quarta-feira, 20 de maio de 2015

Cuba sairá de uma lista onde jamais deveria estar


A decisão do governo estadunidense de retirar Cuba da chamada lista de Estados patrocinadores do terrorismo, além de reparar uma injustiça, elimina um obstáculo no caminho para a normalização das relações bilaterais.
No mês de abril o presidente norte-americano, Barack Obama, enviou ao Congresso um relatório destinado à exclusão da ilha dessa listagem unilateral que o Departamento de Estado elabora anualmente. Ainda que o órgão legislativo tenha 45 dias para se pronunciar sobre a "Certificação de Rescisão da designação de Cuba como Estado Patrocinador do Terrorismo", emitida por Obama, a decisão da Casa Branca é conceituada como um fato, porque nessa matéria a decisão definitiva recai sobre o Executivo.

Nem sequer as pressões e manobras da congressista republicana Ileana Ros-Lehtinen, uma das mais ferozes defensoras da política anticubana em Washington, têm possibilidades de prosperar, segundo admitiu a mesma legisladora na semana passada quando declarou: "não podemos desfazê-lo".

O chefe da Casa Branca conta também com o apoio da população, de acordo com os resultados de uma pesquisa recente publicada pela CNN/Opinion Research, segundo a qual 59% dos estadunidenses respaldam a decisão do presidente.

Há mais de três décadas, justamente em março de 1982, a administração do então presidente Ronald Reagan incluiu o país caribenho nessa relação sob o pretexto do apoio da Revolução cubana aos movimentos de libertação na América Latina e na África.

Fontes nos Estados Unidos assinalam também que Cuba foi agregada à lista como pagamento à contrarrevolucionária Fundação Nacional Cubano-Americana por seu apoio à política de Reagan contra a Nicarágua.

Com o passar dos anos e a mudança da conjuntura internacional, Washington variou o discurso e recorreu a novas manobras para tentar justificar a permanência da maior das Antilhas nessa lista, onde também estão incluídos Síria, Irã e Sudão.

Essa postura manteve-se até agora apesar do próprio Departamento de Estado norte-americano admitir em seu relatório de abril de 2014 a inexistência de informação de que o governo cubano forneça armamento ou treinamento a grupos conceituados como terroristas.

O próprio documento reconhece o papel de Havana nas negociações de paz entre o governo e as insurgentes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia para pôr fim ao conflito mais antigo do continente.

Para Cuba, a permanência nessa lista tem significado um recrudescimento das sanções que já sofre devido ao injusto e ilegal bloqueio imposto pelos Estados Unidos há mais de meio século.

É bom recordar que os países acusados pelo Departamento de Estado norte-americano têm proibidas algumas exportações, enfrentam restrições para a assistência econômica e bloqueio para o acesso aos mercados financeiros e sistemas de créditos internacionais.

Daí o aumento da perseguição às transações financeiras para a nação caribenha, que teve entre os exemplos mais recentes a multa descomunal de mais de oito bilhões de dólares imposta pelos Estados Unidos contra o banco francês BNP Paribás.

Em um fato histórico, no dia 17 de dezembro passado Washington e Havana anunciaram a intenção de restabelecer relações diplomáticas e avançar para a normalização. Ainda que a maior das Antilhas não tenha imposto como pré-condição para a restauração dos vínculos a saída da lista, considera-se que esta é uma questão de justiça e um assunto de vital importância no caminho para a normalização das relações.

Em seu recente discurso na Cimeira das Américas no Panamá, onde Cuba participou pela primeira vez, o presidente Raúl Castro cumprimentou o anúncio do chefe da Casa Branca de avançar nesse sentido.

Aprecio como um passo positivo a recente declaração do presidente Obama de que decidirá rapidamente sobre a presença de Cuba em uma lista de países patrocinadores do terrorismo na qual nunca deveria estar, lhes dizia, porque quando isto nos foi imposto os terroristas eram os que queriam nos matar, afirmou Raúl.

É que durante o último meio século, poucos países como Cuba enfrentaram tantos atentados e sabotagens ordenados ou apoiados pelo governo norte-americano.

Entre seus múltiplos exemplos basta citar o ataque mercenário pela Praia Girón, o bandidismo em Pinar del Rio e em Escambray, o atentado contra um avião da Cubana, onde morreram 73 pessoas em 1976, a introdução deliberada do vírus da dengue e as mais de 600 conspirações para eliminar o líder Fidel Castro.

