quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Presos Políticos Venezuelanos querem Anistia



Parentes de 172 venezuelanos que são chamados de "presos políticos e exilados" na quarta-feira pediu o presidente do país, Hugo Chávez, para decretar um Natal anistia.

"Queremos um Natal em família, como você gasta, senhor presidente", disse ele a repórteres Sandoval Jackeline, da Fundação para a Due Process (Fundepro) e cônjuge de um condenado por um atentado que matou promotor Danilo Anderson, que acusados ​​envolvidos no golpe contra Chávez em 2002.

Sandoval se reuniu com membros da Comissão de Família da Assembléia Nacional para pedir sua mediação, e disse que o total de 14 "os presos hoje podem receber alternativas à prisão" se prevê a anistia de detenção lar.

O presidente do Comitê Permanente da Família, Dinorah legislador da oposição Figuera, disse que vai buscar uma audiência com o vice-presidente executivo e ministro das Relações Exteriores, Nicolás Maduro, "para discutir os mais de 100 presos políticos no país" .

"Estamos comprometidos a estas famílias de presos e exilados políticos" e através de Maduro "vamos chamar o Presidente a cumprir", para avaliar o caso, disse o parlamentar.

As famílias dessas pessoas e desenvolvido "conta uma anistia e também ter recolhido assinaturas para ser apresentado por iniciativa popular na Assembleia Nacional", disse Figuera.

Parentes de pessoas que se definem como prisioneiros políticos anistia Chávez pediu, pouco antes do Natal do ano passado, em seguida, terminou com uma marcha sobre o palácio presidencial, onde entregou um projeto de lei semelhante.

O presidente disse que em 4 de outubro que poderia avaliar uma anistia em favor de Pedro Carmona, a cabeça visível do golpe de Estado, que se proclamou sucessor de Chávez e do fracasso do golpe escapou e foi para o exílio na Colômbia.

Em meados de julho de 2011, Chávez disse que "os presos políticos, o que não é o mesmo que prisioneiros políticos" que estavam doentes mereciam benefícios de prisão, independentemente do crime que havia cometido, e pediu aos juízes para agir em conformidade.

Depois que os comissários foram liberados Julio Rodriguez e Lázaro Forero, condenado por algum dos 19 óbitos registrados durante o golpe de 2002, e Alejandro Pena Esclusa, indiciado em 2008 por ocultação de explosivos e de conspiração.

Chávez assinou várias amnistias para os criminosos comuns e também envolvidos em atos contra a sua administração, que não deixaram vítimas, entre elas um perdão para as centenas de colombianos pego maio 2004 uniformes militares venezuelanos em um rancho perto de Caracas , acusado de fazer parte de uma conspiração para derrubar e assassinar.

Ele também insistiu que na Venezuela há presos políticos, mas políticos, ou pessoas que tenham estado envolvidos em política, são prisioneiros. As informações do Jornal EL Diário de 24/10/12

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Venezuela tem os Melhores indicadores Sociais da America Latina


Escola de Ensino infantil na Venezuela

Um levantamento da universidade americana de Columbia  e chancelado pela ONU trouxe também os venezuelanos numa situação invejável: o povo mais feliz da América do Sul.
Como? Mas não é um inferno a Venezuela? Chávez não é o Satã?
 Estudo feito por um instituto americano chamado CEPR, baseado em Washington: “A Economia Venezuelana nos anos de Chávez”. O CEPR jamais poderia ser desqualificado como “chavista”.
E então fico sabendo coisas como essas:
1)   Em 1998, quando Chávez assumiu o poder, havia 1628 médicos para uma população de 23,4 milhões. Dez anos mais tarde, eram quase 20 000 médicos para uma população de 27 milhões.
2)   Os gastos sociais subiram de 8,2% do PIB, em 1998, para quase 14%. “Se comparamos a taxa de pobreza pré-Chávez (43,9%) com a registrada dez anos depois (27,5%), chegamos a uma queda de 37% no número de venezuelanos pobres”, afirma o estudo.
3)    O índice de desemprego, que era de 19% em 1998, caiu pela metade.
No trabalho, os autores notam que a percepção entre os americanos sobre a Venezuela de Chávez é ruim. Motivo: a cobertura enviesada da mídia. E, com números, desmontam o mito de que o segredo do avanço da Venezuela está no petróleo e apenas nele.
Mas eu queria saber mais.
Dei no site do Jazeera, uma emissora árabe bancada pelo Catar que faz jornalismo de primeira qualidade. O Jazeera traz vozes que você não costuma encontrar na imprensa brasileira, e isso ajuda você a entender melhor o mundo.
Vi um programa jornalístico cujo título era: “Os venezuelanos estão melhor sob Chávez?” Como sempre, o Jazeera colocou especialistas com visão diferente.  Um comentarista americano criticou o “espírito de mártir” de Chávez.
Mas os dados objetivos ninguém contestou. A mortalidade infantil diminuiu, a expectativa de vida aumentou, o número de universitários cresceu e as crianças venezuelanas testão indo à escola numa quantidade sem paralelo na história do país.



