terça-feira, 1 de dezembro de 2015

União Europeia tem 26,5 milhões de desempregados




O desemprego continua em alta na Europa. A taxa de desemprego nos 27 países que formam a União Europeia em abril foi 11%, o que representa 0,7 pontos percentuais acima do verificado no mesmo mês do ano passado. No conjunto dos treze países onde circula a moeda euro, o percentual de pessoas afetadas pelo desemprego é maior: 12,2% em abril. O índice é 1 ponto percentual acima do registrado em abril de 2012 e 0,1 ponto percentual acima do registrado em março passado.

Os três países da Europa com maior taxa de desemprego estão na zona do euro: Grécia (27%), Espanha (26,8%) e Portugal (17,8%). Em número absolutos, há 26,588 milhões de desempregados na União Europeia, dos quais 19,375 milhões estão em países da zona do euro.

Para efeito de comparação, o número de desempregados equivale à população brasileira da Região Sul ou quase a população da Venezuela. Os dados são do Eurostat, órgão oficial de estatísticas da Comissão Europeia.
Os países da União Europeia menos afetados pelo desemprego são Áustria (4,9%), Alemanha (5,4%) e Luxemburgo (5,6%) - todos com taxa abaixo do medido recentemente nas principais regiões metropolitanas do Brasil (5,8%, segundo IBGE).

Além do desemprego, o Eurostat projeta aumento da inflação na zona do euro para maio – taxa de 1,4% contra 1,2% medido em abril. O aumento dos preços foi puxado por produtos alimentícios, bebida e cigarro.

domingo, 29 de novembro de 2015

A Bolívia Tem a Economia mais Solida da America Latina

A economia boliviana é hoje a mais sólida da América do Sul e o país colhe o que plantou desde a chegada ao poder de Evo Morales em 2006, apesar da crise dos hidrocarbonetos jogar no sentido contrário, assegurou o ministro Luis Arce.
À frente da pasta de Economia desde então e um dos dois titulares que acompanha Morales desde que assumiu o poder, junto ao chanceler David Choquehuanca, comentou ontem à noite que a Bolívia será o país de maior crescimento da América do Sul e um dos primeiros da América Latina.

Em declarações ao programa Esta Casa não é Hotel, transmitido pela Rede ATB, advertiu que "a economia boliviana continua crescendo e se está convertendo em uma meta importante no nível da América do Sul e Latina, porque certamente vamos ser a taxa mais alta da região pelo segundo ano consecutivo".

Explicou que há um modelo econômico estruturado de tal maneira que dá resultados e que está mostrando seu potencial, sua musculatura para enfrentar a crise.

"Estamos indo bem, não há elementos que nos façam pensar que há grandes efeitos da crise na Bolívia", comentou, ao lembrar que o governo nacional implementou medidas a tempo de evitar que os efeitos da queda internacional dos preços do petróleo e matérias prima, principalmente os minérios, fossem sentidos pela população.

Segundo Arce, a Bolívia colhe tudo que plantou "com nossas políticas de defesa da economia nacional contra a crise do sistema capitalista".

Para a autoridade, "o país vai receber menos dinheiro, mas isso não é impecilho para que o crescimento continue, porque temos o motorzinho do desenvolvimento econômico, que é a demanda interna, impulsionada pelo crescimento, que é o investimento público, e o consumo das pessoas que começa a dinamizar a economia interna".

As considerações de bancos e órgãos internacionais dedicados a estudar a economia, nos situam em primeiro da região e isso quer dizer que nosso modelo funciona e eles mesmos estiveram equivocados alguma vez, finalizou.

Arce não mencionou cifras desta vez, mas anteriormente enfatizou que o Produto Interno Bruto cresceria acima de cinco porcento, uma cifra impossível para a maioria dos países Latino-americanos.

Essa dado entusiasma a população, porque há dois anos o presidente Evo Morales advertiu que sempre que o crescimento ultrapassasse 4,5%, todos os trabalhadores do setor público e privado cobrariam um décimo-terceiro duplo (dois salários adicionais) em dezembro.

Senador dos EUA envia carta de apoio ao presidente Serio Bashar Al-Assad

O senador estadunidense Richard Black, republicano de Virginia, afirmou que na Síria há "uma guerra ilegal de agressão por parte de potências estrangeiras, determinada a impor um regime títere", em carta enviada ao presidente Bashar al-Assad.
Na mensagem, divulga nesta terça-feira por meios de comunicação locais, o senador Black reconhece sentir-se satisfeito pela cooperação militar russa oferecida às autoridades de Damasco, para lutar contra o que qualificou como "exércitos invasores".