Uma minuciosa investigação histórica, jurídica e política revelou que esses ataques ocasionaram a morte de 3 mil e 478 cubanos, enquanto outros 2 mil e 99 ficaram incapacitados.

É paradoxal que um dos países que mais sofreu na própria carne por atos de terrorismo, se mantenha na lista unilateral do Departamento de Estado, ainda mais quando a nação caribenha é uma das mais solidárias do mundo.

"Cuba nunca foi um país terrorista. Cuba tem sido um país pacifista e muito solidário com o mundo inteiro. Se os Estados Unidos incluiu-a nessa lista equivocou-se", declarou recentemente o presidente da Bolívia, Evo Morales.

Apesar de ser um país bloqueado pelos Estados Unidos, nos últimos 55 anos mais de 137 mil trabalhadores da saúde cubanos contribuíram para salvar vidas em regiões de difícil acesso de 120 países do mundo, o que é uma demonstração do altruísmo da Revolução.

Carmen Esquivel * 

*Editora-chefa da Prensa Latina

HSBC Bode expiatório de um sistema decadente


O banco HSBC, gigante das finanças europeias, dá os primeiros passos de sua estratégia para superar os problemas depois do escândalo da lista Falciani e ao mesmo tempo lidar com a crise econômica.
Este plano, delineado pelo diretor executivo da entidade, Stuart Gulliver, entre outras ações, supõe a sua retirada de vários países que representam grandes perdas, dos quais até o momento só se anunciaram Brasil e Turquia.

Nesta última nação, onde existem 300 sucursais do HSBC, no ano passado a operação de banca varejista teve uma perda de 155 milhões de dólares, enquanto o gigante sul-americano, com 850 escritórios, apresentou uma perda total de 247 milhões de dólares.

Estados Unidos e México também estão sendo avaliados para o abandono do HSBC, no entanto devido aos tratados de livre comércio, nestes casos os critérios da diretora ainda não foram definitivos.

A administração Gulliver no HSBC, desde seu início em 2011 até o presente, despediu 50 mil empregados em todo mundo, e teve uma relação de custo-benefício superior a 67 por cento, informou o jornal The Financial Times.

A mesma fonte acrescenta que as utilidades do banco caíram 17 por cento no ano passado e os crescentes requerimentos de capital propiciaram o atual plano de redução do objetivo de rendimento sobre o capital investido, que oscila hoje entre 12 e 15 por cento e baixará para cerca de 10 por cento em um prazo de três a cinco anos.

Recentes declarações do presidente desta corporação, Douglas Flint, revelam a possível retirada de seu escritório principal fora da atual localização: o Reino Unido.

"No quadro de uma revisão estratégica mais ampla, o conselho de administração, a pedido da direção, deverá trabalhar para saber qual é o melhor lugar para a sede do HSBC neste novo clima", manifestou o titular.

O "novo clima", enfeitado pelas reformas regulamentares e estruturais depois da crise bancária, não é outro que a possível separação do Reino Unido da União Europeia, apoiada pelo atual primeiro-ministro, David Cameron, e que é quase uma realidade devido ao seu triunfo nas recentes eleições gerais.

Todas estas situações não surgiram espontaneamente, mas em sua essência compartilham um denominador comum: o escândalo de corrupção e evasão fiscal da sucursal suíça.

HSBC tenta recuperar das consequências das "falhas" na dita filial, que permitiram 106 mil clientes de 200 países guardar e extrair dinheiro de suas contas sem reportar às autoridades correspondentes.

Os assíduos de referida sede podiam fazer retiros rotineiros de dinheiro em numerário, com frequência em moeda estrangeira de pouco uso na Suíça; este banco ajudava-lhes ocultando as contas não declaradas para evitar o pagamento de impostos mediante incompreensíveis esquemas, informou o site de Forbes Latinoamérica.

As referências foram obtidas por meio de Hervé Falciani, um engenheiro informático da sucursal que hackeou o banco de dados dos clientes, correspondente ao período de 2005 a 2007, e fugiu para a França para depois compartilhar com as autoridades fiscais de diferentes países.

Esta façanha fez-se pública nos primeiros meses deste ano devido ao trabalho do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) e de periódicos como o francês Le Monde e o britânico The Guardian, que indagara a informação paralelamente à justiça do Reino Unido, com auditorias de mais de mil cidadãos com contas que somavam 135 milhões de libras (205 milhões de dólares).

