sábado, 29 de maio de 2010

A Agricultura e coletas

Durante muito tempo, os historiadores colocaram a coleta e a agricultura como duas experiências que marcam uma completa ruptura na civilização. Contudo, novas pesquisas apontam que essas duas atividades conviveram durante muito tempo na história do homem. A princípio, a agricultura ocupava uma função complementar na alimentação, sendo assim colocada como outra via de sobrevivência paralela à caça e a busca de frutos ou plantas.

Sendo assim, não podemos dizer que a descoberta da agricultura foi um avanço que fatalmente determinou o abandono das antigas formas de obtenção dos alimentos. Vale aqui destacar que a caça envolvia toda uma preparação onde os caçadores se encontravam promovendo a interação entre os grupos e o desenvolvimento de hábitos culturais diversos. Não é possível, assim, sugerir que a busca por alimentos se dava em função apenas da urgente necessidade de sobrevivência.

Só após a última glaciação, por volta de 10000 anos a.C., foi que as alterações do clima foram dando maior espaço para o desenvolvimento da técnica agrícola. Com o passar do tempo, a vida sedentária permitiu que casas e povoados tivessem cada vez mais destaque entre as comunidades humanas. Ao mesmo tempo, as trocas comerciais e a domesticação de animais passavam também a incorporar a construção desse novo cotidiano responsável pelo aparecimento das primeiras civilizações.

Observando essa nova realidade, muitos leigos e especialistas detectaram o alcance de uma melhora qualitativa no estilo de vida do homem. Afinal de contas, a agricultura permitia a estocagem de alimentos e o planejamento das colheitas em função das transformações climáticas decorridas ao longo de um tempo. A sobrevivência deixava de lado uma série de riscos para então se transformar em uma ação planejada com base na capacidade intelectual do homem.

Apesar de tais justificativas, existem aqueles que discordam desse ponto de vista ao acreditar que a opção pela agricultura foi uma das piores escolhas realizadas pela civilização. O biólogo Jared Diamod, por exemplo, acredita que a sedentarização pela agricultura minou o desenvolvimento do tom igualitário que permeava as sociedades coletoras. A agricultura seria a grande responsável pelo desmatamento, a superpopulação, os conflitos militares e a constituição das diferenças sociais.

Para muitos, é quase impossível imaginar a viabilidade da vida humana sem a utilização das técnicas agrícolas. Por outro lado, vemos que a atualidade tem a expressa preocupação em repensar os seus paradigmas de desenvolvimento e consumo. Não seria esse um indício de que a simples ampliação do domínio sobre a natureza não garante a sustentação da vida na Terra? Essa é uma resposta que apenas o futuro tem a competência de nos fornecer.

Pré-História

A África do Sul dividida

A África do Sul dividida

A África do Sul dividida

Devido a suas riquezas como o ouro e o diamante, a África do Sul foi o destino de inúmeros colonizadores europeus, como os ingleses e holandeses. Os descendentes desses povos, apoiados na irreal idéia de superioridade do homem branco, criaram no século XX uma política de discriminação racial chamada Apartheid, que significa separação.

Em 1948, o apartheid foi oficializado na África do Sul. Criaram-se leis que discriminavam os negros em locais de trabalho, escolas, igrejas, esportes e transportes públicos. Mesmo constituindo uma população quatro vezes maior que a população branca, os negros foram proibidos de possuir terras em 87% do território sul-africano. Através dos lucros com a mineração, a elite branca conseguiu armar as forças policias que garantiam a manutenção do apartheid.

A partir daí, os negros que constituíam a maior parte dos trabalhadores sul-africanos, reagiram à exploração econômica e ao racismo, realizando diversas manifestações contra o regime.

O CNA (Congresso Nacional Africano), representante dos negros, começou a intensificar os protestos. A luta contra o apartheid foi ganhando intensidade e destaque internacional, depois do massacre no bairro negro de Soweto. Com a instabilidade civil e econômica, o governo sul-africano cedeu em alguns pontos. Permitiu o acesso dos negros ao transporte público e aos centros de lazer, acabou com as leis que privilegiavam os brancos na posse de terras.

O fim do apartheid se deu em 1990 por Frederik de Klerk, e em 1994 Nelson Mandela, importante figura de oposição ao apartheid, líder dos negros e do CNA foi eleito presidente da República Sul-Africana através de eleições livres.

Vem aí o vale tudo?

A estabilidade democrática e o aperfeiçoamento institucional são grandes conquistas nacionais, desde a Constituição de 1988.

As eleições de 2010 serão um momento importante para a renovação do pacto republicano brasileiro, hoje temperado pela certeza de que o país tem tudo para vivenciar prolongado ciclo de desenvolvimento econômico e social nas próximas décadas.

O crescimento econômico e o desenvolvimento social permitirão ao Brasil melhorar, a um só tempo, o seu Índice de Desenvolvimento Humano e a qualidade de suas instituições.
Nesse processo, é natural e desejável que haja um governo com voto e base parlamentar bem assentada, assim como uma oposição fiscalizadora e construtiva. É indispensável também a existência de instituições sociais e organizações não governamentais fortes, independentes e capazes de fazer o contrapeso institucional.

Esse amadurecimento do Brasil e o aumento de seu peso relativo no mundo tem sido reconhecido de forma crescente. Na semana passada, o presidente Lula foi agraciado em Londres com um importante prêmio por sua contribuição "à estabilidade e à integração na América Latina" e por seu papel na "resolução de crises regionais". Reconheça-se aí uma significativa premiação ao país, além da distinção ao presidente.

Se cabe aqui a paráfrase de um antigo teórico militar, no sentido de que o reconhecimento externo é a extensão do êxito interno por outros meios, não é demais registrar que tem sido muito difícil, para uma parte da elite política e midiática brasileira, conviver com o reconhecimento internacional e a popularidade interna do presidente Lula.

Em recente artigo dominical, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso termina sua peroração contra o presidente Lula tentando oferecer uma resposta para sua pergunta "Para onde vamos?". Sem saber ele próprio oferecer qualquer caminho, limita-se a dizer que "é mais do que tempo dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde".

O tempo passa, mas os atos falhos ficam. Em tentativa de continuísmo o ex-presidente tem doutorado. Releve-se ser ele o autor da extensão do mandato presidencial de quatro para oito anos.

Vem à mente a euforia tucana expressa pelo ex-ministro Sergio Motta, já falecido, de que o primeiro governo Fernando Henrique moldaria um projeto para durar 20 anos, pelo menos. Não se recorda, na época, de nenhum pedido de moderação aos exageros verbais dos seus.

Afinal, o próprio FHC tratava de dividir o mundo em mocinhos e bandidos, entre justos e fracassomaníacos.

Agora, o ex-presidente volta a um velho e ineficiente expediente usado nos últimos sete anos -o de tentar grudar rótulos desqualificantes no governo do presidente Lula.

É triste, mas o ex-presidente resolveu partir para um autêntico vale-tudo verbal em sua busca de tanger a oposição para a disputa de 2010. Antes, houve várias teorias, como a de um suposto aparelhamento do Estado pelo PT. Tentaram também carimbar o rótulo de "governo corrupto".

Nada colou. Mas agora vêm com uma nova teoria, a de um certo "autoritarismo popular" que ressuscitaria formas políticas do autoritarismo militar, segundo o ex-presidente.

Com a muleta sociológica fora de prumo, Fernando Henrique tenta explicar. Diz tratar-se de um conluio entre sindicatos, burocracia partidária alojada no governo, fundos de pensão de origem estatal e empresários escolhidos para receber benesses. Não importa que essa salada intelectual do ex-presidente seja das mais indigestas. Releve-se a sua própria manipulação dos fundos de pensão no processo de privatizações, "no limite da irresponsabilidade", como disseram alguns dos seus na época.

Nessa nova tentativa de tentar grudar um rótulo desqualificante ao governo Lula, Fernando Henrique e outros usam e abusam daquilo que tanto acusam o PT: empregar quaisquer meios para atingir o fim de perpetuar-se no poder.

Esse vale-tudo não lhes cai bem.

Comparar o governo Lula com formas políticas do regime militar é, além de falsear grosseiramente a história, usar qualquer meio para buscar o fim almejado: voltar ao poder. Seria apenas triste se não fosse desonesto.

É duvidoso que tal tipo de argumento seja compartilhado por membros de seu próprio partido que vão à disputa de 2010. Por isso mesmo, há uma chance de que o debate se concentre em projetos para o país.

A seu tempo, em 2002, o voto popular deu um basta ao projeto de tintura neoliberal de FHC, "antes que fosse tarde". Por isso, com o governo Lula, o país teve capacidade de resistência na recente crise global e pôde se projetar como uma das economias que mais crescem no mundo.

Não temos o monopólio da verdade, mas acreditamos que nosso projeto merece continuar. Vamos lutar por isso limpamente. Esperamos que os outros também assim procedam. Quem ganhará com isso é o país.

Cândido Vaccarezza, 54, médico, é deputado federal pelo PT-SP e líder do partido na Câmara dos Deputados.

Marco Aurélio Garcia diz que Serra é o exterminador do futuro da política externa

assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, rebateu hoje (27) as críticas do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, à relação do Brasil com a Bolívia, classificando o tucano como "o exterminador do futuro da política externa" do país.

Ontem (26), Serra disse que o governo boliviano, de Evo Morales, "é cúmplice" do tráfico de cocaína para o Brasil. O tucano fez a declaração em entrevista a um programa de rádio, quando falava sobre a ideia de criar um Ministério da Segurança Pública caso ele seja eleito.

"O Serra está tentando ser o exterminador do futuro da política externa. Ele quis destruir o Mercosul. Agora, quer destruir nossa relação com a Bolívia. O Mahmoud Ahmadinejad virou Hitler. Eu acho que talvez ele esteja pensando, na política de corte de despesas, em fechar umas 20 ou 30 embaixadas nos países nos quais ele está insultando neste momento", afirmou Garcia.

Marco Aurélio Garcia ressaltou ainda que Serra "deveria ser mais prudente" em suas declarações, que não são compatíveis com as suas "aspirações" ao cargo de presidente.

Com informações do Uol

Plano de Banda Larga amplia cidadania e fortalece economia, diz líder do PT

O líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), ressaltou hoje (28) a importância do Plano Nacional de Banda Larga do governo Lula.

O PNBL vai assegurar a inclusão digital, com acesso rápido e barato em milhares de municípios brasileiros. Milhões de pessoas terão acesso à rede mundial de computadores, quebrando a resistências das operadoras privadas à expansão do serviço e à diminuição das tarifas, que está entre as mais caras do planeta.

A participação do estado no setor vai fortalecer a economia brasileira e ampliar a cidadania, disse Ferro. Conforme o líder, em razão do modelo ainda herdado do governo FHC, que privatizou as telecomunicações do País e instituiu um sistema oligopolizado com as tarifas estratosféricas, criou-se uma espécie de muro entre a população e a banda larga. No Brasil, como porcentagem da renda familiar, banda larga custa dez vezes mais do que nos países mais conectados. Além disso, o Brasil só vem regredindo no tocante à conectividade.

" Nos últimos 10 anos, perdemos 20 posições entre as nações com maior conectividade e acessibilidade às mídias digitais", disse o líder. Ele insistiu que as operadoras privadas têm culpa no atraso tecnológico no setor, uma vez que não respeitaram os contratos relativos à expansão do sistema. "As operadoras fixas de telecomunicação não responderam, não se interessaram em promover um programa de acesso à banda larga para a população. Mais da metade dos nossos municípios não têm banda larga, e somente 20% dos nossos lares conseguem acesso a ela".

Velocidade

Na avaliação de Ferro, os dados mostram claramente a importância da participação do Estado no setor, pois evidenciam que os interesses de mercado são insuficientes para tratar do tema. "Além disso-- acrescentou - uma boa parte da internet que temos é de qualidade e velocidade baixas, consequentemente, de eficiência duvidosa. Nós estamos, portanto, atrasados. Outros países evoluíram muito nesse processo e, quinze anos depois da privatização, não temos nada a comemorar nessa área, porque estamos engatinhando no acesso a essa capacidade".

O líder observou que o Plano Nacional de Banda Larga vai prover, até o fim do ano, o acesso ao serviço de conectividade de alta velocidade a cerca de 65 mil escolas públicas. "Nós integraremos alunos e professores para qualificar os jovens nos seus estudos e nos processos de melhoria de requalificação dos nossos professores", completou Ferro.

O líder citou um artigo de Sílvio Meira, um dos maiores especialistas brasileiros do setor, no qual mostra que desde os primórdios da internet antevia-se a necessidade de impulsionar ao máximo a quantidade e a qualidade da infraestrutura digital. O mundo conectado vive, intensamente, a sociedade e a economia da informação e do conhecimento, e estar fora da rede significa estar fora do mundo, diz Meira. No Brasil, desde a década de 90, previa-se- mas a universalização do acesso e sabia-se que a rede tornar-se-ia uma infraestrutura básica, essencial á população. Mas nada disso ocorreu.