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

STF condena Dirceu e mais 9 por formação de quadrilha


Sete anos depois das primeiras denúncias, o STF desfechou o escândalo com 25 réus condenados e julgou que a gestão do ex-presidente Luiz Inácio da Silva comprou votos no Congresso para a aprovação de projetos de interesse da administração federal. De acordo com o ministro Celso de Mello, decano do tribunal, "um dos episódios mais vergonhosos da história política do País", operado por "homens que desconhecem a República, pessoas que ultrajaram as suas instituições e que, atraídos por uma perversa atração do controle criminoso do poder, vilipendiaram os signos do Estado Democrático de Direito e desonraram com seus gestos ilícitos e ações marginais a ideia que consignam o republicanismo na nossa Constituição".
Um grupo que reuniu 11 réus no total para a prática de crimes de lavagem de dinheiro, contra a administração pública - peculato e corrupção - e contra o sistema financeiro - gestão fraudulenta de banco. "Tenho, para mim, que, neste perfil, reside a verdadeira natureza dos membros dessa quadrilha, que, em certo momento histórico de nosso processo político, ambicionou tomar o poder, a constituição e as leis do País em suas próprias mãos. Isso não pode ser tolerado", afirmou Mello. "Ninguém tem legitimidade para transgredir as leis e a Constituição de nosso país. Ninguém está acima da autoridade do ordenamento jurídico do estado", continuou.
No entendimento do STF, o desvio de recursos públicos, os empréstimos bancários fraudados, a lavagem desse dinheiro e a distribuição para deputados, tudo foi montado para angariar apoio ao governo Lula e ampliar o poder do PT. Na sessão desta segunda-feira, o Supremo julgou a última fatia do processo. Condenou Dirceu e outros dez réus por integrar o que o decano do STF classificou como "uma sociedade de delinquentes". "Formou-se na cúpula do poder, à margem da lei e ao arrepio do direito, um estranho e pernicioso sodalício (sociedade de pessoas que vivem em comum), constituído por dirigentes unidos por um comum desígnio, um vínculo associativo estável que buscava eficácia ao objetivo espúrio por eles estabelecidos: cometer crimes, qualquer tipo de crime, agindo nos subterrâneos do poder como conspiradores, para, assim, vulnerar, transgredir, lesionar a paz pública", afirmou Mello.
O grupo foi integrado por Dirceu, Delúbio, Genoino, Valério, dirigentes do Banco Rural e das agências de publicidade que ajudaram a capitalizar o mensalão. Votaram pela condenação dos réus pelo crime de formação de quadrilha os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto (presidente). "No caso, houve a formação de uma quadrilha das mais complexas, envolvendo, na situação concreta, o núcleo dito político, o núcleo financeiro e o núcleo operacional", afirmou Marco Aurélio Mello. "Mostraram-se os integrantes em número de 13. É sintomático o número", acrescentou o ministro, lembrando o número do PT, mas ignorando que dois dos 13 réus foram absolvidos. Conforme a maioria dos ministros, o esquema envolvia divisão de tarefas entre cada um dos núcleos, pressupunha a união estável entre os réus para a prática de crimes que atentaram contra a paz pública. "Havia um projeto delinquencial de natureza política", afirmou Fux. "Esse projeto delinquencial foi assentado aqui pelo plenário como existente. Todos sabiam o que estavam fazendo. Todos foram condenados por isso", disse.
Quatro integrantes da Corte não julgaram que o grupo constituiu uma quadrilha. Para os ministros Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli, os réus não se juntaram com o fim de integrar um grupo destinado à prática indeterminada de crimes. A partir de agora relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, começa a revelar as penas que defende que sejam impostas a cada um dos réus. Deve começar pelo ministro da Casa Civil. Barbosa já adiantou que aqueles que estavam no topo da cadeia de comando do esquema terão tratamento mais severo. Somente depois de todo o julgamento, os ministros discutirão se os condenados começam imediatamente a cumprir as penas, como defendeu o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ou se aguardam em liberdade o trânsito em julgado do processo, o que deve ocorrer apenas em 2013.
As Informações são do Jornal Estado de SP. 22/10;2012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A Liga de Delos

