segunda-feira, 29 de setembro de 2014

17 segredos um Homem para reeleger um governador em São Paulo


Este blogue consultou especialistas em marketing eleitoral e lhes pediu uma lista de qualidades que um candidato deve ter para se reeleger a governador em São Paulo. Os entrevistados solicitaram anonimato. O blogueiro, claro, em respeito à decisão magnânima das fontes, atendeu. Do  Portal Fórum.
1) A primeira medida é ter um acordo com São Pedro para o caso de o estado passar pela maior crise de abastecimento de água da história. O governador faz de conta que a culpa é do santo. A doce mídia, que não lhe critica, reverbera a tese. E São Pedro fica quieto no seu canto.
2) Culpar a população pobre pela falta de políticas públicas nas periferias das grandes cidades do estado. Para isso, o governador bota a doce mídia para chamar de vândalos todos aqueles que não aceitam ser tratados como lixo humano.
3) Botar a polícia para atacar jovens de periferia quando estes fazem festas nas suas comunidades e sempre defender a corporação mesmo quando profissionais bandidos assassinam inocentes.
4) Pagar muito mal os professores e não lhes dar condições adequadas de trabalho, fazendo com que o estado seja mal avaliado em todos os rankings nacionais.
5) Falir a USP e fazer de conta que a culpa é dos estudantes, professores e funcionários.
6) Falir a TV Cultura e colocar o povo da Veja para tocar um programa que era referência de debates, como o Roda Viva.
7) Privatizar as estradas e permitir que as concessionárias cobrem preços abusivos de pedágios.
8) Não investir em hospitais e nem em contratação de médicos, levando o estado mais rico da federação a ser o que mais precisa do programa Mais Médicos criado pelo governo federal para atender os estados mais pobres.
9) Fazer 1km de metrô por ano e levar a mobilidade urbana da grande São Paulo à situação de calamidade pública.
10) Viver um escândalo como o do Trensalão fazendo de conta que não tem nada a ver com isso.
11) Desocupar áreas como o Pinheirinho soltando bombas em crianças e idosos e deixando a população desabrigada.
12) Jogar rios de dinheiro na despoluição de rios como o Tietê e Pinheiros e vê-los cada vez mais poluídos.
13) Lotear o governo distribuindo cargos para todos os partidos políticos e sufocar com isso qualquer investigação em CPI sobre o seu governo.
14) Não ter políticas públicas para jovens e a infância e defender a diminuição da maioridade penal.
15) Aparelhar o Ministério Público.
16) Não ter política habitacional.
17)  Comprar MILHARES de assinaturas de veículos decadentes e investir MILHÕES de publicidade neles, garantindo com isso o silêncio midiático em relação a todas as alternativas anteriores. Fonte do Portal Fórum

As realizações de Haddad em dois anos de Governo

AS Realizações de Haddad em dois Anos frente a Prefeitura de são Paulo.

Confira, abaixo, em lista, o balanço dos primeiros 18 meses de Fernando Haddad como prefeito de São Paulo.
 
EDUCAÇÃO
 
• 26 creches (mais de 6 mil vagas de Educação Infantil)
• 15 EMEIs (7.480 vagas de Educação Infantil)
• 13.799 novas vagas de Educação Infantil pela rede conveniada
• 32 polos da Universidade Aberta do Brasil, com 6 mil vagas só em 2014 e 1 polo da Universidade Aberta da Pessoa Idosa no Cambuci
• 4 Centros de Educação em Direitos Humanos 8 Telecentros 16 polos de Educação Ambiental
 
SAÚDE
 
• 10 Rede Hora Certa, sendo 6 fixas e 4 móveis
• 4 Unidades Básicas de Saúde – UBS
• 1 Unidade de Pronto Atendimento – UPA
• 434 novos leitos em hospitais
• 3 hospitais readequados
• 2 CAPS Álcool e Drogas III Piloto do Prontuário Eletrônico do Paciente
 
MOBILIDADE
 
• 326,8 Km de faixas excluídas de ônibus, beneficiando 80% da população
• Bilhete Único Mensal, Semanal e Diário
• Pontilhão do Rio Embu-Guaçu
• Viaduto Itaquera
• Central de Monitoramento Semafórico: 3.109 semáforos reformados e 551 NoBreaks
• Programa de Proteção ao Pedestre
• 101.600 m² de calçadas acessíveis
• Acessibilidade em 68,7% da frota de ônibus
 
HABITAÇÃO
 
• 2.404 unidades habitacionais
• 8 favelas urbanizadas
• 21.723 famílias beneficiadas com Regularização Fundiária
 
DESENVOLVIMENTO SOCIAL
 
• 270 mil famílias inseridas no Cadastro Único
• 80 mil famílias cadastradas no Bolsa Família
• 24.818 vagas de PRONATEC, sendo 574 para população em situação de rua
• 122 beneficiários do Braços Abertos em tratamento para dependência
• 8.214 microempreendedores formalizados
• 5.607 vagas de Educação de Jovens e Adultos
• 4 Serviços de Acolhimento Institucional à população em situação de rua
• 16 Consultórios na Rua com tratamentos odontológicos e relacionados ao abuso de álcool e outras drogas
• Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão de crianças com necessidades especiais revitalizados
• 3 residências inclusivas para pessoas com deficiência
 