Como lembrou Ferro, as empresas do setor concentraram-se em municípios mais lucrativos, conforme estudos de uma das operadoras da área. Segundo o estudo, a banda larga só gera lucro para as companhias privadas em 184 dos 5.564 municípios brasileiros. Nesses 184 municípios vivem 83 milhões de brasileiros, menos da metade da população do país. A banda larga só existe em cerca de 21% dos lares. Como se não bastasse, mais de 54% das conexões "de banda larga" do País têm velocidades nominais abaixo de um megabit por segundo.

Sílvio Meira observa que o conceito -hoje universal- de tratar telefonia e telefones como apenas mais uma aplicação sobre uma infraestrutura (servidores, roteadores, satélites...) e serviços (os protocolos da rede) padrão da internet tem quase década e meia. Mas o Brasil ainda está no estágio de penetração e uso de banda larga . "A razão fundamental é que o Brasil não teve, na última década e meia, políticas públicas que cuidassem de conectar o país na quantidade e na qualidade que precisamos", daí a importância do PNBL.

Ferro assinalou, ainda com base no artigo de Meira, que o estágio atual torna muito difícil educação, saúde e negócios pela rede, entre outras tantas coisas que existem e são usadas, como fato consumado, mundo afora. O PNBL, na prática, pode se tornar um novo "plano de integração nacional" e seu papel pode ser muito parecido ao das estradas e TVs no passado, ao trazer para a rede mais da metade dos municípios e 70%, 80% das casas. Um recente estudo do Banco Mundial, feito em 120 países durante os anos de 1980 a 2006, mostrou que a cada 10% de expansão da banda larga, o PIB cresce 1,4%.

Liderança do PT / Câmara (www.ptnacamara.org.br)

Serra acusa Bolivia de ser connivente com as drogas

(www.cartamaior.com.br):

“A questão”, ponderou Alice, “é saber se o senhor pode fazer as palavras dizerem tantas coisas diferentes”.

“A questão”, replicou Humpty Dumpty, “é saber quem é que manda. É só isso”.
Lewis Carrol, Alice no País das Maravilhas (cap.6).

As declarações do ex-governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, acusando o governo boliviano de ser “cúmplice de traficantes”, além de levianas e irresponsáveis, podem acabar se voltando contra o próprio autor. Pela lógica da argumentação de Serra, não seria possível a exportação de cocaína a partir da Bolívia sem a conivência e/ou participação das autoridades daquele país. Bem, se é assim, alguém poderia dizer também que Serra é cúmplice do PCC (Primeiro Comando da Capital), da violência e do tráfico de drogas em São Paulo. “Você acha que toda violência e tráfico de drogas em São Paulo seria possível se o governo de lá não fosse cúmplice?” – poderia perguntar alguém, parafraseando Serra.

Neste mesmo contexto, cabe lembrar ainda as declarações do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, preso em 2007 no Brasil, que, em um depoimento à Justiça Federal em São Paulo, disse: “Para acabar com o tráfico de drogas em São Paulo, basta fechar o Denarc (Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos)”. As denúncias de um traficante valem o que ele vale. Neste caso valeram, ao menos, o interesse da Justiça Federal em investigar a possibilidade de ligação entre o tráfico de drogas e a corrupção policial, possibilidade esta que parece não habitar o horizonte de Serra. O pré-candidato foi governador de São Paulo, mas afirma não ter nada a ver com isso. A culpa é da Bolívia.

Há método na aparente loucura do pré-candidato do PSDB. O fato de ter repetido as acusações levianas contra o governo de um país vizinho – e amigo, sim – do Brasil mostra que Serra acredita que pode ganhar votos com elas. Trata-se de um comportamento que revela traços interessantes da personalidade do pré-candidato e da estratégia de sua candidatura. Em primeiro lugar, mostra uma curiosa seletividade geográfica: em sua diatribe contra governos latino-americanos, Serra esqueceu de acusar a Colômbia como “cúmplice do narcotráfico”. Esquecimento, na verdade, que expõe mais ainda o caráter leviano da estratégia. Trata-se, simplesmente, de atacar governos considerados “amigos” do governo brasileiro.

Em segundo lugar, mostra uma postura irresponsável do pré-candidato, tomando a palavra aí em seu sentido literal, a saber, aquele que não responde por seus atos. Antes de apontar o dedo acusador para o governo de um país vizinho, Serra poderia visitar algumas ruas localizadas no centro velho de São Paulo que foram tomadas por traficantes e dependentes de drogas. Serra já ouviu falar da Cracolândia? Junto com a administração Kassab, um governo amigo como gosta de dizer, fez alguma coisa para resolver o problema? Imagine, Sr. Serra, 200 pessoas sob o efeito do crack gritando sob a sua janela, numa madrugada interminável … Surreal? Na Cracolância é normal. E isso ocorre na sua cidade, não na Bolívia. Ocorre na capital do Estado onde o senhor foi eleito para governar e trabalhar para resolver, entre outros, esse tipo de problema. Mas é mais fácil, claro, acusar outro país pelo problema, ainda mais se esse outro país for governado por um índio.

E aí aparece o terceiro e mais perverso traço da estratégia de Serra: um racismo mal dissimulado. Quem decide apostar na estratégia do vale-tudo para ganhar um voto não hesita em dialogar com toda sorte de preconceito existente em nossa sociedade. Acusar o governo de Evo Morales de ser cúmplice do tráfico, além de ignorar criminosamente os esforços feitos atualmente pelo governo boliviano para combater o tráfico, aposta na força do preconceito contra Evo Morales, que já se manifestou várias vezes na imprensa brasileira por ocasião das disputas envolvendo o gás boliviano. Apostando neste imaginário perverso, acusar um índio boliviano de ser cúmplice do tráfico de drogas parece ser “mais negócio” do que acusar um branco de classe média que sabe usar boas gravatas. Alguém com Álvaro Uribe, por exemplo…

E, em quarto, mas não menos importante lugar, as declarações do pré-candidato tucano indicam um retrocesso de proporções gigantescas na política externa brasileira, caso fosse eleito presidente da República. Mais uma vez aqui, há método na loucura tucana. Não é por acaso que essas declarações surgem no exato momento em que o Brasil desponta como um ator de peso na política global, defendendo o caminho do diálogo e da negociação ao invés da via das armas, da destruição e da morte. Como assinala José Luís Fiori em artigo publicado nesta página:

A mensagem foi clara: o Brasil quer ser uma potencia global e usará sua influência para ajudar a moldar o mundo, além de suas fronteiras. E o sucesso do Acordo já consagrou uma nova posição de autonomia do Brasil, com relação aos Estados Unidos, Inglaterra e França (…) O jornal O Globo foi quem acertou em cheio, ao prever – com perfeita lucidez – na véspera do Acordo, que o sucesso da mediação do presidente Lula com o Irã projetaria o Brasil, definitivamente, no cenário mundial. O que de fato aconteceu, estabelecendo uma descontinuidade definitiva com relação à política externa do governo FHC, que foi, ao mesmo tempo, provinciana e deslumbrada, e submissa aos juízos e decisões estratégicas das grandes potências.

As últimas linhas do texto de Fiori resumem o que está por trás da estratégia de Serra de chamar o Mercosul de “farsa”, de acusar o governo da Bolívia de cumplicidade com o tráfico, de criticar a iniciativa do governo brasileiro em ajudar a evitar uma nova guerra no Oriente Médio. Curiosa e tristemente, essa estratégia, entre outros lamentáveis problemas, sofre de um atraso histórico dramático. Para azar de Serra e sorte do Brasil e do mundo, a doutrina Bush chegou ao fim. No dia 27 de maio, o governo dos EUA anunciou sua nova doutrina de segurança nacional que abandonou o conceito de “guerra preventiva” como elemento definidor da estratégia da política externa norte-americana. Algum assessor com um mínimo de lucidez e informação bem que poderia avisar ao pré-candidato tucano das
mudanças que estão em curso no mundo, especialmente do final da era Bush. Mas se ele decidiu abraçar por inteiro a agenda da direita no Brasil, na América Latina e nos Estados Unidos, faz sentido lutar pela restauração da velha ordem. Pode-se dizer, então, que, enfim, a direita achou um candidato à presidência do Brasil.

domingo, 23 de maio de 2010

Brasil ganha duas posições no ranking de competitividade, diz FDC

O Brasil se tornou um país mais competitivo este ano, segundo uma pesquisa desenvolvida pelo International Institute for Management Development (IMD), em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), divulgada nesta quarta-feira (19).

Os resultados mostraram que o Brasil subiu duas posições no ranking mundial de competitividade em 2010, passando para o 38º lugar. São 58 países classificados quanto a quatro fatores de competitividade: desenvolvimento econômico, eficiência governamental, eficiência de negócios e infraestrutura.

Os destaques de melhorias do Brasil foram "Eficiência dos Negócios", no qual o país ganhou três posições e passou para o 24º lugar, além do Produto Interno Bruto (PIB), no qual o Brasil chegou ao 8º lugar.

Por outro lado, nos quesitos "Eficiência de Governo", o país se manteve na 52ª colocação. Perdas de posições ocorreram nas áreas de infraestrutura (49º lugar), saúde (40º) e educação (53º).

Com a crise econômica mundial, os Estados Unidos perderam a primeira posição do ranking geral e caíram para o terceiro. Lideram o ranking agora Cingapura e Hong Kong. Atrás do Brasil ficaram África do Sul, México e Rússia. Neste levantamento, os países europeus foram, de modo geral, os que mais perderam posições.

"O Brasil manteve a sua capacidade competitiva, alavancada pelos avanços na produtividade empresarial e na geração do emprego", diz Carlos Arruda, professor da FDC. Os dados são referentes ao primeiro trimestre deste ano.
FONTE G1

LULA PT x FHC PSDB

Por Renato Fabiano Matheus
04 de outubro de 2006
Belo Horizonte, 4/10/2006, recebida por email: índices, fatos e dados comparativos entre o governo Lula e o governo FHC. Alguns dos números apresentados, dentre muitos outros que estão nesta matéria, separados por áreas de atuação do governo (saúde, educação, economia, desigualdade social, segurança, habitação, meio ambiente, etc), são: Criação de empregos: Lula: 6 milhões (4 milhões com carteira assinada) PSDB: 700 mil; Número de pobres: Lula: 33,57% PSDB: 34,34%; Número de miseráveis: Lula: 25,08% PSDB: 26,23%. Os valores foram totalizados considerando 8 anos de governo PSDB e 3 anos e meio de governo Lula. No entanto, para uma análise mais ampla, deveriam também ser consideradas as condições nas quais os governos de Lula e FHC foram iniciados e o cenário externo. Neste último caso, FHC, que governava durante o ataque terrorista de 11 de setembro e as crises financeiras da Ásia e da Rússia, certamente teve que lidar com uma situação muito mais conturbada.
(Fontes: IBGE, IBGE/Pnad - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (IBGE/PNAD 2005); ANEEL; Bovespa; CNI; CIESP; Ministérios Federais e Agências Reg.; SUS; CES/FGV; jornais FSP, O Globo e O Estado)

Outros números e fatos sobre os governos Lula e FHC, separados por áreas de atuação do governo (saúde, educação, economia, desigualdade social, segurança, habitação, meio ambiente, etc):

SAÚDE
- Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes): Lula: 21,6 PSDB: 55,7
- Investimento anual em saúde básica: Lula: 1,5 bilhão PSDB: 155 milhões
- População atendida pelo Prog. Saúde da Família: Lula: 70 milhões PSDB: 55 milhões
- Porcentagem da população atendida pelo Programa Saúde da Família: Lula: 39,7% PSDB: 31,9%
- Pacientes com HIV positivo atendidos pela rede pública de saúde: Lula: 151 mil PSDB: 119 mil

EDUCAÇÃO
- Pró-jovem - estudo subsidiado: Lula: 93 mil (18 a 24 anos) PSDB: não havia programa, nem registro. * 100 reais por mês de subsídio a cada estudante
- Investimentos em alimentação escolar: Lula: 1 bilhão PSDB: 848 milhões
- Livros gratuitos para o Ensino Médio: Lula: 7 milhões PSDB: zero
- Construção de Universidades Federais: Lula: 10 universidades + 48 novos campus PSDB: 6 universidades federais em 8 anos