Confederação ou Liga de Delos surgiu durante as Guerras Médicas  com o propósito de preparar as cidades gregas para o caso de uma nova invasão do Império Persa. Atenas era a cidade líder da Confederação e tirou muito proveito da situação se tornando a cidade grega hegemônica durante algum tempo na Grécia.
No século V a.C. o Império Persa promoveu ataques contra as cidades gregas motivado pela revolta na Jônia, que tinha liderança da cidade de Mileto contra a presença dos persas. O rei persa, Dario I, descontente com a revolta das cidades gregas decidiu enviar seu exército como ação punitiva e tiveram assim início as Guerras Médicas.
Em 490 a.C. aconteceu a primeira Guerra Médica na qual os persas foram derrotados pelos gregos na Batalha de Maratona. Dez anos mais tarde o filho de Dario I, Xerxes, então na condição de rei dos persas, resolve promover nova investida na Grécia Continental e chega inclusive a invadir a cidade de Atenas, mas o ateniense Temístocles leva os gregas à vitória na Batalha de Salamina. Os persas permaneceram em terreno grego e foram finalmente derrotados no ano 479 a.C. em Platéia, sob liderança do espartano Pausânias.
Embora fosse a segunda vez que os persas eram derrotados, os gregos sabiam que a qualquer momento uma nova tentativa de invasão poderia acontecer. Receosos e precavidos, no ano seguinte, em 478 a.C., os gregos resolvem se organizar para elaborar uma estrutura que fosse capaz de barrar novo ataque persa. A cidade de Atenas se coloca então na liderança de tal organização e é criada a Confederação de Delos ou Liga de Delos. Por causa da preponderância da cidade de Atenas, alguns também chamam a Liga de Delos de Liga Marítima Ateniense.
A Confederação de Delos reunia as cidades gregas, incluindo Esparta. Como integrantes da Liga, as cidades se comprometiam a realizar contribuições anuais para a mesma e fornecer homens e barcos em casos de batalhas. O principal objetivo da Confederação de Delos era a defesa das cidades gregas de uma nova invasão persa, mas esta demorou acontecer.
Os anos passaram após a criação da Liga e a nova invasão persa ainda não havia ocorrido. A cidade que liderava a Liga, Atenas, administrava todas as contribuições e as riquezas da Confederação de Delos. Com o tempo, Atenas passou a utilizar a Confederação de Delos em benefício próprio. Péricles, governante de Atenas, usou o dinheiro da Liga para promover obras de embelezamento de sua cidade e transformá-la em um grande império marítimo e comercial. Atenas modernizou-se e prosperou de tal forma que estabeleceu sua hegemonia no mundo grego.
Em meio ao tempo transcorrido após a criação da Confederação de Delos até chegou a haver uma terceira Guerra Médica, a qual aconteceu no ano 468 a.C, mas as cidades gregas já estavam bem preparadas e foram capazes de derrotar mais uma vez os persas, na Ásia Menor, e ainda assinar um acordo de soberania dos gregos no Mar Egeu.
Atenas se tornou a cidade hegemônica na Grécia e em determinado momento passou a não permitir que as cidades saíssem da Confederação de Delos. Já no século IV a.C os atenienses transformaram a contribuição das cidades gregas em impostos. Tal atitude gerou indignação de outras cidades, especialmente Esparta. Esta tinha um desenvolvimento bem diferente e independente de Atenas, a cidade por sua vez organizou outra liga, a Liga do Peloponeso, reunindo as cidades que contestavam o poderio de Atenas. O confronto entre as duas Ligas foi inevitável, como Esparta era uma cidade mais ligada à militarização, a hegemonia de Atenas chegou ao fim após a Guerra do Peloponeso.

