domingo, 8 de junho de 2014

Em 1990 Mandela recebeu várias ameaças de morte nos EUA

Pretoria, 31 mai (Prensa Latina) O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela recebeu múltiplas ameaças de morte durante sua visita aos Estados Unidos em 1990, segundo documentos revelados nesta semana pelo Federal Bureau of Investigation (FBI).
Porta-vozes do FBI explicaram em Washington que a publicação dos registros no site do organismo policial norte-americano é um procedimento regular que o escritório efetua após o descenso de personalidades de alto perfil.

Os arquivos sobre o icône da luta anti-apartheid, falecido em dezembro de 2013, foram difundidos pelo estudante de doutorado do Instituto Tecnológico de Massachusetts, Ryan Shapiro, como informado neste sábado pela imprensa sul-africana.

Mandela visitou a nação norte-americana poucos meses depois de liberto, depois de cumprir uma pena de prisão de quase três décadas em cárceres do apartheid e quatro anos antes de se converter no primeiro Presidente negro da África do Sul.

Segundo o dossiê, o ex-líder do Congresso Nacional Africano recebeu uma nota escrita a mão que dizia: Recorda a John F. Kennedy em Dallas (presidente estadunidense assassinado em novembro de 1963).

Outro sujeito telefonou a Madiba e disse-lhe que era membro dos Cavaleiros Arianos e que tinha duas bombas em sua rota para um desfile em Nova York.

Também teve uma tentativa de intimidação em uma Universidade da Georgia, onde o estadista visitante tinha programada uma conferência.

Naquela ocasião uma pessoa o chamou e afirmou que ele e dois indivíduos tinham recebido treinamento militar, tinham as armas e outros meios necessários para matar Mandela na Georgia.

De acordo com o FBI, esse telefonema jamais pôde ser rastreado e não há mais informação disponível sobre os supostos conspiradores

Venezuela: O que fazer nessa etapa da Revolução?

Irreverência na discussão e disciplina na ação. Essa orientação política do comandante Chávez é mais que nunca necessária hoje, quando a Revolução enfrenta desafios gigantescos e segue atravessando o período crítico aberto pela desaparição física de seu líder fundamental. A incerteza política originada pela fatalidade tem se tornado mais aguda como produto de um cenário econômico complexo que, pela primeira vez em muito tempo, ameaça provocar rachaduras na base social da Revolução.


Não há dúvida de que boa parte das ameaças que pairam sobre a Revolução Bolivariana são de origem externa. Interferência, sabotagem, propaganda, conspiração... Todos esses fatores com os que nos sitiaram desde que o comandante Chávez decidiu governar livre e soberanamente, sem outro império que a vontade do Povo, recrudescem hoje, quando sua ausência nos debilitou de muitas formas diferentes.

Entretanto, considero que, nesse momento, devemos concentrar nossos esforços em examinar nossa própria capacidade de gerar políticas que nos façam avançar fortalecendo-nos, antes de fixar o foco naqueles que procurar nos distrair e desestabilizar.

Em primeiro lugar, porque as ameaças externas sempre existiram, e temos conseguido contê-las e derrotá-las em boa parte graças à nossa fortaleza interna. Enquanto nos acusaram de ditadores, fizemos com que a democracia progredisse, enquanto nos qualificaram de esfomeadores, fizemos com que a pobreza retrocedesse, enquanto tentavam nos isolar, tivemos maior relevância política que nunca. A Revolução Bolivariana soube derrotar internamente seus caluniadores externos fazendo de cada ataque uma ocasião para construir uma vitória.

Em segundo, porque o povo venezuelano, em sua imensa maioria composto de bons patriotas, está plenamente consciente de que as dificuldades que enfrentamos têm muito a ver com nós mesmos e julga permanentemente, de acordo com suas expectativas e aspirações flutuantes, quão capaz é a Revolução de garantir um presente melhor que o passado e um futuro ainda melhor que o presente. Nenhum desses venezuelanos aceita que um gringo pretenda humilhá-lo, e concorda que seu governo faça respeitar a dignidade da Pátria, mas na hora de atribuir as responsabilidades dos males que nos afligem, muito poucos voltam o olhar para o império... Esse critério é aplicado da mesma forma para a desestabilização interna. Por mais desleal e conspiradora que possa ser a direita venezuelana, isso não garante a indulgência popular para com o governo, do qual se exige que mantenha a conspiração sob controle, enquanto garante políticas públicas efetivas. Ninguém em sã consciência, nem na Venezuela, nem em nenhum outro lugar pensa que o principal responsável por seus problemas possa ser a oposição…

Na Espanha, 62% são favoráveis à realização de referendo sobre futuro da monarquia

A maioria dos espanhóis, 62%, defende a realização de um referendo que decida o futuro da monarquia no país. De acordo com a pesquisa realizada pelo instituto Metroscopia, apenas 34% da população é contrária à consulta. O sentimento republicano é maior entre jovens e eleitores de partidos de esquerda. Apesar disso, maior parte dos cidadãos espanhóis segue favorável à continuidade do regime monárquico.