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E TECNOLÓGICO
 
• Agência de Desenvolvimento de São Paulo – ADESampa com 30 polos em funcionamento SP Negócios
• Agência de fomento e promoção de negócios Programa de Incentivos Fiscais para a Zona Leste
• Programa VAI TEC
• Terreno para o UNIFESP em Itaquera e o Instituto Federal em Pirituba
 
CULTURA
 
• Reabertura do Cine Belas Artes
• Criação da Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo – SPCine
• Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes
• Readequados 85 Pontos de Cultura
• 150 Bolsas Cultura
• 48 projetos de teatro, 45 de dança e 60 de cinema apoiados
• 238 projetos apoiados pelo Programa de Valorização das Iniciativas Culturais, modalidades 1 e 2
 
ESPORTE
 
• 32 equipamentos esportivos abertos 24h em 11 subprefeituras
• 21 equipamentos esportivos requalificados Requalificação do Clube Tietê para abertura ao público
 
CIDADE E DESENVOLVIMENTO URBANO
 
• Revisão do Plano Diretor
• 14 obras do Programa de Redução de Alagamentos
• 18 Ecopontos
• Programa de Compostagem Doméstica
• Programa de Feiras Sustentáveis
• 158 mil mudas de árvores plantadas
• 24 praças públicas com Wi-Fi livre (Praças Digitais)
• 1.856 lâmpadas LED e 44 fotovoltaicas (solares)
• 400 núcleos da Defesa Civil – NUDECs cadastrados

domingo, 28 de setembro de 2014

Mulheres revolucionárias que você não aprendeu na escola

Algumas armadas com rifles, outras armadas com a caneta: 10 mulheres que lutaram muito por algo em que acreditavam e que provavelmente nunca serão estampadas em uma camiseta
Por Whizzpast | Tradução: Vinicius Gomes