"Com seu apoio (da Rússia), o exército sírio tem dado passos dramáticos contra os terroristas", sublinhou o legislador norte-americano.

O congressista republicano disse estar encantado pela grande vitória obtida há alguns dias contra os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) na base aérea de Kweres, na província de Alepo.

"Minhas felicitações aos que heroicamente resgataram as centenas de valentes soldados sírios de uma morte certa. Estou convencido de que muitas dessas vitórias estarão presentes mais adiante", acrescentou em sua mensagem.

Black explicou em sua carta a Al-Assad, que o general Wesley Clark, ex-comandante supremo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), revelou em 2001 que as potências ocidentais haviam desenvolvido planos para derrubar a Síria.

Acrescentou que, no entanto, após quinze anos instigando a subversão militar, "a OTAN, Arábia Saudita e Catar ainda não podem apresentar um só líder revolucionário que goze do apoio do povo sírio".

"As potências estrangeiras não têm direito a revogar eleições legítimas e impor sua vontade sobre o povo sírio. Só eles devem determinar seu destino e longe de qualquer intervenção estrangeira. Estou decepcionado que a ONU ignore essa interferência criminosa nos assuntos internos da Síria", acrescentou o senador por Virginia.

Em sua carta ao presidente sírio, Black denunciou que os terroristas continuam recebendo apoio militar da Turquia, Arábia Saudita e Catar, que por sua vez são aliados dos Estados Unidos, e assinalou a Turquia como o patrocinador mais leal do grupo takfirista Estado Islâmico.

"Turquia e Arábia Saudita buscam impor uma ditadura religiosa na Síria, e se conseguem êxito neste sentido, então os cristãos e outras minorias seriam assassinados ou vendidos como escravos", assegurou o congressista norte-americano.

Por sua vez, acusou o governo dos Estados Unidos por armar a mesma organização terrorista (Al-Qaeda) responsável pela morte de três mil estadunidenses nos atentados ocorridos em 11 de setembro de 2001, algo que considerou como "uma traição às vítimas".

A Rússia é a segunda maior parceira comercial da Turquia, atrás apenas da Alemanha


Tensões políticas entre países são tradicionalmente seguidas pelo enfraquecimento e, às vezes, rompimentos dos laços econômicos. Por isso, a adoção de sanções contra Ancara, por Moscou, não foi uma grande surpresa, como acredita o especialista em economia Sergei Khestanov.

"A decisão de impor sanções contra a Rússia foi lógica e previsível para os países que tinham tensões políticas (com a Rússia). Essa é a realidade das relações internacionais", disse Khestanov à Rossyiskaya Gazeta.
A Rússia é a segunda maior parceira comercial da Turquia, atrás apenas da Alemanha, enquanto as trocas turcas representam apenas 4% de todo o comércio exterior russo. Apesar do fato de que as exportações russas para esse país superam as importações (US$ 15 bilhões contra US$ 3 bilhões), a Turquia vende para o mercado russo uma grande variedade de produtos, desde frutas e legumes a máquinas e peças de engenharia. 
Além disso, de acordo com a agência russa de turismo, os gastos dos turistas russos na Turquia são estimados em cerca de US$ 10 bilhões anualmente, enquanto os turcos também faturam alto com transporte comercial, transferências financeiras e transações no setor de construção na Rússia. Nos últimos oito anos, a Turquia investiu US$ 1,3 bilhão na Rússia, sendo US$ 120 milhões apenas no início de 2015. 
No entanto, com as sanções adotadas por Moscou, Ancara está a ponto de perder uma parte significativa desse negócio.
"As restrições à contratação de cidadãos turcos pelas empresas russas darão uma chance de emprego a trabalhadores da Bielorrússia, Armênia, Cazaquistão e Quirguistão", por exemplo, afirmou Sergei Khestanov, comentando uma das medidas que fazem parte do pacote de restrições econômicas anunciado por Moscou. 
Segundo o analista Alexander Shirov, da Academia de Ciências da Rússia, as sanções russas poderão levar a Turquia a perder entre US$ 2,5 a US$ 3 bilhões, o que representa aproximadamente 1% do seu Produto Interno Bruto (PIB)


Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20151129/2913736/Sancoes-russas-representam-duro-golpe-economia-turca.html#ixzz3suit5db9

sábado, 10 de outubro de 2015

Aviação russa e infantaria síria seguem golpeando terroristas


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Na província de Latakia, a 348 quilômetros ao noroeste desta capital, a artilharia síria derrubou nesta sexta-feira um avião não tripulado de reconhecimento, manipulado pelos grupos extremistas nas imediações de Beit Heibiyeh.