Na quarta-feira (11/05), o Congresso irá referendar  a abdicação do Rei com ampla maioria. A proposta que defende a realização de um referendo no país deve ser respaldada por menos de 10% dos deputados. A Esquerda Plural, a coalizão parlamentar liderada pela Esquerda Unida e que agrupa diversos partidos de esquerda, ambientalistas, federalistas e nacionalistas será vencida pela maioria controlada pelo Partido Popular e pelos socialistas do PSOE.
A opinião do Parlamento, no entanto, não tem respaldo automático na sociedade, cuja posição tem diversas nuances. Partidários do PSOE não concordam com a posição do partido. Para 68% dos eleitores socialistas, o plebiscito deve ser feito em algum momento. De forma geral, a defesa da consulta sobre a forma de Estado é mais forte entre os jovens e os que votam abertamente em partidos de esquerda.
O apoio à realização do referendo não significa, no entanto, uma rejeição à monarquia. Quase metade dos pesquisados disseram que, em um referendo, defenderia o regime liderado por Felipe VI e somente 36% disseram optar pela pepública, sistema favorito dos jovens e dos partidários da esquerda.

sábado, 3 de maio de 2014

O PSDB x PT o que mudou no país



O que mudou no país

Quadro comparativo – PT x PSDB
PIB
2002 – US$ 500 bilhões
2012 – US$ 2,6 trilhões
PIB per capita
2002 – US$ 2,8 mi
2012 – US$ 13,3 mi
Safra de grãos
2002 – 96,8 milhões de toneladas
2012 – 165,9 milhões de toneladas
Investimentos na agricultura
2002 – R$ 24,7 bilhões
2012 – R$ 107,2 bilhões
Taxa de investimento sobre o PIB
2002 – 16, 4%
2012 – 20,8%
Petrobras | Lucro líquido
2002 – R$ 8,098 bilhões
2012 – R$ 21,18 bilhões
Petrobras | Investimento
2002 – R$ 19bi
2012 – R$ 84,1bi
Petrobras | Valor de mercado
2002 – US$ 15,6bi – 15ª do mundo
2012 – US$ 113 bi – 8ª do mundo
Petrobras | Produção
2002: 1,5 milhões de barris/dia
2012: 1,98 milhões de barris/dia
Investimento Estrangeiro Direto
2002 – US$ 16,5 bilhões
2011 – US$ 66,6 bilhões
Inflação IPCA
2002 – 12,5%
2012 – 5,83%
Desemprego
2002 – 12,9%
2012 – 5,5%
Salário Mínimo nominal
2002 – R$ 200
2012 – R$ 622
Coeficiente de Gini (Mede a desigualdade de renda. Quanto mais perto de 1, pior)
2002 – 0,589
2011 – 0,541
Taxa de pobreza (Classe “E” no total da população)
2002 – 26,7%: 46,6 milhões de pessoas na classe E
2012 – 12,8%: 28,9 milhões de pessoas na classe E
Classe C sobre total da população
2002 – 37%: 67 milhões de pessoas na classe C
2012 – 50%: 95 milhões de pessoas na classe C
Número de matrículas no ensino profissional
2002 – 565 mil
2012 – 924 mil
Percentual da força de trabalho com 11 anos ou mais de estudo
2002 – 44,7%
2012 – 60,5%
Bolsas de Mestrado e Doutorado no Capes e CNPq
2002 – 35 mil
2013 – 105 mil
Títulos em doutorado
2002 – 6.894
2012 – 13.304
Dívida externa
2002 – US$ 165 bilhões
2011 – US$ – 79,1 bilhões
Reservas Internacionais
2002 – US$ 36 bilhões
2012 – US$ 353 bilhões
Exportações

2002 – US$ 60 bilhões
2011 – US$ 256 bilhões
Juros – taxa Selic
2002 – 25% anuais
2012 – 7,25% anuais
Taxa que o Brasil paga em título vendido no exterior
2002 – 12,6% aa
Janeiro de  2012 – 3,5% aa
Dívida do setor público sobre o PIB
2002 – 60,4%
2012 – 36,9%
Despesas de pessoal
2002 – 4,8% do PIB
2012 – 4,4% do PIB
Fonte: Relatório “Economia Brasileira em Perspectiva” - Ministério da Fazenda

domingo, 27 de abril de 2014

O desmonte do Estado de “Bem-Estar Social”


Coube a Margareth Thatcher, na Inglaterra (a partir de 1979), e Ronald Reagan, nos Estados Unidos (a partir de 1981), a organização e exercício de políticas chamadas de desmonte do Estado de Bem-Estar Social. A argumentação de ambos os governantes baseava-se largamente nas ideias de economistas liberais (como Fridrich Rajek e Milton Fridman) que postulavam uma imediata diminuição dos impostos. O grande volume de impostos existentes, necessários para financiar o chamado Estado do Bem-Estar Social (saúde, educação, seguro-desemprego etc.) seriam a origem da depressão econômica então vigente e, consequentemente, do desemprego.