Na chamada "Lista Falciani" encontram-se nomes de empresários, celebridades, esportistas ou figuras políticas da Europa e do resto do mundo.

Destacam o dono estadunidense de uma construtora de shoppings Alfred Taubman, possuidor de uma fortuna de 3,2 bilhões de dólares, bem como a herdeira da empresa de moda e perfumaria francesa Arlette Ricci ou os reis Abdullah II da Jordânia, Mohammed VI do Marrocos, e o Sultão Qaboos do Omã.

Este caso constitui um exemplo de evasão e lavagem de dinheiro sem precedentes na história, já que se estima que pelo escritório transitaram 180,6 bilhões de euros.

O presidente do HSBC Douglas Flint admitiu a vergonha e reconhece "o horrível dano à reputação" sofrido pelo banco depois das revelações da subsidiaria na Suíça, no entanto nega-se a assumir qualquer responsabilidade pessoal pelas falhas.

Flint, quem fora diretor financeiro ao mesmo tempo em que a corporação fundara sua sede no país centro-europeu, alega que os diretores dos ditos escritórios são os que devem encarar toda a responsabilidade, pois o segredo bancário da nação atenta contra os mecanismos de transparência do HSBC.

Com tal critério coincidem as declarações do próprio Hervé Falciani, quem manifestou que se não houver vontade política não haverá uma real necessidade regulamentar, mas impunidade.

"A fraude fiscal é uma questão de engenharia judicial ou jurídica, o mesmo constrói-se graças à ausência de controles, bem como a partir da complexidade dos dispositivos financeiros que os bancos inventam" acrescenta o especialista.

Quanto mais complexo é, mais difícil fica detectar ou desmontar a fraude e hoje conta-se com a prova absoluta de que essa falta de controles foi voluntária, declarou o especialista ao portal argentino Página 12.

"Esses bancos, que já com o que é legal podem atuar de forma amoral, vão atuar também de maneira ilegal graças à impunidade", atestou.

"Algum dia é preciso romper esse círculo. A única maneira de fazê-lo é rompendo o segredo", conclui Falciani.

Na Suíça, o setor financeiro desenvolveu-se a tal ponto que hoje aporta 10,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e conta com uma indústria composta por 312 bancos onde operam 29 mil empregados.

No entanto, a ideia de terminar com o segredo bancário, que não é exclusivo da Suíça ainda que defendido com unhas e dentes por este governo, se estendeu por todo o mundo como um passo lógico para eliminar a corrupção e a evasão fiscal.

Países como Luxemburgo e Áustria já estão aplicando um sistema de intercâmbio automático de informação que logo se propagará de forma obrigada ao restante da União Europeia, informam meios de imprensa.

O modelo consiste em dar a conhecer todas as operações financeiras às autoridades fiscais, plano que se pretende estender a todo o mundo para conhecer as contas e as transações dos cidadãos, e assim conseguir maior transparência na obtenção dos ajustes e balanços uma vez ao ano.

A situação dos últimos tempos e a pressão da União Europeia tornou possível que a Suíça aceitasse se somar em 2018 ao intercâmbio automático de informação, aprovado previamente por mais de 50 países.

HSBC é só um dos tantos casos que demonstram a decadência deste sistema, um mais das lavagens de dinheiro sujo de todo mundo e fiel guardião do dinheiro dos poderosos.

Certamente o fim do segredo fiscal será um passo importante na luta contra a corrupção e o desvio de fundos, e necessariamente obrigaria à banca do país helvético, bem como a todos os que lucram com este modelo distorcido, a reinventar-se para sobreviver em um mundo que defende o capital limpo.

