quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Australiano de 17 anos provocou caos no Twitte

Um australiano de 17 anos admitiu nesta quarta-feira ter provocado, sem querer, o caos de terça-feira no portal de microblogs Twitter, que gerou problemas nas contas de milhares de pessoas, incluindo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Pearce Delphin, que tem uma conta no Twitter com o pseudônimo @zzap, reconheceu ter encontrado uma falha na segurança que foi aproveitada pelos hackers e espalhou o caos durante cinco horas na terça-feira.

Delphin, que mora em Melbourne com os pais, introduziu um código Javascript como texto normal em uma mensagem que desencadeava a abertura de sites apenas com o ato de passar o mouse sobre o texto, sem a necessidade de clicar nos tweets.

Os hackers aproveitaram a ideia e usaram o código para redirecionar os usuários para páginas pornográficas ou criar tweets que eram repetidos a cada vez que eram lidos.

"Fiz isso apenas para ver se era possível fazer (...) para ver se o código Javascript podia ser utilizado em um tweet", contou o jovem à AFP por e-mail.

"Ao enviar meu tweet, nunca imaginei que isto poderia acabar assim", completou.

Milhares de contas foram afetadas, como a de Sarah Brown, esposa do ex-premier britânico Gordon Brown, que tem mais de um milhão de seguidores.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, também foi afetado.

O Twitter pediu desculpas na terça-feira aos milhões de usuários. Um dos diretores da equipe de segurança do portal de microblogs, Bob Lord, afirmou que os dados das contas pessoais não foram afetados.

Da AFP Paris

Atentado durante desfile militar deixa 10 mortos no Irã

Dez pessoas morreram e 20 ficaram feridas na explosão de uma bomba nesta quarta-feira durante um desfile militar em Mahabad (noroeste do Irã), anunciaram as autoridades, que destacaram que a maioria das vítimas são mulheres e crianças.

A bomba, que segundo o canal de televisão Al-Alam estava escondida em uma bolsa, foi detonada no momento em que uma multidão assistia a um desfile militar por ocasião do 30no. aniversário do início da guerra contra o Iraque (1980-1988).

O chefe de polícia da província do Azerbaijão Ocidental, onde fica Mahabad, afirmou que a explosão aconteceu em meio a um grupo de mulheres que acompanhava o desfile, segundo a agência de notícias Mehr.

"O atentado aconteceu a 50 metros do pódio oficial e deixou 10 mortos, incluindo as esposas de dois comandantes militares da cidade", afirmou o governador da província, Vahid Jalalzade, citado pela agência oficial Irna.

"Vinte pessoas ficaram feridas, quatro delas em estado grave. Praticamente todas as vítimas são mulheres e crianças", completou.

"Elementos contrarrevolucionários cometeram este ato selvagem para vingar-se da população de Mahabad, que sempre apoiou as Forças Armadas", disse, sem esclarecer a quem fazia referência.

Mahabad é uma cidade majoritariamente curda, localizada em uma região que registrou confrontos armados nos últimos anos e atentados atribuídos por Teerã aos rebeldes curdos.


Da AFP paris

Ingrid Betancourt relata em livro tudo o que viveu como refém das Farc

Os seis anos que passou como refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) estão descritos pela ex-candidata à presidência da Colômbia Ingrid Betancourt no livro No hay silencio que no termine ("Não há silêncio que não se acabe", numa tradução livre) - uma alusão a um poema do chileno Pablo Neruda - que será posto à venda ontem, na Europa, América Latina e Estados Unidos.

Ingrid Betancourt começou a escrever o livro em 2009. A mão e em francês, porque, segundo ela, o idioma permitiu a "distância necessária" para relatar o que havia vivido. Em 700 páginas, ela conta o cotidiano no cativeiro e a intervenção política dos presidentes venezuelano, Hugo Chávez, e francês, Nicolas Sarkozy, determinantes para o desfecho positivo dessa história.

Candidata à presidência pelo partido Oxigênio Verde, Ingrid Betancourt foi sequestrada em 23 de fevereiro de 2002, perto de San Vicente del Caguán (sudeste) pela guerrilha das Farc, em plena campanha eleitoral. Durante o período no cativeiro, a ex-candidata passou por desespero e humilhação. Ela relembra os repentinos deslocamentos sob chuvas torrenciais, na selva que descreve como "abominável". Situações que comprometeram sua saúde e a levaram a depressão.

Em 2 de julho de 2008, 2323 dias após ser sequestrada, Ingrid foi libertada pelas Farc, junto com outros 15 reféns. Aos 48 anos, Ingrid Betancourt descreve que descobriu "outra dimensão" de si mesma durante as noites em vigília, graças a uma Bíblia, que lhe permitiu alimentar sua fé religiosa.

Gravidez - No relato, Ingrid conta que sua companheira de cativeiro Clara Rojas planejou a gravidez durante o sequestro. Betancourt narra que tentou dissuadir sua companheira de sequestro, fazenda-o ver "o que seria a vida de um bebê recém-nascido em tamanhas condições de precariedade, e sem saber se as Farc libertariam a criança".

No entanto, Rojas ficou grávida de um guerrilheiro, teve seu filho durante alguns meses na selva, mas depois o perdeu para que ele fosse entregue a uma família de camponeses no departamento colombiano de Guaviare (sul).