Massacre na Noite de São Bartolomeu



Na Noite de São Bartolomeu de 1572, os católicos massacraram os huguenotes na França. Somente em Paris, três mil protestantes foram exterminados nessa noite. A violência estava espalhada por todo o país, o número de huguenotes mortos foi de dezenas de milhares.
Poucos dias antes, era calmo o ambiente na capital. Celebrara-se um matrimônio real, que deveria encerrar um terrível decênio de lutas religiosas entre católicos e huguenotes. Os noivos eram Henrique, rei de Navarra e chefe da dinastia dos huguenotes, e Margarida Valois, princesa da França, filha do falecido Henrique 2º e de Catarina de Médici.
Margarida era irmã do rei Carlos 9º. Alguns milhares de huguenotes de todo o país – a nata da nobreza francesa – foram convidados a participar das festas de casamento em Paris. Uma armadilha sangrenta, como se constataria mais tarde.
Casamento sobre o Sena
A guerra entre católicos e protestantes predominou na França durante anos, com assassinatos, depredações e estupros. E agora, um casamento deveria fazer com que tudo fosse esquecido?
O casamento não foi realizado na catedral. O noivo protestante não deveria entrar na Notre Dame, nem assistir à missa. Diante do portal ocidental da catedral, foi construído um palco sobre o rio Sena, no qual celebrou-se o casamento. Margarida não respondeu com um "sim" à pergunta, se desejava desposar Henrique, mas fez simplesmente um aceno positivo com a cabeça. Como era comum na época, o casamento tinha motivação exclusivamente política.
No século 16, o maior esteio da França não era o rei, mas sim a Igreja. E ela estava inteiramente infiltrada pela nobreza católica. Uma reforma do clero significaria, ao mesmo tempo, o tolhimento do poder dos príncipes. Assim, a nobreza – tendo à frente os Guise – buscava a preservação do status quo.
Casamento forçado seguido de atentado
Os Guise – a linhagem predominante na França – observavam com profunda desconfiança a cerimônia ao lado da Notre Dame. O casamento foi realizado por determinação da poderosa rainha-mãe Catarina de Médici – uma mulher fria, detentora de um marcante instinto de poder.
Poucos dias depois da cerimônia, almirante Coligny sofreu um atentado em rua aberta. O líder huguenote teve apenas ferimentos leves. Ainda assim, os huguenotes pressentiram uma conspiração. Estava em perigo a trégua frágil, lograda através do casamento. Por trás do atentado, estavam os Guise e Catarina de Médici.
O casamento era parte de um plano preparado a longo prazo. Carlos, o rei com olhar de louco, ficou furioso ao saber do atentado a Coligny, que era seu conselheiro e confidente. Os católicos espalharam então o boato de que os huguenotes estavam planejando uma rebelião para vingar-se do atentado.
Começa o plano diabólico
O rei Carlos foi pressionado por sua mãe, Catarina. Carlos vacilou, ficou inseguro. Mas cedeu, finalmente, e ordenou a execução de Coligny. E exigiu, de repente, um trabalho completo: não deveria sobrar nenhum huguenote que pudesse acusá-lo posteriormente do crime.
Coligny foi assassinado com requintes de crueldade na noite de São Bartolomeu. Com ele, milhares de pessoas que professavam a mesma fé.
Henrique de Navarra sobreviveu à noite de São Bartolomeu nos aposentos do rei, que tinha dado a ordem para o massacre. Henrique teve de renegar a sua fé e foi encarcerado no Louvre. Quatro anos mais tarde, ele conseguiu fugir. Retornou ao seu reino na Espanha e, anos depois, subiu ao trono francês.
Henrique, que permaneceu católico, mas irmão espiritual dos huguenotes, concedeu-lhes a igualdade de direitos políticos através do Édito da Tolerância de Nantes. Uma compensação tardia para os huguenotes. Henrique defendia a coesão do país: "A França não se dividirá em dois países, um huguenote e outro católico. Se não forem suficientes a razão e a Justiça, o rei jogará na balança o peso da sua autoridade."

domingo, 14 de outubro de 2012

60 Anos de Evita Péron

 O aniversário de 60 anos da morte de Eva Perón,  dia 26, abriu o debate sobre o legado polêmico dessa ex-primeira-dama amada e ao mesmo tempo odiada na Argentina. A data foi marcada por homenagens organizadas pelo governo da presidente Cristina Kirchner, que costuma estimular as comparações entre sua atuação política e a trajetória de "Evita" - como a mulher de Juan Perón era conhecida.
Ontem, Cristina apresentou uma nota de 100 pesos que passará a circular com o rosto da ex-primeira dama. Nesta quinta-feira, ela deve inaugurar um programa habitacional em homenagem a Evita. "Ela gostaria que fizéssemos isso", disse Cristina.
Em julho do ano passado, um mural com o rosto da ex-primeira-dama foi montado no edifício do Ministério de Desenvolvimento Social, em Buenos Aires, local em que Evita fez um discurso histórico antes de sua morte, em 1952.
Maria Eva Duarte de Perón cresceu em uma zona rural muito pobre na Argentina e aos 15 anos foi para Buenos Aires para tentar uma carreira artística. Alguns anos depois, quando já havia obtido alguma fama, ela conheceu o Coronel Juan Domingo Perón. Eles se casaram em 1945 e, no ano seguinte, Perón foi eleito presidente.
Como primeira-dama, Evita supervisionou muitos projetos, incluindo a construção de escolas e hospitais infantis, assumindo duas áreas importantes do governo Perón: a relação com os sindicatos e as políticas de apoio às populações carentes.
Ela fez campanha pelo voto feminino, em 1949, e por aumentos salariais para os trabalhadores. Além disso, atuou como ministra de facto da saúde e do trabalho até sua morte, em 1952, aos 33 anos, em função de um câncer de útero.
Após a sua morte, o corpo de Evita foi embalsamado e ficou exposto à visitação pública. Depois do golpe de Estado que derrubou o governo Perón, em 1955, ele foi roubado e levado para a Europa, só retornando à Argentina nos anos 70.