Todo o mundo conhece homens revolucionários como Che Guevara, mas a história geralmente tende a polir as contribuições de mulheres revolucionárias que sacrificaram seu tempo e suas vidas na luta contra sistemas e ideologias burguesas. Apesar dos falsos conceitos a respeito, existiriam milhares de mulheres que participaram em revoluções ao longo da História, com muitas delas exercendo papéis cruciais. Elas podem vir de diferentes espectros políticos, algumas armadas com rifles e outras armadas com nada além da caneta, mas todas lutaram muito por algo em que acreditavam.
Abaixo estão 10 exemplos dessas mulheres revolucionárias de todas as partes do mundo, que provavelmente nunca serão estampadas em uma camiseta.
Nadezhda Krupskaya
Nadezhda-KrupskayaMuitas pessoas conhecem Nadezhda Krupskaya apenas como a companheira de Vladimir Lênin, mas Nadezhda foi uma política e revolucionária bolchevique graças a seus próprios esforços. Ela estava imensamente envolvida em uma variedade de atividades políticas e projetos educacionais – inclusive servindo como Ministra Interina da Educação na União Soviética de 1929 até sua morte, em 1939. Antes da revolução, ela serviu como secretária do jornal político Iskra, gerenciando toda a correspondência que atravessava o continente europeu, muita das quais tinham que ser codificadas. Depois da revolução, ela dedicou sua vida à melhora nas oportunidades educacionais para trabalhadores e camponeses, como por exemplo, sua luta para tornar as bibliotecas disponíveis para toda a população.
Markievicz4
Constance Markievicz
Constance Markievicz (nome de solteira, Gore-Booth) foi uma condessa anglo-irlandesa revolucionária, nacionalista, sufragista, socialista e membro dos partidos políticos Sinn Féin e Fianna Fáil. Ela participou de inúmeros esforços para a independência da Irlanda, incluindo a Revolta da Páscoa, em 1916, onde teve um papel de liderança. Durante o levante, ela feriu um franco-atirador britânico antes de ser forçada a recuar e se render. Por consequência, foi a única mulher entre os 70 prisioneiros que foram confinados em solitária. Ela foi sentenciada à morte, mas acabou sendo perdoada por ser mulher. O promotor de acusação alegou que ela chegou a implorar, dizendo “Eu sou apenas uma mulher, você não pode atirar em uma mulher”. Todavia, os registros da corte mostram que ela, na verdade, disse: “Eu realmente queria que a sua laia tivesse a decência de atirar em mim”. Constance foi uma das primeiras mulheres no mundo a conseguir uma posição ministerial (Ministra do Trabalho da República Irlandesa, 1919-1922), e foi também a primeira mulher eleita para a Câmara dos Comuns em Londres (dezembro de 1918) – uma posição que ela rejeitou devido à política de abstenção do partido irlandês, Sinn Féin.
Petra Herrera
soldaderasDurante a Revolução Mexicana, as combatentes femininas conhecidas como soldaderas entram em combate ao lado dos homens, apesar de elas frequentemente enfrentarem abusos. Uma das mais conhecidas das soldaderas foi Petra Herrera, que se disfarçou de homem e passou a se chamar “Pedro Herrera”. Como Pedro, ela estabeleceu sua reputação ao demonstrar liderança exemplar (assim como por explodir pontes) e terminou por se revelar como mulher. Ela participou da segunda batalha de Torreón, em 30 de maio de 1914, junto de outras 400 mulheres, até mesmo sendo aclamada por algumas por merecer todo o crédito pela vitória na batalha. Infelizmente, Pancho Villa não estava disposto a dar esse crédito a uma mulher e não a promoveu para “general”. Em resposta, Petra abandonou as forças de Villa e formou sua própria brigada composta só de mulheres.
Nwanyeruwa
ABA-WomenNwanyeruwa, uma nigeriana da etnia Ibo, foi a responsável por uma curta guerra que geralmente é considerada o primeiro grande desafio da autoridade britânica no oeste da África, durante o período colonial. Em 19 de novembro de 1929, ocorreu uma discussão entre Nwanyeruwa com um oficial de censo chamado Mark Emereuwa por tê-la mandado “contar suas cabras, ovelhas e família”. Compreendendo que isso significava que ela seria taxada (tradicionalmente, as mulheres não pagavam impostos), ela discutiu a situação com outras mulheres e protestos, cunhados deGuerra das Mulheres, passaram a ocorrer ao longo de dois meses. Cerca de 25 mil mulheres de toda a região se envolveram nas manifestações, protestando tanto contra as mudanças nas leis tributárias, como pelo poder irrestrito das autoridades. No final, a posição das mulheres venceu, com os britânicos abandonando seus planos de impostos, assim como a renúncia forçada de muitas autoridades do censo.
Lakshmi Sehgal
Lakshmi-SehgalLakshmi Sehgal, coloquialmente conhecida como “Capitã Lakshmi”, foi uma revolucionária no movimento de independência da Índia, uma oficial do exército nacional indiano e, depois, Ministra dos Assuntos para Mulheres no governo Azad Hind. Na década de 1940, ela comandou o regimento Rani de Jhansi – um regimento composto apenas por mulheres que visavam derrubar o Raj britânico na Índia colonial. O regimento foi um dos poucos que tiveram combatentes apenas de mulheres na Segunda Guerra Mundial, em ambos os lados, e foi nomeado assim por conta de outra revolucionária feminina na Índia, chamada Rani Lakshmibai, que foi uma das figuras líderes da Rebelião Indiana em 1857.
Sophie Scholl
Sophie-SchollA revolucionária alemã Sophie Scoll foi uma das fundadoras do grupo de resistência não-violenta antinazista, chamado a Rosa Branca, que promovia a resistência ativa ao regime de Adolf Hitler por meio de uma campanha anônima de panfletagem e grafite. Em fevereiro de 1943, ela e outros membros do grupo foram presos por entregarem panfletos na Universidade de Munique e sentenciados à morte por guilhotina. Cópias dos panfletos, re-entitulados “O Manifesto dos Estudantes de Munique”, foram contrabandeados para fora do país para serem lançados, aos milhões, por aviões das forças Aliadas por toda a Alemanha.
Blanca Canales
Blanca-CanalesBlanca Canales foi uma nacionalista porto-riquenha que ajudou a organizar a “Filhas da Liberdade” – ala feminina do Partido Nacionalista Porto-Riquenho. Ela foi uma das poucas mulheres na história a liderarem uma revolta contra os EUA, no que ficou conhecido como o Levante Jayuya. Em 1948, uma severa lei de restrição, conhecida como a Lei da Mordaça, ou Lei 53, em que se criminalizava a impressão, publicação, venda ou exibição de qualquer material que tencionava paralisar ou destruir o governo da ilha. Em resposta, os nacionalistas passaram a planejar uma revolução armada. Em 30 de outubro de 1950, Blanca e outros pegaram as armas que tinham escondido em sua casa e marcharam para dentro da cidade de Jayuya, tomando a delegacia, queimando o posto de correio, cortando as linhas telefônicas e hasteando a bandeira de Porto Rico, em desafio à Lei 53. Como resultado, o presidente norte-americano declarou lei marcial e ordenou que o exército e a força aérea atacassem a cidade. Os nacionalistas agüentaram o máximo que puderam, mas foram presos e três dias depois, sentenciados à prisão perpétua. Grande parte de Jayuya foi destruída e o incidente não foi coberto corretamente pela imprensa dos EUA – tendo até mesmo o presidente norte-americano dizendo que foi “um incidente entre porto-riquenhos”.
Celia Sanchez
Celia-SanchezA maioria das pessoas conhece Fidel Castro e Che Guevara, mas poucas ouviram falar de Celia Sanchez, a mulher no coração da Revolução Cubana, onde até mesmo rumores dizem ter sido a principal tomadora de decisões. Após o golpe de 10 de março de 1952, Celia se juntou na luta contra o governo de Fulgencio Batista. Ela foi uma das fundadoras do Movimento 26 de Julho, foi líder dos esquadrões de combate durante toda a revolução, controlou os recursos do grupo e até mesmo organizou o desembarque do Granma, que transportou 82 combatentes de México para Cuba, para derrubar Batista. Depois da revolução, Celia continuou com Castro até sua morte.
Kathleen Neal Cleaver
Kathleen-Neal-CleaverKathleen Neal Cleaver foi uma das integrantes do Partido dos Panteras Negras e a primeira mulher do partido a fazer parte do corpo de “tomadores de decisões”. Ela serviu como porta-voz e secretária de imprensa, organizando também a campanha nacional para libertar o aprisionado ministro da Defesa dos Panteras, Huey Newton. Ela e outras mulheres, como Angela Davis, chegaram em determinado momento a contabilizar dois terços do quadro dos Panteras, apesar da noção de que o partido era majoritariamente masculino.
Asmaa MahfouzAsmaa-Mahfouz
Asmaa Mahfouz é uma revolucionária moderna, a quem repousa o crédito de ter inflamado o levante de janeiro de 2011 no Egito, por meio de um vídeo postado na internet, encorajando outros a juntar-se a ela nos protestos na Praça Tahrir. Ela é considerada uma das líderes da Revolução Egípcia e uma proeminente integrante da Coalizão de Jovens da Revolução Egípcia

