segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Como se calcula a eleição de um deputado federal.

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Yara Fernandes
da redação

Como se calcula a eleição de um deputado federal



O cálculo para saber quem será eleito nas eleições proporcionais utiliza diversos fatores. O primeiro é saber a quantidade de deputados por estado. Por exemplo, o estado do Rio de Janeiro tem direito a eleger 46 deputados federais. Já São Paulo tem direito a 70 deputados.

Destas vagas de cada estado, é preciso então calcular o quociente eleitoral, que define os partidos ou coligações que têm direito a ocupar as vagas. Para saber o quociente eleitoral, é preciso dividir o número total de votos válidos pela quantidade de vagas a serem preenchidas pelo estado. No Rio de Janeiro, há 10.891.293 eleitores, o que torna este estado o terceiro maior colégio eleitoral do país. O primeiro é São Paulo, com 28.037.734 eleitores.

Então, se em São Paulo forem somados cerca de 21 milhões de votos válidos, o partido ou coligação que obtiver um mínimo de 300 mil votos, somando-se todos os candidatos e os votos na legenda, terá direito a ocupar vagas na Câmara. No Rio de Janeiro, supondo-se que a quantidade de votos válidos seja de cerca de 8 milhões, o partido ou frente que superar cerca de 174 mil votos poderá eleger pelo menos um deputado.

Estes números seriam a quantidade mínima para eleger pelo menos um deputado. Entretanto, para ver se o partido elege o segundo, é preciso calcular o quociente partidário.

O quociente partidário determina o número de deputados a que cada partido ou coligação tem direito. Isso é obtido dividindo-se o número de votos obtidos pelo partido ou coligação que pode eleger pelo quociente eleitoral (que é a divisão dos votos válidos pelo número de vagas do estado). Por exemplo, um partido ou legenda que tenha 750 mil votos para deputado em São Paulo (cujo quociente eleitoral é de 300 mil), terá um quociente partidário de 2,5. Isso significa que o partido elege dois deputados e ainda tem uma sobra de 150 mil votos.

Por tudo isso, nem sempre os candidatos que são muito bem votados são eleitos, porque seus partidos ou coligações não atingem o quociente eleitoral. Da mesma forma, há candidatos que se elegem mesmo tendo menos votos, devido à mesma lógica. De fato, só dá para saber mesmo quem são os eleitos após ter em mãos todos os dados (inclusive de quantos votos não são válidos ou de quantos partidos não elegem).Adaptado do site PSTU

voto proporcional.

Voto majoritário é para o poder executivo - prefeito, governador e presidente. é eleito quem tiver o maior numero de votos, independente do partido.
Voto proporcional é para o poder legislativo - tem o coeficiente que é calculado somando-se todos os votos de cada partido. Divide-se pelo numero de cadeiras na câmara do município, do estado e da união tendo o numero de cadeiras por partido. São eleitos os mais votados por cada partido até o numero de cadeiras do partido. Por isso que pode haver como aconteceu no Prona na ultima eleição que conseguiu 5 cadeiras e tiveram deputados com 250 votos em decorrência da alta votação do Eneas
Voto distrital é um misto desse ultimo, porem se refere a uma determinada base territorial no momento de definir o coeficiente. Não tenho mais informações sobre este.

O voto de representação proporcional começou a ser cogitado em meados do século XIX no Reino Unido, onde, no entanto, nunca teve vigência. Funda-se no conceito segundo o qual o sistema majoritário pode deixar sem representação minorias consideráveis, às vezes numericamente próximas da maioria vitoriosa. O voto proporcional se aplica pelo sistema de quocientes, obtidos pela divisão do número de votantes pelo de postos a serem preenchidos. Todo candidato que atingir tal quociente estará eleito. No Brasil, o voto proporcional é preconizado desde o advento da república. Vários juristas o defenderam, depois disso, mas tal espécie de voto só encontrou aplicação na lei eleitoral de 1933.

Como ficou o parlamento venezuelano após as eleições de 26/09/10

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou, no início da tarde desta segunda-feira que o resultado das eleições legislativas na Venezuela é "bom para a democracia na nossa região".

"Foi uma eleição democrática, livre, e o presidente Chávez, que aparentemente usa muito o Twitter, já disse que vai respeitar o resultado. Eu acho que isso é bom para a democracia na nossa região, é um avanço", disse Amorim à imprensa em Nova York, onde participa da 65ª Assembleia Geral da ONU.

O chanceler disse ainda achar "muito bom que a oposição tenha decidido participar desta vez, porque isso leva a um diálogo. Quando houve essa atitude anterior, do boicote --é claro que não temos que dar palpite no que eles decidem--, mas não é positivo para a democracia".

Para o ministro, a América do Sul está "caminhando na direção certa. Os países todos têm presidentes eleitos e parlamentos funcionando".

De acordo com os últimos dados do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, os eleitores de Caracas deram mais votos às legendas da oposição, representadas pela coligação Mesa da Unidade Democrática (MUD), do que aos partidários de Hugo Chávez.

Segundo o jornal 'El Universal' a diferença é apertada, com apenas 741 votos a mais para os opositores, mas mesmo assim envia um sinal a Hugo Chávez de que a 'solidez' do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) já enfrenta mais obstáculos do que antes.

O último balanço das urnas publicado pelo CNE dá 95 assentos ao PSUV, 61 aos opositores e 2 a outros partidos.

Apesar de ter conquistado mais cadeiras no Parlamento do que a oposição, os chavistas perderam a maioria qualificada, o que deve dificultar a aprovação de leis e reformas propostas pela revolução bolivariana.

No Estado de Zulia, onde a oposição venceu 12 dos 15 assentos disponíveis, o governador Pablo Perez atribuiu a vitória à decisão da MUD de apresentar somente um candidato à cada uma das 165 vagas disputadas no Parlamento. 'Nós mostramos à Venezuela que podemos vencer se estivermos unidos', disse.

MAIORIA SIMPLES

Uma maioria simples, de até 109 das 165 vagas no Parlamento, força o governo Chávez a negociar com a oposição para a aprovação de leis orgânicas e de novos integrantes dos demais poderes públicos, como o Supremo Tribunal, a Procuradoria e o CNE, além de convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

A grande margem, contudo, foi recebida como uma vitória pelo presidente, que transformou as eleições deste domingo em um plebiscito de sua popularidade e um termômetro para sua disputa à reeleição em 2012.

'Bom, meus queridos compatriotas, foi uma grande jornada e conseguimos uma sólida vitória. Suficiente para continuar aprofundando o socialismo bolivariano e democrático. Devemos continuar fortale. Fonte Folha