Também forças combinadas da aviação síria e russa bombardearam acampamentos terroristas na zona de Rabiaa, enquanto unidades terrestres aniquilaram um grupo armados na al-Mreij, próximo da aldeia de Salma.

Nesta província com costa ao Mediterrâneo, funciona a base aérea de Jmeimim, desde onde operam os caça-bombardeiro da Força Aeroespacial da Rússia que colaboram na campanha antiterrorista.

Enquanto, na província de Hama, a 209 quilômetros ao nordeste daqui, a nova ofensiva despregada pelo exército sírio deixou 77 rebeldes mortos na localidade de Kafr Zeita, além de destruir cinco veículos de combate, um deles equipado com uma metralhadora pesada.

Outros confrontos em Hama tiveram como palcos as zonas de Kafr Nabbouda e Tallet a al-Sayad, onde se reportaram mais de 60 baixas e inúmeras perdas em material bélico dos terroristas antigovernamentais.

Na província de Homs, a 162 quilômetros ao leste de Damasco, os militares destruíram três veículos artilhados com metralhadoras, pertencentes ao Em frente al-Nusra, braço armado da al-Qaeda na Síria, na aldeia de Ezz a al-Din, enquanto na zona da al-Mesherfa abatiam a outro grupo de insurgentes.

Outras ações combativas reportaram-se na província de Alepo, a 350 quilômetros ao nordeste desta capital, onde 50 terroristas perderam a vida na zona da al-Breij.

Ademais combateu-se na área da al-Zahraa, e as imediações do aeroporto da al-Nairab, onde foram destruídos vários veículos blindados empregados pelos grupos extremistas.

Mais para o leste, na província de Deir Ezzor, a 461 quilômetros daqui, a força aérea síria bombardeou agrupamentos terroristas do grupo Estado Islâmico (EI) nas aldeias da al-Jafra e a al-Mreiah, e na cidade da al-Mayadin.

Um fato lamentável foi a confirmação pelo Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica do Irã (CGRI), da morte do general de brigada iraniano Hossein Hamedani, nos arredores da cidade de Alepo, onde cumpria tarefas de assessoramento às forças armadas sírias.

Por sua vez, a aviação russa segue destruindo posições do grupo EI e o Em frente al-Nusra em diferentes pontos do país, principalmente contra postos de comando, centros de comunicações, armazéns de armas e combustível, e bases de treinamentos em Raqqa, Latakia, Hama, Idleb e Alepo.

Nas últimas 24 horas, os aviões russos realizaram 67 operações combativas e destruíram 60 objetivos da infraestrutura militar dos terroristas em território sírio.

Em consequência destes bombardeios iniciados no passado 30 de setembro, os grupos terroristas estão desconcentrando suas forças e tratam de camuflar-se em zonas povoadas, utilizando os civis como escudos humanos

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Russos apoiam a Politica Oficial em Relação a Síria,


Mais de um terço dos russos apoia a política oficial do país em relação à Síria e em defesa dos interesses nacionais no Oriente Médio, certifica hoje uma pesquisa independente.
A iniciativa das autoridades russas para uma solução política e diplomática ao conflito sírio conta com a aprovação de quase 40 por cento de interpelados pela empresa de pesquisas independente Levada Center.

Segundo a pesquisa realizada ao calor do plano apresentado pelo presidente Vladimir Putin de apoio militar à Síria contra o terrorista Estado Islâmico (EI), trinta em cada 100 entrevistados consideram que a Rússia defende seus interesses no Oriente Médio.

28 por cento acham que com essa posição Moscou aspira fortalecer suas posições no mundo, conforme o estudo publicado nesta terça-feira.

Quase a quarta parte avalia que as ações do país euro-asiático constituem um obstáculo para o avanço do EI e de todo o radicalismo islâmico, cujos grupos armados ocupam boa parte de Iraque e mais da metade do território sírio.

Somente 11 por cento dos entrevistados afirmaram não aprovar os passos do Kremlin em relação à Síria.

No final do encontro com seu par estadunidense, Barack Obama, na sede das Nações Unidas, em Nova York, Putin ratificou ontem o interesse da Rússia em uma resolução do conflito sírio e em uma luta coletiva contra o EI, o inimigo comum.

Descartou que a ajuda militar e técnica de Moscou consista também em uma participação direta em operações terrestres.

Não se trata disso e não pode ser possível, enfatizou o mandatário, ao mesmo tempo em que esclareceu que a Rússia atua de conformidade com as normas do direito internacional.

Afirmou a seguir que as operações dos Estados Unidos e seus aliados no território da Síria sem a anuência do governo de Damasco são ilegítimas.

CUBA-EUA CELEBRAM APROXIMAÇÃO NA ONU

Celebram na ONU aproximação CUBA-EUAPDFImprimirE-Mail
  
 Nações Unidas, 30 set (Prensa Latina) O palco de aproximação entre Cuba e Estados Unidos motiva comentários favoráveis de líderes mundiais que intervêm no debate da Assembleia Geral, o qual entra hoje em seu terceiro dia.

Desde a África, Europa e América, ao redor de uns vinte chefes de Estado ou de Governo têm celebrado em seus discursos a restauração de relações diplomáticas e a abertura de embaixadas em Havana e Washington, ainda que muitos têm recordado que se mantém o bloqueio norte-americano como principal obstáculo.

"Nossa região, onde reina a paz e a democracia se alegra do estabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos e com esta ação se põe fim a uma política da guerra fria que deve terminar com o fim do bloqueio a Cuba", afirmou a presidenta brasileira, Dilma Rousseff.

Por sua vez, a presidenta da Argentina, Cristina Fernández, considerou o novo palco "uma vitória especial de Cuba", ainda que reconheceu o governo estadunidense "que finalmente abrisse a cabeça e que as coisas não podiam continuar assim".

Outros chefes de Estado latino-americanos e caribenhos destacaram a aproximação, como o mexicano Enrique Peña Nieto, o venezuelano Nicolás Maduro, o dominicano Danilo Medina, o equatoriano Rafael Correia e o uruguaio Tabaré Vázquez.

A sua intervenção no palco da Assembleia Geral, o premiê de San Vicente e as Granadinas, Ralph Gonsalves, afirmou que "os presidentes Raúl Castro e Barack Obama têm demonstrado uma coragem louvável ao trabalhar juntos para superar nos últimos anos de inimizade e desconfiança mútua".

Para a mandatária chilena, Michelle Bachelet, trata-se de um passo histórico, que demonstra a forma civilizada de resolver as diferenças.

Desde outras regiões também se realçou aqui a retomada de vínculos diplomáticos, materializados em 20 de julho, quando Havana e Washington converteram ademais suas seções de interesses em embaixadas.

Tem tido várias novidades no panorama político e geográfico que alentam a um mundo mais seguro. Uma destas é o início das relações entre Cuba e Estados Unidos, advertiu o líder namíbio Hage Geingob.

Os presidentes de Libéria, Ellen Johnson Sirleaf; Seychelles, James Alix Michel; Moçambique, Filipe Nyusi; África do Sul, Jacob Zuma, e Portugal, Aníbal Cavaco, junto ao premiê da Itália, Mateo Renzi, celebraram o acontecimento.

Tanto Raúl Castro como Obama abordaram o novo palco bilateral em seus discursos ante a plenária dos 193 estados membros da ONU.

Ambos reiteraram a vontade de manter o processo de aproximação após à normalização de vínculos, apesar das profundas diferenças entre os dois países.

O líder cubano fez questão de que não poderá ser falado de relações normais enquanto persistam o bloqueio imposto por Washington durante mais de meio século, a ocupação do território de Guantánamo pela Base Naval norte-americana e atos hostis como as transmissões ilegais de rádio e televisão e os planos desestabilizadores.

Em declarações à Prensa Latina, a secretária executiva da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcena, destacou a retomada de vínculos entre Cuba e Estados Unidos, um passo que considerou importante para a região.

mem/wmr/cc
Modificado el ( miércoles, 30 de septiembre de 2015 )

sábado, 19 de setembro de 2015

Alunos da UNIFESP- Cria projeto para ensinar Português aos Refugiados no Brasil

Objetivo do MemoRef, criado dentro da Unifesp, é integrar culturas com encontros semanais e gratuitos: 'vamos ensinar o que é feijoada também'

Nos Vamos ensinar Português, Feijoada e coxinha Também.

 “Nós vamos ensinar português, mas vamos ensinar o que é coxinha e feijoada também”. É assim que Ingrid Candido, uma das criadoras do Memorial Digital do Refugiado (MemoRef), define as aulas do projeto, que começaram na quarta-feira (02/09).
Criado por seis alunos da graduação do curso de letras da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o MemoRef tem o intuito de dar assistência a refugiados recém-chegados ao Brasil por meio de aulas de português e atividades culturais para promover a integração à comunidade. O projeto também pretende criar um banco de dados a partir dos resultado das experiências para futuros estudos acadêmicos.
O  programa MemoRef surgiu de uma iniciativa da estudante Marina Reinoldes, que já dava aulas de língua para refugiados na ONG Oásis Solidário e estava a par da situação dos estrangeiros no Brasil. Na ONG, ela se deu conta de que era necessário abrir mais turmas, pois as existentes não davam conta de  todos os alunos. Por conta disso, levou a ideia para o âmbito universitário: foi assim que surgiu o MemoRef, projeto do qual é coordenadora, junto com as também idealizadoras Beatriz Silva Rocha e Ingrid Candido.
presnsa Latina

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Ex-presidente Pérez Molina é preso na Guatemala

Detido provisoriamente por acusação de corrupção, ex-mandatário fará defesa nesta sexta; audiência teve áudio de escutas que provariam sua culpa

O juiz Miguel Ángel Gálvez decretou nesta quinta-feira (03/09) ordem de prisão provisória para o ex-presidente da Guatemala Otto Pérez Molina, que renunciou à presidência ontem. O político, que havia se apresentado à Justiça, foi enviado à prisão de Matamoros, onde ficará até sexta (04/09), quando será reiniciada a audiência judicial.
O advogado de Molina, César Calderón, contestou a decisão, alegando que há violação do princípio de inocência, legalidade e livre locomoção do ex-mandatário. A defesa ressaltou ainda que o político teve a oportunidade de fugir e não o fez para responder devidamente ao processo
O Ministério Público, no entanto, entendeu que a detenção provisória não viola os direitos de Molina e o juiz manteve a detenção.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Relatório da ONU- Mais de 800 mulheres morrem por dia por complicações na gravidez ou no parto



Cerca da metade das mortes de menores de cinco anos acontecem nos 28 primeiros dias de vida e mais de dois terços delas se concentraram em 2013 em 24 países asiáticos e africanos, que nestes dias participam na capital indiana de um fórum internacional sobre mortalidade infantil e materna.
Sudão do Sul e a República Democrática do Congo foram os países onde houve mais casos de mortalidade materna, com 730 mortes por cada 100 mil partos, segundo dados da Usaid (Agência dos EUA para Desenvolvimento Internacional). Mali foi o que registrou mais mortes de crianças menores de cinco anos, 123 por cada mil nascimentos, uma taxa que no Congo ficou em 2013 em 118 e na Nigéria em 117.

Cerca de 800 mulheres morrem todos os dias no mundo por causa de complicações na gravidez ou no parto, segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgados nesta quinta-feira (27/08) na Cúpula Apelo à Ação 2015, realizada em Nova Déli. Apesar dos altos números registrados, a mortalidade materna caiu em 44% nas últimas duas décadas.


Desde 2009, a taxa de mortalidade materna nessas 24 nações foi caindo a um ritmo anual de 3,3% e a infantil a 3,9%, significativamente acima da queda de 3,3% e 3%, respectivamente, que registravam durante o período 1990-2008.
"Estamos caindo em uma tendência boa, mas queremos reduzi-las muito mais rápido. Se a tendência continuar como está, não chegaremos aos objetivos traçados para 2030 e 2035", advertiu em declarações à Efe a diretora de Comunicação do Unicef na Índia, Caroline den Dulk.
Ela disse que o processo se encontra em sua "parte mais árdua", já que quem falta ser ajudado são "os mais vulneráveis a estes problemas", mas também "os mais difíceis de atingir" por causa de sua localização geográfica, por serem nômades ou minorias sem acesso a serviços de saúde.
De acordo com dados globais das Nações Unidas, um em cada quatro crianças nasce sem atendimento qualificado, enquanto apenas uma de cada duas mulheres recebe os cuidados necessários durante a gravidez.
Globalmente não foram alcançadas nenhuma das duas metas marcadas como Objetivos do Milênio para a redução destes dois tipos de mortalidade e cuja data limite termina no final deste ano.
"Se queremos fazer uma mudança global reduzindo as mortes de mães e crianças, estes 24 países podem marcar a maior diferença. Se eles podem diminuir estes números, o mundo atingirá os objetivos marcados", asseverou.
(*) Com informações da Agência Efe