Russia concede visto de residência a Edward Snowden

Em quatro anos, o ex-funcionário da Agência Nacional de Segurança americana poderá pedir a cidadania russa
O ex-analista de inteligência americano Edward Snowden recebeu autorização para permanecer na Rússia por mais três anos, informou na última quinta-feira (7) seu advogado, Anatoli Kutcherev. O tempo de permanência de Snowden no país, onde vive há um ano, se esgotaria em 1º de agosto.
Kutcherev anunciou também que o ex-funcionário da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos pretende pedir a cidadania russa. “Assim ele poderá mover-se livremente dentro da Rússia e viajar para o exterior por um período de três meses, segundo os termos da legislação russa”, explicou o advogado. Ele afirmou que Snowden preferiu pedir o visto de residência, já que o procedimento para obter o visto de refugiado necessitava de renovação anual.
Segundo o advogado, Snowden deverá se reunir com a imprensa nos próximos dias. “Logo ele se encontrará com vocês. Não quero falar nada em nome dele, assim que for possível marcaremos uma coletiva de imprensa”, prometeu.
Assim como outros estrangeiros que esperam obter a cidadania russa, Snowden é um trabalhador qualificado e está aprendendo a língua do país.
Possibilidade de extradição
O advogado do ex-analista foi enfático em afirmar que não é possível, nos termos da legislação russa, Snowden ser extraditado. “Segundo a lei russa, o deferimento de um pedido de extradição por parte dos Estados Unidos é impossível. Ele não cometeu nenhum crime e na Rússia não é acusado de nenhum ato ilícito.”
“Oficialmente, os Estados Unidos não apresentaram nenhum pedido de extradição. E nem poderiam, porque não há instrumentos jurídicos baseados em atos internacionais que ofereça essa possibilidade”, afirmou Kutcherev. Por outro lado, o advogado relembrou do episódio em que o procurador-geral dos Estados Unidos enviou uma carta ao Ministério da Justiça russo pedindo que entregasse Snowden ao país, afirmando que o ex-agente não estaria sujeito à pena de morte.
Segundo Kutcherev, há uma “poderosa propaganda americana” contra Snowden, a quem definiu como “o homem mais procurado do mundo neste momento”. Sendo assim, a questão da integridade física do ex-agente é prioritária, e ele continua saindo às ruas somente escoltado por agentes de segurança privados.
Como Snowden vive na Rússia
“Snowden está levando uma vida modesta na Rússia e agora está aprendendo o idioma do país. Ele mesmo escolheu seu local de residência e se locomove livremente pela cidade: visita museus, lojas e teatros. Ele se preocupa com a segurança, por isso vive de forma modesta”, contou Kutcherev.
“Ele não tem proteção do Estado e nem pretende ter. Para formalizar o pedido de segurança, há uma série de procedimentos burocráticos. Atualmente, ele recorre a um serviço de segurança privado”, explicou o advogado.
Snowden está trabalhando na Rússia na área de tecnologia da informação. Além disso, segundo seu defensor, o ex-agente está engajado em atividades de defesa dos direitos humanos. No quesito financeiro, o advogado afirmou que Snowden recebe seu próprio salário e conta com ajuda financeira de fundações, que reúnem doações privadas de pessoas e outras organizações não-governamentais.
Kutcherev afirmou ainda que Snowden “sente muitas saudades da família, já que está longe de sua terra natal”. “O período inicial foi bem difícil para ele”, concluiu.