Admiração e críticas

Muitos admiram Evita por sua luta para melhorar as condições de trabalho e vida dos "descamisados" argentinos. Outros, porém, a veem como representante de um populismo antidemocrático, alguém que abusou de seu acesso ao poder para avançar em ambições pessoais.
Diversas famílias argentinas até hoje têm histórias para contar sobre Evita, mas seu legado é controverso. "Eu a cumprimentei certa vez em um elevador e na ocasião lhe disse que ela era tudo para mim", disse à repórter Krupa Padhy, da BBC, Clementina Gill, de 88 anos, que trabalhou com Evita em sua campanha a favor do voto feminino, nos anos 40. "Ela nos chamava de 'suas meninas'."
"Quase toda minha família era anti-peronista, então lá em casa Evita era vista como a caprichosa esposa de um ditador e o peronismo costumava ser sinônimo de demagogia e corrupção", conta a socióloga Florencia Lajer.
Evita é acusada de perseguir opositores políticos e usar a máquina de propaganda política oficial para se promover. Em algumas famílias de classe média ou da elite argentina, o desgosto com sua atuação política era tão grande que seu nome nunca era pronunciado. Esses críticos se referiam a Evita como "aquela mulher".
O legado de Eva Perón ainda é forte tanto no campo político quanto no cultural. Alguns admiradores dizem que sua paixão pela luta em favor dos direitos dos trabalhadores ajudou a dar força a movimentos sociais e políticos que adotam a bandeira da justiça social e direitos iguais para todos. Os mais críticos, associam sua imagem ao populismo demagógico que, segundo eles, ainda marcaria a política argentina.
Não há dúvidas de que a ex-primeira-dama tornou-se um ícone, inspirando filmes, livros e manifestações artísticas, além de ser uma referência constante em discursos políticos. Cristina Kirchner, por exemplo, não só cita Evita com frequência, como também .
BBC Brasil

Venezuela tem a Menor Taxa de Desigualdade da America Latina

Desigualdade: "Temos a Menor da America Latina"

 Segundo a ONU, o índice de Gini (que mede a desigualdade) da Venezuela é de 0,41, o melhor da América Latina (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade). A taxa de pobreza urbana no país passou de 49% em 1999 para 29% em 2010.
A taxa é um pouco menor que a do México (32%), país que, mesmo em plena "guerra contra o narcotráfico", registra uma taxa de homicídios muito menor, estimada em 18 a cada 100 mil habitantes.
Para Roberto Briceño, responsável pelo Observatório Venezuelano da Violência, a situação é "trágica".
"(A Venezuela) É o único país que, em 12 anos, triplicou a taxa de homicídios, sem haver guerras ou eventos 'espetaculares'. É trágico pela falta de resposta das autoridades e a falta de proteção aos cidadãos", afirmou, alegando que, no mesmo período, cidades como São Paulo e metrópoles colombianas reduziram suas taxas de homicídio.
Briceño afirma que, "ao considerar que a violência e o crime têm sua origem na pobreza e no capitalismo", o governo optou por "não se mostrar como repressivo" à criminalidade.
"A noção de que diminuir a pobreza reduzirá a violência é falsa, a explicação não está na desigualdade", opina. "A explicação está na institucionalidade, nas regras do jogo que regem a sociedade."
O "nível" de impunidade também contribui para esse cenário, diz ele. "Em 1998, para cada cem homicídios, houve 118 detenções. Em 2011, esse número caiu para nove. Isso quer dizer que a impunidade é total - em 91% dos casos, sendo otimista. Não há processos nem condenações. Não há motivos para não delinquir na Venezuela."
Fonte BBC Brasil.

