quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Holocausto e os ataques de 11 de setembro.

NOVA YORK - Os Estados Unidos lideraram uma debandada massiva da sala da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira, 22, enquanto discursava o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Um diplomata americano que ouvia o discurso do líder iraniano decidiu abandonar o local após ele começar uma série de ataques contra a Europa e os Estados Unidos, classificando estes como "potências arrogantes" governada pela ganância. Após a saída do diplomata, 27 representantes europeus também deixaram o lugar numa ação coordenada de protesto.

Em seu pronunciamento, Ahmadinejad declarou que os Estados Unidos ameaçam com sanções e intervenções militares a todos que contestam o Holocausto e os ataques de 11 de setembro. Ele também acusou o governo americano de usar os "misteriosos" atentados de 2001 como pretexto para lançar as guerras do Iraque e do Afeganistão, e declarou que o Ocidente "vê o sionismo como uma ideologia e aspiração sagrada".

"O senhor Ahmadinejad teve a oportunidade de abordar os desejos do seu próprio povo por liberdade e dignidade, mas, em vez disso, novamente ele preferiu insultar de forma repugnante e antissemita e proferir teorias de conspiração desprezíveis", declarou Mark Kornblau, porta-voz da missão dos Estados Unidos nas Nações Unidas.

Uma fonte diplomática francesa que não se identificou disse à agência AFP que a retirada por parte das nações da União Europeia já estava acertada. "Foi uma postura coordenada da UE para o caso de o presidente iraniano questionar as nações europeias por seu 'apoio ao sionismo' e fazer referências ao Holocausto".

Ahmadinejad não mencionou, porém, o polêmico programa nuclear de Teerã. E é justamente esse tema que ainda gera em Israel e nas potências ocidentais profundas suspeitas sobre as estratégias iranianas. Teme-se que o projeto de enriquecimento de urânio encubra um sistema de produção de armas nucleares, o que ameaçaria ainda mais a segurança do Oriente Médio. Os iranianos, porém, negam as acusações e afirmam que enriquecem material nuclear para fins civis.

Na quarta-feira, 21, o presidente americano, Barack Obama, dissera na ONU que Irã e Coreia do Norte se arriscariam a sofrer mais pressão se insistissem em implantar programas nucleares que desrespeitassem a lei internacional. fonte estadão.