*Estudante de Jornalismo.

arb/crc/bhq/cc
Modificado el ( viernes, 15 de mayo de 2015 )

domingo, 17 de maio de 2015

Com 20% da população no exterior, Portugal cria plano para incentivar regresso de cidadãos

País com mais emigrantes da União Europeia, governo subsidiará em até € 20 mil projetos de portugueses que pretendem voltar ao território de origem

Uma das iniciativas do plano é o programa VEM (Valorização do Empreendedorismo Emigrante), que pretende apoiar numa fase inicial entre 40 e 50 projetos de portugueses que estejam no estrangeiro e queiram retornar com ideias para um negócio. Os valores dos subsídios giram em torno de € 10 mil e € 20 mil euros por projeto.
O VEM será financiado pelo POISE (Programa Operacional para a Inclusão Social e Emprego), que tem uma dotação global de 1,9 milhão de euros (R$ 6,5 milhões). No entanto, não se sabe ainda quanto deste valor será destinado ao programa.
Apesar de o esforço do governo português, os emigrantes entrevistados por Opera Mundi mostraram-se descrentes com a efetividade do programa. A falta de perspectiva quanto ao futuro ainda é um fator determinante na decisão de permanecer no exterior.
País com mais emigrantes da UE
De acordo com o Observatório do Emigrante, apenas em 2013, cerca de 110 mil portugueses emigraram, 15 mil a mais do que no ano anterior. Desta forma, Portugal tornou-se “o país da União Europeia com mais emigrantes, em termos relativos”, atrás de Malta, que possui menos de 500 mil habitantes.
No Brasil há quase dois anos, o sub-maitre Alexandre Gomes, 23 anos, trabalhava em um grande restaurante em Portugal, quando recebeu o convite para trabalhar numa filial do mesmo estabelecimento no Recife, em Pernambuco.
Alexandre Gomes, 23, trabalha em um restaurante em Recife
Alexandre Gomes, 23, trabalha em um restaurante em Recife
Não pensou duas vezes. “A oportunidade era boa: conhecer um novo país, nova cultura e resolvi aceitar”, comenta um dos 137,9 mil portugueses que vivem no Brasil.

“Acho uma boa ideia [o programa], mas não vai ter muito resultado. Afinal, muitas destas pessoas estão fora há algum tempo e já têm suas vidas feitas”, justifica.
Igualmente cético está Paulo Baltazar, 41 anos, que vive em Paris desde 1998, é casado com uma francesa e têm dois filhos nascidos na França. “Não penso em regressar para trabalhar, as condições de vida em Portugal estão difíceis. Não consigo ver futuro para os meus filhos lá”, analisa Baltazar, que trabalha no setor de informática. Ele comenta que diversos amigos saíram do país, retornaram e, após certo tempo, voltaram a sair. “Todos que podem sair, saem”, afirma.
Baltazar avalia que o programa é muito ambicioso e encontra nele mais dúvidas do que certezas. “Como fazer os jovens voltar ao país, quando não conseguem nem segurar os que estão lá?”, indaga, em tom de reflexão. Após um curto hiato, acrescenta: “Nem por € 100 ou 300 eu voltaria”.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Quem é Gogue de Magogue, mencionado no livro de Ezequiel?

Quem é Gogue de Magogue, mencionado no livro de Ezequiel?


Por muitos anos, nossas publicações explicaram que Gogue de Magogue é o nome dado a Satanás, o Diabo, depois de ele ter sido expulso do céu. Por que pensávamos assim? Porque o livro de Revelação identifica Satanás como o líder do ataque mundial contra o povo de Deus. (Rev. 12:1-17) Então, entendia-se que Gogue era outro nome profético para Satanás.
Mas essa explicação levanta perguntas importantes. Pense nisto: referindo-se ao momento em que Gogue é derrotado, Jeová diz com respeito a ele: “Entregar-te-ei por alimento às aves de rapina, às aves de toda espécie de asa e aos animais selváticos do campo.” (Eze. 39:4) Daí, Jeová acrescenta: “Naquele dia terá de acontecer que darei ali a Gogue um lugar, uma sepultura em Israel . . . ali terão de enterrar a Gogue e toda a sua massa de gente.” (Eze. 39:11) Mas será que uma criatura espiritual pode ser devorada por “aves de rapina” e “animais selváticos do campo”? Será que Satanás pode receber “uma sepultura” na Terra? A Bíblia não diz que Satanás será devorado ou enterrado; ela mostra claramente que ele ficará aprisionado num abismo por mil anos. — Rev. 20:1, 2.
Somos informados de que, no fim dos mil anos, Satanás será libertado do abismo e “sairá para desencaminhar aquelas nações nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de ajuntá-los para a guerra”. (Rev. 20:8) Mas como Satanás pode desencaminhar a Gogue, se ele mesmo é Gogue? Assim, concluímos que “Gogue” não se refere a Satanás nem no livro de Ezequiel nem no livro de Revelação.
Quem, então, é Gogue de Magogue? Para responder, precisamos pesquisar as Escrituras e descobrir quem ataca o povo de Deus. A Bíblia não fala apenas do ataque de ‘Gogue de Magogue’, mas também do ataque do “rei do norte” e do ataque dos “reis da terra”. (Eze. 38:2, 10-13; Dan. 11:40, 44, 45; Rev. 17:14; 19:19) Será que eles representam ataques separados? Dificilmente. Tudo indica que a Bíblia está se referindo ao mesmo ataque usando nomes diferentes. Por que podemos chegar a essa conclusão? Porque as Escrituras nos dizem que todas as nações da Terra estarão  envolvidas nesse ataque final, que provocará a guerra do Armagedom