ECONOMIA
- Criação de empregos: Lula: 6 milhões (4 milhões com carteira assinada) PSDB: 700 mil
- Média anual de empregos gerados : Lula: 1,14 milhão PSDB: 87,5 mil
- Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas: Lula: 8,3% PSDB: 11,7%
- Desemprego em SP: Lula: 16,9% PSDB: 19,0%
- Exportações (em dólares): Lula: 118,3 bilhões PSDB: 60,4 bilhões
- Balança comercial (em dólares): Lula: 103,3 bilhões (positivos) PSDB: - 8,4 bilhões (negativos)
- Transações correntes (em dólares): Lula: 30,1 bilhões (positivos) PSDB: - 186,2 bilhões (negativos)
- Risco-país: Lula: 204 PSDB: 2.400 (!!) * No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.
- Inflação: Lula: 2,8% PSDB: 12,53%
- Dívida com o FMI (em dólares): Lula: dívida paga PSDB: 14,7 bilhões
- Dívida com o Clube de Paris (em dólares): Lula: dívida paga PSDB: 5 bilhões
- Dívida pública: Lula: 34,2% PSDB: 35,3%
- Dívida externa: Lula: 2,41% PSDB:12,45%
- Investimento em desenvolvimento (em reais): Lula: 47,1 bilhões PSDB: 38,2 bilhões
- PIB: Lula: 2,6% ao ano (até 2005) PSDB: 2,3% ao ano
- Crescimento industrial: Lula: 3,77% PSDB: 1,94% * O lucro líquido das grandes empresas com ações em Bolsa quase triplicou nos três anos e meio de overno de Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao período da segunda gestão de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002. Folha de S. Paulo (20/08/2006)
- Produção de bens duráveis: Lula: 11,8% PSDB: 2,4%
- Aumento na Produção de veículos: Lula: 2,4% PSDB: 1,8%
- Crédito para a agricultura familiar: Lula: 6,1% PSDB: 2,4%
- Crescimento real do salário mínimo: Lula: 25,3% PSDB: 20,6% * Ganho real de 25,7% em três anos
- Valor do salário mínimo em dólares: Lula: 152 PSDB: 55
- Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica: Lula: 2,2 cestas básicas PSDB: 1,3 cesta básica
- Aumento do custo da cesta básica: Lula: 15,6% PSDB: 81,6%
- Número de turistas que vêm ao Brasil: Lula: 4,6 milhões PSDB: 3,8 milhões - Apoio à agricultura familiar: Lula: 7,5 bilhões (safra 2005/2006) PSDB: 2,5 bilhões (último ano de governo) * O governo Lula investirá 10 bilhões na safra 2006/2007
- Compra de terras para Reforma Agrária: Lula: 2,7 bilhões (2003 a 2005) PSDB: 1,1 bilhão (1999 a 2002)
- Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas: Lula: 14,99 bilhões PSDB: 8,3 bilhões
- Juros / taxa SELIC: Lula: 16% PSDB: 25%
- BOVESPA: Lula: 35,2 mil pontos PSDB: 11,2 mil pontos
- Dívida externa: Lula: 165 bilhões PSDB: 210 bilhões
- Desemprego no país: Lula: 9,6% PSDB: 12,2%
- Dívida/PIB: Lula: 51% PSDB: 57,5%
- Eletrificação Rural - Luz Para Todos: Lula: 3 milhões de pessoas PSDB: 2,7 mil pessoas
- Geração de Energia Elétrica: Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência. PSDB em final de governo: apagão * Está prevista ara os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente os 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas.
- Privatizações: Lula: zero PSDB : 100 bilhões

ECONOMIA / DESIGUALDADE SOCIAL
- Número de pobres: Lula: 33,57% PSDB: 34,34%
- Número de miseráveis: Lula: 25,08% PSDB: 26,23%
- Índice de Desigualdade Social: Lula: 0,559 PSDB: 0,573
- Participação dos mais pobres na renda: Lula: 15,2% PSDB: 14,4%
- Transferência de renda (em reais): Lula: 7,1 bilhões PSDB: 2,3 bilhões
- Média por família: Lula: 70 reais PSDB: 25 reais
- Atendidos pelo programa Saúde da Família: Lula: 43,4% PSDB: 30,4%
- Equipes do Programa Saúde da Família: Lula: 21.609 PSDB: 16.698
- Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico): Lula: 33,7% PSDB: 17,5% * 15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.
- Bolsa Família: Lula: 11,1 milhões de famílias PSDB: o programa era o Bolsa Escola com menos atendidos e atendimento mais limitado. * Educação e subsídio alimentar
- Incremento no acesso a água no semi-árido nordestino: Lula: 762 mil pessoas e 152 mil cisternas PSDB: zero, não havia programa.
- Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor): Lula: 3,3 milhões de brasileiros PSDB: zero, não havia programa.

SEGURANÇA
- Número de policiais federais: Lula: 11 mil PSDB: 5 mil
- Operações da PF contra a corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro, etc...: Lula: 183 PSDB: 20
- Prisões efetuadas: Lula: 2.971 PSDB: 54

HABITAÇÃO
- Empréstimo para habitação (em reais): Lula: 4,5 bilhões PSDB: 1,7 bilhões

MEIO AMBIENTE
- Áreas ambientais preservadas: Lula: incremento de 19,6 milhões de hectares (2003 a 2006) * Do ano de 1500 até 2002: 40 milhões de hectares

Dilma enfrentou regime militar e Serra fugiu

Em que mãos você gostaria que estivesse o Brasil? Qual o verdadeiro
diploma que cada um tem e que conta para construir um país justo,
soberano e humanista?

Nas horas mais difíceis se revela a personalidade – as forças e as
fraquezas – de cada um. Os franceses puderam fazer esse teste quando
foram invadidos e tinham que se decidir entre compactuar com o governo
capitulacionsista de Vichy ou participar da resistência. Os italianos
podiam optar entre participar da resistência clandestina ou aderir ao
regime fascista. Os alemães perguntam a seus pais onde estavam no
momento do nazismo.


No Brasil também, na hora negra da ditadura militar, formos todos
testados na nossa firmeza na decisão de lutar contra a ditadura, entre
aderir ao regime surgido do golpe, tentar ficar alheios a todas as
brutalidades que sucediam ou somar-se à resistência. Poderíamos olhar
para trás, para saber onde estava cada um naquele período.

Dois personagens que aparecem como pré-candidatos à presidência são
casos opostos de comportamento e daí podemos julgar seu caráter,
exatamente no momento mais difícil, quando não era possível esconder
seus comportamentos, sua personalidade, sua coragem para enfrentar
dificuldades, seus valores.

José Serra era dirigente estudantil, tinha sido presidente do Grêmio
Politécnico, da Escola de Engenharia da USP. Já com aquela ânsia de
poder que seguiu caracterizando-o por toda a vida, brigou duramente
até conseguir ser presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de
São Paulo e, com os mesmos meios de não se deter diante de nada,
chegou a ser presidente da UNE.

Com esse cargo participou do comício da Central do Brasil, em março
de 1964, poucas semanas antes do golpe. Nesse evento, foi mais radical
do que todos os que discursaram, não apenas de Jango, mas de Miguel
Arraes e mesmo de Leonel Brizola.

No dia do golpe, poucos dias depois, da mesma forma que as outras
organizações de massa, a UNE, por seu presidente, decretou greve
geral. Esperava-se que iria comandar o processo de resistência
estudantil, a partir do cargo pelo qual havia lutado tanto e para o
qual havia sido eleito.

No entanto, Serra saiu do Brasil no primeiro grupo de pessoas que
abandonou o país. Deixou abandonada a UNE, abandonou a luta de
resistência dos estudantes contra a ditadura, abandonou o cargo para o
qual tinha sido eleito pelos estudantes. Essa a atitude de Serra
diante da primeira adversidade.

Por isso sua biografia só menciona que foi presidente da UNE, mas
nunca diz que não concluiu o mandato, abandonou a UNE e os estudantes
brasileiros. Nunca se pronunciou sobre esse episódio vergonhoso da sua
vida.

Os estudantes brasileiros foram em frente, rapidamente se
reorganizaram e protagonizaram, a parir de 1965, o primeiro grande
ciclo de mobilizações populares de resistência à ditadura, enquanto
Serra vivia no exílio, longe da luta dos estudantes. Ficou claro o
caráter de Serra, que só voltou ao Brasil quando já havia condições de
trabalho legal da oposição, sem maiores riscos.

Outra personalidade que aparece como pré-candidata à presidência
também teve que reagir diante das circunstâncias do golpe militar e da
ditadura. Dilma Rousseff, estudante mineira, fez outra escolha. Optou
por ficar no Brasil e participar ativamente da resistência à ditadura,
primeiro das mobilizações estudantis, depois das organizações
clandestinas, que buscavam criar as condições para uma luta armada
contra a ditadura militar.
No episódio da comissão do Senado em que ela foi questionada por ter
assumido que tinha dito mentido durante a ditadura – por um senador da
direita, aliado dos tucanos de Serra -, Dilma mostrou todo o seu
caráter, o mesmo com que tinha atuado na clandestinidade e resistido
duramente às torturas. Disse que mentiu diante das torturas que
sofreu, disse que o senador não tem idéia como é duro sofrer as
torturas e mentir para salvar aos companheiros. Que se orgulha de ter
se comportado dessa maneira, que na ditadura não há verdade, só
mentira. Que ela o senador da base tucano-demo estavam em lados
opostos: ela do lado da resistência democrática, ele do lado da
ditadura, do regime de terror, que seqüestrada, desaparecia, fuzilava,
torturava.

Dilma lutou na clandestinidade contra a ditadura, nessa luta foi
presa, torturada , condenada, ficando detida quatro anos. Saiu para
retomar a luta nas novas condições que a resistência à ditadura
colocava. Entrou para o PDT de Brizola, mais tarde ingressou no PT,
onde participou como secretária do governo do Rio Grande do Sul.
Posteriormente foi Ministra de Minas e Energia e Ministra-chefe da
Casa Civil.

Essa trajetória, em particular aquela nas condições mais difíceis, é
o grande diploma de Dilma: a dignidade, a firmeza, a coerência, para
realizar os ideais que assume como seus. Quem pode revelar sua
trajetória com transparência e quem tem que esconder momentos
fundamentais da sua vida, porque vividos nas circunstâncias mais
difíceis?

O maior lider norte coriano da história

Ho Chi Minh nasceu no Vietnã em 1890. Seu pai, Nguyen Sinh Huy foi um professor empregado pelos franceses.

Ele tinha uma reputação de ser extremamente inteligente, mas sua falta de vontade de aprender a língua francesa resultou na perda do seu emprego. Para sobreviver, Nguyen Sinh Huy foi forçado a viajar por todo o Vietnã, oferecendo seus serviços para os camponeses. Esta letras geralmente escrito envolvidos e prestação de cuidados médicos.

Como um nacionalista, Nguyen ensinou seus filhos a resistir à regra dos franceses. Não surpreendentemente, todos eles cresceram e se tornaram nacionalistas comprometidos, dispostos a lutar pela independência do Vietname.

irmã de Ho Chi Minh conseguiu um emprego a trabalhar com o exército francês. Ela usou essa posição para roubar as armas que ela esperava que um dia seria usado para conduzir os franceses do Vietnã. Ela foi finalmente capturado e sentenciado à prisão perpétua.

Embora ele se recusou a aprender o francês se, Nguyen Ho decidiu enviar para uma escola francesa. Ele estava agora de opinião de que ele iria ajudar a se preparar para a luta futura contra os franceses.

Depois de seus estudos. Ho foi, por um curto período, uma professora. Ele então decidiu tornar-se um marinheiro. Isto permitiu-lhe viajar para muitos países diferentes. Isto incluiu vários países que faziam parte do Império Francês. Ao fazê-lo. Aprendi que o vietnamita Ho não eram as únicas pessoas que sofrem de exploração

Ho instalou definitivamente em Paris em 1917. Aqui ele leu os livros de Karl Marx e outros escritores de esquerda e, eventualmente, tornou-se convocada para o comunismo. Quando em Dezembro de 1920, o Partido Comunista Francês, foi formado. Ho tornou-se um dos seus membros fundadores.

Ho, como o resto do Partido Comunista Francês, foi inspirado pela Revolução Russa. Em 1924, ele visitou a União Soviética. Enquanto em Moscou, Ho escreveu a um amigo que era dever de todos os comunistas para retornar ao seu país para: "contato com as massas fazem a despertar, organizar, unir e treiná-los e levá-los para lutar pela liberdade e independência ".

No entanto, Ho estava ciente de que se voltou para o Vietnã estava em perigo de ser preso pelas autoridades francesas. Assim, decidiu ir morar na China, na fronteira do Vietnã. Aqui, ele ajudou a organizar outros nacionalistas exilados na "Liga Revolucionária do Vietnã.