Quanto menos impostos, mais empregos...”, raciocinavam políticos e economistas liberais. Obviamente os anteparos sociais existentes, a segurança e a garantia do trabalho, deveriam ser anulados, retirando dos empresários o ônus dos diversos impostos decorrentes das estruturas de amparo do Estado Providência. Alguns organismos econômicos e financeiros mundiais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, FMI, passaram a adotar tal receituário como tendo valor igual para todos, fosse o México,
a Rússia ou a Indonésia.

A nova face da economia mundial atende pelo nome de neoliberalismo, que seria um retorno ao liberalismo econômico. Seus três objetivos principais são:
desmonte do Estado de “Bem-Estar Social”,  dos países ricos, criado com a finalidade de dar melhores condições de vida aos operários do mundo capitalista; dessa forma acreditava poder anular uma possível influência comunista e o perigo de uma revolução dentro dos países capitalistas; todos os direitos conquistados pelos trabalhadores, a previdência social, os salários, os sistemas de saúde, os sistemas de educação, são colocados como despesas que precisam ser cortadas para baixar o custo da produção e aumentar o lucro dos burgueses e capitalizar a economia dos países;  redução da participação do Estado na vida econômica dos países, feita através de um programa de desestatização com a venda para a iniciativa privada e grupos transnacionais, inclusive de empresas e recursos considerados estratégicos, abertura das economias em desenvolvimento para os produtos dos países desenvolvidos, e fim das barreiras alfandegárias, o que possibilitaria a livre circulação das mercadorias pelos diversos países.

Os países em desenvolvimento cumpriram as orientações dadas pelos norte-americanos e entraram num processo de venda de todo seu patrimônio público, conquistado pela luta de várias gerações de trabalhadores. O Brasil foi um desses países.

Ao final da liquidação de seus patrimônios, continuaram endividados e sem ter como investir em seu crescimento e desenvolvimento. Os países em desenvolvimento não tiveram outra opção a não ser a de contrair empréstimos com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial, uma tentativa desesperada de reerguer suas economias. Orientados pela política norte-americana, os organismos financeiros, além das exigências normais para concessão de empréstimos, passam a exigir o detalhamento do destino que será dado ao dinheiro. Estipulam também condições e metas de crescimento 
econômico para obtenção e negociação dos empréstimos já em vigor.

A Revolução Francesa, também no século XVIII


A Revolução Francesa teve influência direta da guerra de Independência norte-americana, uma vez que os soldados franceses lutaram com os colonos contra a Inglaterra e ao voltarem para a França levaram junto com suas histórias de combates, a visão materializada das ideias iluministas, postas em prática no país que ajudaram a libertar.

A Revolução Francesa pode ser considerada o marco da vitória do capitalismo e do estabelecimento da democracia. A vitória dos revolucionários franceses fez com que o mundo passasse a respirar novos ares.

A França forneceu o vocabulário e os temas da política liberal e radical-democrática para a maior parte do mundo. A França deu o primeiro grande exemplo, o conceito e o vocabulário do nacionalismo. A França forneceu os códigos legais, o modelo de organização técnica e científica e o sistema métrico de medidas para a maioria dos países. A ideologia
do mundo moderno atingiu, pela influência francesa, as antigas civilizações que até então resistiam às ideias europeias. (HOBSBAWM, 1996, p. 122)

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789 declarava que todos os homens nascem livres e iguais em direitos e que a única fonte de poder é o próprio povo. A partir daí, entre a humanidade não pode mais haver nem escravos, nem servos, nem justiça especial para nobres, nem torturas; ninguém poderá ser perseguido por suas opiniões ou credo religioso; todos os acusados terão direito
à ampla defesa; qualquer pessoa desde que capacitado poderá ocupar cargos públicos. A declaração francesa se tornou a base para todos os ideais de cidadania em todo o mundo.
Agora, você já deve estar desconfiando de que também os ideais da Revolução Francesa não conseguiram atingir a todos. E se você pensou assim, está totalmente correto.

A Revolução Francesa teve avanços e retrocessos ao longo de seu processo, porém, tanto a Revolução Inglesa como a independência norte-americana são movimentos que trouxeram melhorias imediatas para a população pobre de seu território. A escravidão foi abolida na França, mas permitida nas colônias francesas.

O fato é que esses movimentos foram responsáveis pelo surgimento da ideia e dos conceitos que se tornaram referências na construção e nas práticas de cidadania nas sociedades atuais.

Já vimos como a ideia de cidadania nasceu e quais movimentos foram responsáveis por fazer com que o indivíduo fosse respeitado. E no Brasil? Como a cidadania é exercida ou reclamada pelo povo brasileiro? Nosso país é uma jovem democracia, fato que nos tem gerado grandes dificuldades. 

Sofremos com as acusações de sermos um povo sem memória, um povo que não sabe votar, um povo que só se mobiliza para festejos. A maioria da população não consegue perceber que nossos problemas provêm da falta de costume de exercer e exigir nossos direitos básicos. Nosso país nunca viveu um período mínimo de 50 anos de democracia, ou melhor dizendo, não temos uma cultura democrática desenvolvida em nossa sociedade. 

