sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Black Friday Regaça com a Audiência da Globo e derruba Anunciantes e Patrocinadores

A Black Friday nos Estados Unidos é famosa pelos excessos: muitas pessoas nas lojas e descontos tão avassaladores que resultam em brigas entre consumidores.

Pelo o que tudo indica aqui no Brasil este ano não será diferente de acordo com as expectativas dos grandes lojistas. 



De acordo com os organizadores do setor, espera-se que as compras online supere países como o Estados Unidos.

Foi grande o numero de acessos ontem a noite (quinta-feita), primeiro dia de ofertas.
Sabe-se,  porém que os maiores perdedores nesta briga dos preços, são os veículos de comunicação tradicional. 

A Rede Globo Por exemplo teve índices baixíssimos em suas Novelas semanais, e não pára por aí, pelo o que o tudo indica este final de semana promete mais BLACK FRIDAY em todo Brasil o que aumentaria o números de usuários atras de superdescontos. 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Engenheiro israelense, dessalinizar água do mar é opção para amenizar crises hídricas em SP

Em Israel, 67% da água para consumo doméstico são tratados a partir da dessalinização; especialista Fredi Lokiec diz que Brasil poderia trilhar caminho semelhante

A construção de usinas de dessalinização no litoral paulista poderia garantir água potável para a população e o abastecimento não dependeria mais das flutuações climáticas. Essa é a análise do engenheiro ambiental Fredi Lokiec, feita a Opera Mundi.

Lokiec, carioca que se mudou para Israel em 1969, é um executivo da maior empresa israelense de dessalinização – a IDE Technologies –, que já construiu 3 das 4 usinas existentes no país, além de mais 400 usinas em 40 países.

Com uma experiência de 24 anos na área hídrica, Lokiec diz lastimar a situação de degradação do abastecimento de água em São Paulo.

Para o engenheiro, as autoridades relevantes demonstraram não ter uma visão de longo prazo. "Rezar para que chova não é suficiente, as autoridades deveriam construir infraestrutura para enfrentar a seca. A dessalinização é um método que confere independência", disse o engenheiro.

Do total da água do planeta, apenas 2,5% são água doce e todo o restante é dos oceanos. Diante da crescente escassez de água doce, a água do mar se destaca como o grande reservatório da humanidade, especialmente em vista de novas tecnologias que tornam a dessalinização um processo rápido e viável.

O processo de dessalinização dura cerca de 30 minutos e consiste na denominada "osmose inversa", na qual, por intermédio de pressão, a água do mar atravessa um sistema de membranas que separa o sal de outras substâncias, tornando-a potável. Em seguida, as substâncias retiradas da água são devolvidas ao mar.

Em Israel, que é um país semiárido que sofre de longos períodos de estiagem, 67% da água para consumo doméstico já provêm da dessalinização.

De acordo com Lociek, as usinas de dessalinização fornecem 500 milhões de metros cúbicos por ano, dos 750 milhões consumidos domesticamente no país.

Outro 1,2  bilhão de metros cúbicos é extraído de fontes naturais e serve às necessidades da agricultura e da indústria.

"Se Israel não tivesse investido em dessalinização, hoje não teríamos água nas torneiras das grandes cidades", disse Lokiec.

Preço

O metro cúbico de água dessalinizada custa entre 70 e 80 centavos de dólar na saída da usina. A este custo se somam as despesas de canalização da água até o consumidor. No caso da cidade de São Paulo haveria o custo de bombear a água dessalinizada, que viria do litoral, pela Serra do Mar acima, o que acarretaria despesas de energia que poderiam elevar o custo até cerca de 1 dólar por metro cúbico.

"Se houvesse uma usina de dessalinização no litoral, a água produzida poderia abastecer as cidades no próprio litoral e isso liberaria uma grande quantidade de água para o abastecimento da cidade de São Paulo", sugere o engenheiro.

De acordo com ele, em Israel "é mais barato utilizar água dessalinizada do que canalizar abastecimento de lugares distantes".

Mundo tem 35,8 milhões de escravos modernos, aponta estudo

Número de pessoas escravizadas cresceu 20%, em relação aos 29,8 milhões de pessoas apontadas no The Global Slavery Index de 2013

Dados inéditos da fundação internacional Walk Free revelam que cerca de 35,8 milhões de pessoas são mantidas em situação de escravidão no mundo. O relatório de 2014 da organização ainda será lançado no dia 18 de novembro e a versão em português será apresentada em 1º de dezembro, no Rio de Janeiro, durante a entrega do Prêmio João Canuto, de direitos humanos.

Em entrevista à Agência Brasil, a representante da Walk Free no país, Diana Maggiore, conta que o número de pessoas escravizadas hoje cresceu 20%, em relação aos 29,8 milhões de pessoas apontadas no The Global Slavery Index 2013, o primeiro relatório da organização.

egundo a Walk Free, no Brasil há cerca de 220 mil pessoas trabalhando como escravos. Diana Maggiore explicou que, em 2013, pela primeira vez, o número de pessoas resgatadas de situações de escravidão no setor urbano foi maior que no setor rural no país. “Por causa dos eventos esportivos, tivemos muitos registros na construção civil e a tendência deve continuar até as Olimpíadas. O Brasil está crescendo, daqui a alguns anos pode ser diferente”, disse.
Entre as formas de escravidão estão o tráfico de pessoas, o trabalho infantil, a exploração sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho forçado em condições degradantes, com extensas jornadas, sob coerção, violência, ameaça ou dívida fraudulenta. Os últimos dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2012,  apontam que quase 21 milhões de crianças e adultos estão presos em regimes de escravidão em todo o mundo.
O maior número de trabalhadores forçados, segundo a OIT, está na Ásia e região do Pacífico, com 11,7 milhões de pessoas nessas condições. No último dia 23 de outubro, Sandra Miranda, de Brasília, recebeu uma encomenda do site chinês AliExpress com um pedido de socorro: “I slave. Help me [Sou escravo, ajude-me]”. A filha da advogada colocou a foto da mensagem nas redes sociais e já teve mais de 15 mil compartilhamentos. “Fiquei perplexa, pensei até que fosse brincadeira, mas o pacote estava muito bem fechado, então veio mesmo de quem embalou”, disse.
“A alegação feita contra um dos vendedores da plataforma AliExpress está sendo investigada”, respondeu a empresa do Grupo Alibaba à Agência Brasil. Segundo Sandra Miranda, um representante da empresa entrou em contato e explicou que o site apenas revende os produtos que já chegam embalados de diversas fábricas e que precisaria rastrear de qual vendedor veio o seu produto.

Para pesquisadora, mito de ‘país tolerante’ silencia debate sobre racismo na Holanda


Patricia Schor, da Universidade de Utrecht, condena tradição natalina holandesa do “Zwarte Piet” e faz paralelo com Brasil: negro só aparece como subalterno

O debate sobre a herança colonial e o racismo na Holanda é reaceso a cada ano nos meses de novembro e dezembro, quando o personagem Zwarte Piet, ou “Pedro Preto”, aparece nas vitrines de lojas decoradas para o Natal em todo o país.
De acordo com o folclore holandês, os Zwarte Piets são os ajudantes do Sinterklaas, ou São Nicolau, figura análoga ao Papai Noel. Nas paradas natalinas realizadas em várias cidades, o personagem é encarnado por pessoas brancas, que fazem uso de “blackface” (maquiagem que cobre o rosto de negro) batom vermelho que realça os lábios, perucas de cabelos crespos e brincos de argola dourados. Se grande parte da população holandesa não vê problema na representação do Zwarte Piet, por outro lado, ele é considerado uma caricatura racista por vários movimentos sociais, que há anos protestam contra o personagem e ressaltam a necessidade da discussão sobre o racismo na sociedade holandesa.
A questão voltou à baila no país na última quarta-feira (12/11), quando o Conselho de Estado holandês — o mais alto tribunal do país — divulgou decisão sobre o recurso apresentado pela prefeitura de Amsterdã em prol da realização da parada anual de Sinterklaas na cidade, o maior evento natalino do país. O recurso foi apresentado após sentença do Juizado Administrativo de Amsterdã do início de julho que considerou o personagem Zwarte Piet “ofensivo” e “perpetuador de estereótipos racistas”, exigindo que o prefeito Eberhard van der Laan reconsiderasse a realização do desfile na cidade. O Conselho de Estado, entretanto, julgou anteontem que a questão do racismo não compete ao prefeito, e se absteve de estipular se o personagem tem ou não caráter racista.
Em entrevista a Opera Mundi, Patricia Schor, pesquisadora da Universidade de Utrecht e especialista em pós-colonialismo e racismo, argumenta que o personagem remete ao passado colonial e escravocrata da Holanda e reforça a discriminação contra pessoas negras no contexto atual do país: “Não somente o Zwarte Piet carrega esta herança de desumanização do negro, como ele reafirma também a posição marginal que a população negra tem na Holanda contemporânea”. Schor, que é brasileira e vive na Holanda há 20 anos, vê semelhanças entre os dois países: segundo ela, apesar de terem sido construídos sobre a exploração da mão de obra de pessoas negras escravizadas, ambos se baseiam em mitos de formação nacional que permitem a negação do racismo.


Estados Unidos mataram 28 civis para cada execução de terrorista com uso de drones nos últimos dez anos

De acordo com o relatório, o método de eliminar terroristas a partir de múltiplos disparos provenientes de veículos aéreos não tripulados apresenta mais efeitos colaterais graves para os direitos humanos do que soluções em longo prazo: de 2004 para cá, 1.147 civis foram mortos na tentativa de assassinar 41 lideranças de organizações como Al Qaeda e Talibã.

“Bombardeios de drones têm sido vendidos para o público norte-americano sob a justificativa de que esses ataques são ‘precisos’. Mas não há nada rigoroso quando isso resulta na morte de centenas de desconhecidos - homens, mulheres e crianças”, critica a advogada Jennifer Gibson, responsável pelo estudo.

Uma das principais armas de guerra na gestão do presidente dos EUA, Barack Obama, os drones suscitam questões acerca da capacidade de precisão da inteligência norte-americana. Nos últimos oito anos, por exemplo, inúmeras foram as tentativas de eliminar Ayman Zawahiri, líder da Al Qaeda no Paquistão: em duas investidas em 2006, pelo menos 76 crianças e 29 adutos foram mortos pelos drones, comprovando a ineficiência da ferramenta.

Reprodução/notabugsplat.com

Vista aérea do rosto da criança, instalação de artistas no Paquistão para protestar contra drones dos EUA, em abril de 2014

Obama confirma decapitação de voluntário norte-americano pelo Estado Islâmico

Secretário de Defesa dos EUA pede demissão por divergência de estratégia na luta contra EI

Página no Facebook vende camisas em apoio a policial que matou jovem negro nos EUA

O Paquistão, aliás, é um dos principais alvos dos aviões não tripulados norte-americanos: no país, drones assassinaram 24 lideranças terroristas, mas isso veio concomitantemente à morte de ao menos 874 civis, dentre os quais 142 crianças.

No entanto, há muitas mortes de terroristas que não conseguem realmente ser confirmadas. Há ocasiões, por exemplo, que algumas baixas são registradas e contabilizadas duas vezes. Em outras, a identidade do alvo também se revela errônea.

Além disso, há casos em que líderes são encontrados mortos em circunstâncias diferentes de ataques aéreos. Paralelamente, existem sérios problemas com a análise de dados de ataques de drones dos EUA, já que muitas ofensivas ocorrem embaixo do pano oficial.

Reprodução

O gráfico Pitch Interactive contabilizou ataques e mortes com drones no Paquistão, clique aqui para ver a multimídia


"O presidente Obama precisa ser direto e franco com o povo norte-americano sobre o custo humano deste programa", afirma Gibson ao jornal The Guardian. "Se até mesmo o seu governo não sabe quem está dentro dos sacos de corpos a cada vez que uma ofensiva dá errado, as alegações de que este é um programa com rigor de precisão me parece um absurdo”, acrescenta.

No ano passado, um levantamento que pode ser visto no gráfico interativo "Out of Sight, Out of Mind" mostra que, dos mais de 3 mil mortos contabilizados pelo projeto desde 2004, apenas em 1,5% dos casos houve confirmação de ligações com atividades terroristas.

Como esses bombardeios acontecem em zonas de guerra perigosas e com pouca cobertura midiática, é difícil contar com apenas dados de militares norte-americanos que são muitas vezes as únicas fontes no local e podem manipular o número real de baixas, distorcendo o impacto dos drones nesses países.

PAC cresce 41,1% em 2014 e atinge R$ 51, 5 bilhões


O PAC foi lançado em 2007 e, em 2011, o governo lançou o PAC2. Em junho, durante o balanço da fase dois do programa, o Ministério do Planejamento informou que 95,5% das ações previstas para 2011-2014 haviam sido concluídas e 84,6% dos recursos tinham sido executados. Com isso, o PAC2 cumpre a função de realizar obras de infraestrutura para elevar a competitividade do País, gerar empregos e incentivar os investimentos públicos e privados.

Já os investimentos no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida alcançaram R$ 68,8 bilhões de janeiro a outubro deste ano, segundo os dados do Tesouro. O valor representa um aumento de 28,2% ante igual período de 2013, quando somou R$ 53,7 bilhões.

Estímulos à produção

Entre janeiro e setembro deste ano, o governo federal abriu mão de arrecadar R$ 75 bilhões por causa das desonerações tributárias, concedidas para estimular o mercado interno e o setor produtivo do país, como a folha de pagamento, cesta básica e ICMS na base de cálculo do PIS/Cofins – Importação.

Esses recursos podem ser considerados como um investimento do governo para aumentar a competitividade brasileira. Apenas em setembro, a renúncia fiscal foi de R$ 8,39 bilhões sobre a arrecadação do mês, contra R$ 6,8 bilhões em igual mês do ano passado.

Entre os descontos e isenções de impostos já concedidas pelo governo está a redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros novos, móveis e eletrodomésticos da linha branca (como geladeiras e fogões). Neste ano, só as desonerações fiscais somam mais de R$ 75 bilhões.

Fonte: Blog o Planalto

Feira de turismo apresenta “Roteiro Hugo Chávez” na Venezuela

Uma rota turística especial que leva o nome do presidente venezuelano Hugo Chávez vai recriar o trajeto histórico do líder pelo estado de Barinas, ao Norte da Venezuela.


Segundo a coordenadora da mostra, Zenaida Gallardo, a oferta é uma das mais atrativas da Feira Internacional de Turismo da Venezuela (Fitven) 2014, que começa nesta quarta-feira (26). 
O trajeto abarca oito etapas da primeira fase de vida de Chávez em sua cidade natal, Sabaneta em Barinas, conhecido como árvore de Camoruco, um emblema dos pastores da região, muito apreciado pelo líder. 

Segundo Zenaida, o trajeto abrange também o complexo cultura Eduardo Ali Rangel e outros centros de educação, esportes e saúde que integram a obra social de Chávez, assim como o posto de comando La marqueseña, onde o presidente cumpriu funções militares. 

Outros trechos do trajeto passam pela casa materna de Chávez, transformada em museu; a Praça Hugo Chávez; a escola Julián Pino, onde ele estudou; e as principais ruas da cidade. 

As propostas gerais da Fitven incluem espaços turísticos de Barinas, como a rota Montanha com Aroma de Café do município Bolívar, onde se cultiva esse tipo de produto; a prática de rafting no rio La Acequia , os rebanhos agro-turísticos e a pesca em represas locais também integram o passeio. 

A expectativa é atrair cerca de 60 mil visitantes nesta edição da feira que encerra no domingo (30). 


Fonte: Prensa Latina

Causa palestina recebe amplo apoio na ONU e Será Reavaliado todos os processos


O fim da ocupação israelense, da construção de novos assentamentos judeus na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, e o direito à autodeterminação da Palestina como Estado independente receberam amplo apoio nas Nações Unidas.


Nesta segunda-feira (24) e na terça-feira (25), a Assembleia Geral da ONU debateu a questão palestina, em razão do marco das atividades pelo Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, que desde 1977 se comemora todo dia 29 de novembro.

O Movimento de Países Não Alinhados (Mnoal), a Liga Árabe, a União Europeia (UE) e nações dos cinco continentes exigem também o levantamento do bloqueio à Faixa de Gaza e a recuperação desse território devastado por 50 dias de bombardeios israelenses, em julho e agosto deste ano.

Também pediram que se evite ações que aprofundem o conflito, principalmente na dimensão religiosa, a partir da escalada de violência das últimas semanas em Jerusalém (Al-Quds para os muçulmanos).

O ataque por colonos judeus a mesquita Al Aqsa, um dos três lugares mais sagrados do Islã, gerou confrontos em Jerusalém, com saldo de mortos e feridos para ambas as partes.

A plenária dos 193 membros da ONU ouviu também a suplica para que Tel Aviv respeite o princípio da proporcionalidade no exercício de seu legítimo direito à segurança.

As duas jornadas de debates reafirmaram o interesse da comunidade internacional em alcançar negociações que levem, de uma vez por todas, à tão desejada solução dos dois estados, um palestino e outro israelense, convivendo em paz com as fronteiras anteriores à ocupação de 1967.

O consenso predominante é que essa é uma saída digna à questão dos refugiados e um status mutuamente aceito para Jerusalém.

Em seu discurso perante a Assembleia Geral, o embaixador da Palestina na ONU, Riyad Mansour, agradeceu o apoio global às causas desse povo árabe.

Além disso, denunciou que a intransigência, a má fé e as ações destrutivas de Israel afastam de maneira significativa as possibilidades de chegar a paz e a solução dos dois estados.

De acordo com o diplomata, há muitos exemplos dessa postura, entre eles a recente agressão a Gaza, quando morreram quase 2.200 pessoas, a maioria civis, incluindo mais de 500 crianças, e ficou destruída a infraestrutura do território habitado por 1,8 milhões de pessoas.

“Teria que acrescentar o impulso à colonização, os persistentes castigos coletivos, a repressão, as provocações em lugares sagrados, os deslocamentos forçados pela demolição de moradias e o empenho para alterar a demografia, a identidade e o status de Jerusalém”, advertiu.

Mansour instou todos os países e o Conselho de Segurança da ONU a atuar para evitar consequências imprevisíveis. Nesse sentido, pediu ao Conselho que assuma sua responsabilidade e estabeleça uma data para o fim da ocupação e para a criação dos dois estados.

Por sua vez, o embaixador de Israel, Ron Prosor, qualificou a comunidade internacional como hipócrita e acusou-os de estarem contra Tel Aviv. Prosor falou especialmente em relação a União Europeia (UE), porque crescem os governos e parlamentos dispostos a reconhecer o Estado palestino, assim como já aconteceu com a Suécia.

Os Estados Unidos, também através de sua representante permanente, Samantha Power, acusou a Assembleia Geral de ser parcial em detrimento dos interesses israelenses.

No entanto, Power não teve como apoiar a política de expansão dos assentamentos ilegais na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, que qualificou como prejudicial para a paz.

Apesar destas críticas à colonização por Tel Aviv dos territórios ocupados, Washington, com seu poder de veto no Conselho de Segurança, continua sendo considerado o principal protetor de Israel e um obstáculo nas aspirações palestinas de participar da ONU como membro pleno.

Fonte: Prensa Latina

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Lewandowski quer julgar Petrobras de FHC

Julgamento foi interrompido em 2011 após pedido de vistas

SÃO PAULO – O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar em breve uma ação que impede a Petrobras de fechar contratos sem seguir a Lei de Licitações, segundo o presidente da Corte, o ministro Ricardo Lewandowski. O processo chegou ao STF em 2005 e pede a revisão de um decreto do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que permite que a estatal faça contratações por meio de processos simplificados de licitação.


A ação inicial está pronta para ser julgada, segundo o STF. Há, porém, um mandado de segurança, de relatoria do ministro Gilmar Mendes, que também precisa ser julgado. O mandado 29.123 foi impetrado pela Petrobras em 2010 contra uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou que a Petrobras aplicasse em seus contratos somente a Lei 8.666/93, que rege Licitações e Contratos, e não o decreto presidencial 2.745/98. Sem o julgamento do mandato de segurança, o processo não avança.


— Esse processo teve um pedido de vista de um ministro (do STF). Assim que ele for devolvido, e dentro das possibilidades da pauta, ele terá prioridade para ser julgado pelo plenário do tribunal — disse Lewandowski no inicio da tarde desta segunda-feira, após a cerimônia de abertura da Semana Nacional de Conciliação, em São Paulo.

PHA

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Empresários Alemães aderem a moeda Chinesa -Hoje, já chega a 70 mil o número de empresas autorizadas no mundo


A economia chinesa voltada à exportação sofreu seriamente com a queda no comércio internacional. Quando você vende produtos para o mundo com uma pequena margem de lucro, não quer ainda correr riscos adicionais relacionados ao câmbio”, diz Esser. Assim, para ajudar os exportadores locais, o governo chinês resolveu passar os riscos do câmbio aos contratantes estrangeiros.
Além disso, o Banco Central da China se deu conta dos riscos associados às imensas reservas em dólar do país, observa Esser. A China acumula uma montanha de quase 3 trilhões de dólares em reservas de divisas, sendo que dois terços delas são títulos da dívida pública dos Estados Unidos ou de empresas do país.
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Chinês com uma nota de yuan em alusão aos Jogos Olímpicos de PequimSe o Tesouro dos Estados Unidos opta por uma política financeira menos rígida, de enfraquecimento do dólar, a China não tem outra alternativa exceto ver suas reservas internacionais perderem valor. Desfazer-se dessas reservas seria igualmente fatal, pois isso faria a cotação do dólar cair vertiginosamente – o que também levaria a uma desvalorização das reservas chinesas.
Para se livrar da dependência do dólar, Pequim iniciou, em meados de 2009, um projeto piloto que prevê uma internacionalização gradual do yuan até que a moeda se equipare à norte-americana. Isso foi anunciado no âmbito de um programa, batizado RMB Trade Settlement Scheme (algo como “esquema de comércio e liquidação para o yuan”, em português). De lá para cá, o programa foi ampliado para 20 cidades e províncias. Isso abrange, segundos os cálculos de Esser, 95% das empresas de comércio exterior da China.
Hoje, já chega a 70 mil o número de empresas autorizadas a fechar negócios em yuan. Empresários alemães também aderiram. O grupo Metro, por exemplo, que inclui as redes de eletroeletrônicos Saturn e Media Markt, a rede de supermercados Real e as lojas de departamentos Galeria Kaufhof, paga seus fornecedores chineses em yuan.
Embora hoje o volume de transações comerciais em yuan não passe de 3% do total movimentado pela China, em cinco anos, se depender do governo em Pequim, metade do comércio exterior do país deverá ser efetuado usando a moeda local.
Investimentos em yuan
No entanto, para se equiparar de fato ao dólar, o yuan terá que se firmar também como moeda de investimento. Como laboratório de testes, Pequim escolheu Hong Kong, antiga colônia britânica. Lá se desenvolveu, nos últimos meses, uma espécie de mercado offshore para a moeda chinesa, com o lançamento de 16 títulos em yuan, emitidos pelo governo chinês, pelo Bank of China, pelo Banco Asiático de Desenvolvimento, entre outros, e também por empresas como a McDonald’s e a fabricante norte-americana de peças Caterpillar.
Os títulos receberam o nome de “obrigações Dim-Sum” – como são chamados os salgadinhos recheados típicos de Hong Kong. Estima-se que em 2011 serão emitidos títulos Dim-Sum no valor de mais de 100 bilhões de yuans – mais do que o dobro do registrado em 2010. “A motivação dos investidores é especular com uma possível valorização do yuan”, explica o especialista Esser.
Em média, espera-se que uma valorização anual do yuan entre 4 e 5%. Uma moeda com alto potencial de valorização torna-se atraente também para os bancos centrais. Para reforçar essa nova função, a China selou acordos de swap cambial com uma série de países. Esses acordos são, na prática, uma troca de moedas. No caso da Argentina, por exemplo, o Banco Central chinês fornece ao Banco Central argentino uma determinada soma em yuan e recebe em troca pesos.
No entanto, até que os bancos centrais de todo o mundo cogitem seriamente manter reservas em yuan ainda deverá transcorrer muito tempo. Até lá, Pequim terá que liberar os fluxos de capital em yuan.
No que diz respeito ao centro financeiro de Hong Kong, o próximo passo será a emissão de ações em yuan, analisa Esser. Depois pode vir uma maior emissão de títulos de devedores locais. Por fim, a grande questão: quando os investidores estrangeiros poderão negociar títulos na China?
Câmbio livre para o yuan
No fim deste longo processo está a livre flutuação do yuan. Quando isso vai acontecer é a grande incógnita para os mercados financeiros. O economista Jens Ruebbert, do Deutsche Bank em Pequim, evita especular sobre datas, mas aponta para uma iniciativa da China.
“Xangai 2020. A China quer transformar Xangai num centro financeiro internacional. Isso requer um câmbio livre e um regime de juros relativamente livre; e requer que os mercados de capital continuem se desenvolvendo”, diz ele.
É bem possível que a China escolha o ano de 2020 para a liberação de sua moeda. Esser aposta numa data entre 2020 e 2025. Aí o yuan terá se transformado na terceira moeda mais forte do mundo, depois do dólar e do euro.
“Quanto mais liberdade Pequim conceder ao yuan, mais ele ganhará em importância”, diz Esser. Num futuro remoto, talvez até o ano de 2050, a nova moeda chinesa poderá, em função do significado econômico da China, assumir o lugar do dólar, conclui.
Autor: Danhong Zhang (sv)
Revisão: Alexandre Schossler

Desdolarização da Economia Mundial Russia e China Apressam o Processo Com definição de uma nova Moeda

O desordenamento que a flutuação da moeda norte-americana vem causando nos países emergentes como a Argentina e, em menor proporção, o Brasil, reforçou a tese de que os países que não integram a América do Norte e a União Europeia devem adotar uma nova moeda, capaz de fazer frente ao poderio do dólar e das grandes economias mundiais. A tese, exposta em um artigo publicado na agência chinesa de notícias Xinhua, com a assinatura do Partido Comunista Chinês (PCCh), já alertava no ano passado para a necessidade da adoção de moeda alternativa ao dólar nas reservas internacionais, a fim de reduzir os riscos criados pelas “turbulências” norte-americanas


O artigo, em uma de suas críticas mais duras aos EUA, afirma que o risco de calote norte-americano reforça a necessidade de desamericanizar o mundo. A China, que é o maior credor da dívida externa dos Estados Unidos, não poupa críticas à política externa do governo de Barack Obama.
“Em vez de honrar seus compromissos como um líder responsável, uma Washington autocentrada abusou do status de superpotência e introduziu mais caos no mundo, transferindo riscos financeiros ao exterior, instigando tensões regionais em meio a disputas territoriais e travando guerras sob o pretexto de mentiras”, aponta o texto.
A razão do artigo publicado em outubro de 2013 ficou evidente, nesta terça-feira, nos distúrbios financeiros deflagrados em Buenos Aires. E os países emergentes, que nos tempos da crise financeira global se tornaram a esperança do mundo ocidental, enfrentam momentos difíceis, com fuga de dinheiro de investidores e consequente desvalorização de suas moedas. Não muito tempo atrás, quando os bancos centrais dos países ricos reduziram suas taxas de juros para quase zero, o fluxo era o contrário: os emergentes foram inundados com capital de investimento vindo das nações ricas, atraído pelas altas taxas de crescimento e juros comparativamente altos.
No entanto, desde que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, passou a testar o abandono dessa política monetária ultraexpansionista, investidores privados e institucionais retiram quantias bilionárias dos países emergentes, na esperança de conseguir novamente retornos mais elevados em seus países de origem – e com menos riscos.
– O desenvolvimento atual explica por que os ministros das Finanças dos países emergentes disseram anteriormente: ‘nós não queremos esta grande liquidez’. Porque, embora este capital de investimento leve inicialmente a um desenvolvimento econômico positivo, leva também a um superaquecimento. E, assim, o arrefecimento já está quase pré-programado – diz Günter Beck, professor de macroeconomia europeia na Universidade de Siegen.
Economia desordenada
De fato, ambos os movimentos de capitais – entrada na crise, saída após a crise – não foram particularmente benéficos para os países emergentes. A forte entrada de capital na época da crise financeira levou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a falar de uma “guerra cambial”. Segundo Mantega, com juros próximos do zero, a política monetária do Fed inundou o Brasil com capital especulativo, levando os juros locais às alturas e desvalorizando o real, provocando a ameaça de uma perigosa bolha inflacionária e pondo, ao fim, toda a economia em desordem.
Qualquer ministro das Finanças ou da Economia tenta atrair capital e investimentos estrangeiros para seu país. Mas tudo depende da dose. O que, em tempos normais, conduz ao crescimento e à criação de postos de trabalho pode se tornar um problema se um país registrar uma grande entrada de dinheiro em curto intervalo de tempo, de forma que ela não pode ser devidamente absorvida.
– Muito em muito pouco tempo: isso significa alocações inadequadas desse capital, ou seja, um superaquecimento e possíveis crises – explica Beck.
Moedas sob pressão
Mas da mesma forma que as moedas de países emergentes sofreram, na época da enxurrada de dinheiro, uma enorme valorização, elas se encontram hoje em queda livre – devido à grande fuga de capitais em tão pouco tempo. Assim, o Banco Central da Argentina já desistiu da compra de divisas para apoiar o câmbio, o que fez com que a cotação do peso reagisse com uma queda de 20% na semana passada. A pressão é particularmente forte sobre as moedas de países que são especialmente dependentes do capital estrangeiro – como a Turquia. Mas também o rublo russo, o rand sul-africano, o real brasileiro ou o peso mexicano perderam maciçamente valor – e registram as menores cotações dos últimos anos.
A fuga de capitais estrangeiros começou em maio do ano passado, quando o então presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, cogitou perante o Congresso a possibilidade de um tapering, a desistência gradual da política monetária ultraexpansionista de juros quase zerados.
– É sempre muito, muito difícil extrair essa política. Creio que também não é aconselhável fazê-lo numa situação de crise. A meu ver, no entanto, isso é fundamental para a estabilidade a longo prazo – avalia Beck. Os especialistas concordam que praticar uma política de dinheiro barato por muito tempo pode provocar novas bolhas de preços e ativos.
Teoria na prática
Mas agora também se pode ver que abandonar essa política não é assim tão fácil. “O sofrimento é quase inevitável”, diz Beck. Segundo ele, a política do dinheiro barato teve efeitos bastante positivos. Uma inversão dessa política implica também uma inversão dos efeitos.
– Os políticos devem levar em consideração que essa mudança provoca efeitos reais negativos – alerta.
Segundo o professor da Universidade de Siegen, a longo prazo, sempre haverá objetivos conflitantes quando um Banco Central não estiver comprometido somente com a meta da estabilidade monetária, mas também com o crescimento e a criação de empregos, como é o caso do Fed americano. Ao menos na teoria, o Banco Central Europeu (BCE) se encontra numa situação mais confortável. Pois, no papel, ele só precisa se preocupar com a estabilidade do euro e nada mais.
– A política do Banco Central deveria ser configurada de maneira a não sentir nenhuma obrigação frente à economia real, ou seja, que ela não tenha o controle sobre o ajuste da economia real como objetivo – diz Beck.
Mas, em tempos de crise, uma coisa é a teoria, outra é a prática. Indagado se ele teria reagido diferentemente de Ben Bernanke ou do presidente do BCE, Mario Draghi, o professor de macroeconomia europeia respondeu:
– Provavelmente não.

Rússia apressa o fim do dólar com a criação de bloco comercial na Ásia


O presidente russo, Vladimir Putin, assinou nesta quinta-feira um tratado com o Cazaquistão e com a Belarus para criar um amplo bloco comercial, na esperança de que isso desafie o poder econômico dos Estados Unidos, da União Europeia e da China. Putin nega que a concepção da União Econômica Eurasiática com os dois países (ex-membros soviéticos), junto com a anexação da Crimeia pela Rússia, significa que ele quer reconstruir uma União Soviética pós-comunismo, ou o tanto quanto conseguir. Mas sua intenção, no entanto, é fazer com que essa aliança demonstre que as sanções ocidentais impostas por conta da crise na Ucrânia não isolem a Rússia. O bloco tem um mercado de 170 milhões de pessoas e um PIB combinado anual de 2,7 trilhões de dólares, além de amplos recursos energéticos.
– Nossa reunião de hoje tem um significado especial e, sem exagero, definidor de uma época. Este documento traz nossos países para um novo estágio de integração, ao passo que preserva inteiramente a soberania dos Estados – disse Putin sobre o tratado, assinado sob altos aplausos de autoridades, na moderna capital do Cazaquistão, Astana. O acordo também foi assinado pelo presidente cazaque, Nursultan Nazarbayev, e pelo presidente bielorusso, Alexander Lukashenko.
Novo cenário
Os esforços da Rússia de buscar novos acordos financeiros com a China e os demais países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em parte também se deve à previsão de um colapso do sistema monetário em um futuro próximo, segundo o especialista em finanças James Rickards. Rússia e China já demonstraram desejo de livrar o dólar norte-americano e de seu statusde moeda de reserva mundial, em um sinal precoce da crise “cada vez mais inevitável”, afirmou Rickards.
– A China tem US$ 3 trilhões, mas compra ouro o mais rápido que pode. Os chineses temem que os EUA promovam uma maxidesvalorização do dólar, por meio da inflação crescente, de modo que eles querem ter um hedge se o dólar for muito abaixo da atual cotação, o que deverá empurrar o ouro para cima – disse Rickards ao canal russo de TV RT .
Como um dos principais eventos de apoio à sua previsão, Rickards aponta para as palavras do próprio presidente russo no 18 º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, que teve lugar no início deste mês .
– Putin disse que prevê uma zona econômica euro-asiática envolvendo Europa Oriental, Ásia Central e Rússia. O rublo russo está longe de ser uma moeda de reserva global, mas poderia ser uma moeda de reserva regional – disse.
Resultados catastróficos
Rickards é autor do livro sobre o desaparecimento do dólar, lançado em abril sob um nome bastante apocalíptico: The Death of Money (A morte do dinheiro). No entanto, o autor se surpreende que os eventos estão se desenvolvendo muito mais rápido do que ele mesmo previu .
– O ritmo dos acontecimentos é mais rápido do que o esperado. Por isso, alguns desses resultados catastróficos poderão vir mais cedo do que eu escrevi sobre eles – afirma.
Há uma semana, a China e a Rússia assinaram um tratado histórico de 400 Milhões  no negócio de gás, que irá proporcionar economia de mais rápido crescimento do mundo, com o gás natural de que necessita para manter o ritmo para os próximos 30 anos. Especialistas dizem que este poderia ser o catalisador que destronará o dólar como moeda de reserva do mundo.

domingo, 23 de novembro de 2014

Alemanha está para se unir às nações dos Brics Uma análise do doutor em Estatística Jim Willie, PhD na matéria pela Carnegie Mellon University, nos EUA,

Os piores pesadelos do presidente Barack Obama têm ganhado forma, em uma velocidade com a qual ele não contava, no front financeiro. Uma análise do doutor em Estatística Jim Willie, PhD na matéria pela Carnegie Mellon University, nos EUA, afirma categoricamente que a Alemanha está prestes a abandonar o sistema unipolar apoiado pela Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) e os EUA, para se unir às nações dos Brics, o grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, razão pela qual a agência norte-americana de espionagem NSA ampliou suas escutas à lider germânica Angela Merkel e terminou flagrada por agentes do serviço secreto alemão, após as denúncias do ex-espião Edward Snoden. Em entrevista ao blogueiro Greg Hunter, editor do USA Watchdog, Willie afirmou que a verdadeira razão por trás do recente escândalo de espionagem da NSA, visando a Alemanha, é o clima de medo que ronda o governo norte-americano de que as potências financeiras da Europa estejam procurando fugir do inevitável colapso do dólar.

Editor de um boletim financeiro a partir de Pittsburg, no Estado norte-americano da Pensylvania, Jim Willie afirma que o apoio dos EUA à Ucrânia e as consequentes sanções impostas à Rússia integram o esforço dos EUA de tentar segurar o êxodo europeu no campo econômico e político, em nível mundial. “Aqui está a grande consequência. Os EUA, basicamente, estão dizendo à Europa: você tem duas opções aqui. Junte-se a nós na guerra contra a Rússia. Junte-se a nós nas sanções contra a Rússia. Junte-se a nós nas constantes guerras e conflitos, isolamento e destruição à sua economia, na negação do seu fornecimento de energia e na desistência dos contratos. Junte-se a nós nessas guerras e sanções, porque nós realmente queremos que você mantenha o regime do dólar. (Em contrapartida, os europeus) dizem que estão cansados do dólar… Estamos empurrando a Alemanha para fora do nosso círculo. Não se preocupem com a França, nem se preocupem com a Inglaterra, se preocupem com a Alemanha. A Alemanha tem, no momento, 3 mil empresas fazendo negócios reais, e elas não vão se juntar às sanções”.
Willie continua: “É um jogo de guerra e a Europa está enjoada dos jogos de guerra dos EUA. Defender o dólar é praticar guerra contra o mercado. Você está conosco ou está contra nós?”.Quanto à espionagem da NSA sobre a Alemanha, Willie diz: “(Os espiões norte-americanos) estão à procura de detalhes no caso de (os alemães) passarem a apoiar a Rússia sobre o ‘dumping’ ao dólar. Eu penso, também, que estão à procura de detalhes de um possível movimento secreto da Alemanha em relação ao dólar de união aos Brics. Isto é exatamente o que eu penso que a Alemanha fará”.
Willie calcula que, quando os países se afastarem do dólar norte-americano, a impressão de dinheiro (quantitative easing, QE) aumentará e a economia tende a piorar. Willie chama isso de ‘feedback loop’, e acrescenta: “Você fecha o ‘feedback loop’ com as perdas dos rendimentos causados pelos custos mais elevados que vêm da QE. Não é estimulante. É um resgate ilícito de Wall Street que degrada, deteriora e prejudica a economia num sistema vicioso retroalimentado… Você está vendo a queda livre da economia e aceleração dos danos. A QE não aconteceu por acaso. Os estrangeiros não querem mais comprar os nossos títulos. Eles não querem comprar o título de um banco central que imprime o dinheiro para comprar o título de volta! A QE levanta a estrutura de custos e causa o encolhimento e desaparecimento dos lucros. A QE não é um estímulo. É a destruição do capital”.
Na chamada “recuperação” a grande mídia tem batido na mesma tecla durante anos, Willie diz: “Os EUA entraram em uma recessão da qual não sairão até que o dólar tenha desaparecido. Se calcular-mos a inflação corretamente… Veremos uma recessão monstro de 6% ou 7% agora. Não creio que a situação melhore até que o dólar seja descartado. Portanto, estamos entrando na fase final do dólar”.
“Você quer se livrar de obstáculos políticos? Vá direto para o comércio e negócios. Por que é que a Exxon Mobil continua realizando projetos no Ártico e no mar Negro (na Crimeia) com os russos e suas empresas de energia? Nós já temos empresas de energia dos Estados Unidos desafiando nossas próprias sanções, e mesmo assim estamos processando os bancos franceses por fazerem a mesma coisa. Isso é loucura. Estamos perdendo o controle”, aponta.
Correio do Brasil

O Brasil é o maior exportador do mundo de açúcar, suco de laranja, café, carne de boi, carne de frango e soja

De cada quatro alimentos consumidos no mundo, um é brasileiro.

O agro-negócio é responsável por 45% das exportações brasileiras.

A safra de 2015 será espetacular !

Quase 200 milhões de toneladas de grãos.

Em doze anos – no Governo dos petistas – o agro-negócio DOBROU de tamanho !

 O Brasil é o maior exportador do mundo de açúcar, suco de laranja, café, carne de boi, carne de frango e soja !


Na metade do século passado, o Brasil era o país do que Oswald de Andrade chamava de “país da sobremesa”.

Só produzia café, açúcar, mandioca e banana.

Naquela altura, na média, a família brasileira gastava 50% de sua renda para comprar comida.

Hoje, gasta, na média, 20%.

E come comida com mais proteína, calorias, higiene.

(Esses dados são extraídos de uma conferência-aula-magna a que o ansioso blogueiro assistiu, em 
Cuiabá, do grande brasileiro Alysson Paulinelli, que fez da Embrapa a NASA do Brasil !)

O agro-negócio merece um Ministro da Agricultura forte.

Risco EUA supera risco Brasil pela 1ª vez na história



Pela primeira vez na história, os investidores enxergam mais risco de calote dos Estados Unidos que do Brasil. O Credit Default Swap (CDS) de um ano – instrumento de proteção contra o risco de um devedor não cumprir suas obrigações – do Brasil tem sido negociado abaixo do norte-americano.


“Ainda que circunstancial, trata-se de algo inédito na história ou mesmo um fato impensável que pudesse ocorrer em algum momento”, diz o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros.


No dia de ontem, o CDS do Brasil estava em 41,2 pontos-base, enquanto o norte-americano estava em 49,7 pontos. “As dificuldades enfrentadas pela economia americana e as tensões no Congresso americano em relação ao teto para o endividamento que será atingido em julho geram incertezas nos mercados”, completou Octavio de Barros.


Fonte: Portal IG