Publicado originalmente gazeta Russia 

Interesses da China e da Rússia aumentam na América Latina

A China e a Rússia se tornaram parceiros mais demandados pelos sistemas políticos da América Latina, que veem as duas potências como uma salvaguarda da sua independência nacional.
Graças ao aumento significativo da demanda por produtos latino-americanos na Rússia e na China, a crise financeira mundial de 2008 não afetou tanto os países da América Latina. Enquanto as exportações para a União Europeia e para os EUA caíram cerca de 26%, as vendas para a Rússia e China continuaram a crescer.


Entre 2010 e 2012, o comércio bilateral entre a China e os países do continente alcançou US$ 260 bilhões. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2013, o comércio entre a Rússia e a América Latina ultrapassou US$ 13 bilhões. A Argentina  e o Brasil são os principais parceiros da Rússia na região.

A China é o segundo maior parceiro da América Latina, depois dos Estados Unidos. Segundo a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), em 2017, o país asiático poderá ocupar o primeiro lugar. Em alguns países, como o Brasil, a China se tornou o principal destino das exportações, e, assim, o principal parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os EUA.
A China também é o segundo maior parceiro econômico do México, depois dos EUA. Durante sua última visita ao país, Xin Jinping deixou claro que quer investir mais na áreas de mineração, energia e infraestrutura do México.
O país latino-americano também quer melhorar as relações com a Rússia, especialmente na área de aeronáutica, produção de ônibus e alimentos.
Mercado de armas
A Rússia ocupa o segundo lugar em exportações de armas aos países da América Latina, depois dos Estados Unidos. Alemanha e Espanha também participam deste mercado.
Recentemente, a China se tornou um novo grande atuador no mercado, especialmente em fornecimento de armas ligeiras. No entanto, não virou concorrente direto da Rússia, que é responsável pelo fornecimento de armas pesadas (tanques, aviões etc.).
De acordo com dados do Instituto Internacional de Estudos de Paz (Sipri), de Estocolmo, durante os últimos cinco anos, as exportações de armamento da Rússia e da China para a América Latina cresceram 22%.
Energia e comunicações
A cooperação energética entre a Rússia e os países da América Latina é ainda mais desenvolvida. Empresas russas, como a Gazprom e a Rushydro, estão realizando vários projetos na Argentina e na Venezuela.
Em Honduras, uma empresa estatal chinesa é responsável pela construção de uma hidroelétrica, cujo valor ultrapassa US$ 350 milhões.
A Rússia colabora ativamente no lançamento de satélites com Peru, Argentina e Chile, enquanto a Nicarágua está negociando com o gigante asiático o lançamento conjunto de um satélite em 2016, que deverá melhorar as transmissões de TV e internet para todos os países da América Central.
A Rússia e a China participarão de construção do novo canal interoceânico na Nicarágua. A China investirá US$ 30 bilhões nesse projeto, que facilitará o transporte para o Pacífico.

Otan pode levar Rússia a adotar atitudes extremas

Especialistas temem uma maior deterioração das relações entre países membros da aliança e Moscou.

Nos dias 4 e 5 de setembro acontecerá a primeira cúpula da Otan (Aliança do Atlântico Norte) desde o início da guerra civil na Ucrânia. A julgar pelos dados vazados para a imprensa, os Estados-membros estão planejando adotar uma série de medidas para conter a Rússia. Analistas entrevistados pelo serviço de notícias RBTH dizem que a Rússia e a Otan nunca foram verdadeiros parceiros e que o aumento da retórica anti-Rússia pode provocar o Kremlin a dar uma resposta desproporcionalmente dura.