Em setembro de 1940, o exército japonês invadiu a Indochina. Com Paris já ocupada pela Alemanha, as tropas francesas decidiram que não valia a pena colocar uma luta e se renderam aos japoneses. Ho Chi Minh e os nacionalistas seus companheiros viram isso como uma oportunidade para libertar seu país da dominação estrangeira e formaram uma organização chamada Vietminh. Sob a liderança militar do general Vo Nguyen Giap, o Vietminh iniciou uma campanha de guerrilha contra os japoneses.

O Vietminh receberam armas e munições por parte da União Soviética, e após o bombardeio de Pearl Harbour, eles também se abasteciam dos Estados Unidos. Durante este período, o Vietminh leant uma quantidade considerável sobre as táticas militares que foi muito útil para os anos que se seguiram.

Quando o Japão se rendeu aos Aliados após o lançamento de bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945, o Vietminh estava em boa posição para assumir o controle do país.

Em setembro de 1945, Ho Chi Minh, anunciou a criação da República Democrática do Vietnã. Desconhecido para o Vietminh Franklin D. Roosevelt, Winston Churchill e Joseph Stalin já tinha decidido o que iria acontecer com o pós-guerra do Vietnã em uma reunião de cúpula, em Potsdam. Tinha sido acordado que o país seria dividido em dois, a metade norte sob o controle dos chineses e metade sul sob o domínio britânico.

Após a Segunda Guerra Mundial a França tentou restabelecer o controle sobre o Vietnã. Em janeiro de 1946, a Grã-Bretanha concordaram em retirar suas tropas e mais tarde esse ano, a China deixou o Vietnã em troca de uma promessa de França que ela iria desistir de seus direitos ao território da China.

A França se recusou a reconhecer a República Democrática do Vietnã, que havia sido declarado por Ho Chi Minh e em breve luta eclodiu entre o Vietminh e as tropas francesas. No início, o Vietminh sob o general Vo Nguyen Giap, havia grande dificuldade em lidar com as forças mais bem treinados e equipados francês. A situação melhorou em 1949, depois de Mao Tsé-Tung e seu exército comunista derrotado Chaing Kai-Shek em China. O Vietminh agora tinham uma base segura onde eles poderiam levar seus feridos e treinar novos soldados.

Até 1953, o Vietminh controlada grandes áreas do Vietnã do Norte. Os franceses, porém, tinha uma firme no sul e tinha instalado Bo Dai, o ex-imperador vietnamita, como o Chefe de Estado.

Quando ficou claro que a França estava a tornar-se envolvido em uma guerra longa tirada, o governo francês tentou negociar um acordo com o Vietminh. Eles se ofereceram para ajudar a definir-se um governo nacional e prometeu que acabaria por conceder a independência do Vietnã. Ho Chi Minh e outros líderes do Vietminh não confiar na palavra do francês e continuou a guerra.

a opinião pública francesa continuou a mover contra a guerra. Há quatro razões principais para isso: (1) Entre 1946 e 1952 90 mil soldados franceses foram mortos, feridos ou capturados, (2) A França estava tentando construir sua economia após a devastação da Segunda Guerra Mundial. O custo da guerra tinha sido até agora o dobro do que tinham recebido dos Estados Unidos ao abrigo do Plano Marshall, (3) A guerra durou sete anos e ainda não havia sinal de uma vitória definitiva francês, (4) Um número crescente de pessoas em França, chegou à conclusão de que seu país não tem qualquer justificação moral para estar no Vietnã.

General Navarre, o comandante francês no Vietnã, perceberam que o tempo estava acabando e que ele precisava para obter uma rápida vitória sobre o Vietminh. Ele estava convencido de que, se ele podia manobrar o general Vo Nguyen Giap em engajar-se em uma batalha em larga escala, a França foi obrigada a vencer. Em dezembro de 1953, o general Navarre instalação de um complexo defensivo de Dien Bien Phu, que iria bloquear a rota do Vietminh forças tentando retornar aos campos no vizinho Laos. Navarre supôs que, em uma tentativa de restabelecer a rota para o Laos, o general Giap seriam obrigados a organizar um ataque em massa sobre as forças francesas em Dien Bien Phu.

plano de Navarra e trabalhou General Giap, aceitou o desafio francês. No entanto, em vez de fazer um ataque maciço frontal, Giap escolher surround Dien Bien Phu e ordenou aos seus homens para cavar uma trincheira que rodeavam as tropas francesas. Da trincheira exterior, outras trincheiras e túneis foram escavados em direção ao centro. O Vietminh estavam agora capaz de se mover, em estreita sobre as tropas francesas defendem Dien Bien Phu.

Embora estas preparações foram acontecendo, Giap trazido membros do Vietminh de todo o Vietnã. Até o momento a batalha estava pronto para começar, Giap tinha 70 mil soldados ao redor Dien Bien Phu, cinco vezes o número das tropas francesas fechada dentro.

Empregando obtidos recentemente baterias antiaéreas e canhões da China, Giap foi capaz de restringir severamente a capacidade dos franceses para suprir suas forças em Dien Bien Phu. Quando Navarra percebi que ele estava preso, ele apelou para a ajuda. Os Estados Unidos foram abordados e alguns conselheiros sugeriram o uso de armas nucleares tácticas contra o Vietminh. Outra sugestão foi a de que ataques aéreos convencionais seria suficiente para dispersar as tropas de Giap.

O presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, no entanto, se recusou a intervir, a menos que ele poderia convencer a Grã-Bretanha e seus outros aliados ocidentais para participar. Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, recusou, alegando que queria esperar o desfecho das negociações de paz em curso em Genebra, antes de se envolver em uma escalada da guerra.

Em 13 de março de 1954, Vo Nguyen Giap lançou a sua ofensiva. Por cinquenta e seis dias do Vietminh empurrado pelas forças francesas para trás até que eles só ocuparam uma pequena área de Dien Bien Phu. Coronel Piroth, o comandante da artilharia, responsabilizou-se para a táctica que tinha sido contratado e, após contar seus colegas policiais que tinha sido "completamente desonrado suicídio" cometido por puxar o pino de segurança de uma granada.

Os franceses renderam-se em 07 de maio. baixas francesas somaram mais de 7 mil e mais 11 mil soldados foram levados como prisioneiros. No dia seguinte o governo francês anunciou que pretendia retirar do Vietname. No mês seguinte, os ministros do Exterior dos Estados Unidos, a União Soviética, Grã-Bretanha ea França decidiram se reunir em Genebra para ver se poderia trazer uma solução pacífica para os conflitos na Coréia e no Vietnã.

Depois de muita negociação ficou acordado o seguinte: (1) do Vietnã seria dividido pelo paralelo 17, (2) o Vietnã do Norte poderia ser governado por Ho Chi Minh, (3) Vietnã do Sul será governado por Ngo Dinh Diem, um forte opositor do comunismo; (4) as tropas francesas que retirar do Vietname; (5), o Vietminh iria retirar-se do Vietnã do Sul, (6), o vietnamita pode livremente optar por viver no Norte ou no Sul, e (7) eleições gerais para o conjunto do Vietnã seria realizada antes de julho de 1956, sob a supervisão de uma comissão internacional.

Após sua vitória em Dien Bien Phu, alguns membros do Vietminh estavam relutantes em aceitar o acordo de cessar-fogo. Sua principal preocupação era a divisão do Vietnã em duas seções. No entanto, Ho Chi Minh argumentou que esta era apenas uma situação temporária e estava convencido de que na prometida eleição geral, os vietnamitas tinham certeza de eleger um governo comunista a governar um re-unida do Vietnã.

Esta opinião foi partilhada pelo presidente Dwight Eisenhower. Como ele escreveu mais tarde: "Eu nunca falei ou correspondeu-se com uma pessoa conhecedora dos assuntos indochineses que não concordam que as eleições haviam sido realizadas no momento da luta, talvez 80 por cento da população teria votado pelo comunista Ho Chi Minh.

Quando a conferência de Genebra, teve lugar em 1954, a delegação dos Estados Unidos propôs o nome de Ngo Dinh Diem como o novo governante do Vietnã do Sul. Os franceses argumentaram contra esta Diem, alegando que era ", mas não só incapaz louca". No entanto, eventualmente, foi decidido que Diem apresentou a melhor oportunidade para manter o Vietnã do Sul de cair sob o controle do comunismo.

Quando ficou claro que Ngo Dinh Diem não tinha intenção de realizar eleições para uma Vietnã Unidos, seus adversários políticos começaram a estudar formas alternativas de obtenção de seus objetivos. Alguns chegaram à conclusão de que a violência era a única maneira de convencer Diem a concordar com os termos da Conferência de Genebra de 1954. No ano seguinte, as eleições canceladas viu um grande aumento no número de pessoas deixando suas casas para formar grupos armados nas florestas do Vietnã. No começo eles não estavam em condições de assumir o Exército sul-vietnamita e em vez concentrada no que ficou conhecido como "alvos fáceis. Em 1959, uma estimativa de 1,2 mil funcionários do governo de Diem foi assassinado.

Ho Chi Minh foi inicialmente contra esta estratégia. Ele argumentou que as forças da oposição no Vietnã do Sul deve concentrar-se na organização de apoio ao invés de realizar atos de terrorismo contra o governo de Diem.

Em 1959, Ho Chi Minh enviado Le Duan, um conselheiro de confiança, para visitar o sul do Vietnã. Le Duan voltou a informar que a política de seu líder Diem de prisão os líderes da oposição foi tão bem sucedida que a menos que o Vietnã do Norte incentivados a resistência armada, um país unido jamais seria alcançado.

Ho Chi Minh concordou em fornecer as unidades de guerrilha com a ajuda. Ele também encorajou os diferentes grupos armados para se unir e formar uma organização de resistência mais poderosa e eficaz. Isso eles concordaram em fazer e em dezembro de 1960, a Frente Nacional de Libertação do Vietnã do Sul (FNL) foi formada. O NLF, ou o "Vietcong", como os americanos estavam a chamá-los, era composta por mais de uma dúzia de diferentes grupos políticos e religiosos. Embora o líder da FNL, Hua Tho, foi um não-marxista, advogado Saigon, um grande número de movimentos eram apoiantes do comunismo.

A estratégia e as táticas da NLF eram muito baseados nos usados por Mao Zedong na China. Isso ficou conhecido como Guerrilha. A FLN foi organizado em pequenos grupos de entre três e dez soldados. Esses grupos foram chamados de células. Estas células trabalharam juntos, mas o conhecimento que tinha do outro foi mantido ao mínimo. Portanto, quando um guerrilheiro foi capturado e torturado, suas confissões não fez muito dano à NLF.

O objetivo inicial da NLF era ganhar o apoio dos camponeses que vivem nas áreas rurais. De acordo com Mao Tsé-Tung, os camponeses foram para o mar em que a guerrilha precisava nadar: "sem o apoio constante e activa dos camponeses ... o fracasso é inevitável."

Quando o NLF entrou numa aldeia que obedeceu a um rigoroso código de comportamento. Todos os membros foram emitidos com uma série de "directivas". Estes incluíram: (1) Não fazer o que é susceptível de prejudicar a terra e as culturas ou estragar as casas e os pertences das pessoas, (2) Não insista em comprar ou pedir que as pessoas não estão dispostos a vender ou emprestar; (3) Nunca quebrar a nossa palavra, (4) Não fazer ou falar o que é susceptível de fazer as pessoas acreditarem que segurá-los por desacato; (5) Para ajudá-los no seu trabalho diário (colheita, buscar lenha, carregar água, costura, etc.) "

Três meses após ser eleito presidente em 1964, Lyndon B. Johnson lançou a Operação Rolling Thunder. O plano era destruir a economia do Vietnã do Norte e obrigá-la a parar de ajudar os guerrilheiros do sul. Bombardeio também foi dirigida contra o território controlado pelo NLF no sul do Vietnã. O plano era para a Operação Rolling Thunder para durar oito semanas, mas que durou pelos próximos três anos. Nesse tempo, os E.U. caiu 1 milhão de toneladas de bombas sobre o Vietnam.

Ho Chi Minh morreu em 1969.

Ahmadinejad diz que acordo com Brasil e Turquia abre nova era

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, insistiu neste domingo (23) em que o acordo para facilitar a troca nuclear assinado entre seu país, Turquia e Brasil é uma oportunidade para fortalecer a cooperação no mundo.

"Este documento significa o início de uma era nova nas relações políticas na arena internacional", disse Ahmadinejad durante uma conversa por telefone com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, citado pela agência local "Isna".

"Irã quer continuar com a colaboração e a interação com os países amigos para contribuir a uma nova atmosfera de justiça e cooperação", acrescentou.

Erdogan reiterou que seu país fará esforços para que a chamada "declaração de Teerã" consiga apoio das demais nações, assinalou a fonte.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio Erdogan conseguiram na segunda-feira passada um compromisso escrito do Irã para que aceite trocar parte de seu combustível nuclear fora de seu território.