Uma boa cidadania está diretamente ligada a um eficiente sistema democrático. O fato de estarmos engatinhando como democracia não nos liberta do dever e da responsabilidade
de construirmos um país mais humano, sem preconceitos, sejam eles de quaisquer origens.
Se olharmos detalhadamente para a história do nosso país, descobriremos uma realidade de
brutalidade e desmandos; junte-se a isso uma tradição messiânica de grande parte da população que ao invés de tentar resolver seus problemas vivem a esperar de alguém que os resolva ou que assuma seus erros.

Observemos mais atentamente a questão da cidadania e de seus mecanismos de funcionamento, ou seja, cidadania exige o conhecimento e o gozo de direitos e deveres, cidadania se aperfeiçoa na prática democrática e cotidiana; logo se percebe que o sistema de governo propício para que um cidadão exerça uma cidadania plena é a democracia.
A problemática que se apresenta quando tentamos analisar o processo de cidadania no Brasil encontra-se no fato de que é um processo ainda em curso. 

O complicador na compreensão do que é cidadania reside no fato de sermos concomitantemente sujeito e objeto no processo que tem como objetivo o aprimoramento dos aparelhos democráticos que visam abarcar um grupo cada vez maior de brasileiros que ainda não são contemplados com os direitos e deveres de uma cidadania plena.

No conceito clássico, desenvolvido por T. A. Marshall, que, ao analisar a cidadania na sociedade
inglesa, conclui que a cidadania nasce da junção dos direitos civis, políticos e sociais, e que cidadão é todo aquele que usufrui desses direitos. Segundo o autor, o processo de formação é lento e obedece a uma sequência lógica, que tem início com os direitos civis, depois os políticos e por último os sociais.

Esse modelo ocorreria dessa forma em todas as sociedades. Atentemos, portanto, para um processo que se inicia há mais ou menos 300 anos, que tem uma dinâmica que obedece às particularidades de cada sociedade onde ocorre, o que impossibilita o desenvolvimento
de um modelo único de cidadania para as diversas sociedades; da mesma forma não se
pode pleitear o esgotamento do debate sobre o assunto. A cada dia surge uma gama de novas demandas mundiais e fatores a serem incorporados, o que nos obriga a fazer uma releitura quase que cotidiana do processo que convencionamos chamar de cidadania.

Prof. Adail - Historiador  Pós-Graduado Universidade SP

A guerra de Independência dos Estados Unidos da América do Norte, no século XVIII.



A independência norte-americana, ideologicamente, é filha das ideias dos revolucionários ingleses e do pensamento iluminista, principalmente dos autores franceses. Nasce de uma insatisfação contra uma série de medidas econômicas tomadas pelo governo inglês, que tinha como objetivo criar mecanismos de exploração e controle da colônia e criar um monopólio comercial que impossibilitasse os colonos de realizarem livre-comércio, obrigando-os a comerciar única e exclusivamente com os comerciantes ingleses, prática que seria prejudicial aos colonos, pois seriam obrigados a vender seus produtos por preços baixos e a comprar as mercadorias inglesas a preços altíssimos.

Imaginem se essa situação poderia permanecer assim por muito tempo! É claro que começaram a surgir reações contrárias a esse tipo de exploração. Os primeiros protestos são marcados por reivindicações contra o aumento de impostos e o boicote dos produtos ingleses. O Parlamento é formado por nobres e por grandes comerciantes, representando o interesse dos comerciantes que querem fazer da colônia um mercado aberto a seus produtos e da nobreza uma classe desejosa de mais impostos para os cofres da Coroa britânica. Com o acirramento dos problemas, os colonos que não tinham representantes no Parlamento inglês passam a exigir a presença de um representante das Treze Colônias da América do Norte. 

As ideias de John Locke, de que o governo tem de defender a população e seus interesses,
serão divulgados grandemente entre a população da colônia; o slogan “Só pode existir taxação com representação!” se tornará vulgar entre os colonos. As ideias que legitimaram a luta por direitos na Inglaterra agora são reivindicadas por uma população colonial explorada e espoliada pelo julgo inglês.

No dia 2 de julho de 1776, um congresso realizado na cidade da Filadélfia decide pela separação e forma uma comissão para redigir a Declaração da Independência. Após dois dias, no dia 4 de julho, a declaração fica pronta. A partir da declaração, tem início uma guerra cruel e sanguinária tocada pela Inglaterra contra suas ex-colônias. Com a vitória dos colonos, comandados pelo general.

George Washington, surgia na América uma forma política inédita até aquele momento no continente, uma República presidencialista, com uma constituição que tinha como principal finalidade a proteção da propriedade e do indivíduo. Assim, pelo que você leu até aqui deve estar pensando que o povo norte-americano, com a constituição, teria seus direitos de cidadão reconhecidos, pena que a nova realidade norte-americana, por mais avanços que tenha trazido em seu processo, não contemplou um grande número de habitantes
de seu território, a escravidão dos negros continuou a existir, as mulheres e os índios também foram excluídos da participação nas decisões do novo país.