Brics terá economista indiano como primeiro presidente

O primeiro presidente do banco dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) será o economista indiano Kundapur Vaman Kamath. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (11/05) pelo secretário de Finanças da Índia Rajiv Mehrishi, em declarações à imprensa.

 Kamath atualmente é dirigente do ICICI Bank, o segundo maior banco indiano e o maior dos bancos privados do país asiático. Ele presidirá o banco dos Brics pelos próximos cinco anos. Após o prazo, a presidência será entregue ao Brasil.
A criação da entidade foi anunciada em julho de 2014 no Brasil e a ata constitutiva foi assinada em 15 de julho do mesmo ano na VI cúpula realizada no Brasil.
Com capital de US$ 100 bilhões de dólares, o banco foi concebido para servir de alternativa ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e ao Banco Mundial.
Na última semana, o presidente russo, Vladimir Putin, ratificou a criação do fundo comum de reservas monetárias para o banco dos Brics, que tem como objetivo manter a estabilidade financeira do grupo em caso de problemas nos mercados mundiais, além de balancear a possível pressão sobre a balança de pagamentos dos países do bloco

De acordo com o Centro de Intercâmbios Econômicos Internacionais da China, em 2030 os Brics representarão 50% do PIB do planeta. Hoje o bloco é responsável 25% da riqueza mundial

