segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Vox Populi mostra Dilma Rousseff afrente de Aécio Neves

Pesquisa Vox Populi, encomendada pela TV Record, Record News e R7, indica que a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e o candidato Aécio Neves (PSDB) estão tecnicamente empatados na corrida ao Palácio do Planalto. A petista, porém, aparece um ponto percentual à frente do tucano, segundo o levantamento divulgado nesta segunda-feira (13).
Em relação às intenções de voto, Dilma Rousseff tem 45% e Aécio Neves aparece com 44%. Os brancos e nulos são 5% do total, enquanto que os eleitores indecisos também somam 5%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, os dois candidatos estão empatados tecnicamente.
Considerando apenas os votos válidos, ou seja, sem as intenções votos em branco e nulo e os eleitores que não sabem em quem vão votar, outro empate técnico: Dilma aparece com 51% e Aécio totaliza 49%.

Cajuru desafia Aécio Neves - Chama o Viciado




https://www.youtube.com/watch?v=BQ8YeuRrZFU 

Vários documentários na internet e mineiros ligados à imprensa acusam Aécio e sua irmã de perseguir e arruinar a vida de todos
os que se opoem ou criticam suas atitudes.

Cajuru, um repórter conhecido da imprensa fala sobre sua própria experiência com essa censura.
45918 visitas - Fonte: Facebook

Marina decretou sua morte política ao apoiar Aécio Neves


Laura Capriglione é uma jornalista com muita bagagem e competência. Escrevendo agora no Yahoo, a jornalista analisa hoje a decisão de Marina (link is external)em apoiar Aécio no segundo turno da eleição presidencial. Em seu blog Laura ressalta: "Mas Marina Silva acabou no domingo 12 de outubro, quando virou as costas para sua própria trajetória ao declarar voto no candidato Aécio Neves, o representante de uma política econômica ostensivamente contrária à valorização do salário mínimo e à ampliação das políticas sociais e de inclusão". Um duro golpe em quem acreditava na postura progressista de Marina.
Leia a íntegra:
Acabou Marina Silva (1958-2014). Fundadora da Central Única dos Trabalhadores e organizadora do PT, além de amiga e fraternal companheira do líder seringueiro Chico Mendes, Marina Silva foi durante anos, dentro do campo da esquerda brasileira, a representante de uma utopia que tentou conciliar três vetores quase sempre desalinhados: o desenvolvimento econômico, a inclusão social e o respeito ao meio ambiente e às populações tradicionais.
Sua saída do PT, em 2009, empobreceu o partido e o debate interno sobre qual caminho seguir na busca por um mundo mais justo e solidário.
A figura frágil – sobrevivente da miséria dos migrantes recrutados para trabalhar na extração da borracha; nascida em uma família de onze irmãos (da qual oito se criaram); órfã aos 15 anos; sonhática (conforme a auto-definição); vítima da malária, da intoxicação pelo mercúrio dos garimpos e da leishmaniose (doenças da extrema pobreza) – pereceu no domingo, 12 de outubro, depois de lenta agonia.
Foi nesse dia que ela formalizou seu apoio ao tucano Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais, contra a candidatura da petista Dilma Rousseff.
Como membro do Partido dos Trabalhadores, onde militou durante 23 anos, Marina ajudou a eleger e a implantar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em que exerceu o cargo de ministra do Meio Ambiente durante cinco anos e quatro meses. Foi um período importante, que consolidou as condições para o Ceará, terra dos pais de Marina, crescer mais velozmente do que a média nacional –3,4% ao ano, contra 2,3% da média nacional.
Anos também importantes para o Nordeste como um todo, que deixou de ser exportador maciço de mão-de-obra, já que criou oportunidade de emprego e renda “como nunca antes”. Só para efeito de comparação, ainda hoje a atividade econômica nordestina cresce acima de 4% (nos cinco primeiros meses de 2014), resultado superior à média nacional (0,6%), segundo o Banco Central.
Exemplo de superação das dificuldades, Marina Silva conta em sua biografia com uma passagem como empregada doméstica. Dureza. Mas a contribuição de Marina no fortalecimento do governo do primeiro operário na Presidência ajudou a mudar a situação das empregadas domésticas.
Primeiro com a valorização do salário mínimo, que passou de R$ 200, no último ano do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, para os R$ 724 atuais.
Depois, com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição das Empregadas Domésticas, de 2013, que ela, com seu exemplo e luta a favor dos oprimidos, ajudou (ainda que indiretamente) a garantir.
Mais de um século depois da Abolição da Escravatura, 7,2 milhões de empregados domésticos brasileiros foram incluídos na categoria de cidadãos dotados de mínimos direitos trabalhistas, entre os quais o controle da jornada de trabalho, definida em oito horas diárias.
Além disso, a categoria começou a receber horas extras, remuneradas com valor pelo menos 50% superior ao normal.
Marina estudou muito, de modo a formar-se como historiadora, professora e psicopedagoga, em uma época em que o país só oferecia aos membros da elite branca a possibilidade de conquistar um diploma de nível superior.
Como membro do Partido dos Trabalhadores e afrodescendente, Marina ajudou a fazer a revolução educacional que aumentou o acesso dos mais pobres e morenos aos bancos universitários. Pela via da ampliação no número de vagas nas universidades federais, do ProUni e do Fies, o número de vagas no ensino superior mais do que duplicou de 3,5 milhões (em 2002) para 7,1 milhões (em 2013).
Uma vida de vitórias, exemplos e superações.
Mas Marina Silva acabou no domingo 12 de outubro, quando virou as costas para sua própria trajetória ao declarar voto no candidato Aécio Neves, o representante de uma política econômica ostensivamente contrária à valorização do salário mínimo e à ampliação das políticas sociais e de inclusão.
Com o capital eleitoral que conseguiu reunir no primeiro turno (21,32 % do total de votos, ou 22.176.619 eleitores), Marina poderia ajudar sua Rede Sustentabilidade a se consolidar como a tal terceira via de que tanto falou antes.
Ela preferiu juntar-se a forças bem conhecidas dos brasileiros: Que criminalizam os movimentos sociais; que atentam contra a liberdade de imprensa; que são apoiadas pela chamada “Bancada da Bala”, por Silas Malafaia e por Marcos Feliciano.
Sem contar que os votos de Levi Fidelix (PRTB, o idiota que fez do aparelho excretor um programa de governo) devem ir para Aécio também.
Marília de Camargo César, autora da biografia “Marina: a vida por uma causa” (editora Mundo Cristão, 2010), conta que, diante de um problema de difícil resolução, a ex-ministra costuma praticar a “roleta bíblica”, que consiste em abrir a Bíblia aleatoriamente, para saber o que Deus recomendaria na situação.
Não é difícil imaginá-la nesse mister quando ela se saiu com a idéia de pedir que o PSDB reconsiderasse a campanha pela redução da maioridade penal, como condição sine qua non a seu apoio. Aécio respondeu sem pestanejar: não! E assim acabou-se mais uma convicção “firmíssima” de Marina.
Descansa em paz, Marina!