Segundo a imprensa alemã, durante a cúpula da Otan a Rússia poderá ser oficialmente reconhecida como uma ameaça para o bloco. A aliança planeja implantar na Europa Oriental cinco bases militares, e embora os analistas políticos russos não vejam nesses planos uma ameaça séria ao país, não descartam a possibilidade de o Kremlin reagir de forma mais brusca.
"Essa cúpula vai fixar um novo estatuto nas relações internacionais na Europa, um afastamento do conceito de indivisibilidade da segurança europeia e o início de uma nova realidade de confronto nas relações entre a Otan e a Rússia", disse ao correspondente da Gazeta Russa o professor sênior do Departamento de Política Mundial da Escola Superior de Economia, Dmítri Suslov. Segundo ele, "entre outras decisões, haverá a declaração do alargamento da infraestrutura militar da Otan ao território dos novos Estados-membros e a criação de novas bases da aliança nos Estados Bálticos, na Polônia e na Romênia”.
“Além disso, os membros da aliança poderão começar a trabalhar na revisão do conceito estratégico da Otan, a fim de registrar nele o novo estatuto das relações com a Rússia, que ficará posicionada como uma ameaça e desafio à segurança da Otan e não como um parceiro. Um dos objetivos da Otan pode ser exatamente o de contenção da Rússia", continuou.
Analistas políticos russos dizem que a aliança nunca assumiu relações amistosas com o Kremlin. "Nós já nos acostumamos nos últimos meses às conversas de que a Rússia não é mais um parceiro estratégico e que não se pode confiar em Moscou. Do ponto de vista prático, é pouco provável que ela [a cúpula] traga algo novo, pois os países da Otan não estão prontos para aumentar seriamente o seu potencial militar na fronteira com a Rússia", disse o diretor do Centro de Estudos Europeus e Internacionais, Timofei Bordatchov.
Alguns analistas políticos acreditam que a Otan não quer agravar as relações com Moscou por causa da crise ucraniana. "Sim, possivelmente haverá declarações sobre a revisão das fronteiras na Europa e sobre a agressão da Rússia, no entanto, a longo prazo – dentro de 20 ou 30 anos -, eles precisarão da Rússia para manter a superioridade da sociedade ocidental na política mundial, por isso tentarão não provocar Moscou", avaliou o analista político russo e sócio-gerente da agência de análise Política Externa, Andrêi Suchentsov.
É por isso que a cúpula abordará em segundo plano a questão da expansão da aliança com países da antiga União Soviética. "Muitos países irão falar sobre a necessidade de mencionar na declaração final da cúpula a possibilidade de aceitar na aliança a Ucrânia e a Geórgia. No entanto, eu espero que países-chave da Europa, como a França e a Alemanha, se oponham a essa proposta, já que tal sugestão só iria reforçar o antagonismo entre a Rússia e a aliança", disse Dmítri Suslov.
De qualquer modo, o Kremlin poderá reagir mal às decisões da Otan e responder a medidas moderadas com medidas ​​radicais. Isso poderá acontecer por várias razões. Em primeiro lugar, o espectro de cooperação entre a Rússia e a aliança é tão estreito que Moscou não tem nenhuma opção moderada para responder possíveis atitudes da Otan. Uma das poucas respostas moderadas poderia ser uma revisão das relações com a aliança sobre a questão afegã. No entanto, o peso dessa alavanca diminuiu seriamente nos últimos tempos. "A importância da nossa cooperação no Afeganistão tem diminuído. A continuação da cooperação referente ao fornecimento de helicópteros russos para as autoridades afegãs está sendo questionada, e o fluxo de carga e de pessoas através do território russo também tem diminuído", disse Suslov.
Em segundo lugar, Moscou pode adotar medidas drásticas por conta de sua mentalidade. A Rússia é uma potência continental clássica e extremamente desconfiada de qualquer reforço do inimigo na sua periferia e tende muitas vezes a exagerar o verdadeiro perigo da ameaça (já que uma subavaliação pode implicar uma nova invasão). De acordo com Timofei Bondartchev, a decisão dos países da Otan sobre a criação de novas bases no leste europeu "irá aumentar na liderança russa a sensação de ameaça, embora, na prática, ela não seja um problema sério para Moscou e a sua maior necessidade seja a de acalmar os membros da Aliança situados nessa região”.

Crise com a Europa acelera aproximação entre Rússia e China

Acordos com Pequim podem afetar independência russa no cenário internacional a longo prazo
O início da construção do gasoduto Sila Sibíri (Força da Sibéria), a declaração do presidente Vladímir Pútin de que a Rússia está disposta a admitir investidores chineses no campo de petróleo e gás de Vankor e a prontidão da Gazprom para assinar, já em novembro, um acordo sobre a exportação de gás para a China através da Rota Ocidental são evidências de uma nova etapa na reorientação das relações econômicas externas russas para o Oriente. O fato de a Rússia ter revogado as restrições políticas relativas à admissão de investidores chineses na exploração de petróleo e gás no país é uma consequência lógica do confronto do Kremlin com o Ocidente.



É importante entender que a maior parte dos passos apontados acima seriam dados pela Rússia de qualquer jeito. Atualmente, a China já é o maior consumidor de energia do mundo, porém o seu PIB per capita ainda é inferior a 50% do russo. A Ásia representa o futuro para os exportadores de recursos energéticos, enquanto a Europa, com o seu ritmo lento de crescimento econômico, representa o passado.
No entanto, em tempos de paz, a reversão para o Oriente se realizaria de forma mais lenta e seria acompanhada por um complexo jogo político com a participação da União Europeia, dos EUA e do Japão, sendo que a Rússia iria tentar manter a máxima liberdade de ação, limitando a presença do capital chinês em seu complexo de combustível e energia. Portanto, a natureza e as consequências dessa reorientação teriam sido diferentes.
A construção acelerada dos caros gasodutos que chegarão até a China, combinada ao acesso dos chineses aos ativos estratégicos de commodities, já deixa de ser um evento da esfera econômica e passa a pertencer à área da política e estratégia global.
A série de importantes acordos energéticos russo-chineses, que foram celebrados ou que serão firmados ainda este ano, é o início da disposição das figuras na nova ordem mundial que está por vir.
As partes não estarão ligadas apenas por uma infraestrutura de gasodutos de alto custo. No contexto de uma ruptura das relações entre a Rússia e a Europa e da deterioração das relações sino-americanas, é provável o rápido desenvolvimento de uma cooperação industrial russo-chinesa. 
As cadeias de logística irão se alterar, e após o término da crise ucraniana já não será possível fazer com que as relações com a Europa voltem à antiga condição.
Graças à cooperação com a China, provavelmente a Rússia conseguirá reduzir significativamente os custos econômicos da nova guerra fria com o Ocidente. No entanto, a longo prazo, isso poderá custar-lhe o papel de jogadora independente na política mundial.
fonte Gazeta russia

                    

Veja agoniza em seu leito de Morte.