O garoto, chamado Emmanuel, permaneceu desaparecido por um longo tempo, até que os serviços de previdência social do Estado descobriram que tal família estava com ele.
Fonte Diário de pe

Ameaça de guerra em encontro da ONU

Nova York (EFE) - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, assegurou que se os Estados Unidos comandarem ou apoiarem um ataque contra as instalações nucleares de Teerã, haverá uma guerra "sem limites". "Os EUA não compreendem o que é uma guerra. Quando uma guerra explode, não tem limites", ressaltou Ahmadinejad ontem em Nova York, durante um encontro com a imprensa norte-americana. Os EUA e outros países acusam o Irã de produzir um arsenal nuclear, enquanto o governo iraniano assegura que seu programa atômico é exclusivamente de natureza pacífica.

Para o líder iraniano, uma agressão militar por parte de Israel com o apoio de Washington seria considerada um ato de guerra e daria início a um conflito para o qual os norte-americanos não estão preparados. Ahmadinejad, que acompanha a cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), ressaltou que "guerra não é só bombas". Além disso, reiterou sua disposição para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, caso haja alterações na política de Washington para seu país. Teerã não tem relações com os EUA desde 1979.

Ahmadinejad também negou que suas polêmicas declarações sobre o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial o transformassem em um antissemita e assegurou que o assassinato maciço de judeus pelo regime nazista foi "um acontecimento histórico usado como pretexto para a guerra". "Temos que nos perguntar onde ocorreu este fato e por que o povo palestino segue pagando por ele. Não sou um anti-semita, sou anti-sionista", afirmou.

Rejeição ao capitalismo - Ahmadinejad pediu ontem na ONU o estabelecimento na próxima década de uma nova ordem mundial que rejeite o capitalismo e conduza a um "governo justo e imparcial baseado na mentalidade divina". "Agora que a ordem discriminatória do capitalismo e os enfoques hegemônicos afrontam sua derrota e se aproximam do fim, é essencial sustentar relações justas e prósperas", afirmou o iraniano em seu discurso na cúpula da ONU de revisão dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

A reunião da ONU que se estende até hoje tenta acelerar o cumprimento dos compromissos em favor do desenvolvimento adotados pela comunidade há dez anos. O discurso do presidente iraniano no plenário da cúpula foi acidentado, já que os intérpretes do organismo mundial advertiram em diversas ocasiões que a fala que era traduzida não condizia com as palavras pronunciadas por Ahmadinejad. Os últimos minutos do discurso do líder iraniano não contaram com tradução simultânea.

Ahmadinejad acusou o capitalismo liberal e as multinacionais de causar o sofrimento de um incontável número de mulheres, homens e crianças no mundo todo. "As estruturas injustas e pouco democráticas das instituições internacionais, políticas e financeiras mundiais estão por trás da maioria das desgraças da humanidade", afirmou.Fonte Diario de pe

Fidel Castro se reúne com pacifistas de cruzeiro japonês

O ex-ditador cubano Fidel Castro se reuniu nesta terça-feira com os 620 tripulantes e passageiros do Cruzeiro pela Paz, oriundo do Japão, aos quais advertiu sobre as consequências "horríveis" de uma eventual guerra nuclear.

Os pacifistas foram recebidos por Fidel no Palácio de Convenções, em Havana. O ex-ditador, de 84 anos, afirmou que mais de seis bilhões de pessoas ficariam sem ter o que comer em consequência do impacto ambiental causado por um ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

"Este encontro tem uma importância muito grande, justamente pela experiência que vocês acumularam sobre este tema", disse Fidel, referindo-se às bombas atômicas lançadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945.

Junko Watanabe, que sobreviveu ao ataque nuclear no fim da Segunda Guerra Mundial e atualmente vive no Brasil, participou da conversa com Fidel Castro.

O "Peace Boat" é uma organização japonesa, que desde 1983 organiza os cruzeiros pela paz duas vezes por ano, com o objetivo de obter soluções pacíficas para os conflitos do mundo.

O barco que está em Havana zarpou em agosto com cerca de 1.000 pessoas a bordo do porto de Harumi, em Tóquio, e chegou a Cuba na madrugada de terça-feira. A ilha faz parte do trajeto de 19 países do cruzeiro, que inclui Jamaica, Panamá, Nicarágua, Guatemala e México.

Da AFP paris

Cerca de 2,6 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico no mundo

Pelo menos 2,6 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a serviços de saneamento básico, como esgoto e água tratada. Se a tendência for mantida, o número deverá subir para 2,7 bilhões até 2015. A constatação é da Organização das Nações Unidas (ONU). O secretária-geral do órgão, Ban Ki-moon, apelou hoje (22) para que as autoridades redobrem os esforços na tentativa de reverter a tendência.

As informações são da agência de notícias das Nações Unidas. No período de 1990 a 2009, cerca de 1,7 bilhão de pessoas passaram a ter acesso à água potável. Porém, aproximadamente 900 milhões de pessoas ainda não têm acesso à água tratada. "Viver nessas condições aumenta a probabilidade de doença e morte", ressaltou Ban Ki-moon.

Os esforços, segundo Ban Ki-moon, avançam nas regiões consideradas mais delicadas – Norte da África, América do Sul, Caribe e Ásia. “Acesso à água não é só uma necessidade básica, é um direito humano”, disse ele.

O secretário-geral da ONU ressaltou que é por meio do acesso à água potável que mães e filhos podem ter uma vida mais saudável e uma melhor qualidade de vida futura. “É o início de uma vida saudável”, afirmou.

As discussões sobre Saúde Global e Política Externa estão inseridas nos debates da 65ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. O Brasil é representado pelos ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e a do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes.

Da Agência Brasil