domingo, 12 de setembro de 2010

Geddel denuncia descaso do governo do estado com Paulo Afonso

O abandono de Paulo Afonso, município polo de uma das regiões mais promissoras para o desenvolvimento do Semi-Árido, foi denunciado pelo candidato da coligação A Bahia Tem Pressa, Geddel Vieira Lima (PMDB), ao discursar para milhares de pessoas no Clube Operário, no bairro da Chesf, um dos mais tradicionais da cidade. Ele questionou a ausência de obras do governo do Estado, voltadas para o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida da população, demonstrando o descaso do seu principal adversário, o atual governador Jaques Wagner, em relação ao Sertão baiano.

“Que grande obra, que iniciativa esse governo adotou por Paulo Afonso? Se o governador não o fez como amigo do presidente Lula, por que vai fazer nos próximos quatro anos, quando Lula, para tristeza minha e de milhões de brasileiros, não será mais presidente?”, indagou.

Ao contrário do seu adversário, Geddel, em Paulo Afonso, pode citar diversas obras importantes por ele realizadas no município, durante os três anos em que, como ministro do Governo Lula, esteve à frente da pasta da Integração Nacional. Entre as obras relacionadas estão a construção de 100 cisternas rurais, com capacidade de armazenamento de 15 mil litros d’água, e a criação de um centro de desenvolvimento e difusão de tecnologia em aqüicultura.

O ex-prefeito de Paulo Afonso e candidato a deputado estadual, Raimundo Caires (PMDB), agradeceu o trabalho realizado por Geddel em benefício da população de Paulo Afonso e denunciou o caos em que se encontra a área de saúde no município, também abandonada pelo governo do Estado.

O senador e candidato à reeleição, César Borges (PR), que acompanhou Geddel na visita, disse que estava muito feliz por encontrar o clube repleto de moradores da cidade, traçou um paralelo entre as ações desenvolvidas no seu governo, em benefício da população de Paulo Afonso, e “a completa omissão” por parte do atual governador, em relação ao compromisso de trabalhar pela melhoria da qualidade de vida da população.

“Nós trouxemos o Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, pavimentação, ginásio de esportes e a estrada que liga Paulo Afonso a Juazeiro, pela beira do Rio São Francisco e implantamos a Companhia Especial da Caatinga”, disse César, acrescentando que o seu apoio à Geddel se deve exatamente pela capacidade do ex-ministro em “tirar obras do papel e de cumprir a palavra, os compromissos assumidos com o povo baiano”.

Também candidato ao Senado, o vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PTB), viu na presença das milhares de pessoas que lotaram o Clube Operário “uma clara demonstração de que o 15 está no corpo e na alma das pessoas: “Em todas as cidades que passamos temos encontrado manifestações como essa, de confiança e esperança no projeto de Geddel”.

Após o evento no clube, o peemedebista e a comitiva, juntamente com lideranças da região, participaram de carreata. Centenas de carros e motos atravessaram a Avenida Getúlio Vargas e os bairros de Jardim Bahia, Prainha e Tancredo Neves. No trajeto, moradores saíam de suas casas para acenar e apoiar os candidatos da coligação A Bahia Tem Pressa.

Entre as lideranças da região que acompanharam Geddel, estiveram presentes o prefeito de Abaré, Delísio Oliveira (PMDB), o vice-prefeito de Jeremoabo, João Varjão (PMDB), o ex-prefeito de Adustina, José Aldo (PMDB), os candidatos a deputado federal Marcelinho Guimarães (PMDB) e Filadelfo Neto (PTC), o presidente do PMDB de Paulo Afonso, Dinivaldo Carvalho Ferraz (Vavá Ferraz) e o vereador de Chorrochó, Oscar Neto (PMDB), entre outras lideranças da região.

Vitória da Conquista
Vitória da Conquista

Vitória da Conquista

Pela manhã, Geddel e comitiva visitaram a cidade de Vitória da Conquista, onde foram recepcionados pelo presidenten do PMDB local e candidato a deputado federal Herzem Gusmão. Assim que chegou ao município, Geddel foi recebido por centenas de pessoas no Aeroporto da cidade, que está inacabado. Em seguida, o peemedebista participou de entrevista coletiva, no comitê de Herzem, no centro da cidade, e apresentou suas propostas de governo.

Geddel também foi a um encontro de lideranças, promovido pelo comitê feminino Força da Mulher, Força do Coração, realizado no Centro Esportivo Professora Rizza Soares da Silva, também no centro da cidade. Lá, além do senador César Borges e do professor Edvaldo Brito, esteve presente o candidato a vice-governador do Estado, Edmundo Pereira. Representando o comitê feminino pró Geddel, participaram do evento a sua coordenadora, Alessandra Vieira Lima, a ex-primeira dama e candidata suplente ao Senado, Tércia Borges, a presidente do PMDB Mulher, Ana Rios, e a vice-presidente do PMDB Mulher de Vitória da Conquista, Geanne Oliveira.

