terça-feira, 8 de novembro de 2011

Como os desempregados europeus estão a procurar refúgio no Brasil.


O número de vistos concedidos a estrangeiros, no Brasil, aumentou 20%, um número que segundo a Globo se deve, sobretudo, à procura de emprego por parte de desempregados europeus.

De acordo com este artigo, os gregos, espanhóis, portugueses, italianos e franceses são os principais exilados económicos. “O Brasil é um País grande, é um País ainda novo, jovem. Tem muitas áreas ainda por explorar”, revelou o empresário Christos Andreas Kristelis.

De resto, os gregos não param de chegar ao bairro do Bom Retiro, no centro de São Paulo. Com a economia a crescer, o Brasil passou a ser um destino de muitos profissionais qualificados – e sem emprego – da Europa.

No Brasil, estes profissionais encontram não só portas abertas mas também bons salários. De 2009 para 2010 chegaram ao Brasil mais italianos, espanhóis, portugueses e gregos. Os chamados PIGS (substituindo a Irlanda pela Itália).

Segundo a consultora Hays, antes da crise financeira de 2008 só 5% dos currículos recebidos pertenciam a estrangeiros. Hoje, o número subiu para o tal número mágico: 20%.

“O executivo vê a oportunidade de acelerar a carreira, viver uma economia emergente, adquirir um novo idioma e uma nova cultura. Isso, do ponto de vista de empregabilidade futura, é muito bom para o currículo. Além disso, o Brasil hoje oferece salários muito agressivos, com remunerações variáveis bastante acima da média no mercado mundial, especialmente nos grandes centros”, observa João Márcio Souza, director da consultoria Heys.

As oportunidades aparecem no Brasil porque os empresários estão confiantes na economia. Mais de 80% das empresas brasileiras pensam em contratar. Na Europa, onde o clima é outro, menos da metade das empresas pretende ampliar o quadro de funcionários.