domingo, 7 de outubro de 2012

Vitoria de Chaves na Venezuela 2012


vitória a Chávez na Venezuela

Do Brasil 247
Parceira comercial estratégica do Brasil, sócia recente do Mercosul e dona das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela deve confirmar neste domingo a vitória de Hugo Chávez. 247 teve acesso exclusivo a dados de uma pesquisa de boca de urna, que mostram a vitória do atual presidente, com 54,8% dos votos. O opositor Henrique Capriles teria 43,8%. Com a possível vitória, Chávez poderá permanecer no poder até 2019, completando um ciclo de vinte anos no poder, iniciado em 1999. Leia, abaixo, o noticiário do Opera Mundi:
Foram ao todo 96 dias de campanha eleitoral. Neste domingo (07/10), resta ao povo venezuelano decidir nas urnas quem deverá ser o próximo presidente do país: o atual, Hugo Chávez, ou o candidato da oposição, Henrique Capriles. Se por um lado o líder venezuelano coloca à prova 14 anos de governo, cujo impacto maior foi a drástica redução da pobreza no país, o ex-governador de Miranda aposta em um desejo de “mudança”, traduzido no slogan da campanha, denominada “Há um caminho”.
Quase 19 milhões de venezuelanos estão aptos a decidir quem dirigirá o destino do país para os próximos 6 anos, entre 10 de janeiro de 2013 e 9 de janeiro de 2019. Além de Chávez e Capriles.
Neste sábado (06/10), Chávez concedeu uma coletiva de imprensa no Palácio de Miraflores, onde disse que os resultados que serão divulgados pelo CNE (Conselho Nacional Eleitoral) são a garantia de “paz e tranquilidade” e que o vitorioso dessas eleições é o “povo venezuelano”. . Ele não assinou documento do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), que garantia o reconhecimento das eleições.
A previsão é que o resultado seja divulgado ainda neste domingo, por volta das 22h (20h30 em Brasília). Em caso de suspeitas de fraudes e irregularidades, a Justiça Eleitoral faz advertências e promove auditorias. O vitorioso, segundo a legislação venezuelana, é aquele que obtiver a maioria dos votos. Não há segundo turno no país, nem é necessário alcançar mais de 50% da totalidade dos votos válidos.
Retrospecto
Nas últimas três eleições presidenciais, Chávez derrotou seus adversários com grande vantagem, a maior delas em 2006, quando o presidente conquistou 26 pontos a mais do que o opositor, Manuel Rosales. Em 1998 e 2000, as diferenças foram de 16 e 22 pontos, respectivamente.
As pesquisas divulgadas pela Datanalisis apontam 47,3%para Chávez e 37,2% para Capriles. A pesquisa Varianzas apresenta Chávez com 49,7% e Capriles com 47,7%. Já a pesquisa da Consultores 30.11 mostra Chávez  reeleito com 57,2% e Capriles conquistando 35,7% dos votos. A pesquisa Consultores 21 diz que Capriles terá 48,1%, superando Chávez, com 46,2%.
Chávez tem a seu favor as expressivas transformações, sociais e econômicas, levadas a cabo desde 1998 por meios das missões sociais. De acordo com a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), a pobreza, que em 1999 atingia 47% da população, caiu em 2010 para 27,8%, e a pobreza extrema passou de 21,7% para 10,7%. O analfabetismo também caiu, de 9,1% para 4,9% em 2011, assim como a taxa de desemprego e a taxa de emprego informal.
Também foi na gestão chavista que a Venezuela ingressou no Mercosul como membro pleno, um resultado do investimento do presidente em mecanismos de integração regional, como a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e Alba (Aliança Bolivariana para as Américas).
Por sua vez, Capriles, de 40 anos, se lançou em um frenético percurso pelo país, em uma campanha de “porta em porta”. O ex-governador de Miranda se apresenta como o “candidato do progresso”, contra a “continuidade” representada por Chávez, assegura que está “confortável” quando colocado na centro-esquerda e aposta em um “modelo brasileiro” de governo, unindo uma economia de mercado com avanços sociais.
No começo da campanha, Capriles afirmou se inspirar no brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, mas parou de mencioná-lo após o ex-presidente declarar publicamente apoio a Chávez durante o Foro de São Paulo, em Caracas. A campanha de Capriles foi afetada pelo vazamento de um suposto “pacotão neoliberal” da MUD (Mesa de Unidade Democrática) e a debandada de políticos da coligação, que denunciaram mudanças no projeto inicial.
Fonte elmundo

500 Mil Pessoas Vão as Ruas da Venezuela Pro-Hugo Chaves



Imagens que resumem o que é a imprensalona da Venezuela.
Capa dos sites dos dois principais jornais na tarde em que Hugo Chávez reuniu, nos cálculos de seus apoiadores, 500 mil pessoas nas ruas de Caracas (a foto na capa do El Nacional é do comício de encerramento da campanha do oposicionista Capriles Radonski, acompanhada pela manchete que diz que o TRE local pediu à mídia um comportamento inatacável


