segunda-feira, 28 de maio de 2012

Os Maiores Pensadores de todos os tempos


      Bernado Toro        




O que pensou
Elaborou os “Códigos da Modernidade”, que são sete competências mínimas para a participação produtiva e a inserção social do ser humano no século 21. Para desenvolvê-los, o ensino deve ser contextualizado, o que significa tratar de assuntos que fazem sentido na vida dos alunos.
Frase
“A escola tem a obrigação de formar jovens capazes de criar, em cooperação com os demais, uma ordem social na qual todos possam viver com dignidade”


Antonio Nóvoa 


Nascido em 1955 Onde nasceu
Portugal
O que pensou
Nóvoa sustenta que o desafio dos profissionais da área escolar é manterem-se atualizados sobre as novas metodologias de ensino e desenvolverem práticas pedagógicas eficientes. Para ele, nenhuma reforma educacional tem valor se a formação de docentes não for encarada como prioridade.
Frase
"O aprender se concentra em dois pilares: a própria pessoa, como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional permanente"

Fernado Hernadez





Espanha .
O que pensou
Para Hernández a organização do currículo deve ser feita por projetos de trabalho, com atuação conjunta de alunos e professores. As diferentes fases e atividades que compõem um projeto ajudam os estudantes a desenvolver a consciência sobre o próprio processo de aprendizagem.
Frase
“Todas as coisas podem ser ensinadas por meio de projetos, basta que se tenha uma dúvida inicial e que se comece a pesquisar e buscar evidências sobre o assunto”
 

César Coll Salvador


Espanha.
O que pensou
Seus estudos sobre o ensino e a aprendizagem escolar têm como base uma concepção construtivista de orientação sociocultural. Para ele, os conteúdos escolares que possuem relação com a vida do aluno são mais facilmente aprendidos. Destaca que o importante é aquilo que o aluno, efetivamente, aprende, e não o conteúdo transmitido pelo professor.
Frase
“Para que a criança atinja os objetivos finais de cada unidade didática, temos antes de identificar os fatos, conceitos e princípios que serão propostos; os procedimentos a considerar e os valores, normas e atitudes indispensáveis”

Philippe Perrenoud


Bienne, Suíça
O que pensou
Criou as dez novas competências para ensinar. Entre elas: organizar e dirigir situações de aprendizagem; administrar a progressão das aprendizagens; envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho e trabalhar em equipe. Também trata dos temas: avaliação, pedagogia diferenciada e formação.
Frase
“Competência é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc.) para solucionar uma série de situações”


     Michel Foucault


Poitiers, França
O que pensou
Por meio de uma análise histórica inovadora, o filósofo viu na educação moderna atitudes de vigilância e adestramento do corpo e da mente. Para Foucault, a escola é uma das "instituições de sequestro", como o hospital, o quartel e a prisão. Espaços que moldam o pensamento e conduta do homem.
Frase
“As luzes que descobriram as liberdades inventaram também as disciplinas”.
“Todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e os poderes que eles trazem consigo”.

   Lev Vygotsky


                        Orsha, antiga Bielo-Rússia
O que pensou
Para Vygotsky, a aprendizagem é um processo social e, por isso, deve ser mediada. Nessa concepção, o papel da escola é orientar o trabalho educativo para estágios de desenvolvimento ainda não alcançados pelo aluno, impulsionando novos conhecimentos e novas conquistas a partir do que já sabe, constituindo uma ação colaborativa entre o educador e o aluno.
Frase
“O saber que não vem da experiência não é realmente saber”;
“O caminho do objeto até a criança e desta até o objeto passa por outra pessoa”


  Jean Piaget


Quando viveu De 1896 a † 1980Onde nasceu Neuchâtel, Suíça
O que pensou
Desenvolveu a epistemologia genética – uma teoria do conhecimento centrada no desenvolvimento natural da criança. Segundo ele, o pensamento infantil passa por quatro estágios, desde o nascimento até o início da adolescência, quando a capacidade plena de raciocínio é atingida.
Frase
“Pensar é agir sobre o objeto e transformá-lo”.
“O ideal da educação não é aprender ao máximo, maximizar os resultados, mas é antes de tudo aprender a aprender, é aprender a se desenvolver e aprender a continuar a se desenvolver depois da escola”.


