura pública da ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, em agosto de 2011.

Fonte Estadão.