sexta-feira, 8 de maio de 2015

A Crise de 1929 causas e consequências

                                                               Introdução
O ano de 1929 pode ser considerado o marco de uma das maiores crises da história do capitalismo. Foi o ano em que os Estados Unidos foram abalados por uma grave crise econômica que repercutiu no mundo inteiro.
Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918),os Estados Unidos, foram os principais fornecedores dos países europeus, exportando grandes quantidades de produtos industrializados, alimentos e capitais (sob a forma de empréstimos).
No pós-guerra, os Estados Unidos, tornaram-se a maior potência econômica do mundo. Em 1920, a indústria norte-americana produzia quase 50% de toda a produção industrial do mundo. Por quase toda a década de 20, a prosperidade econômica gerou nos norte-americanos um clima de grande euforia e de consumo desenfreado, gerando o modo de vida americano (American way of life), como modelo de progresso. Viver bem significava consumir cada vez mais.
Porém, no final da década de 20, a produção norte-americana atingiu um ritmo de crescimento muito maior do que a demanda por seus produtos, gerando uma crise de superprodução.
Em 1929, os Estados Unidos conheceram uma profunda crise econômica, com a queda da Bolsa de Valores de Nova York, que gerou uma grave crise interna, um alto índice de desemprego e que acabou afetando vários países do mundo.
Causas
 Até por volta de 1925, os países europeus lutavam com dificuldades para reconstruir a Europa, arrasada pela guerra. À medida que a reconstrução da Europa foi se reorganizando, Inglaterra, Alemanha e França procuraram atualizar seus parques industriais e tomaram uma série de medidas protecionistas para reduzir as importações norte-americanas.
Ao se aproximar o ano de 1929, os Estados Unidos produziam uma enorme quantidade de mercadorias para as quais não existiam compradores. Os preços das mercadorias despencavam e mesmo assim, não encontravam consumidores. A queda no comércio interno ocorreu porque os trabalhadores, que eram boa parte da população, recebiam baixos salários e não tinham recursos para comprar muitos produtos.
Os industriais perceberam então, a necessidade de reduzir o ritmo da produção.  Para isso precisavam demitir milhões de trabalhadores. No decorrer da crise, o número de desempregados nos Estados Unidos atingiu mais de 15 milhões de pessoas.
A agricultura também enfrentava dificuldades devido à superprodução. Os fazendeiros norte-americanos foram obrigados a pagar altas taxas para armazenar seus produtos agrícolas e para evitar a queda do preço dos alimentos, no mercado interno. Mas, a simples existência desses estoques provocou o barateamento dos gêneros de primeira necessidade. Muitos fazendeiros endividados junto aos bancos, foram obrigados a entregar-lhes suas propriedades em pagamentos da dívida.
A superprodução provocada pelo subconsumo, a queda geral dos preços e a especulação geraram uma crise sem precedentes: a quebra da Bolsa de Valores, foi o início da Grande Depressão.
O governo procurava manter a ilusão de que tudo ia bem para, com isso, criar novas oportunidades de negócios fáceis. Membros do governo, políticos e outras pessoas influentes, através dos jornais e rádio, mantinham a imagem de prosperidade. As manifestações dos desempregados e as greves por melhores salários eram reprimidas com violência.
A Crise
  Investidores em frente ao prédio da Bolsa de Valores de Nova York, no dia 24 de outubro de 1929, na"quinta-feira negra".
A crise atingiu o mercado de ações e em 24 de outubro de 1929, a "quinta-feira negra" ocorreu o crack ("quebra") da Bolsa de  Valores de Nova York.
Era na Bolsa de Valores que as grandes empresas americanas negociavam suas ações. Com a crise, muitas empresas foram à falência e o valor das ações na Bolsa caiu assustadoramente de um dia para outro.
A desvalorização refletia a estagnação do parque industrial norte-americano, cujas empresas faliam cada vez mais. Bancos faliram e milhões de trabalhadores americanos perderam seus empregos.
A quebra da Bolsa de Valores de Nova York repercutiu na maioria dos países capitalistas.
Muitas pessoas perderam grandes somas de dinheiro com isso. Houve pânico, desespero, tendo ocorrido até mesmo numerosos casos de suicídio.
O desemprego aumentou em todo o país: a miséria atingiu grande parte da população, pois a economia como um todo ficou profundamente desorganizada. Com a crise em 1929 e 1932, a produção industrial americana foi reduzida em 54%. Os 13 milhões de desempregados, em outubro de 1933, representavam 27% da população economicamente ativa no país.

A Crise no Mundo

 A quebra da Bolsa de Valores de Nova York repercutiu na maioria dos países capitalistas. No período de 1929 a 1933, o comércio internacional teve uma redução de 25% e a  produção industrial teve uma queda de aproximadamente 39%.
Na Europa, os americanos retiraram o dinheiro emprestado, provocando; falências em bancos; falências em empresas; aumento do número de desempregados.
Na América Latina, a repercussão da crise foi muito grande, pois os países forneciam basicamente produtos agrícolas e matérias-primas aos Estados Unidos. Com a crise, os Estados Unidos reduziram ou cortaram as compras que faziam desses países. Com menos dinheiro, os países latino-americanos deixaram de investir, gerando com isso desemprego e miséria.
O Brasil também foi afetado pela crise de 1929. O Café era o principal produto de exportação brasileiro, e os Estados Unidos, o nosso principal comprador. Por causa da crise, os Estados Unidos diminuíram suas compras de café, provocando o aumento dos estoques do produto no Brasil.
 A Grande Depressão só não atingiu a União Soviética, que, isolada pelos países do Ocidente após a Revolução Socialista de 1917, tinha um comércio insignificante com os países capitalistas.
O New Deal
  Para reverter a crise, o democrata Franklin Delano Roosevelt (1933-1945), eleito presidente dos Estados Unidos em 1932, adotou uma série de medidas sócio-econômicas para recuperar a economia norte-americana. A nova política econômica ficou conhecida como New Deal.
O New Deal (Novo Acordo), foi inspirado nas idéias do economista inglês John Keynes (1883-1946). O New Deal era um programa misto que procurava conciliar as leis de mercado e respeito pela iniciativa privada com a intervenção do Estado em vários setores da economia.
O Estado passou a intervir fortemente na economia, a solução foi abandonar o liberalismo econômico, começava uma nova fase do capitalismo, chamado capitalismo monopolista de Estado.
Principais medidas socioeconômicas adotadas pelo New Deal:
Controle, pelo governo, dos preços de diversos produtos agrícolas e industriais; auxílio à indústria e controle de produção; empréstimos aos fazendeiros arruinados, para pagarem suas dívidas; execução de grandes obras públicas, para ocupar parte dos desempregados; salário-desemprego, para aliviar a situação de miséria dos desempregados.
Pacto de reconstrução da indústria, realização de um acordo social pelo qual se garantiam os interesses dos industriais (limitação dos preços e da produção às exigências do mercado) e aos trabalhadores (fixação de salários mínimos, limitação das jornadas de trabalho).