  Karl Marx


Quando viveu De 1818 a † 1883 Onde nasceu Trier, Alemanha
O que pensou
Marx criticou a escola de seu tempo, apontando-a como instrumento de dominação ideológica da burguesia. Para ele, uma educação integral deveria ser destinada a todas as crianças e jovens sem distinção de classe social, possibilitando-lhes conhecer tanto as ciências quanto as atividades produtivas.
Frase
“A união entre trabalho, instrução intelectual, exercício físico e treino politécnico elevará a classe operária”

 Martinho Lutero


Quando viveu De 1483 a † 1546 Onde nasceu Eisleben, Alemanha
O que pensou
Rompendo com o tradicional monopólio da Igreja Católica sobre a educação escolar, Lutero defendeu a institucionalização do Estado como o responsável pelo ensino. Para ele, as escolas deveriam ser cristãs e de frequência obrigatória. A educação seria para todos, independentemente do gênero e classe social, embora tivesse objetivos diferentes para os distintos grupos sociais.
Frase
“Quando a escola progride tudo progride”


  Henri Wallon


Quando viveu De 1879 a † 1962Onde nasceu Paris, França.
O que pensou
A escola, meio fundamental para o desenvolvimento pessoal, deve proporcionar uma formação integral (cognitiva, afetiva e social). Fundamentou suas idéias em elementos básicos que se comunicariam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação pessoal.
Frase
“A criança responde às impressões que as coisas lhe causam com gestos dirigidos a elas”;
“O indivíduo é social não como resultado de circunstâncias externas, mas em virtude de uma necessidade interna”

  Émile Durkheim


Quando viveu De 1858 a † 1917Onde nasceu Épinal, França
O que pensou
Para Durkheim, a educação é uma função coletiva, que visa ao bem social. Por isso, à sociedade caberia determinar quais as ideias e os sentimentos a imprimir na criança para que se tornasse um cidadão adaptado.
Frase
“A educação tem por objetivo suscitar e desenvolver na criança estados físicos e morais que são requeridos pela sociedade política no seu conjunto”;
“A sociedade e cada meio social particular determinam o ideal que a educação realiza”

Edgar Morin


Nascido em 1921 Onde nasceu Paris, França
O que pensou
Morin propõe o conceito de pensamento complexo em lugar da simplificação e da fragmentação do conhecimento. Para ele, os saberes foram submetidos a um processo reducionista que acarretou a perda das noções de multiplicidade e diversidade. A sala de aula seria o lugar ideal para começar essa reforma.
Frase
“A escola, em sua singularidade, contém em si a presença da sociedade como um todo”;
“A ciência nunca teria sido ciência se não tivesse sido transdisciplinar”

  Emília Ferreiro


Nascida em 1937 Onde nasceu Argentina
O que pensou
Dedicou-se ao estudo da alfabetização, deslocando o foco educativo dos processos de ensino para os de aprendizagem, dos métodos preconcebidos para a construção do saber na prática pedagógica. Discípula de Piaget na investigação dos processos de aquisição e elaboração de conhecimento pela criança, seu nome está ligado ao construtivismo.
Frase
“Quem tem muito pouco, ou quase nada, merece que a escola lhe abra horizontes”;
“É preciso sermos enfáticos: a escrita é importante na escola pelo fato de que é importante fora da escola, não o contrário”;

  Anísio Teixeira


Quando viveu
De 1900 a † 1971 Onde nasceu Caetité, BA, Brasil
O que pensou
Anísio Teixeira pensava a educação escolar como um direito que deveria ser estendido a toda a população, o que demandaria escolas gratuitas de todos os níveis de ensino. Além disso, acreditava que a educação seria o meio para acabar com as diferenças sociais existentes na sociedade brasileira.
Frase
“A educação e a sociedade são dois processos fundamentais da vida, que mutuamente se influenciam.”