Troca de material
Segundo o acordo fechado, o Irã enviará 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento para a Turquia, que devolverá o material enriquecido para um reator de pesquisas do Irã.

Depois de até um ano, o Irã deverá receber 120 kg de urânio enriquecido a 20%. De acordo com o porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano, o urânio enriquecido estará sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica na Turquia.

Sanções
Apesar do acordo, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que o projeto de novas sanções contra o Irã por conta de seu programa nuclear se mantém inalterado.

O governo americano disse que o programa fechado com a mediação de Brasil e Turquia é um passo positivo, mas o Irã ainda tem de demonstrar por atos que vai respeitar suas obrigações internacionais na questão nuclear.

"O Irã precisa tomar os passos necessários para assegurar à comunidade internacional que seu programa nuclear é voltado exclusivamente para propósitos pacíficos", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em um comunicado.

Polêmica
No ano passado, os Estados Unidos, a Rússia e a França propuseram retirar do Irã urânio com baixo grau de enriquecimento em troca de combustível com urânio enriquecido a 20%. A proposta era que o material fosse enviado para a Rússia e a França.

No entanto o Irã queria a troca de seu urânio pouco enriquecido por urânio mais enriquecido em pequenas quantidades e em seu próprio território, temendo a possibilidade de não receber de volta seu urânio.
fonte g1

sábado, 22 de maio de 2010

Dilma-Lula já faz Serra mudar discurso

22/05/2010 - 10:52
Dilma-Lula já faz Serra mudar discurso

Mais do que o empate (37 a 37), com a subida de Dilma e a queda de Serra, agora finalmente admitido também pelo Datafolha, foi a imediata mudança no discurso do candidato tucano que mais me chamou a atenção no noticiário político deste sábado.

Ao mesmo tempo em que se consolida a imagem de Dilma-Lula, acaba a versão “Serrinha Paz e Amor”, com elogios a Lula e ao governo, adotada pelo PSDB desde a largada para as Eleições 2010. Ontem à noite mesmo, certamente já sabendo dos números do Datafolha, Serra voltou ao figurino original.

Atacou duramente o PT e até colocou em dúvida a existência de Deus: “Se aquele que era o guardião da moral, da ética, do antipatrimonialismo toma outro rumo, o rumo oposto, para muita gente Deus morreu”. Se falar em “momento mais patrimonialista da nossa história” vai ou não lhe render votos, não se sabe, mas é certo que daqui para a frente o tom será outro.

Em encontro com seus aliados do PPS de Roberto Freire, na noite de sexta-feira, Serra saiu dos cuidados recomendados por seus marqueteiros e criticou duramente a política econômica, um dos esteios da popularidade do presidente Lula, que bateu novo recorde no Datafolha (foi a 76%):

“Nós estamos voltando rapidamente a um modelo (voltado exclusivamente para o setor agrícola para exportação) que não atende à demanda de emprego que o país possui. Nós precisamos de uma economia que desenvolva não apenas o setor primário”.

O que aconteceu, afinal, para justificar esta guinada dos resultados do Datafolha e, em consequência, do discurso do candidato da oposição? Segundo o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, foi a televisão:

“O principal fato que pode ser apontado como responsável por essa alta da candidata é o programa partidário de TV que o PT apresentou recentemente”.

Sem tirar o mérito do competente programa do PT criado por João Santana na semana passada, em que o presidente Lula apresentou Dilma Rousseff como a sua candidata para dar continuidade às políticas do governo, o fato é que esta identificação por parte do eleitorado era só uma questão de tempo, como já vinha sendo mostrado pelas pesquisas Vox Populi e Sensus, divulgadas anteriormente. O programa serviu para apressar este tempo, antecipar uma tendência.

Na minha recente viagem pelo Nordeste, deu para perceber nas conversas com eleitores, principalmente nas cidades mais pobres do sertão, que muita gente ainda não sabe nem que teremos eleições presidenciais em outubro, muito menos quem são os candidatos. Alguns chegaram a falar vagamente que votariam na “mulher do Lula”, sem saber de quem se trata.

Se na pesquisa estimulada do Datafolha os dois principais candidatos chegam ao final de maio em situação de empate, abriu-se para cinco pontos a diferença na espontânea, agora fora da margem de erro: Dilma foi de 13 para 19, enquanto Serra subia de 12 para 14. Acrescente-se a isso o fato de 5% dos eleitores ainda terem intenção de votar em Lula, mais 3% que querem votar no “candidato de Lula” e mais 1% no “candidato do PT”.

Somados estes votos, que fatalmente irão para Dilma, quando todos forem informados de que ela é a candidata de Lula, a ex-ministra já poderia estar com 28% na espontânea neste momento.

Pela primeira vez, o Datafolha só trouxe notícias boas para Dilma e péssimas para Serra. Na rejeição, o índice de Dilma caiu de 24 para 20%, enquanto Serra subia de 24 para 27%. Na projeção de segundo turno, em que a pesquisa anterior, de abril, apontava uma diferença de 10 pontos a favor de Serra (50 a 40), agora Dilma aparece um ponto à frente (46 a 45).

Mais à vontade no papel de candidata, com menos gente dando palpite e falando em nome dela no comando da campanha, como eu já havia constatado no post anterior (“Virou de novo vento da campanha eleitoral”), tanto nos números das pesquisas como na sua atitude diante das platéias, Dilma inverteu os papéis com Serra, que começou melhor na largada, mas agora vai ter que rever toda sua estratégia.

É disto que falaremos nos próximos dias. Agora, será a vez de Serra e seus aliados ocuparem a televisão. Se o programa do PT se preocupou apenas em fazer de Lula o grande cabo eleitoral de Dilma, o que poderá dizer o programa do DEM na próxima semana?

Que Serra é o candidato de Rodrigo e Cesar Maia? Ou o PPS dirá que Serra é o candidato de Roberto Freire? E o do PSDB? Dirá que Serra é candidato de quem? Do próprio Serra, já que não é recomendável lembrar de FHC?

A campanha do candidato da oposição, que parecia caminhar tão bem, segundo o noticiário político, chega a uma encruzilhada. Já que não convém bater em Lula e no governo, que são rejeitados por apenas 5% da população, segundo o Datafolha, a única esperança de apresentar um fato novo na campanha para reverter a “onda Dilma”, que já começa a se formar, será convencer Aécio Neves a aceitar o papel de vice. Mesmo que ele aceite, o que parece improvável, já pode ser tarde demais.

Em campanhas presidencias, quando se começa a formar uma onda, como aconteceu com Fernando Henrique Cardoso e seu Plano Real, em 1994, ou com Lula e seu grito de mudança, em 2002, fica muito difícil detê-la. Os números das últimas pesquisas, confirmados agora pelo Datafolha, mostram um quadro que pode se tornar irreversível à medida em que o eleitorado tomar conhecimento de quem é candidato de quem e o que cada um representa.
Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog

SP seguirá com professor temporário de física

Segundo o secretário de Educação do Estado, Paulo Renato Souza, candidatos que não atingiram a nota mínima não ocuparão as vagas

AE | 22/05/2010 09:49




A rede estadual de São Paulo vai continuar usando professores temporários para aulas de física em 2011, já que mais de 92% dos candidatos foram reprovados no concurso de ingresso. Segundo o secretário de Educação, Paulo Renato Souza, candidatos que não atingiram a nota mínima não ocuparão as vagas.

Conforme informou ontem o jornal O Estado de S. Paulo, apenas 304 professores da disciplina passaram no concurso, que tinha 941 cadeiras disponíveis. "Vamos chamar os professores de acordo com a proporção de temporários existentes em cada disciplina. Já que não atingimos a meta em física, chamamos mais candidatos de outras disciplinas", afirmou Paulo Renato.

De acordo com ele, não haverá falta de professores. "No próximo concurso, compensaremos chamando mais professores de física. Agora efetivaremos menos do que gostaríamos, mas ainda temos os temporários."

Dos 261 mil professores inscritos no concurso de ingresso para a rede, apenas 22,8% - 52.839 candidatos - obtiveram nota mínima para aprovação. A pasta ofereceu 10 mil vagas. "Não há dúvida de que os números são decepcionantes. É uma taxa muito baixa", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ONU: Farc e ELN entre piores violadores de direitos infantis

As Nações Unidas incluíram nesta sexta-feira as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN) entre os 16 grupos armados do mundo que violam de maneira sistemática os direitos das crianças.

As duas forças guerrilheiras colombianas aparecem na lista dos maiores recrutadores de crianças-soldado do planeta, que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, incluiu pela primeira vez em seu relatório anual sobre a situação dos menores nos conflitos armados.

Ban acusa estes grupos armados de serem os "violadores mais persistentes" dos direitos da infância, por terem aparecido em pelo menos cinco vezes anteriores neste estudo, que envia a cada ano ao Conselho de Segurança do organismo.

Além dos insurgentes colombianos, neste registro estão movimentos rebeldes de Darfur, os talibãs afegãos, Al Qaeda, a milícia islâmica somali Al Shabab e a guerrilha ugandense do Exército de Resistência do Senhor (LRA), assim como a Polícia nacional afegã e o Exército sudanês.

O secretário-geral também inclui pela primeira vez no documento uma lista, com dois nomes, sobre os grupos que matam e mutilam menores, assim como outra, com sete, dos que violam e cometem agressões sexuais contra crianças.

No caso da Colômbia, o relatório do secretário-geral lamenta que ao longo de 2009 "o recrutamento e uso de menores foi uma prática habitual, sistemática e estendida dos grupos armados ilegais".

Além disso, denuncia que as Farc e o ELN usaram estas crianças-soldado "em combates, para recrutar outros menores, assim como espiões, escravos sexuais e assistentes logísticos".

Também cita um reporte da Promotoria colombiana que fala de 156 casos de recrutamento de menores entre janeiro de 2008 e agosto de 2009, que envolvem 633 crianças.

"A resistência ou as tentativas de escapar expuseram algumas destas crianças à tortura ou à morte", ressalta o documento, no qual também se denuncia que muitas menores ficam grávidas para evitar serem incorporadas pela força às fileiras dos insurgentes.

Também se fala das denúncias que o Exército colombiano utilizou menores em tarefas de inteligência, particularmente em zonas rurais do Valle del Cauca, e critica programas cívico-militares destinados às crianças, que podem causar represálias por parte da guerrilha.

O secretário-geral da ONU lamenta que a população infantil continue sendo alvo de ataques guerrilheiros indiscriminados, e que estes mesmos grupos ameacem matar e executem menores que suspeitam ser informantes das autoridades.

A ONU considera que em um conflito acontecem graves violações aos direitos das crianças quando há recrutamento de menores, mortes, ferimentos, estupros e sequestros, quando suas escolas e hospitais são atacados ou se nega a elas assistência humanitária.

De acordo com estes parâmetros, o relatório cita 20 conflitos nos quais os combatentes não respeitam os direitos da infância.

São os que acontecem em Afeganistão, Burundi, República Centro-Africana, Chade, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Haiti, Iraque e Líbano.

Também menciona os casos de Mianmar (antiga Birmânia), Nepal, territórios palestinos ocupados, Israel, Somália, Filipinas, Sudão, Tailândia, Sri Lanka, Índia, Uganda e Iêmen.

A Coreia do Norte afundou Navio Sul-Coreano




A China qualificou como "um infeliz incidente" o afundamento do navio de guerra sul-coreano que, segundo o governo de Seul, foi atingido por um torpedo da Coreia do Norte. A expectativa do governo chinês é que o conflito se resolva mediante o diálogo entre as duas partes.

"Trata-se de um infeliz incidente, e esperamos que se resolva, em nome da paz e da estabilidade da região", afirmou em entrevista coletiva o vice-ministro de Assuntos Exteriores, Cui Tiankai, que não citou uma possível mediação da China - principal aliada da Coreia do Norte - para resolver o possível conflito.

O vice-ministro assegurou que a China já mostrou anteriormente sua preocupação com o assunto, expressando condolências aos líderes da Coreia do Sul por intermédio de seu presidente, Hu Jintao, e do ministro de Assuntos Exteriores, Yang Jiechi, em seus encontros com autoridades sul-coreanas durante as últimas semanas.

A Coreia do Sul revelou nesta quinta-feira os resultados da investigação sobre o afundamento, em 26 de março, de um de seus navios de guerra, o "Cheonan", determinando que a embarcação sofreu uma explosão causada por um "torpedo fabricado na Coreia do Norte" e "disparado por um submarino norte-coreano".