Venezuela voto a voto



 “A perspectiva mais provável é de que o desgastado presidente receberá mais um mandato de seis anos”.
Frase final de um editorial da Folha sobre as eleições na Venezuela. Pena que o jornal tenha extinto a revisão. Caso contrário, o revisor certamente apontaria a contradição evidente na frase. O presidente “desgatado” será reeleito. “Desgastado” com a Folha? Com o Merval?
Se vencer, Hugo Chávez não estará com certeza desgastado com a maioria dos eleitores venezuelanos.
Não é a única incoerência do texto. Outra diz respeito à afirmação de que o Executivo venezuelano, ou seja, Hugo Chávez, domina o Legislativo. Como se não tivesse havido, lá atrás, boicote da oposição às eleições parlamentares e como se, mais recentemente, a surpreendente votação oposicionista nas eleições para o Congresso não tivesse sido saudada na mídia brasileira como sinal de enfraquecimento de Chávez.
O jornal também reclama que, no ano passado, a PDVSA repassou R$ 79 bilhões para o governo gastar em projetos sociais. Certamente a Folha preferiria que a petroleira venezuelana tivesse repassado o dinheiro aos investidores de Wall Street.
Vamos agora ao que tem dito publicamente o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arveláiz, sobre as eleições:
1. Pela primeira vez a classe alta venezuelana dispensou intermediários e disputa a eleição diretamente, com um herdeiro de família tradicional, Henrique Capriles; trata-se, portanto, de uma clara disputa de classes;
2. O núcleo duro do chavismo conta com 40% dos votos; o núcleo duro da oposição, com 20%; os outros 40% estão em jogo;
3. É fato que os números de Capriles melhoraram nas últimas semanas; a margem, hoje, é de 10 a 12% em favor de Chávez;
4. Uma vitória de Chávez por pequena margem pode abrir espaço para outra aventura oposicionista, no estilo de denúncias e manifestações que tentem colocar em dúvida o processo eleitoral.
Eu diria que pesquisas de última hora devem ser vistas com grande desconfiança.
Nunca se deve esquecer do referendo revogatório de 2004: 58,25% apoiaram a permanência de Hugo Chávez no poder, contra 41,54% (a Constituição venezuelana prevê o recall dos eleitos depois do cumprimento da metade do mandato).
Porém, uma pesquisa de boca-de-urna da empresa Penn, Schoen & Berland, dos Estados Unidos, promovida com a ajuda de um grupo de oposição a Chávez, o Súmate, anunciou que o presidente venezuelano perderia o mandato por 60% a 40%.
Como a lei eleitoral venezuelana proíbe a divulgação de pesquisas de boca-de-urna enquanto a votação estiver em andamento, os números foram divulgados em Nova York e retransmitidos dali para o mundo. As urnas ainda estavam abertas na Venezuela e é possível que a pesquisa tivesse triplo objetivo: desmobilizar os chavistas que ainda não tinham votado, animar os que pretendiam derrotá-lo e preparar o terreno para protestos questionando a legitimidade do referendo. Por Luis Carlos Azenha

sábado, 6 de outubro de 2012

Professor Adail- Mundinha na História de Carnaúba como a Primeira Vice Prefeita


Jati
Ceará - CE
Histórico
           No sítio de Macapá, pelos ídos de 1810 se formou o povoado onde hoje é o atual Jati. Era
então o ponto de convergência do caminhos da Serra Talhada e do Cabrobó, em Pernambuco
para as vilas do Jardim e Porteiras, no Ceará. Pequenos agricultores, criadores e curtidores de
couros e peles, constituíam a aglomeração hmuna que fez o avanço do povoado chamado
Macapá. Os cabras do caudilho Antônio Quelé, não cessavam de atormentar a pequena
população. Mais tarde o lugarejo passou a se chamar de Jati, isto é, uma abelha silvestre,
vulgarmente conhecida por mosquito.
Origem  do topônimo: Palavra de origem indígena, espécie de abelha clara.  

Gentílico: jatiense
Formação Administrativa
 
           Distrito criado com a denominação de Macapá, por ato estadual de 12-09-1913.
Subordinado ao município de Jardim.
           Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Macapá figura no
município de Jardim.
           Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
           Pelo decreto estadual nº 1114, de 30-12-1943, o distrito de Macapá passou a denominarse Jati.
           Em divisão territorial datada de 1-VII-1950 o distrito já denominado Jati permanece no
município de Jardim.
           Elevado à categoria de município com a denominação de Jati, pela lei estadual nº 1153, de
22-11-1951, desmembrado de Jardim. Sede no antigo distrito de Jati. Constituído do distrito
sede. Instalado em 25-03-1955.
           Em divisão territorial datada de  1-VII-1960 o município é constituído do distrito sede.
           Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
           Pela lei municipal nº 354, de 20-06-2006, é criado o distrito de Carnaúba e anexado ao
município de Jati.
           Pela lei municipal nº 356, de 20-06-2006, é criado o distrito de Balanças e anexado ao
município de Jati.
           Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 3 distritos: Jati,
Balança e Carnaúba.    
Alteração toponímica distrital
Macapá para Jati, alterado pelo decreto-lei estadual nº 1114, de 30-12-1943.

