terça-feira, 23 de agosto de 2011

Chávez diz que só reconhecerá Kadhafi como presidente líbio

23/08/2011 16h44 - Atualizado em 23/08/2011 16h49
Chávez diz que só reconhecerá Kadhafi como presidente líbio
'Nós reconhecemos um só governo, aquele dirigido por Kadhafi', disse.
Mídia venezuelana especula possibilidade de que líbio busque asilo no país.
Da Reuters
imprimir
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse na terça-feira (23) que só reconhecerá um governo líbio encabeçado por seu amigo e aliado Muammar Kadhafi, enquanto acontecem combates entre rebeldes e forças leais ao polêmico líder no país africano.
Até o momento o paradeiro de Kadhafi é desconhecido, após grupos rebeldes tomarem seu complexo em Trípoli.

"Nós reconhecemos um só governo, aquele dirigido por Muammar Kadhafi", disse Chávez durante um conselho de ministros.
Na Venezuela, a mídia especula a possibilidade de que Kadhafi pudesse buscar asilo no país sul-americano, embora mais cedo uma autoridade russa tenha dito que falou com o governante líbio, que lhe assegurou que ficará até o fim na Líbia.
Chávez, que sofre de câncer, reiterou seu apoio à Líbia e voltou a acusar os Estados Unidos e seus aliados de desencadearem a guerra para apoderar-se das riquezas petrolíferas da nação no norte da África.
"Estamos diante da loucura imperial (...) É uma nova estratégia, agora o imperialismo coloca o povo para lutar", afirmou o líder venezuelano, de 57 anos.
Chávez e Kadhafi têm uma relação de longa data, que inclui convênios comerciais e diversas visitas entre ambos os presidentes.

Rebeldes líbios devem transferir QG de Benghazi para Trípoli em dois dias

O Conselho Nacional de Transição, órgão político da rebelião da Líbia, vai transferir seu quartel-general de Benghazi,no leste do país, para a capital, Trípoli, dentro de dois dias, disse nesta terça-feira (23) Ahmed Bani, porta-voz militar dos rebeldes, à TV Al Jazeera.
O anúncio da mudança de base ocorre horas depois de combatentes rebeldes terem invadido e saqueado a fortaleza do ditador Muammar Kadhafi na capital, praticamente tomada pelos oposicionistas desde o fim de semana.

O paradeiro de Kadhafi e de seus filhos continuava incerto.
Militares norte-americanos acreditam que ele, que ainda se recusa a entregar o poder, ainda esteja em Trípoli.
Com apoio dos EUA, de países europeus e da ONU, rebeldes preparam-se para assumir interinamente o poder no país do norte da África, que enfrentou uma sangrenta guerra civil de mais de seis meses e foi alvo de intervenção militar da Otan.
O Tribunal Penal Internacional da ONU, com sede em Haia, emitiu no dia 27 de junho ordens de prisão contra Kadhafi, seu filho Seif al Islam e o chefe do serviço secreto, Abdullah al-Senusi, por supostos crimes contra a humanidade cometidos durante a repressão aos protestos.
Transição imediata
"A transição começa imediatamente" para a construção de uma "Nova Líbia", anunciou nesta terça-feira à noite em Doha o número dois da rebelião, Mahmud Jibril.