A Revolução Inglesa, do século XVIII

A Revolução Inglesa; inspirada principalmente pelo pensamento de John Locke, traz a ideia de
que o poder dos reis era concedido pelo povo, com a finalidade exclusiva de protegê-los e de cuidar de
seus interesses; se o rei não cumprisse com sua missão, caberia ao povo destituí-lo. O pensamento de
Locke legitimou a reação contra os abusos dos nobres, que tinham a seu favor o apoio da Igreja Católica, baseada em uma interpretação bíblica que tornava o poder e as atitudes dos nobres inquestionáveis.
A vitória do pensamento liberal de Locke representou uma redefinição das ideias de poder e a quem
esse poder estaria submisso. A figura do rei continuava a existir na Inglaterra, porém agora este devia
obediência ao povo, materializado na figura do Parlamento.

As mudanças ocorridas na Inglaterra, a partir da revolução, foram fantásticas e representaram
avanço nas relações sociais; a instituição do habeas corpus, presente em grande parte das sociedades
atuais, é um grande marco desses avanços. Infelizmente, os problemas agrários e a intolerância religiosa

continuaram a existir e a provocar miséria e exclusão social.

terça-feira, 22 de abril de 2014

A Pedra da Roseta e seu Significado


O faraó Ptolomeu V Epifânio havia concedido ao povo a isenção de uma série de impostos e o fato, evidentemente, agradara a todos. Em sinal de agradecimento os sacerdotes resolveram erguer uma estátua de Ptolomeu V em cada templo e organizar festividades anuais em sua honra. Para deixar registrada para sempre tal decisão, gravaram-na em várias estelas comemorativas e colocaram uma delas em cada templo importante da época. Os soldados de Napoleão toparam com uma dessas pedras. Apesar de estar mutilada, foi possível reconstituir a totalidade do texto original da estela graças a outras cópias do decreto que foram encontradas. Ele diz: 


"No decorrer do reinado do jovem que sucedeu a seu pai na realeza, Senhor dos Diademas, mui glorioso, que estabeleceu o Egito e foi piedoso perante os deuses, triunfante sobre seus inimigos e que restaurou a paz e a vida civilizada entre os homens, Senhor dos Festivais dos Trinta Anos, semelhante a Ptah, o Grande, um rei como Rá, grande rei dos países Alto e Baixo, progênie dos Deuses Filopatores, aprovado por Ptah, a quem Rá deu a vitória, imagem viva de Amum, filho de Rá, PTOLOMEU, ETERNO, AMADO DE PTAH, no nono ano, quando Aetos, filho de Aetos, era sacerdote de Alexandria e os deuses Sóteres e os deuses Adelphoi e os deuses Evergetes e os deuses Filopatores e o deus Epifânio Eucaristo; Pyrrha, filha de Philinos, sendo Athlophoros de Berenice Evergetes, Areia, filha de Diogenes, sendo Kanephoros de Arsinoe Filadelfo; Irene, filha de Ptolomeu, sendo sacerdotisa de Arsinoe Filopator; aos quatro do mes de Xandikos, de acordo com os egípcios, o 18ª de Mekhir. 

O DECRETO. 
Estando reunidos os Sacerdotes Principais e Profetas e aqueles que adentram no templo interior para aparamentar os deuses, e os Portadores de Abano e os Escribas Sacrados e todos os demais sacerdotes dos templos da terra que vieram se encontrar com o rei em Mênfis para a festa da assunção de PTOLOMEU, ETERNO, O BEM AMADO DE PTAH, O DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, o sucessor de seu pai na realeza; estando todos reunidos no templo de Mênfis nesse dia, declaram que: 

considerando que o rei PTOLOMEU, ETERNO, O BEM AMADO DE PTAH, O DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, o filho do rei Ptolomeu e da rainha Arsinoe, os deuses Filopatores, foi um benfeitor tanto do templo quanto daqueles que vivem nele, bem como de seus assuntos, sendo um deus oriundo de um deus e de uma deusa amados de Hórus, o filho de Ísis e de Osíris, que vingou seu pai Osíris, estando propiciamente inclinado em relação aos deuses, destinou à renda dos templos riquezas e milho e empreendeu muitas despesas para a prosperidade do Egito e para a manutenção dos templos e foi generoso sobretudo com seus próprios meios; e isentou alguns e abrandou para outros os impostos e taxas cobrados no Egito, para que essas pessoas e todas as demais pudessem viver em prosperidade durante seu reinado; 

e considerando que ele anulou os débitos que numerosos egípcios e o restante do reino tinham com relação à coroa; 

e considerando que para aqueles que estavam presos e aos que estavam sob acusação há muito tempo, ele decidiu aliviá-los das cargas que pesavam contra eles; 

e considerando que ele confirmou que os deuses continuarão a viver das rendas dos templos e das dotações anuais recebidas, tanto de milho quanto de bens, bem como das rendas destinadas aos deuses pelos vinhedos, jardins e outras propriedades que pertenciam aos deuses durante o reinado de seu pai; 

e considerando que ele também decidiu, em respeito aos sacerdotes, que eles não devem, para admissão ao sacerdócio, pagar mais do que as taxas estabelecidas durante o reinado do seu pai e até o primeiro ano do seu próprio reinado; e desobrigou os membros das ordens sacerdotais da viagem anual a Alexandria; 