Desde Sua  fundação em 1955 a Cidade de Jati-CE, já mais teve uma mulher na Prefeitura
e uma Mulher como Vice-prefeita.

 A Partir de hoje dia 07/10/2012 uma nova pagina começa a ser escrita por duas Mulheres com histórias bem diferentes mas com objetivos comum, o desejo de mudanças e colocar as mulheres no mais alto topo do poder executivo Municipal. Com a Vitória de Neta e Mundinha novas perspectivas se abrem para uma nova administração na esperança de quebrar velhos vínculos viciosos de politica de Jati -Ce que sempre teve, Vários prefeitos com características e jeito de governar bem diferente.


Mundinha de Carnaúba-ce  entrará na  História da politica de Jati-Ce  e dos carnaubenses como sendo a Primeira mulher na prefeitura como vice prefeita, abrindo aí o caminho para emancipação politica de carnaúba-ce, que será um processo irreversível levando em consideração os fatores econômicos e a configuração históricas que o município apresenta frente aos demais .







quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Professor Adail- Carnaúba-CE A Vila do Sossego no Coração do Cariri

Carnaúba Jati-CE Está localizada do extremo sul do ceará entre as três Cidades Limítrofes do Estado cearense: Jardim-CE, Jati-CE e Penaforte-CE.

 Em pleno Coração do Cariri, sua População está estimada em aproximadamente 1100hab Seu Clima Médio anual é 36° Graus.

São Várias as atividades econômicas de Carnaúba: a Pecuária, o comercio. Os funcionários Públicos, dão números finais a economia local.

 O Município também conta com uma ampla Rede de serviços públicos. Escolas de ensino fundamental,Creches, posto de Saúde, Rede Elétrica 220v, água encanada, esgoto, coleta de lixo, praças publicas, calçamentos, telefone fixo e móvel. Também é servido aos moradores da Vila, Serviços de moto-táxi e lotação diárias para as principais cidades da região.

Há 550km de Fortaleza o Município é um dos mais ricos em água Potável da Região graças ao agonizante açude,  que já foi a principal fonte de renda dos moradores tanto na irrigação como a pesca. Construído a muito custo do dinheiro Privado do senhor Antônio Ferreira nos 60 hoje já falecido, continua sendo a maior obra privada da região do cariri. O açude conta com três grande  e bem construídas paredes de represamento das águas, com um engenhoso vertedouro de águas (sangrador) é um espetáculo a parte em épocas de muitas chuvas.

O Mesmo açude já atraiu centenas de moradores e agricultores de outras regiões para desenvolver a agricultura irrigada, baseadas na sugação a motor, ou pelo processo de elevação gravital. Nestes tipos de atividades econômicas as culturas que mais se destacaram foram: a cebola, o tomate,batata doce e  hortaliças,  todas exploradas nas terras dos arredores do açude o que contribui de forma decisiva no assoreamento de suas margens .

 Carnaúba também se destacou nas décadas de 80 e 90 pela fartura maiúsculas da Cultura do Algodão Herbáceo, e o feijão pitiúba caracterizado pela fácil manuseio em terrenos arenoso, o algodão  exige um solo mais rico em nutrientes,tipico massapé.O algodão alimentou com muito sucesso as industria de Brejo santo há cerca de 35Km da vila carnaúba  as toneladas de feijões invadiram depósitos e feiras da região trazendo prosperidade e fazendo a alegria de muita gente.

 Umas de suas atividades   econômica mais importante  é o comercio servido por: uma Farmácia, sacolão e vários comércios varejistas,  lojas de roupa, de brinquedos, em sua maioria  alimentados pelos programas de transferência de renda do Governo federal   os aposentados e dos Funcionários Municipais.

 Uma carência notada Hoje no Município, continua sendo uma base Educacional que atenda os alunos do ensino Médio, que tem que se deslocar até a cidade mais próxima cerca de 9km (Jati-CE ) a fim de cursar os últimos Anos do ensino Básico.

 Uma Melhoria significante na estrada que liga o município as principais cidades vizinhas. Ampliação dos serviços públicos  básicos a população mais carente, como: Escola, assentos adequados para os alunos, mais calçamento em locais mais precários,  drenagem da rede de esgoto, ampliação das especialidades medicas no posto de saúde, e porque não a construção de uma biblioteca publica, que supra mesmo minimamente  a comunidade de modo geral com livros doados, tanto pela comunidade, ou  por aqueles que podem contribuir de outras localidades.

Fonte : Prof. Adail