Geddel disse, durante o encontro, que é preciso trabalhar ainda mais nos próximos dias. “Precisamos arregaçar as mangas, ir pras ruas. Vou, sem nenhuma dúvida, realizar o melhor governo que a Bahia já teve”.

O candidato a deputado federal Herzem Gusmão disse ter a certeza de um segundo turno que inclui Geddel. “E você irá ganhar o segundo turno e ser o próximo governador da Bahia. Estou certo de que a Bahia vai lhe conduzir ao governo do Estado”.

Também participaram do evento os prefeitos de Jequié, Luiz Amaral (PMDB); Condeúba, Odílio Silveira (PMDB); Nova Canaã, Marival Fraga (PMDB); Macarani, Antonio Carlos Macedo Araujo (PTB); Itambé, Moacir Andrade (PMDB), Caatiba, Omar Barbosa (PMDB); Poções, Luciano Mascarenhas (PTB); os ex-prefeitos de Itapetinga, Michel Hagge (PMDB), Vitória da Conquista, José Pedral (PPS); Encruzilhada, Edélio Luiz Dias Santos (PMDB); Anagé, Rubens de Oliveira Dias; Cordeiros, Djalma Gusmão, além dos candidatos à Assembléia Legislativa Virgínia Hagge (PMDB), Antonio Alves da Silva (PMDB), Arlindo Rebouças (PNN) e Valternei. O ex-ministro da Educação e da Ciência e Tecnologia, Ubirajara Brito, também participou do encontro.
PMDB na TV

quem tem sede apoia

Exercito comanda obra no velho Chico

fotos da trasnposição do rio s francisco

Paulo Souto quer compensações à Bahia na transposição

Candidato do DEM ao governo da Bahia muda o tom do discurso e começa a atacar Geddel Vieira

Lucas Esteves, iG Bahia | 26/08/2010 17:26

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A obra de transposição do Rio São Francisco foi alvo de críticas do candidato ao Governo da Bahia Paulo Souto (DEM) durante pronunciamento na cidade de Juazeiro. O fato, curiosamente, varia o discurso do demista, que via de regra ataca a gestão de Jaques Wagner, candidato à reeleição, mas desta vez mira o adversário Geddel Vieira Lima e o governo Lula.

A obra da transposição foi levada adiante pessoalmente por Geddel Vieira Lima quando este ocupou o cargo de ministro da Integração Nacional, gestão encerrada no último mês de março. O peemedebista, não raro, costuma citar o empreendimento como forma de jactar-se um aliado de Lula na Bahia que de fato tira obras do papel.

Segundo o ex-governador, a obra não tem compensações para as populações ribeirinhas baianas entre as que não serão contempladas com o desvio das águas do Velho Chico. Em especial, Souto considera que a Bahia termina cedendo água a outros estados e não recebe nenhum tipo de compensação por isto.

“Nada contra levar água aos Estados vizinhos, desde que seja para abastecimento humano, mas não podemos admitir que populações que estão na Bahia, bem próximas ao Rio São Francisco, sofram ainda com a falta de água, enquanto a transposição leva o escasso recurso natural para projetos de irrigação. São indispensáveis medidas compensatórias”, avaliou.

Para Paulo Souto, deveria haver uma emenda constitucional que obrigasse que projetos de transposição de águas fossem aprovados pelo Senado antes de serem realizados se envolvessem o interesse de dois ou mais Estados ao mesmo tempo. Ele lembrou que esta emenda foi apresentada por ele na Casa Legislativa anos atrás quando de seu mandato de senador, mas não foi aprovada. “A decisão no Senado estabeleceria a igualdade de condições entre os Estados, já que cada um deles possui a mesma quantidade de senadores”, disse em tom de lamento.

Volume de água do rio São Francisco caiu 35% em 50 anos, diz estudo

Uma pesquisa feita por cientistas norte-americanos aponta que o fluxo de água na bacia do rio São Francisco, que nasce em Minas Gerais e deságua no nordeste do Brasil, caiu 35% no último meio século.

BBC Brasil | 23/04/2009 05:25

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O estudo, que será publicado no próximo dia 15 de maio no "Journal of Climate", da Sociedade Meteorológica Americana, foi feito por pesquisadores do National Center for Atmospheric Research (NCAR), que fica no Estado americano do Colorado.

Eles analisaram dados coletados entre os anos de 1948 e 2004 nos 925 maiores rios do planeta, e concluíram que vários rios de algumas das regiões mais populosas estão perdendo água.


Rio São Francisco perdeu 35% de água nos últimos 50 anos / Agência Brasil

De acordo com os pesquisadores, a bacia do São Francisco foi a que apresentou o maior declínio no fluxo de águas entre os principais rios que correm em território brasileiro durante o período pesquisado.

Neste mesmo período, o fluxo de águas na bacia do Amazonas caiu 3,1%, enquanto as bacias de outros rios brasileiros apresentaram uma elevação na vazão.