Conclusão 

 A política do New Deal não alcançou todo o sucesso esperado. Mas conseguiu dar uma controlada no lado mais terrível da crise econômica que gerava fortes conflitos sociais.
Com essas e outras medidas, a economia começou a recuperar-se. No entanto, somente a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) criaria as condições para um novo impulso econômico dos Estados Unidos, pois a produção de armamentos aumentou o número de empregados e possibilitou grandes lucros às empresas.
Data: 01/08/2008
Fontes consultadas:
NÉRE, Jacques. História Contemporânea. 2ªed. São Paulo: DIFEL, 1981.
BRENER, Jayme. 1929: a crise que mudou o mundo. 1ªed. São Paulo: Ática, Coleção Retrospectiva do Século XX, 1996.
NEVINS, Allan e COMMAGER, Steele H. Breve História dos Estados Unidos. São Paulo: Alfa-Omega, 1986

Saneamento básico cresceu 44% em 11 anos No Brasil

Entre 2003 e 2013, o número de domicílios urbanos com redes coletoras de esgotos ou fossas sépticas passou de 32,8 milhões para 47,3 milhões, um crescimento de 44,2%. O índice corresponde a 84,17% das áreas urbanas. Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o saneamento são da ordem de R$ 94,1 bilhões em 11.267 empreendimentos. 
Deste total, o Ministério das Cidades é responsável por R$ 85,7 bilhões destinados a 2.951 empreendimentose e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) pelos outros R$ 8,4 bilhões para 8316 empreendimentos.
O percentual de domicílios urbanos abastecidos por rede de distribuição de água e com canalização interna aumentou de 89,55% para 93,13% no mesmo período. O salto foi de 38,1 milhões para 52,4 milhões de domicílios com acesso a rede de água no período, beneficiando mais de 42,9 milhões de pessoas.
Outro indicador importante ao longo desse período foi a redução das perdas de água, que passou de 43% em 2003 para 37% em 2013; e o aumento do percentual de esgotos tratados com relação aos esgotos coletados, que no período aumentaram de cerca de 58% para cerca de 70%.
Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), aprovado em 2013, abrange quatro componentes do saneamento básico: abastecimento de água potável; esgotamento sanitário; limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.
Com o Plansab, o governo prevê alcançar, em áreas urbanas, a universalização do abastecimento de água até 2023; a universalização da coleta de resíduos sólidos urbanos até 2033; e, em 2033, ter 92% de domicílios urbanos servidos por rede coletora de esgotos sanitários ou fossa séptica e atingir 93% de tratamento do esgoto coletado.
O Plano foi construído de forma participativa, com empresários, trabalhadores, ONGs, movimentos populares, entidades acadêmicas, profissionais e de pesquisa, e foi submetido à apreciação de quatro Conselhos Nacionais: de Saúdede Meio Ambientede Recursos Hídricos; e das Cidades.
Com informações do Ministério das Cidades.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os antiterroristas Cubanos de volta pra Casa


Os antiterroristas cubanos, conhecidos internacionalmente como Os Cinco, chegaram hoje à Venezuela, país cujo povo foi um dos protagonistas da campanha internacional por sua libertação de cárceres estadunidenses.
Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González foram recebidos no aeroporto internacional Simón Bolívar pela chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, pelo governador do Estado de Vargas, Jorge Luis García, e pelo embaixador de Cuba na Venezuela, Rogelio Polanco.

Na cerimônia, Rodríguez recordou o valor dos Cinco, condenou as penas que sofreram em cárceres dos Estados Unidos e denunciou que, ao contrário, reconhecidos terroristas anticubanos transitam livremente pelas ruas desse país.

Por sua vez, em nome dos Cinco, René González agradeceu ao povo venezuelano e em especial ao falecido presidente Hugo Chávez por todos os seus esforços para a libertação de seus companheiros.