 Célestin Freinet


Quando viveu
De 1896 a † 1966 Onde nasceu Gars, França
O que pensou
Freinet foi adepto das pedagogias ativas e colocava o trabalho como elemento central na organização das aprendizagens escolares. Sua pedagogia baseava-se na cooperação entre os alunos e os educadores, e os tempos e espaços escolares deveriam ser estabelecidos em função do interesse dos alunos.
Frase
“A democracia de amanhã se prepara na democracia da escola”;
“Se não encontrarmos respostas adequadas a todas as questões sobre educação, continuaremos a forjar almas de escravos em nossos filhos”


Maria Montessori


Quando viveu
De 1870 a † 1952 Onde nasceu Chiaravalle, Itália
O que pensou
Destacou a importância da liberdade, da atividade e do estímulo para o desenvolvimento físico e mental das crianças. Para ela, liberdade e disciplina se equilibrariam, não sendo possível conquistar uma sem a outra. Adotou o princípio da autoeducação, que consiste na interferência mínima dos professores, pois a aprendizagem teria como base o espaço escolar e o material didático.
Frase
"A tarefa do professor é preparar motivações para atividades culturais, num ambiente previamente organizado, e depois se abster de interferir"

 Paulo Freire


Quando viveu
De 1921 a † 1997 Onde nasceu Recife (PE), Brasil
O que pensou
Desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. Freire entedia que a educação deveria se dar num processo dialógico que possibilitasse o desenvolvimento da consciência crítica para a formação da personalidade democrática.
Frase
“Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação reflexão.”
”O educador já não é o que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando que, ao ser educado, também educado”.


Antonio Gramsci


Quando viveu
De 1892 a † 1937 Onde nasceu Ales, Sardenha, Itália
O que pensou
Gramsci criticou a escola dita tradicional que separava o ensino para formar especialistas e dirigentes do que seria destinado à formação de operários (ensino profissional). Defende uma escola única, crítica e criativa, que desenvolvesse tanto competências predominantemente intelectuais quanto manuais (técnicas), possibilitando a autonomia dos sujeitos.
Frase
“A tendência democrática de escola não pode consistir apenas em que um operário manual se torne qualificado, mas em que cada cidadão possa se tornar governante”
“Todos os homens são intelectuais, mas nem todos os homens desempenham na sociedade a função de intelectuais”

 Hannah Arendt


Quando viveu
De 1906 a † 1975Onde nasceu Hannover, Alemanha
O que pensou
Para Arendt, educar é acolher as crianças em um mundo que existe antes de seu nascimento, mas que será renovado pelas novas gerações. Além disso, a educação deve contribuir para que as crianças desenvolvam sua singularidade.
Frase
“O conservadorismo, no sentido da conservação, faz parte da essência da atividade educacional, cuja tarefa é sempre abrigar e proteger alguma coisa”;
“A escola não é de modo algum o mundo, nem deve ser tomada como tal; é antes a instituição que se interpõe entre o mundo e o domínio privado do lar”

  Friedrich Froebel


Quando viveu
De 1782 a † 1852 Onde nasceu Oberweissbach, Alemanha
O que pensou
Criador dos jardins da infância, Froebel considerava o início da infância como uma fase de importância decisiva na formação humana e que, portanto, mereceria cuidados. Para ele, a percepção era o ponto de partida da educação da primeira infância, que deveria ser preferencialmente de responsabilidade das mulheres.
Frase
“Por meio da educação, a criança vai se reconhecer como membro vivo do todo”


 Tomás de Aquino


Quando viveu
De 1224 a † 1225 a 1274 Onde nasceu Perto da cidade de Aquino, Sicília, Itália
O que pensou
Numa época em que a Igreja Católica ainda buscava em Santo Agostinho e seus seguidores grande parte da sustentação doutrinária, Aquino formulou um sistema filosófico que conciliava a fé cristã com o pensamento de Aristóteles, algo que parecia impossível, até herético, para boa parte dos teólogos da época. Aquino elaborou a síntese entre a fé e a razão. Defendeu que um ensino enfadonho seria um obstáculo para a aprendizagem.
Frase
“A sabedoria é a maior perfeição da razão e sua principal função é perceber a ordem nas coisas”;
“O mestre provoca conhecimento ao fazer operar a razão natural do discípulo”

Santo Agostinho


Quando viveu
De 354 a † 430 Onde nasceu Tagaste, atual Argélia
O que pensou
Reinterpretou a tradição antiga, grega, romana e helenística, sob a ótica do cristianismo. Considerava o saber como o caminho para a compreensão da palavra sagrada. Por isso, os estudos teriam como finalidade o acesso à Verdade expressa no texto bíblico.
Frase
“Não se deve esperar da criança inteligência nem aspirar a ela. O mais importante é a consciência, a disciplina”;
“Não se aprende pelas palavras, que repercutem exteriormente, mas pela verdade, que ensina interiormente

.