e considerando que ele decidiu que não haverá mais nenhum recrutamento compulsório para a marinha; e que da taxa sobre tecido de linho fino pago pelos templos à coroa ele reduziu dois terços; e que qualquer que tenham sido as negligências de tempos passados, ele as corrigiu devidamente, destacando-se muito particularmente as taxas tradicionais a serem pagas apropriadamente aos deuses; e igualmente a todos ministrou justiça, como Thoth, o grande e grande; e decretou que aqueles que retornam da guerra e aqueles que foram espoliados de seus bens nas épocas de turbulência, devem, no seu retorno, ser autorizados a ocupar suas antigas propriedades; 

e considerando que ele autorizou o desembolso de grande quantidade de dinheiro e milho para enviar a cavalaria, a infantaria e a marinha contra aqueles que invadirem o Egito por mar e por terra, a fim de que os templos e todos aqueles que habitam na terra possam estar em segurança; e que tendo ido a Lycopolis, no nomo de Busirite, com um abundante arsenal e outras provisões, para constatar e dissipar o descontentamento provocado por homens ímpios que perpretraram danos aos templos e a todos os habitantes do Egito, ele a circunvalou de pequenas colinas, canais e complicadas fortificações; quando o Nilo, que habitualmente inunda as planícies, teve uma grande cheia no oitavo ano do seu reinado, ele a evitou construindo em numerosos locais desvios para os canais, por um custo irrisório, e confiando a guarda desses locais à cavalaria e à infantaria, em pouco tempo, ele tomou de assalto a cidade e matou todos os homens ímpios, tal como o fizeram Thoth e Hórus, o filho de Ísis e Osiris, em tempos passados, para subjugar os rebeldes no mesmo distrito; e como seu pai havia feito com os rebeldes que haviam molestado a terra e lesado os templos, ele veio a Mênfis para vingar seu pai e sua própria realeza e os puniu como eles mereciam; aproveitando-se de sua vinda, ele fez executar as cerimônias adequadas da sua coroação; 

e considerando que ele dispensou o que era devido à coroa pelos templos até o seu oitavo ano, não exigindo sequer uma pequena quantidade de milho ou dinheiro; e que fez descontos também nas multas para os tecidos de linho fino não entregues à coroa e para os que foram entregues diminuiu as taxas pelo mesmo período; e que ele também isentou os templos do imposto de uma medida de grão para cada medida de terra sagrada e, da mesma forma, de uma jarra de vinho para cada medida de terra dos vinhedos; 

e considerando que ele fez muitas oferendas a Ápis e a Mnevis e aos outros animais sagrados do Egito, pois ele é muito mais preveniente do que os reis que o precederam com relação a tudo que lhes dizia respeito; e que para seus funerais ofertou o que era conveniente com prodigalidade e fausto, e que o que foi pago aos seus santuários específicos o foi regularmente, com sacrifícios e festivais e outras observâncias costumeiras, e que ele manteve a honra dos templos do Egito de acordo com as leis; e que ornou o templo de Ápis com um rico trabalho, dispendendo com isso grande quantidade de ouro, prata e pedras preciosas; 

e considerando que ele fundou templos e santuários e altares e reparou aqueles que necessitavam de reparo, tendo o espírito de um deus benfeitor no que diz respeito à religião; 

e considerando que, após levantamento, ele vem reconstruindo, durante seu reinado, os mais honoráveis dos templos, como se fazia necessário; 

em recompensa pelo que os deuses lhe têm dado saúde, vitória e poder, e todas as demais coisas boas, e ele e seus filhos permanecerão na prosperidade por todos os tempos. 

COM FORTUNA PROPÍCIA: 
Foi decidido pelos sacerdotes de todos os templos da terra aumentar grandemente as honras devidas ao Rei PTOLOMEU, ETERNO, O BEM AMADO DE PTAH, O DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, igualmente as de seus pais, os Deuses Filopatores, e as de seus ancestrais, os Grandes Evergetes e os Deuses Adelphoi e os Deuses Sóteres e colocar no local mais proeminente de cada templo uma imagem do ETERNO REI PTOLOMEU, O BEM AMADO DE PTAH, O DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, que será chamado simplesmente &quotPTOLOMEU, o defensor do Egito", ao lado do qual deverá permanecer o deus principal do templo, entregando-lhe a cimitarra da vitória, e tudo será fabricado segundo os usos e costumes egípcios; e que os sacerdotes prestarão homenagem às imagens três vezes por dia, e colocarão sobre elas as vestimentas sagradas, e executarão outras devoções habituais como são devidas aos demais deuses nos festivais egípcios; 