Melancólico fim da revista “Veja”, de Mino a Barbosa


Uma das histórias mais tristes e patéticas da história da imprensa brasileira está sendo protagonizada neste momento pela revista semanal "Veja", carro-chefe da  Editora Abril, que já foi uma das maiores publicações semanais do mundo.
Criada e comandada nos primeiros dos seus 47 anos de vida, pelo grande jornalista Mino Carta, hoje ela agoniza nas mãos de dois herdeiros de Victor Civita, que não são do ramo, e de um banqueiro incompetente, que vão acabar quebrando a "Veja" e a Editora Abril inteira do alto de sua onipotência, que é do tamanho de sua incompetência.
Para se ter uma ideia da política editorial que levou a esta derrocada, vou contar uma história que ouvi de Eduardo Campos, em 2012, quando ele foi convidado por Roberto Civita, então dono da Abril, para conhecer a editora.
Os dois nunca tinham se visto. Ao entrar no monumental gabinete de Civita no prédio idem da Marginal Pinheiros, Eduardo ficou perplexo com o que ouviu dele. "Você está vendo estas capas aqui? Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós podemos acabar com esta gente e vamos até o fim".
É bem provável que a Abril acabe antes de se realizar a profecia de Roberto Civita. O certo é que a editora, que já foi a maior e mais importante do país, conseguiu produzir uma "Veja" muito pior e mais irresponsável depois da morte dele, o que parecia impossível.
A edição 2.393 da revista, que foi às bancas neste sábado, é uma prova do que estou dizendo. Sem coragem de dedicar a capa inteira à "bala de prata" que vinham preparando para acabar com a candidatura de Dilma Rousseff, a uma semana das eleições presidenciais, os herdeiros Civita, que não têm nome nem história próprios, e o banqueiro Barbosa, deram no alto apenas uma chamada: " EXCLUSIVO - O NÚCLEO ATÔMICO DA DELAÇÃO _ Paulo Roberto Costa diz à Polícia Federal que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras". Parece coisa de boletim de grêmio estudantil.
O pedido teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da então candidata Dilma Rousseff, ao ex-diretor da Petrobras, para negociar uma ajuda de R$ 2 milhões junto a um doleiro que intermediaria negócios de empreiteiras fornecedoras da empresa.
A reportagem não informa se há provas deste pedido e se a verba foi ou não entregue à campanha de Dilma, mas isso não tem a menor importância para a revista, como se o ex-todo poderoso ministro de Lula e de Dilma precisasse de intermediários para pedir contribuições de grandes empresas. Faz tempo que o negócio da "Veja" não é informar, mas apenas jogar suspeitas contra os líderes e os governos do PT, os grandes inimigos da família.
E se os leitores quiserem saber a causa desta bronca, posso contar, porque fui testemunha: no início do primeiro governo Lula, o presidente resolveu redistribuir verbas de publicidade, antes apenas reservadas a meia dúzia de famílias da grande mídia, e a compra de livros didáticos comprados pelo governo federal para destinar a esc0las públicas.
Ambas as medidas abalaram os cofres da Editora Abril, de tal forma que Roberto Civita saiu dos seus cuidados de grande homem da imprensa para pedir uma audiência ao presidente Lula. Por razões que desconheço,  o presidente se recusava a recebe-lo.
Depois do dono da Abril percorrer os mais altos escalões do poder, em busca de ajuda, certa vez, quando era Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, encontrei Roberto Civita e outros donos da mídia na ante-sala do gabinete de Lula, no terceiro andar do Palácio do Planalto."
"Agora vem até você me encher o saco por causa deste cara?", reagiu o presidente, quando lhe transmiti o pedido de Civita para um encontro, que acabou acontecendo, num jantar privado dos dois no Palácio da Alvorada, mesmo contra a vontade de Lula.
No dia seguinte, na reunião das nove, o presidente queria me matar, junto com os outros ministros que tinham lhe feito o mesmo pedido para conversar com Civita. "Pô, o cara ficou o tempo todo me falando que o Brasil estava melhorando. Quando perguntei pra ele porque a "Veja" sempre dizia exatamente o contrário, esculhambando com tudo, ele me falou: `Não sei, presidente, vou ver com os meninos da redação o que está acontecendo´. É muita cara de pau. Nunca mais me peçam pra falar com este cara".
A partir deste momento, como Roberto Civita contou a Eduardo Campos, a Abril passou a liderar a oposição midiática reunida no Instituto Millenium, que ele ajudou a criar junto com outros donos da imprensa familiar que controla os meios de comunicação do país.
Resolvi escrever este texto, no meio da minha folga de final de semana, sem consultar ninguém, nem a minha mulher, depois de ler um texto absolutamente asqueroso publicado na página 38 da revista que recebi neste final de semana, sob o título "Em busca do templo perdido". Insatisfeitos com o trabalho dos seus pistoleiros de aluguel, os herdeiros e o banqueiro da "Veja" resolveram entregar a encomenda a um pseudônimo nominado "Agamenon Mendes Pedreira".
Como os caros leitores sabem, trabalho faz mais de três anos aqui no portal R7 e no canal de notícias Record News, empresas do grupo Record. Nunca me pediram para escrever nem me proibiram de escrever nada. Tenho aqui plena autonomia editorial, garantida em contrato, e respeitada pelos acionistas da empresa.
Escrevi hoje apenas porque acho que os leitores, internautas e telespectadores, que formam o eleitorado brasileiro, têm o direito de saber neste momento com quem estão lidando quando acessam nossos meios de comunicação