Os Movimentos Sociais no Brasil


A análise dos movimentos sociais no Brasil revelam forte enfoque teórico oriundo do marxismo, sejam eles vinculados ao espaço urbano e/ou rural. Tais movimentos, quando se referiam ao espaço urbano possuíam um leque amplo de temáticas como por exemplo, as lutas por creches, por escola pública, por moradia, transporte, saúde, saneamento básico etc. Quanto ao espaço rural, a diversidade de temáticas expressou-se nos movimentos de bóias-frias (das regiões cafeeiras, citricultoras e canavieiras, principalmente), de posseiros, sem-terra, arrendatários e pequenos proprietários.
          Cada um dos movimentos possuía uma reivindicação específica, no entanto, todos expressavam as contradições econômicas e sociais presentes na sociedade brasileira.
          No início do século XX, era muito mais comum a existência de movimentos ligados ao rural, assim como movimentos que lutavam pela conquista do poder político. Em meados de 1950, os movimentos nos espaços rural e urbano adquiriram visibilidade através da realização de manifestações em espaços públicos (rodovias, praças, etc.). Os movimentos populares urbanos foram impulsionados pelas Sociedades Amigos de Bairro - SABs - e pelas Comunidades Eclesiais de Base - CEBs. Nos anos 1960 e 1970, mesmo diante de forte repressão policial, os movimentos não se calaram. Havia reivindicações por educação, moradia e pelo voto direto. Em 1980 destacaram-se as manifestações sociais conhecidas como "Diretas Já".
          Em 1990, o MST e as ONGs tiveram destaque, ao lado de outros sujeitos coletivos, tais como os movimentos sindicais de professores.
          Concomitante às ações coletivas que tocam nos problemas existentes no planeta (violência, por exemplo), há a presença de ações coletivas que denunciam a concentração de terra, ao mesmo tempo que apontam propostas para a geração de empregos no campo, a exemplo do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); ações coletivas que denunciam o arrocho salarial (greve de professores e de operários de indústrias automobilísticas); ações coletivas que denunciam a depredação ambiental e a poluição dos rios e oceanos (lixo doméstico, acidentes com navios petroleiros, lixo industrial); ações coletivas que têm espaço urbano como locus para a visibilidade da denúncia, reivindicação ou proposição de alternativas.
          As passeatas, manifestações em praça pública, difusão de mensagens via internet, ocupação de prédios públicos, greves, marchas entre outros, são características da ação de um movimento social. A ação em praça pública é o que dá visibilidade ao movimento social, principalmente quando este é focalizado pela mídia em geral. Os movimentos sociais são sinais de maturidade social que podem provocar impactos conjunturais e estruturais, em maior ou menor grau, dependendo de sua organização e das relações de forças estabelecidas com o Estado e com os demais atores coletivos de uma sociedade.
  Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
 O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, também conhecido pela sigla MST, é um movimento social brasileiro de inspiração marxista cujo objetivo é a implantação da reforma agrária no Brasil. Teve origem na aglutinação de movimentos que faziam oposição ou estavam desgostosos com o modelo de reforma agrária imposto pelo regime militar, principalmente na década de 1970, o qual priorizava a colonização de terras devolutas em regiões remotas, com objetivo de exportação de excedentes populacionais e integração estratégica. Contrariamente a este modelo, o MST declara buscar a redistribuição das terras improdutivas.
          Apesar dos movimentos organizados de massa pela reforma agrária no Brasil remontarem apenas às ligas camponesas, associações de agricultores que existiam durante as décadas de 1950 e 1960, o MST proclama-se como herdeiro ideológico de todos os movimentos de base social camponesa ocorridos desde que os portugueses entraram no Brasil, quando a terra foi dividida em sesmarias por favor real, de acordo com o direito feudal português, fato este que excluiu em princípio grande parte da população do acesso direto à terra.
          Uma das atividades do grupo consiste na ocupação de terras improdutivas como forma de pressão pela reforma agrária, mas também há reivindicação quanto a empréstimos e ajuda para que realmente possam produzir nessas terras. Para o MST, é muito importante que as famílias possam ter escolas próximas ao assentamento, de maneira que as crianças não precisem ir à cidade e, desta forma, fixar as famílias no campo.
A organização não tem registro legal por ser um movimento social e, portanto, não é obrigada a prestar contas a nenhum órgão de governo, como qualquer movimento social ou associação de moradores.
          O movimento recebe apoio de organizações não governamentais e religiosas, do país e do exterior, interessadas em estimular a reforma agrária e a distribuição de renda em países em desenvolvimento. Sua principal fonte de financiamento é a própria base de camponeses já assentados, que contribuem para a continuidade do movimento.
          Dados coletados em diversas pesquisas demonstram que os agricultores organizados pelo movimento têm conseguido usufruir de melhor qualidade de vida que os agricultores não organizados.
          O MST reivindica representar uma continuidade na luta histórica dos camponeses brasileiros pela reforma agrária. Os atuais governantes do Brasil tem origens comuns nas lutas sindicais e populares, e portanto compartilham em maior ou menor grau das reivindicações históricas deste movimento. Segundo outros autores, o MST é um movimento legítimo que usa a única arma que dispõe para pressionar a sociedade para a questão da reforma agrária, a ocupação de terras e a mobilização de grande massa humana.
 Movimento dos Trabalhadores Sem Teto - MTST
Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) surgiu em 1997 da necessidade de organizar a reforma urbana e garantir moradia e a todos os cidadãos. Está organizado nos municípios do Rio de Janeiro, Campinas e São Paulo. É um movimento de caráter social, político e sindical. Em 1997, o MST fez uma avaliação interna em que reconheceu que seria necessária uma atuação na cidade além de sua atuação no campo. Dessa constatação, duas opções de luta se abriram: trabalho e moradia.
Estão em quase todas as metrópoles do País. São desdobramentos urbanos do MST, com um comando descentralizado. As formas de atuação variam de um movimento para outro. Em geral, as ocupações não têm motivação política, apenas apoio informal de filiados a partidos de esquerda. O objetivo das ocupações é pressionar o poder público a criar programas de moradia e dar à população de baixa renda acesso a financiamentos para a compra de imóveis.
          Atualmente, o MTST é autônomo em relação ao MST, mas tem uma aliança estratégica com esse.
Fórum Social Mundial - FSM

 O Fórum Social Mundial (FSM) é um evento altermundialista organizado por movimentos sociais de diversos continentes, com objetivo de elaborar alternativas para uma transformação social global. Seu slogan é Um outro mundo é possível.
É um espaço internacional para a reflexão e organização de todos os que se contrapõem à globalização neoliberal e estão construindo alternativas para favorecer o desenvolvimento humano e buscar a superação da dominação dos mercados em cada país e nas relações internacionais.