O acidente causou 46 mortes, e o fato de a Coreia do Sul culpar seus vizinhos do norte eleva ao máximo as tensões entre as duas partes, que nunca assinaram um tratado de paz ao final da guerra que travaram entre 1950 e 1953 (na qual China foi aliada militar dos norte-coreanos).

Na quarta-feira, a Coreia do Norte voltou a descartar qualquer participação no fato, um dos piores desastres navais da Coreia do Sul, e acusou o país vizinho de querer levar as relações entre os dois países "à catástrofe" com "movimentos de guerra".

Torpedo detona crise entre Coreia do Sul e Coreia do Norte

m Seul, câmeras documentam vestígio do barco sul-coreano afundado no Mar Amarelo, durante entrevista
Foto: AFP

*
1. Reduzir
2. Normal
3. Aumentar
* Imprimir

Um torpedo disparado de um submarino da Coreia do Norte afundou uma corveta (navio de guerra) sul-coreana no dia 26 de março passado, no Mar Amarelo, matando 46 marinheiros, revelou uma investigação internacional sobre o incidente, o que deflagrou uma nova crise na região.

"As provas nos levam a concluir, de maneira integral, que o torpedo foi disparado por um submarino norte-coreano", afirmou nesta quinta-feira, em Seul, um membro da equipe de investigação. "Não há outra explicação possível".

Após a divulgação do resultado, o presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak, afirmou por telefone ao primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, que "adotará medidas enérgicas contra a Coreia do Norte", e que contará com a cooperação internacional. "Devemos fazer a Coreia do Norte admitir sua ação e obrigá-la a ser novamente um membro responsável da comunidade internacional", disse Lee Myung-Bak.

Os Estados Unidos condenaram "energicamente este ato de agressão", acrescentando que a equipe internacional de investigação fez um "trabalho objetivo e científico", segundo o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs. O presidente americano, Barack Obama, manifestou seus pêsames a Lee Myung-Bak e ao povo sul-coreano pela perda de 46 vidas a bordo da embarcação.

A Coreia do Norte reagiu negando qualquer envolvimento no incidente e advertindo para o risco de uma "guerra generalizada" caso sofra sanções internacionais ligadas ao naufrágio. A Comissão de Defesa Nacional (NDC) da Coreia do Norte chamou de "invenções" as conclusões da comissão internacional de que um submarino norte-coreano tenha afundado a corveta "Cheonan".

"Vamos adotar medidas enérgicas, inclusive uma guerra generalizada, se sanções forem impostas à Coreia do Norte", prometeu a NDC, presidida pelo número um do regime norte-coreano, Kim Jong-il, segundo a Yonhap.

O comunicado afirma ainda que a Coreia do Norte vai enviar seus próprios especialistas à Coreia do Sul para verificar as provas citadas pelos investigadores internacionais. Na mesma nota, a NDC chama de "traidor" o presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak.

No início de maio, os investigadores informaram ter encontrado um fragmento de torpedo nos destroços da corveta, retirados do fundo do mar. O fragmento continha "um tipo de alumínio" que "não existe" na Coreia do Sul, revelou um dos investigadores. A corveta de 1,2 mil toneladas "Chenoan" naufragou após explodir e se partir em dois diante da ilha de Baengnyeong, no Mar Amarelo.

EUA Amarelaram para os Norte Coreano



Os Estados Unidos advertiram a Coreia do Norte nesta quinta-feira que o ataque com torpedo que teria afundado um navio de guerra sul-coreano foi uma "séria provocação" que "definitivamente terá consequências". Contudo, representantes do governo americano evitaram falar em "ato de guerra".

"Isso foi uma séria provocação. Definitivamente, haverá consequências", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, a jornalistas.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse também que o ataque foi um evento de "grande importância" na história entre Coreia do Norte e Coreia do Sul.

No entanto, os 28 mil soldados que os Estados Unidos mantêm na Coreia do Sul, não foram colocados em estado de alerta, depois de Seul ter acusado a Coreia do Norte de ter atacado um navio de guerra do país, afirmou nesta quinta-feira o chefe de Estado maior do exército americano, Mike Mullen.

Uma investigação internacional sobre as causas do afundamento do navio sul-coreano Chenoan em 26 de março em uma região disputada do Mar Amarelo concluiu que um submarino norte-coreano disparou um torpedo contra a embarcação, segundo relatório publicado nesta quinta-feira.

O afundamento da coverta de 1,2 mil t, perto da fronteira marítima com a Coreia do Norte, provocou a morte de 46 marinheiros sul-coreanos.

Também nesta quinta-feira, o Pentágono evitou chamar de "ato de guerra" o afundamento do navio, mas disse que dará seu apoio caso Seul decida responder à agressão.

Em entrevista à imprensa, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, deixou claro que a responsabilidade de responder ao ataque é da Coreia do Sul.

"Foi um ataque contra um navio sul-coreano e é necessário que os sul-coreanos deem os primeiros passos para propor uma ação", disse Gates, que lembrou que Washington mantém contatos "estreitos" com os aliados em Seul.

"Não estamos ocupados demais para não responder", explicou Gates.

"Se houvesse um problema (no leste da Ásia) nossas armas principais seriam a Marinha e a Força Aérea, que atualmente têm mais recursos disponíveis que as forças de terra", completou.

Pyongyang exige que Seul permita visita de inspetores

eul expõe vestígios do naufrágio que deflagrou o embate com Pyongyang
Foto: Reuters

*
1. Reduzir
2. Normal
3. Aumentar
* Imprimir

Pyongyang exigiu que Seul aceite "incondicionalmente" a visita de uma equipe de inspeção norte-coreana para avaliar a investigação que concluiu que o regime comunista foi o responsável pelo ataque a um navio de guerra sul-coreano, que afundou após ser atingido por um torpedo, causando a morte de 46 tripulantes.

Em declarações à agência de notícias norte-coreana KCNA divulgadas pela sul-coreana Yonhap, o Ministro das Forças Armadas Populares (Defesa), Kim Yong-chung, disse que Coreia do Sul deve aceitar "imediatamente" a oferta norte-coreana.

Pyongyang já tinha realizado esta oferta na quinta-feira, pouco depois de conhecer os resultados da investigação. Seul, no entanto, rejeitou na sexta-feira a reivindicação, e disse que os delegados deverão comparecer após pedido do grupo das Nações Unidas que investiga se o fato supõe uma violação do Armistício que marcou o fim da Guerra da Coreia em 1953.

Kim criticou a atitude da Coreia do Sul, e afirmou que Pyongyang enviou uma nova mensagem a Seul reivindicando de novo autorização para a entrada da delegação norte-coreana.

Na quinta-feira, a Coreia do Sul divulgou os resultados de uma investigação realizada por especialistas de cinco países, que garantem que há provas "arrasadoras" que foi um torpedo norte-coreano que afundou o navio Cheonan no último dia 26 de março.

O afundamento do navio, que no momento do incidente tinha 104 tripulantes (58 sobreviveram) foi uma das piores tragédias navais da Coreia do Sul.

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, disse que Seul responderá "com prudência" à "provocação militar" do Norte. Os Estados Unidos, principais aliados de segurança da Coreia do Sul, definiram o afundamento como "um ato de agressão" de Pyongyang e advertiram que haverá consequências.

O regime comunista norte-coreano, por sua vez, ameaçou com medidas "duras" caso haja sanções pelo fato, enquanto a China, seu único grande aliado, o qualificou como "um infeliz incidente" e recomendou o diálogo entre as partes.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Mino, Faoro, o PiG (*) e o Irã: “A elite brasileira é entreguista”

Deve ser muito engraçado servir de apoio aos ricos



Republicamos o editorial de Mino Carta, na Carta Capital que chega hoje às bancas.

É uma sugestão do amigo navegante Sergio Soares Tomazzini, que disse: “se o Lafer tirou os sapatos, imagina o que o FHC tirou”.

Diz o Mino:

Os interesses dos impérios e os nossos

Ao ler os jornalões na manhã de segunda 17, dos editoriais aos textos ditos jornalísticos, sem omitir as colunas, sobretudo as de O Globo, me atrevi a perguntar aos meus perplexos botões se Lula não seria um agente, ocidental e duplo, a serviço do Irã. Limitaram-se a responder soturnamente com uma frase de Raymundo Faoro: “A elite brasileira é entreguista”.

Entendi a mensagem. A elite brasileira aceita com impávida resignação o papel reservado ao País há quase um século, de súdito do Império. Antes, foi de outros. Súdito por séculos, embora graúdo por causa de suas dimensões e infindas potencialidades, destacado dentro do quintal latino-americano. Mas subordinado, sempre e sempre, às vontades do mais forte.

Para citar eventos recentíssimos, me vem à mente a foto de Fernando Henrique Cardoso, postado dois degraus abaixo de Bill Clinton, que lhe apoia as mãos enormes sobre os ombros, em sinal de tolerante proteção e imponência inescapável. O americano sorri, condescendente. O brasileiro gargalha. O presidente que atrelou o Brasil ao mando neoliberal e o quebrou três vezes revela um misto de lisonja e encantamento servil. A alegria de ser notado. Admitido no clube dos senhores, por um escasso instante.

Não pretendo aqui celebrar o êxito da missão de Lula e Erdogan. Sei apenas que em país nenhum do mundo democrático um presidente disposto a buscar o caminho da paz não contaria, ao menos, com o respeito da mídia. Aqui não. Em perfeita sintonia, o jornalismo pátrio enxerga no presidente da República, um ex-metalúrgico que ousou demais, o surfista do exibicionismo, o devoto da autopromoção a beirar o ridículo. Falamos, porém, é do chefe do Estado e do governo do Brasil. Do nosso país. E a esperança da mídia é que se enrede em equívocos e desatinos.

Não há entidade, instituição, setor, capaz de representar de forma mais eficaz a elite brasileira do que a nossa mídia. Desta nata, creme do creme, ela é, de resto, o rosto explícito. E a elite brasileira fica a cada dia mais anacrônica, como a Igreja do papa Ratzinger. Recusa-se a entender que o tempo passa, ou melhor, galopa. Tudo muda, ainda que nem sempre a galope. No entanto, o partido da mídia nativa insiste nos vezos de antanho, e se arma, compacto, diante daquilo que considera risco comum. Agora, contra a continuidade de Lula por meio de Dilma.

Imaginemos o que teriam estampado os jornalões se na manhã da segunda 17, em lugar de Lula, o presidente FHC tivesse passado por Teerã? Ele, ou, se quiserem, uma neoudenista qualquer? Verifiquem os leitores as reações midiáticas à fala de Marta Suplicy a respeito de Fernando Gabeira, um dos sequestradores do embaixador dos Estados Unidos em 1969. Disse a ex-prefeita de São Paulo: por que só falam da “ex-guerrilheira” Dilma, e não dele, o sequestrador?

A pergunta é cabível, conquanto Gabeira tenha se bandeado para o outro lado enquanto Dilma está longe de se envergonhar do seu passado de resistência à ditadura, disposta a aderir a uma luta armada da qual, de fato, nunca participou ao vivo. Nada disso impede que a chamem de guerrilheira, quando não terrorista. Quanto a Gabeira, Marta não teria lhe atribuído o papel exato que de fato desempenhou, mas no sequestro esteve tão envolvido a ponto de alugar o apartamento onde o sequestrado ficaria aprisionado. E com os demais implicados foi desterrado pela ditadura.

Por que não catalogá-lo, como se faz com Dilma? Ocorre que o candidato ao governo do Rio de Janeiro perpetrou outra adesão. Ficou na oposição a Lula, primeiro alvo antes de sua candidata. Cabe outro pensamento: em qual país do mundo democrático a mídia se afinaria em torno de uma posição única ao atirar contra um único alvo? Só no Brasil, onde os profissionais do jornalismo chamam os patrões de colegas.

Até que ponto o fenômeno atual repete outros tantos do passado, ou, quem sabe, acrescenta uma pedra à construção do monumento? A verificar, no decorrer do período. Vale, contudo, anotar o comportamento dos jornalões em relação às pesquisas eleitorais. Os números do Vox Populi e da Sensus, a exibirem, na melhor das hipóteses para os neoudenistas, um empate técnico entre candidatos, somem das manchetes para ganhar algum modesto recanto das páginas internas.

Recôndito espaço. Ao mesmo tempo Lula, pela enésima vez, é condenado sem apelação ao praticar uma política exterior independente em relação aos interesses do Império. Recomenda-se cuidado: a apelação vitoriosa ameaça vir das urnas.

fonte blog conversa afiada.

Rio são Francisco.