sábado, 27 de setembro de 2014

China Uma Historia de Opio e Ódio.

A guerra do ópio só terminou recentemente, quando o governo chinês demandou a reintegração de Hong-Kong a seu país. Diante das hesitações de Margareth Thatcher, tentando dilatar a decisão, Deng-Xiao Ping lhe disse que recuperariam pela força o território, o que foi suficiente para que a suposta Dama de Ferro devolvesse docilmente Hong-Kong à China


O que foi a Guerra do Opio
A Guerra do Ópio, também conhecida como Guerra Anglo-Chinesa, foi um conflito armado ocorrido em território chinês, em meados do século XIX, entre a Grã-Bretanha e a China. Ocorreram dois conflitos: A Primeira Guerra do Ópio (entre os anos de 1839 e 1842) e a Segunda Guerra do Ópio (entre 1856 e 1860).
Contexto histórico
A Guerra do Ópio aconteceu dentro do contexto do Imperialismo e Neocolonialismo da segunda metade do século XIX. Nações europeias, principalmente a Inglaterra, conquistaram e impuseram seus interesses econômicos, políticos e culturais aos povos e países da Ásia, África e Oceania.
Causas da Primeira Guerra do Ópio (1839 a 1842)
No início do século XIX, as nações europeias só tinham autorização do governo chinês para fazer comércio através do porto de Cantão. O governo chinês também proibia os europeus de comercializarem seus produtos diretamente com os consumidores chineses. Havia intermediários (funcionários públicos) que estabeleciam cotas de produtos e preços a serem cobrados.
A Grã-Bretanha, em plena Segunda Revolução Industrial, buscava avidamente mercados consumidores para seus produtos industrializados, porém as medidas protecionistas chinesas dificultavam o acesso dos britânicos ao amplo mercado consumidor chinês.
Como não conseguiam ampliar o comércio de mercadorias com os chineses, os ingleses passaram a vender ópio, de forma ilegal, para a população da China como forma de ampliar os lucros. O ópio, cultivado na Índia (colônia britânica) era viciante e fazia muito mal a saúde. Em pouco tempo, os ingleses estavam vendendo toneladas de ópio na China, tornando o vício uma epidemia. O governo chinês chegou a enviar uma carta para a rainha Vitória I da Inglaterra protestando contra este verdadeira tráfico de drogas mantido pelos ingleses.
Mesmo com os protestos do governo chinês, os ingleses continuaram a vender ópio na China. Em 1839, como forma de protesto, o governo chinês ordenou a destruição de um carregamento de ópio inglês. O governo britânico considerou o ataque uma grande afronta aos seus interesses comerciais e ordenou a invasão armada à China, dando início a Primeira Guerra do Ópio.
Os britânicos invadiram e dominaram a China. A guerra terminou com a derrota chinesa em 1842.
O tratado de Nanquim
Após a guerra, a Inglaterra impôs o Tratado de Nanquim aos chineses, com as seguintes obrigações:
- A China teve que abrir cinco portos ao livre comércio;
- Os ingleses passaram a ter privilégios no comércio com a China;
- A China teve que pagar indenização de guerra à Inglaterra;
- A China teve que ceder a posse da ilha de Hong Kong aos britânicos (a ilha foi possessão britânica até 1997).
A Segunda Guerra do Ópio (1856 a 1860)
Foi uma continuação da Primeira Guerra do Ópio, porém a Inglaterra contou com a França e a Irlanda como aliadas contra os chineses.
O conflito armado começou logo após funcionários chineses revistarem um navio britânico. Como os chineses já não estavam respeitando algumas cláusulas do Tratado de Nanquim, os britânicos resolveram atacar novamente a China que saiu derrotada mais uma vez. Os ingleses e franceses impuseram o Tratado de Tianjin a derrotada China.
Tratado de Tianjin
- Dez portos chineses deveriam permanecer abertos ao comércio internacional;
- Liberdade para os estrangeiros de viajar e fazer comércio na China;
- Garantia de liberdade religiosa aos cristãos em território chinês;
- A China deveria pagar pesadas indenizações de guerra à Inglaterra e França.