Jean-Jacques Rousseau


Quando viveu
De 1712 a † 1778 Onde nasceu Genebra, Suíça
O que pensou
Para Rousseau, as instituições educativas corrompem o homem e tiram-lhe a liberdade. Para a criação de um novo homem e de uma nova sociedade, seria preciso educar a criança de acordo com a natureza, desenvolvendo progressivamente seus sentidos e a razão com vistas à liberdade e à capacidade de julgar.
Frase
“A instrução das crianças é um ofício em que é necessário saber perder tempo, a fim de ganhá-lo”;
“Que a criança corra, se divirta, caia cem vezes por dia, tanto melhor, aprenderá mais cedo a se levantar”
“Que se destine o jovem para a espada, para a Igreja, para advocacia, pouco importa. Antes da vocação dos pais, a natureza o chama para a vida. Viver é o ofício que eu lhe quero ensinar”.


Erasmo de Roterdã


Quando viveu
De 1469 a † 1536 Onde nasceu Roterdã, Holanda
O que pensou
Erasmo, escritor humanista, criticou a educação do seu tempo, que considerava excessivamente severa. Escreveu tratados de civilidade, defendendo uma educação da criança voltada para a disciplina do corpo, dos comportamentos, e valorizando o jogo e a brincadeira no decorrer do processo de aprendizagem.
Frase
“Ninguém pode escolher os próprios pais ou a pátria, mas cada um pode moldar sua personalidade pela educação”;
“Toda educação saudável é uma educação sem controle religioso”

John Locke


Quando viveu
De 1632 a † 1704 Onde nasceu Wrington, Inglaterra
O que pensou
Para John Locke, o indivíduo era uma “tabula rasa”, podendo e devendo ser condicionado e modelado pela educação. A formação do indivíduo deveria abarcar a educação do corpo, a educação moral e a educação intelectual de forma integrada.
Frase
"Os homens são bons ou maus, úteis ou inúteis, graças a sua educação";
"Um espírito são em um corpo são é uma descrição breve, porém completa, de um estado feliz neste
mundo".

  B. F. Skinner


Quando viveu
De 1904 a † 1990 Onde nasceu Susquehanna, Pensilvânia, EUA
O que pensou
A educação deve ser um processo planejado, pois é um dos meios de controle do comportamento humano, destinado a estabelecer comportamentos úteis e desejáveis aos indivíduos e a seu grupo.
Frase
“A educação é o estabelecimento de comportamentos que serão vantajosos para o indivíduo e para outros em algum tempo futuro”;
“Quando houver domínio sobre a ciência do comportamento, ela será a única alternativa para a sociedade planejada”


  Mikhail Bakhtin


Quando viveu
De 1895 a † 1975 Onde nasceu Orel, Rússia
O que pensou
Entendeu a linguagem como produto da interação social e da interação dos interlocutores. Para ele, a língua não pode ser considerada uma estrutura abstrata, sem realização concreta, tampouco mero reflexo da realidade material. Os conteúdos da consciência são tanto materiais como sociais.
Frase
"A língua materna, seu vocabulário e sua estrutura gramatical, não conhecemos por meio de dicionários ou manuais de gramática, mas graças aos enunciados concretos que ouvimos e reproduzimos na comunicação efetiva com as pessoas que nos rodeiam"

    Comênio


Quando viveu
De 1592 a † 1670 Onde nasceu Nivnice, Moravia (Atualmente República Tcheca)
O que pensou
Acreditava que pela educação o homem se prepararia para a vida eterna. Afirmava que pela imitação da natureza seria possível criar um método eficiente para ensinar “tudo a todos”. Foi um dos precursores do método simultâneo (um professor para vários alunos), do calendário escolar e do livro didático.
Frase
“Deve-se começar a formação muito cedo, pois não se deve passar a vida a aprender, mas a fazer”;
“Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos não quanto eles podem aprender, mas quanto ele próprio deseja”

terça-feira, 22 de maio de 2012

Desmistificando olhares, (pré)conceitos e compreensões


Esta seção introduz conceitos, termos, processos e contextos fundamentais
para o entendimento da realidade sócio-étnico-racial na África e no Brasil.