e construir para o rei PTOLOMEU, O DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, descendente do Rei Ptolomeu e da Rainha Arsinoe, os deuses Filopatores, uma estátua e um santuário de ouro em cada um dos templos, e colocá-lo na câmara interior com os outros santuários; e nos grandes festivais nos quais os santuários são levados em procissão, o santuário do DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO será levado em procissão junto com os demais. 
E para que ele possa ser facilmente reconhecido agora e para todo o sempre, deverão ser colocadas sobre o santuário dez coroas reais de ouro, às quais será acrescida uma naja, à semelhança de todas as coroas ornadas com najas que estão sobre os demais santuários, no centro da coroa dupla que ele usava quando adentrou o templo de Mênfis para realizar as cerimônias de sua coroação; e na superfície que rodeia as coroas, ao lado da coroa acima mencionada, deverão ser colocados símbolos de ouro, em número de oito, significando que esse é o santuário do rei que uniu os países Alto e Baixo. E como o aniversário do rei é celebrado no 30º dia de Mesore e como também se celebra o 17º dia de Paophi, dia em que ele sucedeu a seu pai, esses dias foram considerados como dias de devoção nos templos, pois eles são fontes de grandes bençãos para todos; 

e foi decretado ainda mais que um festival terá lugar nos templos por todo o Egito nesses dias de cada mês, acompanhados de sacrifícios e libações e todas as cerimônias costumeiras dos outros festivais e oferendas serão feitas aos sacerdotes que servem nos templos. E um festival terá lugar em honra do Rei PTOLOMEU, ETERNO, O BEM AMADO DE PTAH, O DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, anualmente, nos templos por todos os cantos da terra no 1º dia de Thoth durante cinco dias, durante os quais eles usarão guirlandas e executarão sacrifícios e libações e outros sacramentos habituais, e os sacerdotes de cada templo serão chamados os sacerdotes do DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO e mais os nomes dos outros deuses que eles servem; e seu sacerdócio será inscrito sobre todos os documentos oficiais e será gravado nos anéis que eles usam; 
e os particulares serão também autorizados a assistir os festivais e a instalar o santuário supra-mencionado em suas casas; executar as celebrações supra-mencionadas anualmente, a fim de que todos e cada um possa saber que os homens do Egito exaltam e honram o DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, o rei, de acordo com a lei. 

Este decreto será inscrito sobre uma estela de pedra nos caracteres sagrados e nativos e gregos e será erigida em cada um dos templos de primeiro, segundo e terceiro graus, ao lado da imagem do Rei Eterno"

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Palestina FREE

Em sua segunda edição, o círculo de debates Palestina Vive 2: Estética da Autodeterminação traz a questão da luta do povo palestino ao ambiente acadêmico. Fruto de uma parceria do Cebrapaz com a Cia de Teatro Amadeus e a Comunidade Árabe Palestina de Foz do Iguaçu (PR), a atividade vai promover mostra de filmes e documentários seguidos de debates com especialistas. 



De acordo com um dos idealizadores da atividade, o professor Jorge Anthonio e Silva – que compõe o corpo docente da Universidade Federal de Integração Latino-Americana - a ideia é trazer a questão palestina para o centro do debate da sociedade civil através de uma linguagem acessível. 

A presidenta do Cebrapaz, Socorro Gomes ressalta a importância desta atividade realizada em uma cidade com uma grande comunidade árabe e forte presença palestina. “O Cebrapaz já realizou ano passado uma semana de solidariedade à Palestina aqui em Foz do Iguaçu, essa atividade é muito importante porque mobiliza autoridades políticas e a própria sociedade civil a exigir a legitimação do Estado Palestino e ao mesmo tempo luta contra o apartheid de Israel”. 

Socorro esclarece que no momento quando a Palestina foi reconhecida como Estado Observador no conselho da ONU (em outubro de 2012), Israel intensificou a perseguição e as ameaças ao povo palestino, além de ter ampliado o processo de ocupação militar no território palestino. Ela acredita que diante deste quadro político, é fundamental se intensificar também a solidariedade internacional.

“Israel hoje já é um Estado isolado que só se sustenta porque tem o apoio dos Estados Unidos e auxilia no processo de política de dominação estadunidense na região [Oriente Médio]. Mas o mundo já conhece Israel e suas práticas de opressão ao povo palestino, por isso essa iniciativa nos chama a refletir sobre esta questão e a denunciar o apartheid praticado por Israel. Nós nos sentimos muito irmanados com o povo palestino”, afirma Socorro. 

A primeira edição do Palestina Vive foi realizada em meados de abril de 2013, quando comemorava-se um ano de irmandade das cidades Foz do Iguaçu e Jericó. A proposta de colaboração entre as duas cidades é do vereador do PCdoB em Foz do Iguaçu, Nilton Bobato. Segundo ele, a ideia é fortalecer os laços com a cidade mais antiga do mundo ocidental, Jericó, devido às características parecidas dos dois territórios, mas principalmente divulgar a causa palestina no Brasil e estabelecer canais de colaboração entre os dois povos. 

Bobato conta que depois do acordo de cooperação criou-se um calendário de atividades em Foz do Iguaçu que trazem a questão palestina para o cotidiano do povo iguaçuense. Ambas as cidades são destinos turísticos importantes em seus países. Jericó por ser a cidade mais antiga do mundo e contar com uma arquitetura encantadora e Foz do Iguaçu por ter as Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas da Natureza – entre outras belezas naturais, e a maior usina hidrelétrica do mundo, Itaipu Binacional, em parceria com o Paraguai. 