Estes homens foram presos em 1998 nos Estados Unidos e condenados a longas penas de privação de liberdade por prevenir agressões contra a ilha caribenha e monitorar as ações de organizações violentas situadas na Flórida.

Hernández, Labañino e Guerrero chegaram a solo cubano no dia 17 de dezembro e sua libertação respondeu ao acordo entre Cuba e a nação nortista de iniciar um processo para a normalização das relações.

René González e Fernando González chegaram em 2013 e 2014, respectivamente, após cumprirem suas penas, impostas em julgamentos qualificados como injustos por numerosas personalidades de todas as regiões do mundo.

Os Cinco, que chegaram à Venezuela acompanhados por familiares, começarão ainda hoje um amplo cronograma de atividades.

Na agenda da visita destaca-se a homenagem que os antiterroristas oferecerão a Chávez no Quartel da Montanha, onde repousam seus restos mortais.

De acordo com fontes diplomáticas, o recebimento oficial dos antiterroristas na Venezuela acontecerá na central Praça Simón Bolívar, onde depositarão uma oferenda floral como tributo ao Libertador da América.

Em seguida, o prefeito do município caraquenho Libertador, Jorge Rodríguez, concederá aos Cinco as Chaves da Cidade.

Está previsto que os visitantes cubanos recebam amanhã uma homenagem do povo e do Governo da Venezuela no Panteon Nacional, onde permanecem os restos de Bolívar e de outros destacados patriotas deste país sul-americano.

Além disso, Os Cinco percorrerão Bases de Missões Socialistas no estado de Miranda e receberão informações sobre este e outros programas sociais.

Também conversarão com o corpo diplomático cubano e com representantes dos milhares de colaboradores da ilha que prestam serviços na Venezuela.

Durante sua visita, que finaliza no próximo sábado, os antiterroristas assistirão a uma conferência na Universidade Militar Bolivariana da Venezuela, em Forte Tiuna, e participarão de recepções populares nos estados de Carabobo, Aragua, Zulia, Anzoátegui e Barinas

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Ho Chi Minh- Vietnã celebra glorioso capítulo histórico


Cidade Ho Chi Minh, Vietnã, 30 abr - De glorioso capítulo da história do Vietnã qualificou hoje seu primeiro-ministro, Nguyen Tan Dung, a libertação do sul há 40 anos durante a realização aqui com um magnifico desfile militar e de todos os setores sociais.
Destacou que em 30 de abril de 1975 se cumpriu a missão histórica da reunificação nacional, com a qual Vietnã entrou em uma nova era de independência e edificação do socialismo, que trouxe bem-estar ao povo e uma sociedade democrática, justa e civilizada.

Em discurso pela efeméride prestou homenagem ao Partido Comunista, ao Estado e ao exército e especialmente ao presidente Ho Chi Minh, "um genial líder, um herói da libertação e uma figura da cultura mundial evocada em várias oportunidades igualmente pelos jovens em canções interpretadas e imagens alçadas no festejo.

Também manifestou homenagem aos que forjaram a grande vitória ao longo de décadas como as mães heroicas, talentosos comandantes, heróis das forças armadas, mutilados de guerra, familiares de mártires, veteranos, ex-jovens voluntários e cidadãos civis.

Dung recordou que os imperialistas estadunidenses e seus fantoches impuseram um regime neocolonial que converteu o Vietnã do sul em base militar ingerencista que reprimiu a revolução e lançou uma devastadora guerra contra o norte.

Ao se referir aos 30 anos de renovação do país citou entre suas conquistas ter deixado de ser uma nação subdesenvolvida para ser outra de renda média com crescimentos anuais médios de 7%, segurança social básica, uma reduzida taxa de pobreza, inferior a 6% e expectativa de vida de 73 anos.

Colocou particular destaque crítico em deficiências a eliminar nos campos socioeconômicos e da cultura, o fortalecimento do partido e o papel das jovens gerações frente ao futuro, cujos representantes em massa deram predominante brio ao ato.

Em bloco cerrado marcharam também contingentes da Frente da Pátria, veteranos do tempo de guerra, trabalhadores, camponeses, mulheres, intelectuais, empresários e artistas.

Como é tradicional irromperam marcialmente soldados das Forças de Libertação, bem como dos diferentes corpos de defesa e ordem, incluídas milícias, autodefesas sociais, polícia e segurança pública até de unidades aldeanas.

Todos unidos em suas expectativas e desafios pela frente