Escravidão 

A escravidão, como instituição e prática sociocultural e político-econômica, tem
tido similaridade ao longo da história dos diferentes dos povos, mas não podemos
confundir seus processos distintos. Nesse sentido, não podemos falar em escravidão,

mas em escravidões (MELTZER, 2004; MEILLASSOUX, 1995). Há distinções entre o
que ocorreu no Egito, na Babilônia, na Grécia, em Roma, na Índia, nas Américas précolombianas,
na América, na África, na Ásia e na Oceania, de modo que nem sempre
podemos denominar os respectivos sistemas e instituições como escravistas, pura e
simplesmente. Esses sistemas e instituições conferem aos povos dominadores uma
característica básica em suas culturas e sociedades. Eles eram nômades, guerreiros,
conquistadores, mas nem por isso eram povos destituídos da capacidade laboriosa
de lavrar a terra e cuidar das pastagens e do rebanho.
A escravidão pauta-se por diversas relações de dominação e subordinação do
outro, tornando-o servil, escravizando-o de várias maneiras. A que submeteu os africanos
no século 15 tem diferenças flagrantes em relação àquela que existiu anteriormente
na própria Europa e àquela que geralmente se menciona quando se trata da
África anterior à conquista européia (MEILLASSOUX, 1995).
Muitas pessoas ignoram a diferença entre o processo de dominação servil
na África e o da escravidão existente nas Américas. Na África antiga, não existiu
a escravidão, mas um sistema de cativeiro estruturado em função da guerra e de
dívidas. O cativo da casa ou da terra era um estranho, um não-parente; mas podia
também ser alguém do mesmo grupo clânico (familiar) ou étnico-nacional. Essa
situação de cativo da casa, da terra, existente em decorrência da dívida, vigorava
até o pagamento desta. A dívida era estabelecida pelo grupo clânico ou étniconacional,
ou pelo indivíduo credor. Havia uma relação institucional que regia essas
situações, impedindo que o devedor fosse cativo para sempre e perdesse sua identidade
pessoal ou mesmo étnico-nacional quando pertencente a outro grupo social
e cultural.
Essa situação institucional valia também para aqueles que pagavam o espólio
de guerra para o vencedor do conflito. Nem por isso eles perdiam a terra, mas pagavam
a sua dívida em forma de tributos (MEILLASSOUX, 1995). O antropólogo Paul
Bohannon diz que o escravizado
era uma espécie de parente – com direitos diferentes dos outros parentes,
diferentes posições na família e no lar, mas, no entanto, uma espécie de
parente. [...] Esses escravos de fato trabalhavam – geralmente o trabalho


 O conceito de escravizado que defendemos tem o mesmo fundo político-filosófico do conceito de empobrecido: não se nasce, cresce e morre pobre, mas se é tornado pobre pelo sistema de espoliação econômica, política e cultural.


As teorias socialistas e comunistas, bem como a teologia da libertação, por exemplo, não vieram para libertar o pobre, mas o empobrecido. Tratar o pobre como tal é remetê-lo ao estado de natureza, não projetando sua mobilidade dentro da dinâmica social – e até culpando-o pela não alteração de sua história. Este conceito também equivale
para a lógica imposta ao longo da história pela nobreza medieval na Europa, bem como pelos faraós e os demais governantes, ou seja, o estado de natureza, de nascimento, que não deve ser alterado. Justificou-se esse estado de natureza pelo caráter e pela determinação divina.