O fluxo de águas no rio Paraná (que termina na Argentina), por exemplo, apresentou um aumento de 60% no período pesquisado, enquanto a bacia do Tocantins registrou um acréscimo de 1,2% em sua vazão.

Segundo o cientista Aiguo Dai, o líder da pesquisa, esta variação está relacionada principalmente a mudanças na quantidade de chuvas nas regiões das bacias.

São Francisco

Estas alterações nos níveis de precipitações, de acordo com o pesquisador, estariam relacionadas, principalmente, ao fenômeno meteorológico El Niño, que consiste em um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico e que afeta o clima da região e do planeta.Dai afirma que, entre 1948 e 2004, a região da bacia do rio São Francisco apresentou uma leve queda nos níveis de precipitações e um grande aumento de temperatura.

Estes dois fatores contribuíram para o grande declínio do escoamento do rio. Segundo ele, o aumento das temperaturas eleva a evaporação, e assim, reduz o fluxo de água do rio.

"Eu avalio que algumas destas mudanças na temperatura e nas precipitações estão relacionadas às mudanças nas atividades do El Niño, mas não todas elas", afirma o cientista.

Água

De um modo geral, o estudo aponta que alguns dos rios mais importantes do planeta e que abastecem áreas populosas estão perdendo água.

Um terço dos 925 rios pesquisados apresentaram mudanças significativas nos fluxos de água no período, sendo que aqueles que perderam vazão ultrapassam os que ganharam em uma proporção de 2,5 para 1.

Entre os rios que apresentaram declínios na vazão estão alguns que servem a grandes populações, como o Amarelo, na China, o Niger, na África, e o Colorado, nos Estados Unidos. Em contraste, os pesquisadores constataram um aumento considerável na vazão de rios em áreas pouco habitadas no Oceano Ártico.

Entre os que permaneceram estáveis ou que registraram um pequeno aumento no fluxo de água estão o Yang Tsé, na China e Bhrahmaputra, na Índia.

Segundo os pesquisadores, muitos fatores podem afetar a vazão desses rios, incluindo barragens e o desvio de água para a irrigação.

Mas, de acordo com os dados da pesquisa, em muitos casos, a redução no fluxo de água pode estar relacionada às mudanças climáticas globais, que alteram os padrões de chuvas e os níveis de evaporação.

"A redução na vazão aumenta a pressão sobre as reservas de água doce em grande parte do mundo, especialmente em um momento em que a demanda por água aumenta por causa do crescimento da população. A água doce é um recurso vital, e a tendência de queda é motivo de preocupação", diz Aiguo Dai.

Pesquisas anteriores feitas em grandes rios, no entanto, apontavam que a vazão global dos cursos de água estaria aumentando.

União quer criar estatal para Rio São Francisco

A nova empresa terá como tarefa operar a transposição do rio e fazer a manutenção dos quase 800 km de canais em construção

AE | 12/09/2010 10:27

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A menos de quatro meses do fim do mandato, o governo planeja a criação de mais uma estatal. A nova empresa terá como tarefa operar a transposição do Rio São Francisco e fazer a manutenção dos quase 800 quilômetros de canais de concreto em construção no semiárido nordestino - a obra mais cara do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) paga com dinheiro dos impostos.

Foto: Agência Estado

Obra de transposição do Rio São Francisco em Pernambuco (02/06/2010)

Por atraso no cronograma, a transposição das águas não será inaugurada até o fim do ano. Apontada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como "uma das maiores obras feitas no mundo" e a principal realização de seu governo na região Nordeste, a transposição só deverá ter o primeiro dos dois eixos prontos em junho de 2011. A obra completa deverá entrar em operação apenas no fim do ano seguinte.

Antes da entrada em funcionamento do primeiro trecho, o governo precisa definir o custo da água da transposição. Isso será feito com o detalhamento da nova estatal incumbida de operar o sistema, já chamada nos estudos prévios de "operadora federal".

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"O funcionamento da transposição tem um custo", diz o coordenador do conselho de gestão do projeto, José Luiz de Souza, funcionário do Ministério da Integração Nacional.

"O custo não será assombroso, será suportável. Água cara é a que não está disponível", pondera Souza, sobre o aumento na conta d’água dos futuros beneficiados pela transposição do São Francisco. "Será melhor do que pagar pelos carros-pipa."

A construção dos canais, porém, será integralmente bancada pelo dinheiro dos impostos arrecadados pela União. Até o início do mês, a transposição do Rio São Francisco já havia custado aos cofres públicos mais de R$ 2 bilhões, de acordo com dados do Tesouro Nacional pesquisados pela ONG Contas Abertas.

Esse valor corresponde a 45% dos gastos autorizados pelas leis orçamentárias desde 2004, antes mesmo do início formal das obras, em junho de 2007.

União quer criar estatal para obra no Rio São Francisco