Este ano o Palestina Vive será realizado entre os dias 22 e 25 de abril no Cine Iguassu Boulevard, em Foz do Iguaçu. Na terça-feira (22), não haverá exibição de filmes, a programação tem cunho político e cultural e contará com a participação do embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Mohamed Khalil, além de autoridades políticas da Comunidade Árabe Palestina de Foz do Iguaçu. 

Haverá dança, música e poesia típicas da Palestina. Serão explorados os atrativos turísticos do país. Para o professor idealizador da atividade, Jorge Anthonio, é importante não mostrar só o lado triste da história, que consiste nas invasões territoriais de Israel na Palestina e o sionismo, mas também o lado bonito, humano, que faz as pessoas se identificarem umas com as outras independente de fronteiras. 

Já no segundo dia, a quarta-feira (23), será exibido o filme “O Filho do Outro”, história que trata de crianças separadas na maternidade, uma judia, outra palestina, e o impacto que este erro administrativo causou na vida dos pequenos. O debate fica por conta de Walid Rabah, e a mediação será feita pelo vereador Nilton Bobato. 

No terceiro dia será exibido o documentário Promessas de um novo mundo que conta a história de sete crianças israelenses e palestinas residentes em Jerusalém. Apesar de morarem no mesmo lugar elas convivem em mundos distintos, separados por diferenças religiosas. O filme promete uma visão diferente e emocionante sobre o conflito no Oriente Médio. A debatedora deste dia é Socorro Gomes, do Cebrapaz, e o mediador é o Fábio Borges. 

O último filme do ciclo será exibido na sexta-feira (25), Omar, uma produção indicada à categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar de 2013. A história trata da paixão de pessoas separadas pelo muro de Israel e os conflitos que enfrentam para seguir adiante o relacionamento apesar das diferenças políticas e religiosas entre Palestina e Israel. O debatedor do dia é o Fabio Bacila e o mediador Joel de Lima. 

O professor Jorge Anthonio fala sobre a importância de se usar filmes sutis para tratar de uma questão tão dura. “A arte não é ciência, não trata destas questões com a crueza das coisas, ela permite a nós, espectadores, uma visão mais sutil da causa palestina”.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Penas de Mortes no Mundo

 O caminho para a abolição da pena de morte no mundo sofreu “alguns retrocessos difíceis” em 2013, conclui o mais recente relatório da Anistia Internacional, que contabiliza pelo menos 778 pessoas executadas em 22 países. De acordo com o Relatório anual sobre pena de morte, divulgado hoje (27), o número de executados teve um “acréscimo significativo” no ano passado, quando comparado ao ano anterior.
No total, a Anistia Internacional registrou 778 execuções em 2013, um aumento de 15% em relação a 2012. Como em anos anteriores, esse número não inclui “os milhares de pessoas executadas na China”, onde a pena de morte é considerada “segredo de Estado”, não havendo estimativas confiáveis que possam ser utilizadas, destaca a organização internacional de defesa dos direitos humanos.
Excluindo a China, cerca de 80% das execuções registradas no mundo ocorreram em apenas três países: o Irã, Iraque e a Arábia Saudita. A Anistia também não conseguiu confirmar se houve execuções judiciais no Egito e na Síria.
Em 2013, o número total de países que aplicaram a pena de morte subiu para 22, mais um do que em 2012, recorrendo a métodos como decapitação, eletrocussão, enforcamento, fuzilamento e injeção letal.

Quatro países voltaram a recorrer à pena de morte, após anos de intervalo: a Nigéria, o Kuwait, a Indonésia e o Vietnã e foram registradas execuções públicas em quatro: a Arábia Saudita, Coreia do Norte, o Irã e a Somália.
No ano passado, pelo menos 1.925 sentenças de pena capital foram proferidas em 57 países, com aumento em relação a 2012, e pelo menos 23.392 pessoas estavam em corredores da morte.
Apesar dessa “evolução preocupante”, mantém-se “uma tendência firme em direção à abolição”, destaca a Anistia Internacional, que fala de “progressos” em todas as regiões do mundo. Mais de dois terços dos países são abolicionistas na lei ou na prática.
“Apesar de os Eue já eram abolicionistas.
Não houve registro de execuções na Europa e na Ásia Central e, pela primeira vez desde que a organização recolhe dados sobre pena de morte, os corredores da morte em Granada, na Guatemala e em Santa Lucia estavam sem prisioneiros.
Três dos países que executaram pessoas em 2012 não o fizeram em 2013 – Gâmbia, o Paquistão e os Emirados Árabes – e outros Estados perdoaram ou mudaram penas capitais.
O argumento de que a pena de morte é dissuasora do crime voltou a ser utilizado por quase todos os países que continuam a aplicá-la. A Anistia contra-argumenta que “essa posição é cada vez mais insustentável e desacreditada. Não há provas convincentes de que a pena capital leve à desistência do crimestados Unidos persistirem como o único país da América a aplicar penas capitais em 2013, o número de execuções continuou em declínio”. O estado de Maryland juntou-se a mais 17 estados norte-americanos q”.