domingo, 13 de maio de 2012

Aberta a caixa Preta da Revista Veja


 Policarpo Jr., diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, trocou 200 ligações com Carlinhos Cachoeira. O bicheiro goiano, escreveu o correspondente de CartaCapital em Brasília, Leandro Fortes, alega ser o pai de “todos os furos” da revista. E Cachoeira disse estar pronto a detalhar as histórias que contou para Policarpo Jr. na CPI.
O patrão da Editora Abril, Roberto Civita, 75 anos, sabia quem era a fonte de todos aqueles “furos” da semanal mais lucrativa de sua empresa? Se for convocado para depor na CPI do Cachoeira, Civita reconhecerá que a Veja não respeitou a ética jornalística? Usar como parceiro de reportagem um criminoso com estreitos elos (às vezes acompanhados de subornos) com um senador, deputados, governadores e uma empreiteira foge à regra essencial do jornalismo: a de apurar as duas ou mais versões da mesma história.
Mas o patrão da Abril provavelmente não dará o ar da graça na CPI. Isso porque os jornalões e a tevê Globo agem em bloco para que isso não aconteça. São dois os motivos. O bicheiro, atualmente atrás das grades, favorecia os “furos” a envolver os inimigos “esquerdistas” da mídia tucana, principalmente petistas e ministros. Segundo motivo: jornalistas de outros orgãos da mídia também obtinham seus “furos” de Cachoeira.
Por essas e outras, Policarpo Jr. e a recomendável convocação de Civita para a CPI nunca estiveram no noticiário.
Enquanto isso, Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson, que teve início em novembro de 2011. E na quarta-feira 2 até o Senado dos EUA entrou em contato com os investigadores britânicos para avaliar se abrirão um inquérito com o objetivo de investigar se a News Corporation passou a perna em leis norte-americanas.
Através de seus jornais – Times, Sunday Times, Sun e News of the World – Murdoch teve grande influência nas eleições dos primeiros-ministros conservadores Margaret Thatcher, John Major, David Cameron e Tony Blair. Até aí nada de errado. Publicações europeias apoiam candidatos políticos em seus editoriais, coisa que no Brasil acontece raramente. A mídia canarinho gosta de ficar em cima do muro enquanto distorce e manipula o noticiário a favor dos candidatos conservadores preferidos pelas elites. Enfim, prima a ambiguidade e a desinformação na mídia brasileira enquanto a mídia europeia se posiciona ideologicamente, o que lhe confere credibilidade. O leitor do vespertino francês Le Monde, por exemplo, sabe ter em mãos um diário de centro-esquerda que apoia o socialista François Hollande no segundo turno da presidencial, em 6 de maio.
O problema da mídia murdochiana foram os métodos por ela usados: escutas telefônicas ilegais e suborno de policiais por informações privilegiadas foram as mais graves. De fato, o tabloide News of the World foi fechado porque a acusações acima foram provadas. Jornalistas e um detetive contratado pelo jornal foram presos.
Agora o Inquérito Leveson quer se aprofundar mais na relação da mídia com políticos e funcionários públicos. Nesse contexto, investiga o grupo de Murdoch e outras empresas de comunicação. Ao mesmo tempo, pretende avaliar se o regime regulatório da imprensa da britânica falhou. Em suma, lá no reinado fazem o que não é feito aqui: uma CPI da mídia.
Murdoch admitiu no Inquérito Leveson ter sido “lento e defensivo” em relação às escutas telefônicas ilegais. Reconheceu ter falhado ao negar o conhecimento sobre a verdadeira escala dos grampos telefônicos até 2010 devido à conduta de subordinados que o deixaram sem informações. Ou será que Murdoch fingia que não sabia de nada?
São várias as semelhanças entre Roberto Civita e Rupert Murdoch. Ambos têm fascínio pelo “American Dream”, ou seja, a possibilidade de ganhar na vida na terra do Tio Sam, onde todos – eis aí um mito – podem fazer fortuna. E, por vezes, como se vê, a qualquer custo. Civita nasceu na Itália, mas aos dois anos, em 1938, foi com a família para os EUA, onde viveu por pouco mais de uma década. Depois de passar algum tempo no Brasil foi fazer universidade na Filadélfia.
Murdoch nasceu na Austrália, onde teve início sua carreira de empresário da mídia. Depois passou vários anos no Reino Unido, onde amealhou sua fortuna. E, finalmente, foi morar nos EUA para realizar seu sonho, o de obter a cidadania norte-americana e ser dono de um grande diário, no caso o Wall Street Journal.
Segundo o Inquérito Leveson, o patrão da News Corp. não tem “capacidade” para dirigir um grupo internacional. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita?
As Informações são da Revista Carta Capital.
São Paulo

terça-feira, 1 de maio de 2012

Europa próximo dos Números da crise de 29.