  A luta por um mundo sem excluídos, uma das bandeiras do I Fórum Social Mundial, tem suas raízes fixadas na resistência histórica dos povos contra todo o gênero de opressão em todos os tempos, resistência que culmina em nossos dias com o movimento irmanando milhões de cidadãos e não-cidadãos do mundo inteiro contra as conseqüências da mundialização do capital, patrocinada por organismos multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BM) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), entre outros.
          O Fórum Social Mundial (FSM) se reuniu pela primeira vez na cidade de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, Brasil, entre 25 e 30 de janeiro de 2001, com o objetivo de se contrapor ao Fórum Econômico Mundial de Davos. Esse Fórum Econômico tem cumprido, desde 1971, papel estratégico na formulação do pensamento dos que promovem e defendem as políticas neoliberais em todo mundo. Sua base organizacional é uma fundação suíça que funciona como consultora da ONU e é financiada por mais de 1.000 empresas multinacionais.

Movimento Hippie


Nos Anos 60 nasceu um novo modo de viver, sonhar e morrer, no qual o que importava era a revolução em beneficio do homem, em nome da liberdade.
Nesta onda surgiu a proposta do movimento hippie, diversa e ampla, que buscava um questionamento existencial muito abrangente, que ia além das considerações econômicas, sociais e políticas: visava ao ser integral em face da vida e do mundo.
Os hippies adotavam um modo de vida comunitário, ou de vida nômade, em comunhão com a natureza, viviam do artesanato e, no campo, da horta.                                                                                                                                                                                      
Negavam todas as guerras, os valores sociais e morais tradicionais e abraçavam aspectos das religiões orientais, e/ou das religiões das culturas indígenas, estavam em desacordo com valores tradicionais da classe média e das economias capitalistas e totalitárias.Os hippies defendiam o amor livre e a não violência. O lema "Paz e Amor" sintetiza bem a postura política dos hippies, que constituíram um movimento por direitos civis, igualdade e anti-militarismo nos moldes da luta de Gandhi e Martin Luther King, embora não tão organizadamente, mantendo uma postura mais anárquica do que anarquista propriamente, neste sentido.Como grupo, os hippies tendem a viver em comunidades coletivistas ou de forma nômade, vivendo e produzindo independentemente dos mercados formais, usam cabelos e barbas mais compridos. Muita gente não associada à contracultura considerava os cabelos compridos uma ofensa, em parte por causa da atitude iconoclasta dos hippies, às vezes por acharem "anti-higiênicos" ou os considerarem "coisa de mulher".Slogans
Entre os slogans grafitados pelos muros de Paris, podia-se ler: "Quando penso em revolução quero fazer amor"; "É proibido proibir" (titulo de uma musica do tropicalista Caetano Veloso); "A felicidade é o poder estudantil";
Não formaram um partido político nem desejavam disputar as eleições. Queriam impressionar pelo comportamento, mudar os costumes dos que os cercavam para mudar-lhes a mentalidade.
Ídolos
Seus ídolos foram o escritor alemão Hermann Hesse, cujos livros concentravam-se em histórias orientais de iniciação, introspecção e à meditação nirvânica, o escritor Carlos Castañeda que relatava em seus livros a sua experiência com um índio mexicano, Don Juan, que se tornou seu mestre, sobre os “caminhos do conhecimento” e o poeta Dylan Thomas, um rompedor de regras.                           
O psiquiatra Wilhelm Reich que associava a agressividade humana à repressão sexual praticada contra os adolescentes e os jovens em geral por adultos que consideravam o sexo pecaminoso e imoral.         
A música eleita por eles foi o rock: Janis Joplin, Jim Morrison, The Who, Jimmy Hendrix, Bob Dylan, John Lennon e Joe Cocker foram seus principais expoentes. A peça musical Hair, os grandes concertos ao ar livre como Woodstock e o Festival da Ilha de Wight.
Outras características associadas aos hippies