Irrigação
 
- Segundo dados da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), a área irrigada da bacia do São Francisco é de aproximadamente 340 mil ha, podendo chegar, com a vazão disponível no rio, a uma área de 800 mil ha. Com os usos múltiplos do rio e respeitando as vazões ditas ecológicas (infiltrações evaporação e consumo pelas plantas) a citada companhia estima que o rio só dispusesse de uma vazão aproximada de 240 m³/s, da qual a transposição irá subtrair cerca de 127 m³/s;
- A CEIVASF (Comitê Executivo de Estudos Integrados da Bacia Hidrográfica do São Francisco) afirma que a bacia do São Francisco possui 64 milhões de ha e, desse total, pelo menos 4,2% (cerca de 2,7 milhões de ha) são de terras boas para a irrigação, mas não há água suficiente para o atendimento de toda essa área;
- O pólo de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) implantado há mais de 30 anos, não ocupa nem a metade do seu potencial disponível para irrigação (100 mil ha frente a uma área irrigável de 230 mil ha). O pólo é gerador de 55 mil empregos, 700 mil toneladas de frutas por ano e 45 milhões de dólares em exportações;
- A água representa 8% dos custos em irrigação. No caso da transposição o custo chegará a 30% das despesas por conta dos recalques elevados.
 
Energia
 
- O São Francisco concentra 25% da área represada por hidrelétricas no país;
- Aproximadamente 2/3 do rio já se encontram alterados. A partir do lago de Sobradinho, num trecho de 1.000 km até a sua foz, a vazão obedece ao volume requisitado pelas 8 hidrelétricas da CHESF;
- A barragem de Sobradinho tem operado em regimes críticos. No ano de 2000, por exemplo, chegou a apresentar volume útil de 13%, obrigando a CHESF a importar cerca de 600 MW de energia da usina de Tucuruí (PA).
- Considerada como uma das prioridades do São Francisco, a geração de energia utilizou cerca de US$ 13 bilhões na construção das unidades geradoras.
- Para a CHESF, a transposição vai levar 1,5% do volume disponível para gerar energia. Esse volume equivale a 20% do que foi consumido no Ceará em 1999 ou ainda o suficiente para o atendimento de 325 mil famílias de consumo médio por ano. A CHESF atende a 14% do território nacional (25% de sua população) o que corresponde a aproximadamente nove milhões de consumidores;
- O São Francisco tem uma vazão média de aproximadamente 2.860 m³/s. Para a geração de energia, estão reservados 75% dessa vazão ( 2.100 m³/s) . Outros 520 m³/s formam a vazão utilizada na irrigação e a vazão ecológica mínima, sem a qual a enfermidade do rio pode resvalar para o coma. Portanto, vão levar com a transposição, cerca de 130 dos 240 m³/s restantes ao fornecimento ao semi-árido setentrion

domingo, 9 de maio de 2010

Irã - Governo Executa Adolescentes Gays

Irã: Governo Executa Adolescentes Gays

Texto de Marc Vallée, do Socialist Party (Grã-Bretanha), traduzido e adaptado por Charlie Drews, do movimento GLBTTs Socialistas.

Ele dizia que “as pessoas pensam que um retorno aos valores revolucionários é apenas uma questão de usar o turbante. O verdadeiro problema do país é o emprego e a moradia, não a vestimenta”. Durante a campanha ele se apresentou como um defensor dos pobres e atacou a corrupção e a riqueza das elites.

Porém, o novo regime procedeu a uma terrível execução pública de dois jovens gays em 19 de julho de 2005 pelo chamado “crime” de homossexualidade.

De acordo com relatos, os jovens foram enforcados na praça Edalat (justiça) na cidade de Mashhad, no nordeste do Irã. Eles foram sentenciados a morte pela Corte no. 19. “O Estado do Irã aplica a lei islâmica Sharia que inclui a pena de morte a gays”.

Conduzindo as eleições, Ahmadinejad prometeu resistir a “decadência ocidental” e construir um “poderoso e moderno Estado islâmico”. Ele utilizou a oposição popular a corrupção da ordem para ganhar a disputa eleitoral. Entretanto sua verdadeira face tem começado a aparecer com este ataque aos direitos democráticos e a liberdade de expressão. Seus oponentes muitas vezes citam a observação, por ele, de que “o Irã não tem uma revolução em ordem para se ter uma democracia”. Apesar de aparentemente atacar a corrupção e a riqueza, Ahmadinejad não tem se oposicionado de maneira clara ao capitalismo, e com essas medidas fica claro que se governo tentará atacar os direitos democráticos dos trabalhadores e da juventude.

De acordo com relatos, antes da execução os adolescentes estavam na prisão por 14 meses, sendo tratados com severidade. Suas “confissões” de homossexualidade são prováveis resultados da tortura. A razão principal para a execução foi que um deles tivesse supostamente violado alguém de 13 anos, mas campanhas em defesa dos direitos humanos acreditam que isso foi uma invenção para tentar minar a simpatia pública pelos adolescentes.

O advogado do garoto mais jovem apelou alegando que ele era novo demais para ser executado, dizendo que a corte deveria levar sua pouca idade em consideração (acredita-se 16 ou 17). Este argumento não surgiu efeito na Suprema Corte do Tehran, que ordenou o enforcamento do garoto. O código penal iraniano prevê que a idade mínima para o enforcamento é de nove para as meninas e 15 para os meninos. (que já revela uma estrutura machista).

Essas execuções viciosas são um ataque aos direitos civis e democráticos de todo o povo trabalhador do Irã.

Campanhas iranianas em defesa dos direitos humanos reportam que cerca de quatro mil lésbicas e gays foram executados desde que os Aiatolás chegaram ao poder, em 1979. De acordo com comentadores cerca de 100 mil iranianos foram assassinados durante os últimos 26 anos pelas leis do clero. Há uma estimativa de um terço dessas vítimas são mulheres.As vítimas incluem mulheres que tiveram relações fora do casamento e oponentes políticos do direitista governo islâmico.

Os socialistas fazem um chamado a unidade de todos os trabalhadores na luta pelos direitos democráticos. É urgente que um movimento de toda a classe trabalhadora iraniana seja construído, e que lute pela defesa dos direitos democráticos de todos, o que inclui o direito a livre expressão sexual.

O CIO/CWI apóia a luta pela construção de uma assembléia constituinte revolucionária, democrática e radicalmente LAICA no Irã, para permitir que a classe trabalhadora, os pobres da cidade e os camponeses decidam o futuro do Irã, sem a interferência do clero de nenhuma religião. A construção do governo dos trabalhadores deve brecar o capitalismo e inserir a implantação de medidas socialistas.

A construção de um governo socialismo, democrático e laico deverá por fim a discriminação de gênero e por orientação sexual, permitindo assim o direito como as pessoas conduzirão suas próprias vidas. Isso permitirá a expressão pessoal e a repressão será extinta para todos.

Irã Atual

Irã é o nome atual da antiga Pérsia, que foi cenário de muitas histórias bíblicas. Entre elas encontram-se a história de Daniel na cova dos leões, a luta de Ester e Mardoqueu para salvar o povo judeu, e o serviço de Neemias ao rei.

O país está estrategicamente localizado no Oriente Médio. Seu território é formado por platôs desérticos cercados de montanhas.

População

Os persas, principal etnia do Irã, compõem apenas metade da população de 65 milhões. O restante da população se divide entre os grupos: árabe, azeri, baluche, curdo, gilaki, lur, mazandarani e turcomano. São faladas 77 línguas no país.

A religião oficial do país é o islamismo, e os xiitas são a maioria. Existem pequenas minorias de zoroastras, bahaístas, judeus e cristãos.

História

A história do Irã iniciou-se em tempos bastante remotos. No século VI a.C., Ciro, o Grande, unificou os exércitos dos medos e dos persas para formar o Império Persa, um dos maiores impérios que o mundo conheceu. O rei Dario continuou a expansão do império e alcançou a cordilheira do Hindu Kush, na atual fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.

Mais tarde, Alexandre, o Grande, sobrepujou o Império Persa e o anexou a seu próprio império. O Império Alexandrino foi sucedido pelo Império Sassânida, que restaurou a cultura persa e governou até 640, quando foi derrotado pelos árabes.

Durante as dissidências e divisões ocorridas nos anos posteriores a Maomé, o Irã tornou-se intimamente associado ao islamismo xiita.

Em 1200, uma esmagadora invasão dos exércitos mongóis devastou o país. O Irã mal havia se recuperado deste golpe quando os exércitos de Tamerlão (o último grande conquistador da Ásia Central) avançaram sobre o território persa e conquistaram cidades como Shiraz e Esfahan, ainda que mais lentamente do que a primeira invasão mongol.

A dinastia Safávida chegou ao poder em 1501, após a desintegração do Império de Tamerlão, e governou até 1722, quando foi derrubada por uma efêmera invasão afegã. Em 1796, a dinastia Kajar chegou ao poder e governou até o início do século XX.

Na história mais recente, o xá Reza Pahlevi assumiu o poder em 1962 e iniciou uma série de reformas visando a modernização do país. Suas mudanças levaram as alas conservadoras a tomar o poder. O aiatolá Khomeini assumiu o governo em 1979, derrubando a monarquia e obrigando o xá ao exílio. Foi estabelecido um sistema teocrático de governo. Esse sistema dava o poder religioso à autoridade, que passava a ser conhecida como "líder supremo'". Após a morte de Khomeini, em 1989, o novo governo procurou manter-se teocrático, ao mesmo tempo em que procurava uma postura mais moderada.

Economia

A economia iraniana é baseada no petróleo. Além desse combustível e de seus derivados, o país é conhecido pela tapeçaria, que também é exportada.

O Irã se desenvolveu de forma significativa, mas grande parte do progresso foi perdida nas décadas seguintes à revolução de 1979, e o crescimento da economia tem sido moderado.

Em anos recentes, o Irã adotou uma postura mais moderada e menos oposicionista ao Ocidente. No entanto, apesar dessa abertura, o país continua fechado e mantém uma força policial secreta para exterminar qualquer oposição sem qualquer preocupação com os direitos humanos.

O país sofre com o alto índice de desemprego e com a inflação, que chegou a 26% em junho de 2008. Com o desemprego, a bem-educada juventude iraniana emigra em busca de emprego em outros países.


A Igrejavoltar ao topo

A Igreja está presente no país desde épocas remotas, como do Antigo Testamento. Mas, com a chegada do islamismo no Irã, ela começou a sofrer opressão.

Depois da Revolução Islâmica, em 1979, a situação da Igreja mudou drasticamente, resultando na queda do número de cristãos nas igrejas oficiais, principalmente por causa da emigração para outros países.

As igrejas oficiais (registradas no governo) têm, juntas, cerca de 150 mil membros. A maior parte desses é de origem armênia ortodoxa, mas há também alguns milhares de protestantes e católicos romanos. Quase todos vieram de famílias cristãs.

Não se sabe exatamente o total de ex-muçulmanos.

No geral, a Igreja tem crescido, e de forma estruturada, organizando os cristãos em congregações ou células.


A perseguiçãovoltar ao topo

Embora os direitos de cristãos, judeus e zoroastras sejam assegurados pela Constituição, na prática, todos são vítimas de retaliação e perseguição. As restrições e a perseguição ao cristianismo têm se multiplicado rapidamente nos últimos anos.

O governo do Irã está consciente do desdobramento da Igreja nas últimas décadas. Ele tem procurado impedir e tornar impossível o crescimento dos cristãos.

É permitido que igrejas ligadas à minorias étnicas ensinem a Bíblia ao seu próprio povo e em sua língua. No entanto, essas igrejas são proibidas de pregar em persa, a língua oficial do país.

Muitas igrejas recebem visitantes durante seus cultos, alguns deles, entretanto, são da polícia secreta e monitoram as reuniões.

Cristãos ativos sofrem pressão. São interrogados, detidos e, às vezes, presos e agredidos. Casos mais críticos envolvem até a execução.

Os muçulmanos que se convertem ao cristianismo são rotineiramente interrogados e espancados. Além disso, acredita-se que muitos homicídios não esclarecidos são praticados por radicais que frequentemente ameaçam os cristãos de morte.

Além da violência exercida pelas autoridades, os ex-muçulmanos são também oprimidos pela sociedade. Eles têm dificuldade em encontrar e manter um emprego, pois são demitidos quando se descobre que são convertidos. Aqueles que começam um negócio próprio têm problemas em fazer a clientela. Para esses cristãos, é difícil ganhar dinheiro.

Em 2008, aconteceu um grande número de ataques a igrejas domésticas e muitos cristãos foram presos, fazendo desse um dos anos mais difíceis para a Igreja desde a Revolução Islâmica em 1979.

Em agosto do mesmo ano, um casal cristão com cerca de 60 anos de idade morreu depois de serem atacados pela polícia secreta. Policiais invadiram o culto que era realizado na casa do casal, na cidade de Isfahan, e agrediu os dois.

A polícia prendeu Abbas Amiri, herói de guerra e ex-muçulmano, no dia 17 de julho, com outras 15 pessoas presentes no culto. O anfitrião morreu em um hospital no dia 30 de julho em decorrência dos ferimentos. A esposa dele, Sakineh Rahnama, morreu no domingo, 3 de agosto, também por não resistir aos ferimentos.

Em 2003, outro militar convertido foi preso, mas, dessa vez, foi condenado à morte. Hamid Pourmand era um ex-militar que se tornou pastor da Assembleia de Deus. Mesmo passados 25 anos de sua conversão, ele enfrentou um julgamento que poderia levá-lo à execução por deixar a fé muçulmana.

Sentenciado a três anos de cadeia, o ex-coronel foi dispensado de forma desonrosa do exército e privado de seus benefícios e pensão militar. Sua esposa e filhos, que ficaram sem sustento, tiveram de sair da casa em que viviam.

Entretanto, em uma audiência no dia 28 de maio de 2005, o tribunal islâmico considerou Hamid inocente. As autoridades prisionais de Teerã, de forma bastante discreta, mandaram o cristão Hamid Pourmand para casa informando que ele não precisaria cumprir os 14 meses restantes de sua sentença de 3 anos.

Depois da libertação, em 20 de julho de 2005, o pastor Hamid foi avisado de que frequentar cultos poderia fazer com que sua ordem de libertação fosse revogada e ele seria mandado de volta para cumprir o restante da pena.

2008 Report on International Religious Freedom

Cuba Aniversario

Lembrarão morte de José Martí em seu 115º aniversário

Idania Rodríguez Echevarría

O Comitê de Instituições Martianas lembrará a morte em combate de José Martí em seu 115º aniversário, com um programa que inclui até 28 de maio conferências, mesas-redondas, lançamentos de livros e exposições.

Em coletiva, a diretora do Centro de Estudos Martianos, Ana Sánchez, anunciou que a data que se comemora em 19 de maio teve como preâmbulo a inauguração da mostra "Martí no alto do Turquino" que permanece aberta na Frágua Martiana.

Precisou que o ato nacional será em Dos Ríos, na província de Granma, em horas da manhã, e à noite, a dupla Buena Fe oferecerá um concerto nesse próprio território.

Além disso, o movimento juvenil martiano reeditará a rota martiana de Playita de Cajobabo a Dos Rios com 7.750 jovens dessa localidade do oriente cubano.

A dirigente significou também a Mesa-Redonda Instrutiva da Televisão Cubana no mesmo dia 19, com um importante grupo de personalidades e o painel "A poesia em Martí e Lezama", que será no dia 28 na Sociedade Cultural José Martí.

Este contexto foi propício para a apresentação das reflexões "Dos Ríos e o ascensão à imortalidade", pelo doutor Armando Hart Dávalos, diretor do Escritório do Programa Martiano.

Durante sua dissertação, Hart se referiu aos momentos importantes da vida e obra do mais universal dos cubanos e insistiu na necessidade do estudo de seu pensamento pelas novas gerações. (AIN)

Costa Rica elege sua primeira presidente.

Laura Chinchilla se convierte en primera presidenta de Costa Rica

La presidenta Laura Chinchilla ha prometido escuchar y deliberar con todos los costarricenses.

La socialdemócrata Laura Chinchilla Miranda, de 51 años de edad, se ha convertido en la primera mujer que llega a la presidencia de Costa Rica al ser investida en el cargo como la mandataria número 49 del país centroamericano.

Chinchilla ha prestado juramento y recibido la banda presidencial del presidente del Congreso, Luis Gerardo Villanueva, a las 11:35 hora local (17:35 GMT) en el Parque Metropolitano La Sabana ante unas 10.000 personas y en presencia de nueve jefes de Estado y el Príncipe de Asturias.
fonte jornal el mundo

Belo Monte.

A polêmica em torno da construção da usina de Belo Monte na Bacia do Rio Xingu, em sua parte paraense, já dura mais de 20 anos. Entre muitas idas e vindas, a hidrelétrica de Belo Monte, hoje considerada a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, vem sendo alvo de intensos debates na região, desde 2009, quando foi apresentado o novo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) intensificando-se a partir de fevereiro de 2010, quando o MMA concedeu a licença ambiental prévia para sua construção


O s movimentos sociais e as lideranças indígenas da região são contrários à obra porque consideram que os impactos socioambientais não estão suficientemente dimensionados. Em outubro de 2009, por exemplo, um painel de especialistas debruçou-se sobre o EIA e questionou os estudos e a viabilidade do empreendimento. Um mês antes, em setembro, diversas audiências públicas haviam sido realizadas sob uma saraivada de críticas, especialmente do Ministério Público Estadual, seguido pelos movimentos sociais, que apontava problemas em sua forma de realização.


A inda em outubro, a Funai liberou a obra sem saber exatamente que impactos causaria sobre os índios e lideranças indígenas kayapó enviaram carta ao Presidente Lula na qual diziam que caso a obra fosse iniciada haveria guerra. Para culminar, em fevereiro de 2010, o Ministério do Meio Ambiente concedeu a licença ambiental, também sem esclarecer questões centrais em relação aos impactos socioambientais.


O governo federal anuncia para o mês de abril próximo, o leilão da usina.


Veja abaixo um resumo dessa história que teve início em fevereiro de 1989, em Altamira, no Pará, com a realização do I Encontro dos Povos Indígenas no Xingu.


Realizado entre 20 e 25 de fevereiro de 1989, em Altamira (PA), o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, reuniu três mil pessoas - 650 eram índios - que bradaram ao Brasil e ao mundo seu descontentamento com a política de construção de barragens no Rio Xingu. A primeira, de um complexo de cinco hidrelétricas planejadas pela Eletronorte, seria Kararaô, mais tarde rebatizada Belo Monte. De acordo com o cacique Paulinho Paiakan, líder kaiapó e organizador do evento ao lado de outras lideranças como Raoni, Ailton Krenak e Marcos Terena, a manifestação pretendia colocar um ponto final às decisões tomadas na Amazônia sem a participação dos índios. Tratava-se de um protesto claro contra a construção de hidrelétricas na região.


Encontro de Altamira reuniu 3 mil pessoas, 650 índios, entre elas, e foi considerado um marco do socioambientalismo no Brasil.

Em 2008, 19 anos depois, realizou-se em Altamira o II Encontro dos Povos Indígenas do Xingu e daí nasceu o Movimento Xingu Vivo para Sempre.
# Saiba mais no item Notícias deste Especial.

Na memória dos brasileiros, o encontro ficou marcado pelo gesto de advertência da índia kaiapó Tuíra, que tocou com a lâmina de seu facão o rosto do então diretor da Eletronorte, José Antônio Muniz Lopes, aliás presidente da estatal durante o governo FHC. O gesto forte de Tuíra foi registrado pelas câmaras e ganhou o mundo em fotos estampadas nos principais jornais brasileiros e estrangeiros. Ocorrido pouco mais de dois meses após o assassinato do líder seringueiro Chico Mendes, em Xapuri (AC), que teve repercussão internacional, o encontro de Altamira adquiriu notoriedade inesperada, atraindo não apenas o movimento social e ambientalista, como a mídia nacional e estrangeira.

O I Encontro dos Povos Indígenas foi o resultado de um longo processo de preparação iniciado um ano antes, em janeiro de 1988, (veja o item Histórico) depois que o pesquisador Darrel Posey, do Museu Emílio Goeldi do Pará, e os índios kaiapó Paulinho Paiakan e Kuben-I participaram de seminário na Universidade da Flórida, no qual denunciaram que o Banco Mundial (BIRD) liberara financiamentos para construir um complexo de hidrelétricas no Rio Xingu sem consultar os índios. Convidados por ambientalistas norte-americanos a repetir o depoimento em Washington lá foram eles. E, por causa disso, Paiakan e Kube-I acabaram enquadrados pelas autoridades brasileiras, de forma patética, na Lei dos Estrangeiros e, por isso, ameaçados de serem expulsos do país. O Programa Povos Indígenas no Brasil, do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi), uma das organizações que deu origem ao Instituto Socioambiental (ISA), convidou Paiakan a vir a São Paulo, denunciou o fato e mobilizou a opinião pública contra essa arbitrariedade.
Para avançar na discussão sobre a construção de hidrelétricas, lideranças kaiapó reuniram-se na aldeia Gorotire em meados de 1988 e decidiram pedir explicações oficiais sobre o projeto hidrelétrico no Xingu, formulando um convite às autoridades brasileiras para participar de um encontro a ser realizado em Altamira (PA). A pedido de Paiakan, o antropólogo Beto Ricardo e o cinegrafista Murilo Santos, do Cedi, participaram da reunião, assessorando os kaiapó na formalização, documentação e encaminhamento do convite às autoridades. Na seqüência, uniram-se aos kaiapó na preparação do evento. O encontro finalmente aconteceu e o Cedi, com uma equipe de 20 integrantes, reforçou sua participação naquele que seria, mais tarde, considerado um marco do socioambientalismo no Brasil. Ao longo desses anos, o Cedi, e depois o ISA, acompanharam os passos do governo e da Eletronorte na questão de Belo Monte, alertas para os impactos que provocaria sobre as populações indígenas, ribeirinhas e todo o ecossistema da região.

Listada no governo FHC como uma das muitas obras estratégicas do programa Avança Brasil, a construção do complexo de hidrelétricas no Rio Xingu faz parte da herança legada ao governo Lula, eleito em novembro de 2002. Herança que era bem conhecida. Tanto assim, que o caderno temático O Lugar da Amazônia no Desenvolvimento do Brasil, parte do Programa do Governo do presidente eleito, alertava: “Dois projetos vêm sendo objeto de intensos debates: a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e o de Gás de Urucu, no Amazonas. Além desses também preocupam as 18 barragens propostas na Bacia do Rio Araguaia e Tocantins. A matriz energética brasileira, que se apóia basicamente na hidroeletricidade, com megaobras de represamento de rios, tem afetado a Bacia Amazônica. Considerando as especificidades da Amazônia, o conhecimento fragmentado e insuficiente que se acumulou sobre as diversas formas de reação da natureza em relação ao represamento em suas bacias, não é recomendável a reprodução cega da receita de barragens que vem sendo colocada em prática pela Eletronorte”.

Decisão ficou para o governo Lula

Exemplos infelizes como a construção das usinas hidrelétricas de Tucuruí (PA) e Balbina (AM), as últimas construídas na Amazônia, nas décadas de 1970 e 1980, estão aí de prova. Desalojaram comunidades, inundaram enormes extensões de terra e destruíram a fauna e flora daquelas regiões. Balbina, a 146 quilômetros de Manaus, significou a inundação da reserva indígena Waimiri-Atroari, mortandade de peixes, escassez de alimentos e fome para as populações locais. A contrapartida, que era o abastecimento de energia elétrica da população local, não foi cumprida. O desastre foi tal que, em 1989, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), depois de analisar a situação do Rio Uatumã, onde a hidrelétrica fora construída, concluiu por sua morte biológica. Em Tucuruí não foi muito diferente. Quase dez mil famílias ficaram sem suas terras, entre indígenas e ribeirinhos. Diante desse quadro, em relação à Belo Monte, é preciso questionar a forma anti-democrática como o projeto vinha sendo conduzido, a relação custo-benefício da obra, o destino da energia a ser produzida e a inexistência de uma política energética para o país que privilegie energias alternativas.

Essas questões continuam a ser repisadas pelos movimentos sociais que atuam na região, como por exemplo, o Movimento Xingu Vivo para Sempre, criado recentemente, e que reúne os que levam adiante a batalha contra a construção de Belo Monte e de outras hidrelétricas no Rio Xingu.

Empossado na presidência da Eletrobrás, em janeiro de 2003, o físico Luiz Pinguelli Rosa, declarou à imprensa que o projeto de construção de Belo Monte seria discutido e opções de desenvolvimento econômico e social para o entorno da barragem estariam na pauta, assim como a possibilidade de reduzir a potência instalada, prevista em 11 mil megawatts (MW) no projeto original.

A persistência governamental em construir Belo Monte está baseada numa sólida estratégia de argumentos dentro da lógica e vantagens comparativas da matriz energética brasileira. Os rios da margem direita do Amazonas têm declividades propícias à geração de energia, e o Xingu se destaca, também pela sua posição em relação às frentes de expansão econômica (predatória) da região central do país. O desenho de Belo Monte foi revisto e os impactos reduzidos em relação à proposta da década de 80. O lago, por exemplo, inicialmente previsto para ter 1.200 km2, foi reduzido, depois do encontro, para 400 km2. Os socioambientalistas, entretanto, estão convencidos de que além dos impactos diretos e indiretos, Belo Monte é um cavalo de tróia, porque outras barragens virão depois, modificando totalmente e para pior a vida na região.

Fonte;ISA