A crise econômica é tão ruim em partes do Reino Unido que os alunos estão sendo forçados a comer sobras de jantares dos outros alunos porque suas famílias mal pode dar ao luxo de alimentá-los, uma nova pesquisa sugere.
Os professores têm sido testemunhas dos catadores dos alunos concluintes sucatas de placas de colegas de classe ea votação pela confiança do príncipe e os tempos de suplemento educacional também descobriram que os jovens estavam usando a escola como um lugar para se aquecer com muitos chegando para as aulas sujas e incapaz de se concentrar.
Mais da metade (57%) dos professores entrevistados disseram encontrar jovens que passam fome pelo menos uma vez por semana, com quatro em cada dez dizendo que vêem os jovens desesperadas por comida todos os dias.
Ampliar Vítimas recessão: uma nova pesquisa de professores revela que alguns jovens têm tanta fome quando eles vêm para a escola eles têm que 'limpar' sucatas de placas de alunos "
Vítimas recessão: uma nova pesquisa de professores revela que alguns jovens têm tanta fome quando eles vêm para a escola eles têm que 'limpar' sucatas de placas de alunos "
Pior ainda, 16 por cento dos professores dizem ter visto um aluno sofrendo de desnutrição ou mostrando sinais de não comer o suficiente todos os dias.
Um professor disse a investigadores que vêem "alunos de catadores de terminar sucatas, que não tenham comido o suficiente".
Os resultados, baseado em entrevistas com 515 educadores do ensino secundário, vem um dia depois, foi anunciado que o Reino Unido caiu de volta à recessão.
Os professores temem que cada vez mais elevado desemprego juvenil vai deixar seus alunos enfrentam um futuro no desemprego, a pesquisa concluiu.

PESQUISA MOSTRA maior hiato na realização entre alunos ricos e pobres no Reino Unido do Canadá 

A diferença no desempenho entre alunos ricos e pobres é maior na Inglaterra do que em nações como o Canadá ea pesquisa mostra Islândia. 
Um estudo do governo concluiu que o impacto do fundo de um aluno é "significativamente maior" do que a média. 
Os pesquisadores analisaram um estudo da Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento para examinar como a realização lacuna na Inglaterra compara com outros países 
Ministério da Educação (DFE) Knowles analista Emily disse: "Na Inglaterra, em comparação com outros países de alto desempenho, subindo na escala de status econômico e social faz mais diferença para obtenção dos alunos '. 
O mesmo é verdadeiro para países como Nova Zelândia, Austrália, Singapura e Bélgica. 
Uma porta-voz DfE disse: "O Governo está determinado a melhorar o desempenho acadêmico dos alunos mais pobres. 
Sete em cada 10 dos professores entrevistados disseram que cada vez mais preocupados que os seus alunos vai acabar em benefícios devido à elevada taxa de desemprego.
Segundo os últimos números oficiais, pouco mais de um milhão de 16-24 anos de idade foram considerados desempregados nos três meses até fevereiro.
Diretor Príncipe Confiança da política e estratégia, Ginny Lunn, levantou preocupações que os alunos se tornarão as próximas vítimas da crise financeira.
Ela disse: "A recessão já está prejudicando as esperanças de mais de um milhão de jovens que estão lutando para encontrar um emprego. Agora os jovens nas escolas é o próximo na linha.
"Não podemos permitir que eles se tornem as próximas vítimas desta recessão. Com o apoio adequado, é possível aos alunos a alcançar suas ambições, em vez de se tornar uma geração perdida.
De Governo, instituições de caridade e empregadores devem trabalhar com os professores agora para apoiar os jovens vulneráveis, dando-lhes as habilidades que eles precisam encontrar um emprego no futuro. "
A pesquisa também levanta questões sobre o número de alunos transformando-se em sala de aula sem roupas limpas.
Quase dois terços (65%) dos professores inquiridos se deparar com alunos que não têm roupas limpas pelo menos uma vez por semana, com quatro em cada dez destes dizendo que testemunhar isso todos os dias.
Um terceiro disse: "Um aluno chegou à escola vestindo um uniforme encharcado. Ele lavou-o na parte da manhã, sua mãe não tinha conseguido fazê-lo devido a estar embriagado. Ele não sabia como usar o secador assim chegou no molhado. "
Houve também sugestões de que a situação está piorando.
Um quarto (26%) dos entrevistados dizem ter encontrado crianças com roupas sujas com mais freqüência desde o início da recessão em 2009.
Pesquisa da Associação de Professores e Docentes (ATL) também constatou que os professores têm visto um aumento no número de crianças em refeições gratuitas na escola. Ele sugeriu que isso era baixo para os efeitos da recessão, com os pais que enfrentam mais redundância.
ATL secretário-geral Dra. Mary Bousted disse: "Muito poucos políticos realmente entender o que é a pobreza que afeta a aprendizagem das crianças.
"Esqueça o stress executivo, tente passar a semana sabendo que a comida vai acabar antes de mais dinheiro vem dentro
"Sob esse tipo de pressão, não admira ter relações tensas, os jovens são privados de sono, muitas vezes sofrem danos emocionais e não consigo me concentrar na escola ou lembrar o que aprenderam."


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