sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Velvet Moonlight Fará Show Grátis para Fãs em São Paulo Brasil

Velvet Moonlight fará um show gratuíto, no dia 8 de Fevereiro no Pocket Show do Produssom, às 14 horas. Para todos que foram ao nosso show no Up!ABC e não puderam nos assistir, esta é a oportunidade! Mas, chegue cedo! O local tem capacidade para no máximo 200 pessoas!

Iremos tocar as músicas do álbum "Flying Horse". Será uma grande honra realizar esse show e contar com sua presença! 

Pra você que ainda não conhece nosso trabalho, baixe nosso cd de GRAÇA! http://www.velvetmoonlight.com/ 

CONFIRME PRESENÇA E CONVIDE TODOS OS AMIGOS! 

➡ Onde: Rua Teodoro Sampaio, 512, São Paulo, Brazil (próximo da estação Clínicas)
➡ Quando: 8 de Fevereiro 
➡ Tickets: DE GRAÇA 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Um Golpe de Estado pode acontecer na Venezuela a qualquer Momento

Tudo Pronto para mais Um Golpe de Estado na Fraca Democracia americalatinense.

Enquanto o Presidente Eleito pelo O sufrágio Universal, Uns Abutres descontentes e odiosos pela Democracia tentam tomar o Poder de Nicollas Maduro Presidente Venezuelano.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

China e Russia Juntos na Conquista do Espaço

Rússia e China estão determinadas a concretizar um avanço significativo no estudo do espaço. Em janeiro de 2015, os cientistas dos dois países irão coordenar um plano de cooperação nessa área, anunciou o diretor do Instituto russo de Investigação do Espaço, Lev Zeleny. Cada uma das partes tem 15 a 20 propostas para experiências conjuntas e que devem ser juntas num só programa.

Os detalhes não são, por ora, revelados. Sabe-se apenas que esta orientação é desenvolvida no âmbito de acordos intergovernamentais sobre a cooperação na área do espaço. Esse acordo foi assinado em outubro, durante a visita do chefe de governo da República Popular da China, Li Keqiang, a Moscou.
Cientistas russos e chineses estão a preparar um avanço significativo, considera Igor Marinin, redator-chefe da revista russa Novosti Kosmonavtiki:
“A cooperação pode passar por experiências conjuntas, trocas de equipamentos para a investigação de planetas e do espaço. O importante é que tanto em questões científicas, como em tecnológicas, fala-se de cooperação. Pois, até a data, a China seguia o seu próprio caminho, apropriava-se de avanços tecnológicos de outros países, nomeadamente do nosso, e não levava a cabo qualquer programa de cooperação. Por isso, trata-se de uma tendência muito positiva”.
A comunidade científica comenta, de forma enérgica, as declarações do líder do Roscosmos, Oleg Ostapenko, sobre o interesse da China face a dois eixos concretos de cooperação com a Rússia. Um deles passa pela construção conjunta de motores de foguetões. Os chineses, em resposta à proposta russa, insistem na transferência de tecnologia de produção para a China. Em troca, propõe retirar quaisquer limitações à exportação de produtos eletrónicos para a Rússia e, futuramente, desenvolverem micro-esquemas.
Outro potencial eixo de cooperação passa pelo intercâmbio de voos espaciais tripulados para a Estação Espacial russa e chinesa. Igor Marinin avaliou a perspectiva desta forma:
“Os chineses têm agora uma estação pequena que já esgotou os seus recursos. Ninguém vai para lá agora, nem os astronautas chineses. Eles lançarão a próxima estação só daqui a um ano e meio. E ela será colocada numa inclinação na qual os nossos foguetões não podem voar. Por isso, aqui só será possível a integração de astronautas russos em equipas chinesas.
Mas existe a barreira linguística. A viagem de astronautas chineses nos nossos foguetões seria mais simples, pois os chineses aprendem mais fácil e rapidamente a língua russa. Mas o acesso ao EEI, onde a Rússia é um dos parceiros, tem que ser coordenado com todas as partes interessadas, incluindo com os Estados Unidos. Mas eles opuseram-se categoricamente à participação dos chineses nesse projeto. E levar lá os chineses como se fossem turistas, sem o direito de abandonarem o sector russo, não terá o acordo da China. Eles querem enviar para lá um astronauta profissional, e não um turista”.
O projeto mais realista, atualmente, tanto no plano político como tecnológico, passa pelo estudo conjunto, por parte da Rússia e da China, da Lua e de Marte, consideram os peritos. Paralelamente, não se exclui a criação de uma base no satélite.
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2015_01_14/R-ssila-e-China-contam-com-a-conquista-conjunta-do-espa-o-2258/

Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2015_01_14/R-ssila-e-China-contam-com-a-conquista-conjunta-do-espa-o-2258/

Charlie Hebdo é ar fresco” e continuará publicando caricaturas

 nova equipe do jornal satírico francês Charlie Hebdo “seguirá a mesma linha” secularista e de defesa da democracia de antes dos atentados, afirma Angélique Kourounis, jornalista e produtora da polêmica publicação francesa, em entrevista exclusiva à emissora Sputnik.

– Você não tem medo ao continuar trabalhando com eles?
– Nós tínhamos medo, nós temos medo, nós teremos medo, mas nós vamos continuar. Se pararmos agora, seria como matá-los pela segunda vez. Por isso eu pessoalmente e toda a equipe ficamos zangadíssimos com todos os jornalistas e toda a mídia que optou por mostrar uma foto do jornalista Charb, mas não mostrar os cartuns que ele fez, sobre o profeta ou sobre o Vaticano, sobre qualquer outra coisa, por causa da linha politicamente correta. Para ele, é morrer mais uma vez. E é algo que nós não podemos suportar. É algo que nós recusamos. Essa é uma coisa que, como a gente diz aqui, da qual mais vale não falar do que falar desta maneira. É um preço grande demais por apoiar a liberdade, e nós insistimos nisso. Nós estivemos muito perto. Vai ser difícil, mas nós tentaremos.
Nós temos um novo Charlie. Está pronto já, será publicado na quarta-feira com um milhão de cópias. Nós seguimos precisamente a mesma linha. Nós não pretendemos mudar um centímetro do que nós queríamos e do que nós éramos, porque nós todos pensamos que, primeiro, a sociedade precisa do Charlie Hebdo. O Charlie Hebdo é um ar fresco, e se a gente mudar, como disse antes, seria matá-los pela segunda vez.
Não importa o que se passe agora, não importa o perigo, mas eu devo confessar que vai ser muito, muito, muito difícil, porque as pessoas que perdemos eram tão ótimas e grandes, uns jornalistas fantásticos. Será muito difícil encontrar outras pessoas como eles. Mas nós vamos ter pessoas diferentes com o mesmo talento e será um outro Charlie Hebdo. Você tem um antes do ataque e um depois do ataque. Como nos EUA, você tem um antes do 11 de setembro, aqui a gente tem um antes do 11 de janeiro.
– E a sua equipe, se você me permitir esta pergunta, eles eram de confissões diferentes?
– Sim, totalmente! A maioria são pessoas que falam que não acreditam em nada e que tal é o seu modo de viver. Depois, há os muçulmanos. Dois deles foram mortos. Depois, há os judeus. Depois, há os cristãos franceses. E depois, você tem a mim. Eu sou cristã ortodoxa e eu acredito. E eles o sabiam. O Charlie Hebdo nunca esteve próximo a ninguém. A linha do Charlie Hebdo é a de dizer que religião e Estado não têm nada em comum. A religião tem de ser separada do Estado, e o Estado tem de ser secular. A visão do Charlie Hebdo era secularista, não se pode misturar as duas coisas, porque se você mistura as duas coisas, você perde a liberdade.
E nós temos uma jornalista admirável. O nome dela é Zineb, ela escreve tudo sobre isso e ela paga muito pela sua escolha, porque ela foi forçada a abandonar o Marrocos por causa da sua posição, muita gente dizia que ela merecia ser punida pelo que escreve, merecia ser estuprada, merecia ser torturada, merecia ser morta. Mas ela fala, como qualquer um de nós, nessa linha secularista. Cada um tem o direito de fazer o que quiser com a sua vida privada. A religião não é um assunto público – essa é a linha do Charlie Hebdo e essa é a minha linha também.
– Angélique, você ficou surpreendida ao ver o monte de gente que saiu às ruas no domingo no mundo inteiro?
– Sim! Nós todos ficamos muito surpreendidos, nós todos ficamos muito satisfeitos. Mas eu não acho que “satisfeitos” seja a palavra justa. Foi como um abraço gigante, sabe. Foi bom para nós. Mas, ao mesmo tempo, nós não saudamos o fato de tantos líderes estrangeiros terem vindo. Isso não tem nada a ver com as coisas da política. Nós estávamos interessados na participação das pessoas. Elas não estavam nas ruas de Paris por causa dos terroristas, elas estavam nas ruas de Paris por causa da liberdade. Não devemos esquecer isso.

Indonésia - Caixas pretas do Avião Air Asia Começam a ser Desvendadas por Especialistas

As autoridades indonésias começaram a decifrar as caixas-pretas do avião da AirAsia que acidentou em dezembro passado, informa o jornal South China Morning Post.

Um representante do Comité Nacional de Segurança nos Transportes da Indonésia acredita que o processo pode ser concluído já dentro de uma semana. Os especialistas envolvidos na transcrição em Jacarta afirmam que as caixas-pretas foram retiradas em relativamente boas condições.
A primeira caixa-preta, que registra dados técnicos, foi recuperada na segunda-feira, enquanto o segundo dispositivo, com gravações de voz de cabine, foi encontrado na terça-feira.
Os dados mostrarão como os principais sistemas a bordo da aeronave operaram do início do voo até o instante em que a eletricidade foi cortada para a realização das gravações. Também serão revelados que comandos os pilotos acionaram e qual dos pilotos dirigia a aeronave, além das mudanças de velocidade, direção e altitude do avião. Já as gravações de voz da cabine, se recuperadas, serão uma importante ferramenta para entender o que os pilotos observavam no painel de instrumentos e por que tomaram determinadas decisões.
A aeronave fazia o trajeto de Surabaia, na Indonésia, para Singapura, no dia 28 de dezembro do ano passado, quando caiu no mar de Java, a cerca de 160 quilômetros da costa de Bornéu, com 162 pessoas a bordo. Os mergulhadores dizem que os trabalhos têm sido dificultados porque o fundo do mar está coberto de lodo, a visibilidade é baixa e as correntes são muito fortes.
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2015_01_14/Especialistas-come-am-a-decifrar-caixas-pretas-do-avi-o-da-AirAsia-9236/

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

charges de Maomé, 'Charlie Hebdo' sairá com 3 milhões de exemplares em 16 idiomas

O próximo número da revista satírica francesa Charlie Hebdo sairá nas bancas na próxima quarta-feira (14/01) com 3 milhões de exemplares e traduzido em 16 idiomas. Além disso, a primeira edição do semanário após o ataque armado que matou 12 pessoas na semana passada terá, logo na capa, uma charge do profeta Maomé.
O jornal Libération, que cedeu a redação para uso da equipe da Charlie Hebdo, divulgou na noite desta segunda-feira (12/01) a próxima capa da revista de humor. No cartum do chargista Luz, Maomé aparece chorando e segurando um cartaz escrito "Eu sou Charlie" sob o título: "Tudo está perdoado".
"Nós não vamos desistir, senão tudo isso perderá o sentido", disse nesta segunda-feira (12/01) Richard Malka, advogado da Charlie Hebdo.
O aumento na tiragem da publicação — o triplo do previsto inicialmente e muitas vezes mais do que os 60 mil que eram impressos regularmente — foi feito em resposta aos inúmeros pedidos recebidos, tanto na França, quanto no exterior.
opera mundi

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Israel já avista o banco dos réus- Fim da Impunidade na Palestina


No encalça adesão palestina ao Tribunal Penal Internacional (TPI), as análises sobre as suas consequências são variadas. Nesta quinta-feira (8), o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Ban Ki-Moon anunciou que o Estado da Palestina será membro da Corte a partir de 1º de abril, com período retroativo desde junho de 2014. Em resposta, as ameaças israelenses e dos EUA refletem a certeza de um impacto decisivo sobre o status quo.


Como explorado em artigos anteriores e segundo a mídia internacional, apreensiva com a resposta israelense (ou com o chacoalhar das estruturas da impunidade), os palestinos poderão acusar membros do Exército e os líderes sionistas pelos crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio (violações às quais se dedica o TPI) cometidos em seus territórios. Israel não ratificou o Estatuto de Roma, constitutivo do TPI, mas seus nacionais poderão ser julgados por crimes na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza, territórios palestinos ocupados. 

Por outro lado, análises sobre as estratégias da defesa israelense incluem o não-reconhecimento do Estado da Palestina por Israel e por seu maior aliado, os Estados Unidos. Aliás, porta-vozes estadunidenses já lançaram esta dica nos meios internacionais em reação à candidatura (em 31 de dezembro de 2014) e à aceitação da Palestina enquanto membro do TPI, anunciada nesta quinta. Para representantes como a embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, a iniciativa palestina de recorrer ao direito internacional para tentar superar a persistência da ocupação sionista e sua impunidade é “contraproducente”.

Os Estados Unidos, além de patrocinadores (com ajuda militar e política decisivas e bilionárias desde a década de 1960) e aliados dedicados a Israel, são também a garantia de manutenção de uma situação aparentemente insuperável de estagnação, num “processo de paz” infindável e fadado ao fracasso. Monopolizando a mediação dos inócuos períodos de diálogos entre Israel e a Palestina, os EUA só conseguiram garantir o enraizamento e a disseminação da ocupação. Entretanto, o crescente apoio internacional à causa palestina pela autodeterminação, assim como os esforços da liderança pela efetivação do Estado da Palestina como sujeito de direito no cenário internacional, rende frutos que estão surpreendendo Israel.

Também nesta quinta, o ex-premiê (199-2001) e ex-ministro da Defesa (2007-2013) Ehud Barak, que serviu durante duas das últimas grandes ofensivas contra a Faixa de Gaza (“Chumbo Fundido”, em dezembro de 2008 e janeiro de 2009, e “Pilar de Defesa”, em novembro de 2012), deu uma entrevista ao jornal israelenseHaaretz para dizer que o atual premiê Benjamin Netanyahu (foto), no poder desde 2009, está levando o país ao desastre. Barak, que carrega sua própria responsabilidade pelas violações israelenses, reconheceu o fortalecimento da causa palestina e disse pressionar Netanyahu e seu agressivo chanceler, Avigdor Lieberman, a realmente negociar com os palestinos “antes que seja tarde demais”. Este momento, para ele, está chegando. O isolamento de Israel é comparável, como o regime que impõe aos palestinos, ao apartheid na África do Sul, derrubado justamente pelo boicote internacional.


Policia francesa Mata atiradores ao Atentado ao Charlie Hebdo

 

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, confirmou no final desta sexta-feira (9) a morte dos dois irmãos que atacaram o jornal Charlie Hedbo. Eles invadiram uma fábrica, onde ficaram cercado por policiais por mais de sete horas. Em um ataque quase simultâneo, um outro sequestrador que mantinha reféns em um mercado também morreu.  A dupla estava cercada há horas pela polícia francesa na cidade de Dammartin, a noroeste da capital, onde mantinha uma pessoa refém, que saiu ilesa da operação. A polícia invadiu o local, onde funcionava uma gráfica, e foram ouvidos tiros e explosões.


Os franceses estão chocados e a cidade, nessa sexta-feira (9), não estava tão movimentada como nos dias anteriores, até porque a polícia isolou algumas regiões. 

A comoção causada pelo atentado motivou milhares de pessoas a se reunirespontaneamente em várias cidades da França para hprestar solidariedade às famílias das vítimas e repudiar o ataque. Em Paris, onde a concentração foi convocada por sindicatos, entidades de classe e partidos políticos, uma multidão está concentrada na Praça da República, que fica próxima ao local do atentado.
Portal Vemelho


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

UP/ABC- A BANDA VELVET MOONLIGHT LANÇA SEU PRIMEIRO CD

Banda | Velvet Moonlight

velvetl cover
LOCAL |  PALCO MUSIC FESTIVAL DOMINGO | 18 DE JANEIRO -

essência da Sugoi está de volta Velvet Moonlight, banda formada pelo ex-vocalista da banda Sugoi, Tuuh, está de volta aos palcos, dessa vez com seu irmão, Oddy. A banda foi anunciada no último show da Sugoi, e o single e nome do álbum, "Flying Horse", foi lançada logo em seguida. Após 1 ano de gravação, a banda lançou seu álbum digitalmente no iTunes, Spotify, Rdio, Deezer e todas as plataformas conhecidas online.
Com novo visual, som, proposta e formação, a banda promete fazer seu show de ESTRÉIA no Up!ABC , dia 18 de Janeiro, ser histórico!

O álbum pode ser conferido de GRAÇA, no site da banda! http://www.velvetmoonlight.com



velvet tb 01velvet tb 02velvet tb 03

MEMBROS DA BANDA

Vocal:
Guitarra:

Tuuh
Oddy

Teclado:
Bateria:
Baixo:

Refe
Melk
Death

CONTATO

Facebook: 
Twitter:

Clique Aqui
@velvetmoonrocks

Instagram:

@velvetmoonrocks

Os Novos Heróis da Revolução Cubana

A decisão do presidente norte-americano, Barack Obama, de reatar relações diplomáticas com o Estado cubano e amenizar sanções econômicas, somente tem paralelo histórico com a Guerra do Vietnã.
Os Estados Unidos acreditaram, entre 1960 e 1975, que seu poderio militar e financeiro seria suficiente para subjugar os soldados de Ho Chi Minh e Giap. Mas as derrotas no campo de batalha, a mobilização pela paz dentro de suas próprias fronteiras e o desgaste internacional levaram o governo Nixon à capitulação.
A mesma soberba imperialista determinou o comportamento da Casa Branca frente à revolução cubana. Sucessivos presidentes, desde o triunfo liderado por Fidel Castro, acreditaram que seria possível estrangular o novo regime através da sabotagem, da intervenção armada e do bloqueio.
Há décadas era visível que esta estratégia, mais uma vez, estava fadada à derrota. Mas o peso da comunidade cubano-americana, associado às heranças ideológicas da Guerra Fria e à cultura hegemonista do capitalismo norte-americano, impedia o reconhecimento do fracasso.
Obama entrará para a história, com ajuda do papa Francisco, por ter tido a coragem de assinar rendição inevitável. Uma frase sua serve de síntese ao episódio: “estes cinquenta anos mostraram que o isolamento não funcionou, é tempo de outra atitude.”
Giro de Obama
Praticamente na metade de seu segundo mandato, sem preocupações eleitorais, o primeiro negro a ocupar o Salão Oval parece estar empenhado em reconstruir sua imagem junto aos setores progressistas que o apoiaram e se sentiam traídos por uma administração capturada pelo establishment.
O decreto que legaliza cinco milhões de imigrantes ilegais foi o primeiro passo relevante desta jornada de resgate biográfico. A declaração de reatamento das relações diplomáticas com Cuba, o segundo.
Lembremos que o bloqueio não está anulado, pois depende da decisão de um Congresso controlado pelos republicanos. Ser á batalha complicada e provavelmente prolongada. Obama optou, de toda forma, por ir ao limite de sua jurisdição política, como no caso dos imigrantes, peitando correlação desfavorável de forças no Parlamento.
Mesmo que o embargo ainda seja situação pendente, continuando a sufocar o funcionamento da economia cubana, é fato que o presidente norte-americano deu passo fundamental para enterrar a velha política de seu país acerca da ilha caribenha.
Os paradigmas imperialistas, registre-se, não foram alterados.
Basta ver a pressão que os Estados Unidos continuam a exercer, através do surrado cardápio de punições e sabotagens, contra governos que colidem com seus interesses, a exemplo da Venezuela.
No caso de Cuba, porém, a realidade se impôs.
Análises equivocadas
Não falta, é claro, quem prenuncie o colapso da revolução e seu sistema político-econômico em função do cenário de distensão: o socialismo cubano sucumbiria ao contato com recursos financeiros, valores e oportunidades oferecidos, a partir de agora, pelos Estados Unidos.
Repetem aposta feita no passado.
Diziam que Cuba não resistiria ao bloqueio e seus cidadãos, depois de alguns meses sob penúria e escassez, derrubariam Fidel Castro.
Quando o cavalo do embargo despontava como páreo perdido, veio o colapso da União Soviética. O regime liderado pelo Partido Comunista seria varrido logo mais, como ocorrera em outros países socialistas.
Outro erro dos clarividentes opositores, que deveriam ter aprendido a ser mais modestos em suas eloquentes previsões.
A revolução cubana, ainda que em meio a gigantescas dificuldades e graves erros, logrou sobreviver, construir alternativas e desenvolver notável capacidade de auto-reforma.
Aos poucos, com a vitória de partidos progressistas em diversas nações latino-americanas, o isolamento continental se reverteu e Cuba retornou a seu espaço natural, oxigenando a economia e a sociedade.
Os investimentos brasileiros e venezuelanos, entre recursos de diversas origens, são reveladores da capacidade cubana de erguer pontes e sair do casulo pós-soviético.
Talvez o porto de Mariel, financiado pelo BNDES, seja o empreendimento mais representativo e promissor desta etapa de reinserção. Poderá se constituir, com certa rapidez, na conexão do país e seus parceiros com o mercado mundial, além de pólo para a reindustrialização local e a consolidação de coalizão com a Am érica do Sul.
A despeito das sanções e arreganhos norte-americanos, a lenta recuperação cubana vem se afirmando através da integração regional, de forma autônoma e consistente.
Quem passou a ser assolado pela praga da solidão, a bem da verdade, foi o velho inimigo.
Os Estados Unidos, que no passado haviam colocado o subcontinente contra Fidel, passaram a conhecer forte tensão ao sul, abalando sua influência e alianças.
Uma das razões era exatamente a orientação discriminatória contra Cuba.
A gota d’água para a falência da geopolítica isolacionista materializou-se no impasse durante a preparação da Cúpula das Américas, prevista para julho de 2015, à qual os cubanos estavam convidados pelos Estados meridionais ao Rio Grande e vetados apenas pela Casa Branca.
Futuro
Os obstáculos no novo ciclo, é certo, serão imensos.
A ampliação dos fluxos comerciais e financeiros, além da disputa política e cultural, poderá afetar a estrutura do país mais igualitário da região, fundada sobre a universalização de direitos sociais.
Tradicionais adversários da revolução não pouparão esforços para minar a credibilidade e o funcionamento do sistema cubano, tentando impor mudanças que alterem profundamente a organização política e econômica.
Também buscarão se aproveitar da troca geracional, com o grupo dirigente de Sierra Maestra escrevendo o epílogo de sua jornada.
A direção castrista, vencido o bloqueio, paulatinamente terá que substituir o anti-imperialismo, como narrativa dominante, pelo convencimento prático e cultural, principalmente junto às gerações mais jovens, acerca da superioridade de seu sistema em comparação ao capitalismo.
A tarefa será complexa: não se trata apenas de provar que o socialismo à cubana tem maior capacidade de preservar inegáveis conquistas sociais, mas também sua permeabilidade a ajustes que permitam impulsionar um longo ciclo de desenvolvimento econômico e o aprofundamento da participação popular na política.
Apesar destes fantásticos desafios, os últimos acontecimentos, com Golias se curvando à resistência de Davi, deveriam servir de alerta para os oráculos do apocalipse cubano.
Há povos e dirigentes, em determinadas etapas da história, que não se curvam nem sequer diante dos mais duros sacrifícios para defender sonhos e projetos. Mesclam, ademais, vocação de resistir com inventividade para encontrar soluções adequadas.
A chegada dos últimos cubanos que estavam presos nos Estados Unidos desde 1998, julgados por espionagem, é recado humano e simbólico desta vontade nacional que a revolução, goste-se ou não de seus resultados, foi capaz de construir.
Não havia festa e alegria nas ruas pelos 53 prisioneiros que Raul Castro ordenara libertar, fruto da negociação com Obama, considerados de “interesse dos Estados Unidos”.
O júbilo era pelos compatriotas cujo retorno representa célebre vitória sobre o gigante que, há mais de cinqüenta anos, ameaça a autodeterminação de Cuba. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Blogueira cubana Yoani Sánchez lamenta "vitória do castrismo"

A ativista cubana Yoani Sánchez lamentou nesta quarta-feira (17) a que culminou com a libertação do norte-americano Alan Gross, e a qualificou como uma vitória do regime da ilha.
"O castrismo venceu, ainda que Alan Gross tenha saído vivo de uma prisão que poderia se tornar o seu túmulo. No jogo da política, os totalitarismos sempre conseguem se impor sobre as democracias", escreveu a blogueira dissidente no site "14 y medio".
Yoani se pronunciou antes mesmo dos esperados discursos dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama. A libertação de Gross deve ser compensada pela soltura de três dos cinco cubanos que haviam sido presos nos Estados Unidos sob a acusação de espionagem.
Os beneficiados pela medida são Gerardo Hernandez, Ramón Labaniño e Antonio Guerrero. Os outros dois, Fernando e René González, já estão livres