  • Roupas velhas e naturalmente rasgadas, em oposição ao consumismo, ou então roupas com cores berrantes para fazer apologia a psicodelia, além de diversos outros estilos incomuns (tais como calças boca-de-sino, camisas tingidas, roupas de inspiração indiana).
  • Às vezes tocar músicas nas casas de amigos ou em festas ao ar livre.
  • Amor livre e sem distinções.
  • Ideais anarquistas de comunidades igualitárias e total liberdade não violenta.
  • Rejeição a produtos de beleza, giletes de barbear, xampus ou outros instrumentos artificiais.
  • Vida em comunidades onde todos os ditames do capitalismo são deixados de lado. Por exemplo, todos os moradores exercem uma função dentro da comunidade, as decisões são tomadas em conjunto, normalmente é praticada a agricultura de subsistência e o comércio entre os moradores é realizado através da troca. Existem comunidades hippies espalhadas no mundo inteiro; vivem para a subsistência.
  • O incenso e a meditação são parte integrante da cultura hippie pelo seu caráter simbólico da religiosidade oriental;
  • Culto pelo prazer livre seja ele físico, sexual ou intelectual.
  • Repúdio à ganância e à falsidade.
  • Eram adeptos do pacifismo e, contrários a guerra do Vietnã, participaram de algumas manifestações anti-guerra dos anos 60.
  •  Nos EUA, pregaram o "poder para o povo". Muitos não se envolvem em qualquer tipo de manifestação política por privilegiarem muito mais o bem estar da alma e do indivíduo, mas assumem uma postura tendente à esquerda, geralmente elevando ideais anarquistas ou socialistas. São contra qualquer tipo de autoritarismo e preocupados com as questões sociais como a discriminação racial, sexual, etc.
  • Misticismo.




Comissão Pastoral da Terra (CPT) tem como missão e objetivo a convocação pela memória subversiva do evangelho da vida e da esperança, no qual busca ser fiel ao Deus dos pobres, à terra de Deus e aos pobres da terra, ouvindo o clamor que vem dos campos da floresta. Desenvolve atividades direcionadas para a ação de três eixos principais: Terra, Água e Direitos.
A CPT quer ser presença solidária, profética, ecumênica, fraterna e afetiva junto aos trabalhadores (as) da terra e da água, para que estes sejam protagonistas de suas lutas e de sua história.
As Romarias da terra e da Água nas quais fé e vida se mesclam e a espiritualidade é alimentada apresentam uma das atividades que marcam a Comissão Pastoral da Terra em muitos estados e dioceses do país, durante todo o ano.
De acordo com texto elaborado em novembro de 1998 por agentes que participam da CPT há mais de dez anos, revisto e aprovado durante o I Congresso da CPT  realizado em Bom Jesus da Lapa, em 2001:
A CPT quer ser uma presença solidária, profética, ecumênica, fraterna e afetiva, que presta um serviço educativo e transformador junto aos povos da terra e das águas, para estimular e reforçar seu protagonismo.
A CPT reafirma seu caráter pastoral e retoma, com novo vigor, o trabalho de base junto aos povos da terra e das águas, como convivência, promoção, apoio, acompanhamento e assessoria:
1. nos seus processos coletivos: de conquista dos direitos e da terra, de resistência na terra, de produção sustentável (familiar, ecológica, apropriada às diversidades regionais);
2. nos seus processos de formação integral e permanente: a partir das experiências e no esforço de sistematizá-las; com forte acento nas motivações e valores, na mística e espiritualidade;
3. na divulgação de suas vitórias e no combate das injustiças; sempre contribuindo para articular as iniciativas dos povos da terra e das águas e buscando envolver toda a comunidade cristã e a sociedade, na luta pela terra e na terra; no rumo da “terra sem males”.
Além disso, a CPT é composta  por 21 regionais organizadas em todo o território nacional. Cada regional possui uma coordenação. A Coordenação Nacional da CPT é composta por seis coordenadores, um presidente e vice-presidente, todos eleitos pela Assembléia Nacional da CPT, para mandato de três anos: