sábado, 28 de março de 2015

Rússia rememora Gagarin a 47 anos de sua morte


O primeiro cosmonauta do mundo, o soviético Yuri Gagarin, foi recordado hoje pelas gerações de pilotos e construtores, a 47 anos de sua trágica morte em um acidente aéreo, destacou a televisão russa.

Gagarin morreu no dia 27 de março de 1968, enquanto pilotava o avião de testes MIG-15UTI, junto ao piloto e instrutor Vladimir Sereguin perto da aldeia Novoselovo, na região de Vladimir, segundo uma reportagem do canal federal TVCenter.

O Centro de Preparação de Voos, na cidade de Korolev, berço do programa espacial russo, província de Moscou, prestou homenagens pela segunda vez este mês ao jovem que, com 27 anos, estendeu a ponte para o espaço no dia 12 de abril de 1961, uma meta da cosmonáutica soviética e mundial.

Sobre a catástrofe que custou a vida de Gagarin e de Sereguin, o também integrante da primeira brigada de cosmonautas, Alexéi Leonov (pioneiro das explorações espaciais) revelou em 2013 que documentos desclassificados da comissão especial de investigação confirmaram a versão da presença não autorizada de um avião SEU-15 no mesmo corredor aéreo.

Ao passar a cerca de 10-15 metros da nave na qual voavam Gagarin e Sereguin, o avião arrastou o MIG-15UTI a um torque de turbulência, da qual os pilotos não tiveram tempo de sair, explicou Leonov.

As causas e circunstâncias do acidente não foram reveladas totalmente. O dia 27 de março foi declarado dia de luto na então União Soviética.

Várias gerações de cosmonautas comemoraram no passado dia 9 de março seu 81 aniversário na cidade natal que leva seu nome (Gzhatsk até 1968), região de Smolensk.

Da plataforma de lançamento número 1, que leva o nome de Gagarin, decolará nesta sexta-feira às 22:42 hora de Moscou, do Cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão, a nave Soyuz TMA-16M com a próxima tripulação à Estação Espacial Internacional.

Integram a expedição os russos Guennadi Padalka, comandante do voo, e Mikhail Kornienko, junto ao astronauta da NASA, o estadunidense Scott Kelly.

Rússia responderá a todas as ameaças, afirma Putin

O presidente Vladimir Putin afirmou ontem que a Rússia dará uma resposta adequada às ameaças internas e externas à segurança nacional e aos planos de desestabilização e descrédito das autoridades.

O presidente Vladimir Putin afirmou ontem que a Rússia dará uma resposta adequada às ameaças internas e externas à segurança nacional e aos planos de desestabilização e descrédito das autoridades.
Ao constatar que o Ocidente emprega todos os meios possíveis para conter a Rússia, Putin assegurou em uma reunião com os corpos de segurança que não conseguiram e não conseguirão amedrontá-la.

Disse que os governos ocidentais tentaram o isolamento político, uma guerra informativa total e empregaram todos os instrumentos dos serviços secretos contra seu país.

Segundo Putin, existe um plano de debilitar a Rússia a partir do exterior e internamente com a ajuda das organizações não governamentais, que pediu uma apuração profunda das atividades e fontes de financiamento dessas entidades.

Mais de 300 agentes estrangeiros foram detectados pelos organismos de segurança, afirmou o presidente russo.

Não descartou nesse sentido provocações no período em curso e nos dois próximos anos de campanha eleitoral (legislativas e presidenciais), com fins desestabilizadores e para desacreditar as autoridades.

O presidente referiu-se que paralelamente a Organização do Tratado do Atlântico Norte viola o equilíbrio de forças militares com a Rússia, ao desenvolver esquadras de reação rápida e instalar sua infraestrutura próximo de nossas fronteiras.

Persistem as tentativas de romper a paridade nuclear forçando a criação dos segmentos europeu e asiático do sistema de escudo antimísseis, expôs o líder russo ante o colegiado do Serviço Federal de Segurança.

O chefe de Estado recordou a retirada unilateral dos Estados Unidos do tratado de mísseis antibalísticos, com o qual foram desmontados os alicerces do sistema moderno de segurança internacional, disse.
Prensa Latina

Além disso, observou, desenham-se modernos e sofisticados sistemas de golpes múltiplos e planos para operações militares no planeta.

O chefe do Kremlin advertiu, por outro lado, sobre a expansão de focos de tensões no mundo e sobre os golpes de Estado, como instrumento de derrubada de governos.

Mencionou a guerra civil na Ucrânia como consequência de um cenário violento dessa natureza e sublinhou os esforços de Moscou por uma reconciliação entre as partes em conflito e normalização da situação na vizinha república ex-soviética.

Putin elogiou o desempenho dos órgãos pertinentes na luta contra o terrorismo, mas reivindicou maior rigor no enfrentamento aos grupos armados clandestinos que operam em território russo.

Manifestou a convicção de que a situação mundial mudará para melhor, incluindo a conjuntura em torno da Rússia, mas sublinhou que somente será possível "se formos mais fortes", afirmou.

Venezuela destaca apoio mundial frente à ameaça dos EUA


A chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, destacou hoje o apoio internacional ao Governo de Caracas frente às agressões dos Estados Unidos contra este país.

No mundo estão dizendo a Washington que se comporte conforme aos princípios do direito internacional, porque tais normas devem ser respeitadas em função do bom comportamento entre os Estados, assinalou em coletiva de imprensa.

Organismos internacionais e países da América, África, Ásia e parte da Europa coincidem em seus comunicados e declarações na necessidade de encontrar uma solução pacífica ao conflito, por meio do diálogo e sob princípios de respeito à autodeterminação dos povos, indicou.

Além disso, exigem a invalidação e anulação do decreto de Barack Obama que declara a Venezuela como uma ameaça, ao considerá-lo uma agressão, apontou Rodríguez.

A chancelaria entregou nesta quinta-feira à embaixada dos Estados Unidos em Caracas uma nota de enérgico protesto em rejeição a essa ordem executiva, informou.

A Venezuela recusa a ingerência e aposta em um diálogo baseado no respeito, nos princípios de igualdade e soberania, agregou.

A Casa Branca deve respeitar o princípio de autodeterminação dos povos a eleger seu sistema político. De fato, os Estados Unidos não podem nos dar lições de democracia, afirmou a ministra.

Enquanto, à Cúpula das Américas no Panamá, a Venezuela aspira a levar 10 milhões de assinaturas em respaldo à solicitação do presidente Nicolás Maduro de anular o decreto, e apresentará também as manifestações de apoio mundial, assinalou.

A Ministra mostrou um mapa com os países que expressaram seu apoio à Venezuela e pedem que Washington cesse os ataques.

Rodríguez também recordou que o Governo de Caracas impulsiona ações diplomáticas e legais para fazer frente à ameaça nortista.

O Grupo dos 77+China, o Movimento de Países Não Alinhados, a União de Nações Sul-americanas, a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, a Aliança Bolivariana Para os Povos de Nossa América e a Comunidade do Caribe estão entre os organismos solidários à Venezuela.

terça-feira, 24 de março de 2015

Chanceler da Russia Chega a Cuba em Visita a Trabalho


O chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, chegará hoje a Cuba para realizar uma visita de trabalho e como parte de uma viagem por vários países da América Latina, que inclui a Guatemala, Nicarágua e Colômbia.
O ministério de Relações Exteriores de Cuba anunciou no site cubaminrex.cu que Lavrov se reunirá com seu homólogo cubano Bruno Rodríguez.

De acordo com fontes diplomáticas russas, o titular de Relações Exteriores dessa nação participará como convidado

segunda-feira, 23 de março de 2015

O senador Randolfe Rodrigues, do (PSOL) instalará comissão sobre contas secretas no HSBC

O Senado brasileiro finaliza hoje detalhes para instalar uma Comissão parlamentar que investigará as contas secretas na filial suíça do banco HSBC.
Proposta pelo senador Randolfe Rodrigues, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), esta Comissão estará estabelecida amanhã, presidida por congressistas dos agrupamentos de Trabalhadores (PT) e do Movimento Democrático (PMDB), com maior número de representantes nesse órgão.

Se indagará tudo o que for relacionado com a suposta evasão de impostos de brasileiros que depositaram dinheiro na filial suíça do banco britânico HSBC, trazida a tona por um milionário escândalo fiscal, sem informar à Reserva Federal, destacou um porta-voz do Legislativo.

O líder do PMDN no Senado, Eunício Oliveira, afirmou por sua vez que este grupo não realizará um trabalho seletivo, como acusam meios tradicionais de imprensa que cobrem o escândalo de corrupção na Petrobras.

Não importa quem esteja implicado e fez algo ilegal; o papel do Congresso nacional é investigar, assegurou.

As revelações sobre este assunto mostraram que o Brasil se localiza entre as principais nações dessa rede de delitos efetuada com o banco HSBC, ao contabilizar com 8. 867 cidadãos com depósitos nessa entidade e um montante total de sete bilhões de dólares entre 2006 e 2007, segundo a imprensa local.

Para o senador do PT José Pimentel, a Comissão realizará um trabalho importante porque além de conhecer a situação das contas irregulares, a indagação representa uma oportunidade para fomentar no Congresso a discussão de novas formas de combater a evasão fiscal e a impunidade financeira.

O Ministério Pública anunciou na semana passada o início de uma investigação sobre contas secretas de brasileiros nessa filial do HSBC, depois de um pedido realizado à Polícia Federal pelo ministro de Justiça de Brasil, José Eduardo Cardozo.

Tal decisão foi adotada depois a divulgação de informações contribuídas pelo ex-empregado de dito banco Hervé Falciani, que em 2008 entregou às autoridades francesas dados de contas suspeitas de serem usadas para evasão fiscal.

Segundo Cardozo, há indícios de omissão ou inconsistência de informações proporcionadas à Receita Federal, organismo de controle financeiro, por parte dos integrantes dessa lista.

Se procurará assim estabelecer a vinculação deste caso com o esquema de corrupção na petroleira estatal, pois alguns dos acusados de desviarem fundos da Petrobras aparecem com depósitos na entidade de HSBC na Suíça, enfatizou

domingo, 22 de março de 2015

Dilma encaminha Pacote contra Corrupção ao Congresso Nacional.


O pacote de medidas que fortalece o combate à corrupção e acelera os processos contra este tipo de delito está hoje nas mãos do Congresso brasileiro para sua discussão e análise.
Mais:
As propostas, apresentadas na quarta-feira pela presidenta do país, Dilma Rousseff, foram entregues ontem à secretária da Câmara de Deputados, e pretendem apagar lacunas na legislação atual, bem como criar mecanismos de prevenção, controle e castigo para acabar com a impunidade.

O documento está composto dois projetos de lei, uma proposição de emenda Constitucional (PEC) e dois pedidos de tramitação com regime de urgência.

Entre as medidas que deverão ser sancionadas, figuram o castigo pelo financiamento irregular de partidos e campanhas eleitorais e a implementação da lei "Ficha Limpa" para todos os cargos públicos e de confiança no nível federal.

O confisco e venda de bens obtidos de maneira ilegítima, a responsabilidade criminal de agentes estatais que não possam justificar seus bens e o confisco destes como consequência do enriquecimento ilícito integram também o pacote anti-corrupção.

Para a chefa de Estado, estas iniciativas evidenciam que estão no caminho correto e reforçam o compromisso e a obrigação do executivo federal de enfrentar a impunidade.

Durante o anúncio destas propostas há dois dias, a presidenta lemrbou que a conjuntura atual, marcada pelas investigações do esquema de desvio de fundos e os contratos superfaturados da Petrobras, corrobora a decisão de lutar sem trégua contra todo estes tipos de crimes que enfraquecem a democracia.

Não foi com meu governo que nasceu a corrupção, pois outras administrações escondiam este tipo de problema, mas sim é este executivo o que enfrenta e luta sem descanso para acabar com este delito, enfatizou.

Rousseff assinou também um decreto que regula a implementação da lei anticorrupção, com o objetivo de garantir sua execução e forçar o setor privado a adotar mecanismos de transparência e prevenção em suas empresas.

O governo prevê também criar um grupo de trabalho, integrado por advogados, fiscais e de outras instituições públicas, que elaborará propostas mais eficazes para enfrentar os corruptos.

Julian Assange espera por interrogatórios depois de mil dias


A petição da Promotoria sueca aos advogados do fundador do Wikileaks, Julian Assange, para ser interrogado na Embaixada de Quito em Londres, põe uma luz de esperança para o australiano, que está há mais de mil dias asilado no local.
Assange aceitará ser interrogado por magistrados suecos na sede diplomática equatoriana em Londres, cooperaremos, declarou o advogado do jornalista, Pers Samuelsson, quem lembrou que o pedido foi feito por seu cliente há quase três anos.

Agora, indicou a defesa de Assange, a Suécia pensou diferente e a promotora Marianne Ny externou a disposição de a missão diplomática equatoriana ir para Londres e dialogar com o suposto imputado.

Assange encontra-se preso em um limbo jurídico porque as autoridades locais negaram-lhe um salvoconduto para viajar à nação sul-americana.

Sobre o inconveniente, o próprio Assange expressou que "foram mil dias difíceis. Não tanto por mim, mas pela minha família".

O fundador do portal Wikileaks permanece enclausurado na sede diplomática equatoriana para evitar uma possível deportação aos Estados Unidos, onde enfrentaria acusações sancionadas com fortes castigos e até a pena de morte.

"Passa o tempo e minha situação legal e política converteu-se em uma injustiça óbvia e notória", disse Assange em declarações divulgadas pela rede Telesul.

O homem de 43 anos está acusado na Suécia de supostos delitos sexuais que, segundo ele, são um pretexto para que se consiga sua extradição para Estocolmo, cujas autoridades o entregariam para Washington.

Os Estados Unidos perseguem o australiano desde que sua página Wikileaks -fechada ademais- publicou milhares de documentos secretos que revelam as violações cometidas pela Casa Branca em temas como as guerras do Iraque e do Afeganistão.

EQUADOR PRONTO PARA COLABORAR, AINDA QUE CRÍTICO PELA DEMORA 

O Equador mostrou sua disposição para conceder facilidades à Promotoria sueca a fim de que se interrogue Assange na Embaixada de Quito em Londres.

O presidente equatoriano Rafael Correa assegurou que o gesto da Suécia teve que ocorrer desde que o jornalista australiano se asilou na embaixada em Londres.

O mandatário recordou que o acusado leva dois anos e meio confinado na embaixada equatoriana no Reino Unido, ante a negativa local de lhe conceder um salvoconducto para viajar à nação sul-americana.

Ainda que Correa tenha cumprimentado a decisão das autoridades suecas, esclareceu que a determinação pôde ter sido tomada desde o início e não só quando o caso está para prescrever.

De todas as formas, enfatizou que o país sul-americano continua disposto a colaborar com as autoridades suecas para facilitar a defesa do internauta, de acordo com seus direitos processuais.

A chancelaria equatoriana qualificou de injusto o tempo que Assange está asilado na sede diplomática sul-americana, como consequência da inação da Promotoria sueca, o qual o priva de sua liberdade, sem acusações no Reino Unido. Determinou que isso constitui uma violação de seus direitos humanos, o que teve um grande custo pessoal para ele e para sua família; no entanto, manteve sua posição de cooperação judicial.

O país sul-americano -destacou- continua disposto a colaborar com as autoridades suecas para facilitar a entrevista do australiano de acordo com seus direitos processuais.

Em declarações à imprensa, o chanceler, Ricardo Patiño, acentuou que a Suécia não precisava deixar passar dois anos e meio para decidir tomar as declarações do jornalista australiano.

Sobre o oferecimento do Equador para facilitar o interrogatório desde 2012, Patiño argumentou que mandou a disposição por escrito, verbalmente, de todas as formas, e os advogados de Assange também.

Em sua opinião, o chanceler equatoriano considerou vergonhoso e lamentável que a promotoria sueca concorde em fazê-lo agora quando o suposto delito está a ponto de prescrever, e considerou que o tema deveria ser tratado no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Ao mesmo tempo, o fundador do site Wikileaks ainda espera para prestar declaração diante da promotoria sueca desde sua clausura na embaixada do Equador em Londres.

* fonte Prensa Latina no Equador.

Povo da América Convocam tuitaço mundial em solidariedade a Venezuela


Está convocado hoje um tuitazo mundial em apoio à campanha Obama derroga o decreto já! para exigir a anulação de uma ordem executiva assinada pelo presidente Barack Obama contra a Venezuela.
A medida declara à nação sul-americana como uma ameaça "incomum e extraordinária" à segurança e política exterior dos Estados Unidos, e ordena estado de emergência nacional.

O tuitaço se realizará em dois blocos, o primeiro às 11:00 da manhã e o segundo às 18:00 horas com a etiqueta #ObamaDerogaYa.

Milhares de usuários das redes sociais expressaram ontem sua solidariedade com a Venezuela, colocando as hashtags #ObamaDerogaElDecretoYa e #TuFirmaXLaPatria em Twitter e Instagram como tending topic.

Tais iniciativas fazem parte da campanha que prevê a coleta de 10 milhões de assinaturas em apoio ao direito dos venezuelanos à autodeterminação e à paz.

Para o processo de coleta de assinaturas foram ativados quase 14 mil pontos nas praças Bolívar de todo o país, e as pessoas participam pela internet no site wwww.obamaderogaeldecretoya.org.ve.

A assinatura do presidente venezuelano Nicolás Maduro está no topo do documento que pretendem entregar ao mandatário estadunidense durante a VII Cúpula das Américas, que se realizará no Panamá nos dias 10 e 11 de abril.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Washington trabalha para derrubar o governo argentino

Foi publicada pela Strategic Culture Foundation uma reportagem de Mahdi Darius Nazemroaya sobre o esforço em curso levado a efeito por Washington e pela inteligência argentina para derrubar a presidenta reformista da Argentina.

Por Mahdi Darius Nazemroaya e Paul Craig Roberts, no Global Research


Nenhum governo reformista será tolerado por Washington na América Central e do Sul. Por exemplo: a interferência de Washington em Honduras até conseguir derrubar o governo reformista foi legendária. Um dos primeiros atos de governo de Obama foi a derrubada do presidente de Honduras, Manuel Zelaya. Aliado do presidente reformista da Venezuela, Hugo Chávez, Zelaya, como Chávez, foi retratado como sendo um ditador e uma ameaça.
Neste momento, Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina estão na lista de governos a serem depostos por Washington.

Por décadas, Washington teve o que eufemisticamente chamava de “relações próximas” com o exército hondurenho. Já na Venezuela, Bolívia e Equador, a aliança se dá com as elites hispânicas, que tradicionalmente prosperam permitindo que os interesses financeiros dos Estados Unidos saqueiem seus países. Na Argentina, Washington aliou-se ao serviço de inteligência argentina, que neste mesmo instante está trabalhando com Washington e os oligarcas daquele país contra a presidenta reformista Cristina Kirchner.

Washington luta contra as reformas até esmagá-las no intento de proteger a capacidade de saquear e de seus interesses comerciais. Sobre seu tempo de serviço na América Central o general dos fuzileiros dos Estados Unidos, Smedley Butler, disse:

Servi em todas as patentes, de Segundo Tenente a General. Durante todo este período, gastei a maior parte do meu tempo fazendo as vezes de “Leão de Chácara” para as grandes empresas, para Wall Street e banqueiros. Resumindo, eu não passava de um chantagista do capitalismo.

Com a já longamente documentada história da interferência dos Estados Unidos nos acontecimentos internos de seus vizinhos do Sul, a charada é saber por que esses países facilitam a derrubada de seus governos acolhendo embaixadas dos EUA e permitindo que empresas norte americanas operem em seu território?

Sempre que um processo político coloca no poder, em qualquer destes países, um líder que pensa em colocar o interesse de seu povo em confronto com os interesses dos Estados Unidos, este líder ou é derrubado através de um golpe ou assassinado. Para os Estados Unidos, a América do Sul existe apenas para servir aos seus interesses, e cuidam, a cada instante, para que isso continue exatamente assim. Com a aliança eventualmente desenvolvida pelos EUA com a “elite” e as Forças Armadas de determinado país, as reformas sofrem um processo de sabotagem contínua.

Países que se abrem para a entrada de embaixadas dos Estados Unidos, de seus interesses comerciais e de ONGs fundadas nos Estados Unidos não perdem por esperar: mais cedo ou mais tarde sua independência ou sua soberania será subvertida.

Uma real reforma na América Latina só acontecerá com a expulsão dos agentes do interesse estadunidense e com a desapropriação dos oligarcas.

Leia abaixo a íntegra do artigo comentado acima por Paul Craig Roberts:

A politização da Investigação sobre a Amia: Pretexto para “Mudança de Regime” na Argentina?

Por Mahdi Darius Nazemroaya, no Strategic Culture Foundation

A história tem um jeito estranho de se repetir. Hoje a Argentina está passando por processo semelhante ao acontecido logo depois da queda de Boris Iéltsin, nos anos que se seguiram a 1999, quando Vladimir Putin assumiu o poder, tomando seu lugar no Kremlin como presidente da Federação Russa. Enquanto tenta se safar do jugo estrangeiro, o governo da Argentina em Buenos Aires tem consolidado seu poder econômico e político.

No entanto, o governo argentino tem sofrido a oposição ao mesmo tempo do velho regime e da oligarquia que colaboram, ambos, com os Estados Unidos. Tais forças fazem oposição cerrada contra os maiores projetos nacionais, como a renacionalização de grandes companhias e o fortalecimento do Poder Executivo. Dessa forma, o confronto entre a presidenta argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, e seus oponentes são similares aos confrontos entre o presidente russo, Vladimir Putin, com os oligarcas e políticos russos que querem subordinar a Rússia a Wall Street e Washington, assim como à Europa Ocidental, grandes centros financeiros.

Não se perde uma oportunidade de enfraquecer o governo argentino. A presidenta Fernández de Kirchner chegou mesmo a acusar publicamente seus oponentes domésticos e os Estados Unidos e trabalharem em conjunto para a mudança de regime.

Quando o DAESH ou “Estado Islâmico” ameaçou matá-la em 2014, ela aludiu ao fato de que a ameaça veio na realidade dos Estados Unidos, já que Washington é a entidade que procura fazê-la desaparecer, assim como é quem está por trás do Estado Islâmico e suas brigadas terroristas na Síria e no Iraque. [1]

A morte de Alberto Nisman

O último capítulo da luta do governo argentino começou em janeiro de 2015. No mesmo dia em que Israel matou o General da Guarda Revolucionária iraniana, General Mohammed Allahdadi, dentro da Síria, o antigo promotor especial Alberto Nisman foi morto por um tiro disparado no lado de sua cabeça no banheiro de seu apartamento fechado em 18/1/2015. [2]

Nisman tinha investigado o atentado a bomba em 1994 contra um edifício de propriedade da Amia – Asociación Mutual Israelita Argentina por um período de dez anos. Em 2003 fora nomeado para a tarefa pelo presidente Néstor Kirchner, o marido já falecido da atual presidenta.

Alguns dias antes, ele tinha feito acusações contra a presidenta da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner e seu Ministro do Exterior, Hector Timerman, ele mesmo um judeu. Nas palavras do New York Times Nisman havia “lançado graves acusações”, [3] afirmando que:

(…) funcionários iranianos teriam planejado e financiado o ataque; que o Hezbolá, aliado do Irã no Líbano o havia executado; e que a presidenta da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, e seus principais assessores tinham conspirado para encobrir o envolvimento iraniano como parte de um acordo para o fornecimento de petróleo do Irã para a Argentina. [4]

Tendo fugido da Argentina após a morte de Nisman, o jornalista judeu Damian Pachter jogou lenha na fogueira desde Israel tendo mesmo escrito um artigo para o Haaretz que não foi apoiado por ninguém, mas mesmo assim muito citado, no qual busca polemizar com o governo argentino. O artigo de Pachter faz a Argentina parecer um país que vive à sombra do nazismo alemão ou de algum regime fascista. 

Vejam alguns de seus comentários [5]:

1-Não tenho ideia de quando voltarei para a Argentina. Aliás, nem sei se quero voltar. O que eu sei é que o país no qual nasci não é mais o lugar feliz sobre o qual meus avós costumam contar histórias.

2-A Argentina transformou-se em um lugar escuro dominado por um sistema político corrupto. Ainda não entendi direito tudo o que me aconteceu nas últimas 48 horas. Mas nunca imaginei que meu retorno para Israel aconteceria desta forma.

Antes de seguirmos em frente, deve ser acrescentado que nos dez anos de investigação de Alberto Nisman, ele nunca chegou a acusar o Irã ou o Hezbolá. Acrescente-se que foi revelado que Nisman consultou frequentemente os Estados Unidos sobre o caso Amia e que foi frontalmente acusado por Ronald Noble, antigo presidente da International Criminal Police Organization (Interpol) de ser um mentiroso em relação a muitas das acusações que fez sobre o caso Amia. [6]

A morte de Alberto Nisman foi noticiada como suicídio. No entanto, o momento em que a morte se deu é muito suspeito. Ele faleceu apenas algumas horas antes de depor no Congresso Argentino. O governo argentino disse que o que aconteceu na realidade foi um homicídio destinado a prejudicar o governo. [7] Essa assertiva se tornou plausível tendo em vista que a morte de Alberto Nisman está sendo usada para fins políticos, como munição para a tentativa de remoção do governo argentino.

A quinta coluna na Argentina

O jornal The Guardian publicou um artigo em 27/1/2015 onde relata que a morte de Alberto Nisman aconteceu

(…) depois de uma luta acirrada entre o governo argentino e uma importante agência de inteligência, o que foi revelado depois da morte suspeita de Nisman, tendo a presidenta acusado espiões desonestos que tentam solapar o seu governo. [8]

A partir da reportagem, alguns pontos importantes podem ser notados, entre os quais os que segue:

1- Funcionários do governo acusaram diretamente alguns espiões que eles dizem que trabalhavam junto com Nisman e ao qual forneciam gravações de escutas.

2- Entre eles estava Antonio Stiuso, o qual até o mês passado era o diretor geral de operações para interceptação dos adversários políticos da presidenta. Foi demitido quando a presidenta Cristina descobriu que ele estava trabalhando em conluio com Nisman na construção de um caso contra ela. Acredita-se que esteja agora nos Estados Unidos.

3- Em um discurso em cadeia de televisão – que pronunciou a partir de uma cadeira de rodas depois de recente acidente – Fernandez criticou também Diego Lagomarsino, o qual foi acusado na segunda feira de ter fornecido ilegalmente uma arma para Nisman. [9]

O que se conclui de todas as informações acima é que a segurança e a inteligência argentina desenvolvem operações destinadas a derrubar seu próprio governo. Acrescente-se que Antonio Stiuso e Nisman estavam trabalhando secretamente para estabelecer um caso que possibilitasse a remoção de Kirchner do poder.

A quinta coluna está presente na Argentina.

Note-se que muitos dos indivíduos envolvidos neste caso são elementos que restaram do período de ditadura militar na Argentina, a qual colaborava intimamente com os Estados Unidos. Isso pode explicar porque se acredita que Stiuso tenha voado para os Estados Unidos. Além disso, este é o motivo que levou o governo argentino a iniciar uma investigação sobre as atividades de vários agentes da polícia federal que estavam monitorando Nisman e porque decidiu substituir a Secretaria de Inteligência (SI – anteriormente Secretaria de Inteligência do Estado ou SIDE) por uma nova agência federal de inteligência. [10]

Todas essas coisas me levaram a tomar a decisão de remover agentes que atuam desde antes da implantação da democracia, afirmou a própria Kirchner. [11]

Nós precisamos trabalhar em um projeto para a reforma do Sistema de Inteligência da Argentina a fim de clarificar um sistema que hoje não está a serviço dos interesses nacionais, declarou a presidenta Kirchner sobre as reformas. [12]

Kirchner revelou ainda que a SI estava trabalhando para minar seu governo e anular um acordo que a Argentina tinha assinado com o Irã. O jornal Buenos Aires Herald escreveu que a presidente Kirchner asseverou que: “(…) desde o instante em que foi assinado o Memorando de Entendimento com o Irã sobre o episódio do atentado contra a Amia em 1994, você pode notar que o acordo vem sendo bombardeado a partir da SI (Secretaria de Inteligência). [13]

A Argentina é um front da guerra global de múltiplo espectro e a Amia não passa de um pretexto.

O caso Amia foi politizado em dois frontes. Um deles é a luta interna e o outro está no campo das relações internacionais. Um grupo de oligarcas argentinos está usando o caso Amia para retomar o controle sobre o país, enquanto por outro lado os Estados Unidos estão usando o caso Amia como mais uma ferramenta adequada, como aconteceu com os fundos abutres, para pressionar a Argentina e interferir em seus assuntos internos.

As opiniões estão se radicalizando dentro da Argentina enquanto os ataques são cada vez mais duros. A morte de Alberto Nisman está sendo usada pelos adversários políticos do governo argentino para demonizá-lo. A oposição está até se referindo a Nisman como um mártir na luta pela democracia e liberdade no país, que supostamente estaria sendo conduzido para um regime cada vez mais autoritário.

O confronto político na Argentina sobre o atentado contra a Amia reflete uma realidade muito mais grave. O Irã não é o único alvo a ser atingido com a polarização sobre o caso Amia. Nem se trata de procurar justiça para as vítimas do atentado.

China, Rússia, Cuba, Brasil, Venezuela, Equador, Bolívia e uma série de outros países independentes também são alvos do que é, na realidade, uma guerra que se trava entre os EUA e os países soberanos que resistem à influência dos Estados Unidos.

O objetivo final dos Estados Unidos é retomar sua influência perdida na Argentina, redirecionar suas relações comerciais e controlar sua política externa. Isto inclui o fim das medidas lançadas por Buenos Aires no sentido de retomar o controle sobre as Malvinas (Falklands) do Reino Unido. As Malvinas estão situadas em uma região rica em recursos energéticos no Atlântico Sul.

Além da guerra por recursos que incluem as reservas de energia, a guerra de múltiplo espectro lançada pelos Estados Unidos contra seus rivais vai cada vez mais em direção a um assalto à agricultura do qual resultará a desestabilização dos preços dos alimentos e eventualmente a fome. Além de uma ainda não explorada reserva de petróleo e gás natural, a Argentina é uma potência agrícola. Controlar Buenos Aires seria útil para os Estados Unidos.

O que quer a direita, quais as propostas para vencer a crise no mundo?

A direita segue em frente, com seus meios de comunicação, seus partidos, seus governos, suas politicas econômicas. Mas o quer quer a direita? O que a direita tem a propor ao mundo hoje? Que balanço ela faz do seu desempenho? Que perspectiva oferece hoje a direita?

Por Emir Sader, para a RBA 

 Sobre guerra e paz, ai está a politica dos EUA que desde que passou a ser a única superpotência, só multiplica as guerras no mundo. Que ele não consegue concluir com as duas guerras que iniciou já faz mais de uma década, no Afeganistão e no Iraque, que estão claramente em situação pior do que antes que fossem invadidos e destruídos como países.

A crise no próprio centro do capitalismo mundial já dura mais de sete anos, sem perspectivas de superação. Seu modelo de centralidade do mercado, de livre comércio, de Estado mínimo, faz com que a Europa destrua o que de mais generoso ela havia produzido: o Estado de bem-estar social. Políticas econômicas que salvaram os bancos, levaram à quebra de países e à expropriação maciça dos direitos dos mais vulneráveis.

O que se propõe a direita na America Latina? O continente, que tem os únicos países do mundo que diminuíram a desigualdade, mesmo em meio de seu brutal aumento no mundo, tem uma direita que trata de inviabilizar a continuidade justamente dos governos que conseguem essa proeza. Mas o que vem a propor a direita na Argentina, na Venezuela, no Equador, na Bolívia, no Brasil, no Uruguai?

À falta de alternativas, propõe o retorno de suas próprias políticas neoliberais, essas mesmas que levaram a esses países às piores crises da sua história. Que levaram a América Latina à quebra de suas economias, à alienação de seus bens públicos, à expropriação dos direitos dos trabalhadores. Além de já ter governado e de ter fracassado, continuam governando, com suas politicas, em outros países.

O México foi o país que ficou como um dos casos que os organismos internacionais erigiram como caso de sucesso das politicas que eles propõem. Foi o primeiro país a assinar um Tratado de Livre Comercio com os EUA (e com o Canadá). O balanço feito dos 20 anos da sua vigência não poderia ter sido pior para o México. A própria situação desse pais não permite outro balanço que não seja que o Tratado foi péssimo para a parte mais frágil e ótimo para a parte mais forte.

Mas outros países também seguem o modelo neoliberal, como é o caso do Peru, que apresenta, ao longo dos últimos anos, altas taxas de crescimento do seu PIB, sem se que se alterem os péssimos índices sociais do pais, fazendo com que se sucedam presidentes que rapidamente perdem apoio popular e são derrotados no final dos seus governos.

O que pode propor a direita para a Argentina, por exemplo? Que atitude pode ter frente aos governos que recuperaram o país da pior crise da sua história? Vão questionar o modelo de crescimento econômico com distribuição de renda? Vão sair dos processos de integração regional? Vão diminuir o tamanho do Estado, para voltar a promover a centralidade do mercado? Retomarão as políticas de paridade com o colar? Vão abolir as políticas sociais, que fizeram com que a Argentina se recuperasse dos terríveis retrocessos impostos a seu povo pela ditadura militar, pelo governo neoliberal?

Não foi a direita, com o governo de FHC, que levou o Brasil à sua mais mais profunda e prolongada recessão, com um imenso endividamento com o FMI, de que o Brasil só saiu com o governo de Lula?

Não foi a direita que praticamente privatizou a PDVSA, a empresa estatal venezuelana de petróleo, a mesma direita que tentou derrubar o governo legitimamente eleito de Hugo Chávez com um golo em 2002?

Foi a direita que tentou privatizar a água na Bolívia, tentativa frustrada pela formidável mobilização do povo boliviano, liderado por Evo Morales. Foi essa mesma direita que tentou dividir ao país, para buscar bloquear os extraordinários avanços do primeiro governo indígena da Bolívia.

Foi a direita quem entregou as riquezas equatorianas nas mãos de empresas estrangeiras como a Chevron, que promoveu uma brutal contaminação da Amazônia equatoriana. Foi a direita desse país que teve como candidato à presidência o maior banqueiro do pais.

Foi a direita a responsável pelos piores governos que teve o continente: as ditaduras militares e os governos neoliberais. É a direita que quer impor um freio aos avanços que os governos progressistas da região lograram e forçar um retrocesso de gigantescas proporções nesses países.

Por que não pode confessar o que faria se ganhasse as eleições, a direita se limita às críticas, à difusão de um cenário pessimista sobre a economia e sobre o país, ao denuncismo vazio. Porque só se um país vai mal, a direita pode ir bem

Crimeia celebra um ano de reunificação com a Rússia

Os habitantes da Crimeia e de Sebastopol celebram, nesta quarta-feira (18), o primeiro aniversário da reunificação com a Federação Russa, considerada uma meta histórica e a concretização de um velho anseio de mais de 20 anos. 

“Para nós, os crimeanos, é uma festa de retorno ao lar, um desejo de muitos anos”, afirmou o presidente do Governo da península, Serguei Aksionov, na mensagem de congratulação.

O dirigente eleito disse que a Rússia defendeu o direito legítimo à autodeterminação do povo crimeano e à unificação com a pátria histórica.

Há exatamente um ano, a incorporação da República Autônoma da Crimeia como novo sujeito territorial da Federação foi referendada por um tratado assinado no Kremlin por Aksionov, ministro do Parlamento crimeano, Vladimir Konstantinov; o prefeito popular de Sebastopol, Alexéi Chali, e o presidente russo, Vladimir Putin.

Na véspera da data, Putin reconheceu em uma entrevista, para o documentário "Crimeia o caminho à Pátria", estreado no canal federal Rossia 1, a necessidade de resolver as tarefas de primeira ordem que são necessárias para uma plena integração da Crimeia à Rússia.

"O primeiro é solucionar as questões relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e, em particular, aquelas tarefas de caráter estrutural", sustentou o líder russo.


Para Aksionov, “os acontecimentos da primavera de 2014, depois de um golpe de Estado na Ucrânia, insuflaram um potente entusiasmo patriótico e espiritual neste grande país (a Federação), que levou à consolidação das forças mais progressistas da sociedade russa”.

A reunificação ou a volta da Crimeia é comemorada nesta quarta-feira em toda a Rússia, desde Kaliningrado no oeste a Vladivostok no leste. Os atos do feriado começaram na península com desfiles de apoio popular e concertos em massa.

No documentário, que será exibido pela agência Rossiya Segodnya Putin sublinhou que seu país atuou em defesa dos interesses dos russos na Crimeia.

Ele disse que ainda que as sanções sejam negativas devem ser impostas precisamente contra os que realizaram o golpe de Estado na Ucrânia e aqueles que o respaldaram.

Putin descartou a possibilidade de trocar essas pessoas e seu destino por dinheiro, contratos ou transferências bancárias, em alusão às sanções aplicadas unilateralmente contra seu país pelos Estados Unidos e pela União Europa, supostamente associadas com a adesão da Crimeia.

“Se tivéssemos atuado assim, com essa lógica, perderíamos todo o país”, enfatizou o presidente, ao esclarecer que isso não significa que Moscou não respeite o direito internacional e os interesses dos sócios, mas exige que devem da mesma forma respeitar os interesses da Rússia.

O ministro de Defesa, Serguei Choigu, afirmou no documentário que depois da derrubada violenta do presidente Víktor Ianukóvitch em Kiev se originou uma ameaça real de provocação militar contra a Crimeia, similar aos trágicos acontecimentos da Ossétia do Sul, em 2008, com a agressão da Geórgia e a intervenção russa para evitar um massacre da população local.

Fonte: Prensa Latina

Aécio lidera doações de "proprietários" de contas do HSBC


Com um dos maiores e mais importantes bancos de dados secreto em mãos, o jornal O Globo e o jornalista Fernando Rodrigues não fazem o jornalismo de dados, com o cruzamento completo das informações. Ao analisar os arquivos das reportagens, é possível constatar que, além do que divulgaram,  o PSDB foi o maior beneficiado dos doadores para campanhas eleitorais com contas secretas no HSBC e o senador Aécio Neves foi também o candidato que mais recebeu. Esta última informação foi omitida dos jornais

Diretamente para a sua campanha foi destinado R$ 1,2 milhão de doadores que tinham contas secretas na filial do banco em Genebra. Em seguida, a também candidata à presidência, Marina Silva (PSB) angariou R$ 100 mil desses doadores. A presidente da República, Dilma Rousseff, não teve doações diretas dos proprietários dessas contas.

Excluindo o que foi depositado para o Comitê de Aécio Neves, os demais comitês (estaduais e contas de políticos) do PSDB receberam um total de R$ 1,725 milhão. Já o PT recebeu R$ 1,605 milhão, incluindo direção estadual e para os deputados federais Vicente Cândido (SP) e Janete Rocha Pietá (SP) e o deputado estadual petebista Campos Machado (SP). O PMDB contabilizou R$ 568 mil de doadores com contas na Suíça.

As Informações são do Portal Vermelho

quarta-feira, 18 de março de 2015

Lei de Meios' mexicana entra em vigor e rompe duopólio de Televisa e TV Azteca


Críticos consideram que concorrência com gigantes do setor será difícil; expectativa é que, em 2020, novas empresas detenham 8,5% do mercado

Uma das mais esperadas medidas aprovadas pela “lei de meios” mexicana entrou em vigor na noite desta quarta-feira (11/03) com o fim do duopólio da Televisa e TV Asteca no país. Ambas controlam 90% do mercado de televisão aberta. A partir desta quinta (12/03), outros dois canais televisivos estão aptos a transmitir seus sinais: a Cadena Tres e Grupo Radio Centro.
Apesar de ser considerado o principal ponto da reforma das telecomunicações,  realizada em meados de 2014, o processo que resultou no fim do duopólio na TV aberta está sendo criticado no México. Isso porque, apesar das expectativas registradas nos primeiros dias, com a participação de 12 pretendentes, houve um esvaziamento nos concorrentes pela falta de atrativos da licitação.
Assim, o processo contou só com dois concorrentes (vencedores): o Grupo Centro, de recorte conservador, que controla 15 emissoras de rádio e ofereceu 200 milhões de pesos mexicanos na licitação e a Cadeia Tres, pequeno grupo midiático do tradicional jornal Excélsior, cuja oferta foi de 115 milhões de pesos mexicanos. As empresas somente poderão transmitir em sinal digital, em um país no qual 45% das pessoas têm tevê analógica. A migração total para este sistema ocorrerá apenas em 31 de dezembro.
“A reforma nasce com muitos desafios, entre eles uma estrutura de mercado muito difícil e uma transição digital demasiado lenta. Creio que Cadena Tres e Grupo Centro terminarão juntos para poder enfrentar Televisa e TV Azteca. Foi tão demorada a implementação da reforma que talvez seja demasiado tarde”, avaliou o ex-presidente da Comissão Federal de Telecomunicações Mony de Swaan ao jornal espanhol El País.
Apesar das críticas, o presidente do IFT (Instituto Federal de Telecomunicações), Gabriel Contreras, classificou o processo como “inédito”. A última concessão de TV foi outorgada há 20 anos. De acordo com Contreras, o processo foi feito com o objetivo de “conseguir uma maior concorrência e pluralidade no setor de radiodifusão em benefício das audiências”.
Contra gigantes
As empresas terão ainda o desafio de competir por publicidade com a Televisa, que poderia ser comparada à Rede Globo no Brasil pela territorialidade, supremacia na publicidade e domínio da audiência no México.
Opera Mundi

Protesto contra Banco Central Europeu reúne 10 mil na Alemanha contra políticas de austeridade


Uma manifestação, organizada pelo grupo anticapitalista Blockupy, reuniu mais de 10 mil pessoas, de diversas partes da Europa, em Frankfurt, na Alemanha, durante a inauguração da nova sede do Banco Central Europeu, segundo estimativa dos organizadores. Os manifestantes protestaram contra as políticas de austeridade. “Armas alemãs, dinheiro alemão, assassinos no mundo todo", dizia um dos cartazes.
Em 18 de março de 2015 o BCE quer inaugurar formalmente de forma pacífica seu novo quartel-general em Frankfurt. Não há nada que celebrar em uma política de economia e empobrecimento!", afirmou o Blockupy no dia anterior à cerimônia.
“Nosso protesto é contra o BCE como membro da troica, que, apesar de não ser democraticamente eleita, prejudica o trabalho do governo da Grécia. Queremos o fim das políticas de austeridade”, afirmou Ulrich Wilken, um dos organizadores da manifestação. “Queremos um protesto ruidoso, mas pacifico.”
Segundo a polícia, ao menos sete viaturas foram queimadas e outras sete, danificadas. Diversas ruas do centro de Frankfurt foram bloqueadas, e parte do transporte público deixou de funcionar, incluindo uma linha de metrô e bondes de superfície. Em resposta às ações, a polícia usou canhões de água e lançou gás de pimenta contra os manifestantes.
De acordo com o Blockupy, grupo criado em referência ao movimento Occupy Wall Street que tomou parte do centro financeiro de Nova York em 2011, a violência partiu de uma minoria de manifestantes, parte deles vestida de preto e com o rosto coberto.
as Informações são da Opera Mundi

Produção manufatureira dos EUA cai por terceiro mês consecutivo


A produção manufatureira dos Estados Unidos diminuiu em fevereiro pelo terceiro mês consecutivo por causa de uma queda na fabricação de automóveis, informou hoje a Reserva Federal (Fed).
De acordo com o organismo, a atividade fabril retrocedeu 0,2 por cento, depois da baixa de 0,3 por cento registrada em janeiro, dados que apontam a um crescimento econômico mais lento no primeiro trimestre do ano.

No caso particular da produção de automóveis, houve um descenso de três por cento, pelo que foi o setor que mais incidiu em números negativos.

Por sua vez, o Fed deu a conhecer que a produção mineira caiu um 2,5 por cento no mês passado, principalmente devido a problemas na extração de carvão, petróleo e gás, e também nos serviços destas indústrias.

Ainda que a produção de serviços públicos tenha subido 7,3 por cento ante a demanda de calefação no inverno, essa cifra não foi suficiente para contrapor-se os dados da manufatura e da mineração.

Desse modo, a produção industrial geral só teve um avanço de 0,1 por cento em fevereiro, inferior aos prognósticos dos analistas.

terça-feira, 17 de março de 2015

América Latina se mobiliza em apoio a Venezuela


Partidos e movimentos sociais da América Latina se mobilizam hoje em apoio à Revolução bolivariana e contra as ameaças dos Estados Unidos à Venezuela.
O Foro de São Paulo, que reúne partidos políticos latino-americanos, também se somou à solidariedade continental em repúdio à ordem executiva do presidente Barack Obamna que considera a Venezuela ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política exterior dos Estados Unidos.

A ameaça do governo dos Estados Unidos da América é uma ameaça contra todos os povos latino-americanos e caribenhos e põe em estado de alerta máxima toda a Pátria Grande Latino-americana, afirmou em um comunicado o Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo, depois de se reunir na capital mexicana.

Declaramos que se há uma ameaça à segurança nacional e à soberania da América Latina e Caribe e de todos os povos do mundo, é a agressão imperialista que os Estados Unidos levam a cabo na busca desesperada para manter sua hegemonia em decadência e o controle dos recursos estratégicos do planeta, acrescenta o texto.

A mensagem considera o decreto presidencial dos EUA "uma declaração de guerra que viola a soberania não só da República Bolivariana da Venezuela, mas de toda América Latina e Caribe, que é uma região de paz que mantém firmes posições antiimperialistas e anticoloniais".

Apoiamos a decisão tomada pela União de Nações Sul-americanas de solicitar ao governo dos Estados Unidos a derrogação da "Ordem Executiva" e, ao mesmo tempo, promover o diálogo político, com base no respeito à soberania da Venezuela e à sua Constituição, expressa a declaração.

Os partidos da região que fazem parte do Foro de São Paulo destacaram seu "apoio firme e irrestrito ao governo bolivariano e chavista que preside o parceiro presidente Nicolás Maduro".

Sobre o tema, convocaram à realização de uma cúpula de organizações e movimentos populares antiimperialista do continente em Manágua, Nicarágua, dias 20 e 21 de março de 2015.

Também à realização de uma "Grande Jornada Mundial de Solidariedade e repúdio à intervenção norte-americana na Venezuela para o dia 19 de abril, com o lema Os povos do mundo unidos com Venezuela".

O Grupo de Trabalho do Foro convocou uma reunião extraordinária e ampliada para o próximo dia 13 de abril em Caracas para expressar o apoio ao presidente Nicolás Maduro e ao povo da Venezuela.

Instruiu os parlamentares das organizações políticas do Foro de São Paulo a denunciar as agressões à Venezuela por parte dos Estados Unidos, tanto nos parlamentos nacionais como no Parlamento Latino-americano, Parlamento Centro-americano, Parlamento do Mercosul, o Parlamento Andino, e o Euro-latino-americano.

Do México, foi feito chamado à realização de um encontro mundial de parlamentares progressistas e de esquerda em Caracas, no dia 24 de junho deste ano, no marco da comemoração da batalha de Carabobo, que marca a independência da Venezuela