sábado, 9 de outubro de 2010

Da coesão social á participação demócratica.

Qualquer sociedade humana retira a sua coesão de um conjunto de actividades e projecto comuns, mas também, de valores partilhados, que constituem outros tantos aspectos da vontade viver juntos.Com o decorrer do tempo estes laços matérias e espirituais enriqueceram-se e tornaram-se, na memória individual e colectiva, uma herança cultural, no sentido mais lato do termo, que serve de base aos sentimentos de pertencer àquela comunidade,e de solidariedade.

Em todo mundo, a educação, sob as suas diversas formas, tem por missão criar, entre as pessoas, vínculos sociais que tenham a sua origem referenciais comuns.Os meios utilizados abrangem as culturas e as circunstancias mais diversas;em todos os casos, a educação tem como objectivo essencial o desenvolvimento do ser humano na sua dimensão social. Define-se como o veiculo de culturas e de valores, e como construção de um espaço de socialização, e como caminho de preparação de um projecto comum.

Actualmente, os diferentes modos de socialização estão sujeitos a duras provas, em sociedade ameaçadas pela desorganização e a ruptura dos laços sociais.Os sistemas educativos encontram-se, assim,submetidos a um conjunto a um conjunto de tensões, dado que se trata, concretamente, de respeitar a diversidade dos indivíduos e dos grupos humanos, mantendo, contudo o principio da homogeneidade que implica a necessidade de observar regras comuns.Neste aspecto, a educação enfrenta enormes desafios, e depara com uma contradição quase impossível de resolver: por um lado, é a acusada de estar na origem de muitas exclusões sociais e de agravar o desmantelamento do tecido social, mas por outro, é a ela que se faz apelo, quando se pretende restabelecer algumas das semelhanças essenciais á vida colectiva de que falava o sociólogo francês Emile Durkheim, no inicio deste século.

CONCLUSÃO.
O desenraizamento ligado as migrações e ao êxodo rural, o desmembramento das famílias, a urbanização desordenada, a ruptura das solidariedades tradicionais de vizinhança lançam muitos grupos e indivíduos no isolamento e na marginalização, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. A crise social do mundo actual conjuga-se com uma crise moral, e vem acompanhada do desenvolvimento da violência da criminalidade. A ruptura dos laços de vizinhança manifesta-se no aumento dramático dos conflitos interétnicos, que parece ser um dos traços característicos dos finais do século XX. Professor Adail.