Dilma: Aécio usou dinheiro público para fins pessoais


Em  Contagem, na Grande Belo Horizonte, a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, colocou o dedo na ferida do adversário, o tucano Aécio Neves. Depois de caminhar pelas ruas da cidade, a presidenta disparou: “Nunca usei mal o dinheiro público, nunca me beneficiei do meu cargo para garantir privilégio para alguém da minha família”.
Dilma se referiu ao aeroporto de Cláudio (MG), construído em uma área dentro de uma fazenda do tio-avô do candidato do PSDB. A obra, toda paga com dinheiro do contribuinte mineiro, custou cerca de R$ 14 milhões e foi concluída em 2010, último ano do mandato de Aécio como governador do estado.
A candidata do PT também comentou sobre a nomeação de Aécio, aos 25 anos, diretor da Caixa Econômica Federal, durante o governo José Sarney (1985-1990). O fato é uma contradição em si ao discurso do tucano sobre “meritocracia” no serviço público. Além de ser um caso típico de nepotismo: a nomeação de Aécio, à época, foi assinada pelo então ministro da Fazenda Francisco Neves Dornelles, primo do senador.
Dilma também questionou as promessas feitas pelo candidato do PSDB sobre investimento em saúde pública no Brasil. “Qual a credibilidade do meu adversário para dizer que vai investir em saúde se quando pode, no governo de Minas Gerais, não fez?”, perguntou a presidenta.
Ela se referiu ao termo de ajustamento de gestão feito pelo Tribunal de Contas Estadual, que relatou um déficit de R$ 7,8 bilhões em investimentos para a saúde nos governos de Aécio Neves e Antônio Anastasia, em Minas Gerais, ambos do PSDB.
Aos presentes na caminhada, Dilma se comprometeu a trabalhar em parceria com o governador eleito do estado, o petista Fernando Pimentel, para melhorar, principalmente, a situação do atendimento de saúde.
Mineira de Belo Horizonte, Dilma recordou a infância em Minas. “Eu que nasci e vivi os primeiros anos da minha vida aqui”, relembrou. “Saí daqui apenas porque fui perseguida pela polícia na época da ditadura, que muita gente aqui graças a Deus não viveu”, disse a presidenta. “Tenho compromisso com essa terra e com esse estado, e no dia 26 (de outubro), tenho certeza que daqui vai sair uma onda para o resto do Brasil e para toda Minas Gerais”.
Por Rodrigo Vasconcelos, da Agência PT de Notícias

Dilma e o PT vão enfrentar a Globo?

“ele é amigo da turma do helipóptero”


Por Rodrigo Viannaoutubro 12, 2014 12:16
por Rodrigo Vianna
A imprensa (comandada pela Globo) martela durante 24 horas acusações sem provas contra o PT. O partido de Dilma tem gente boa e ruim. O PSDB tem muito mais gente denunciada por corrupção.  Mas por que só há denúncias contra o PT na véspera de eleição? Toda vez é assim…
A onda de noticias sobre corrupção impede que o país perceba que estamos diante de dois projetos: um é o programa dos ricos, do desemprego e do arrocho (já conhecemos Aécio=FHC); o outro é o governo que gerou empregos e melhorou a vida dos pobres (apesar de ter feito menos do que tanta gente esperava do PT). Isso é o que está em jogo.
A campanha de Dilma deveria atacar de frente a Globo e a Veja. É combate aberto o que se espera: pra ganhar ou perder! Mas com boas chances de ganhar.
Para que o jogo se equilibrasse, duas coisas teriam que acontecer…
1 – A campanha petista deveria denunciar, de forma frontal, na campanha de TV, o envolvimento da mídia (comandada pela Globo) com a campanha de Aécio. Outros casos precisavam ser lembrados, de forma didática: a tentativa da Globo de impedir a eleição de Brizola em 82, a manipulação do debate em 89, o caso aloprados em 2006 (com a foto do dinheiro mostrada na véspera da eleição), o caso da bolinha de papel (que Ali Kamel – o diretor da Globo – tentou transformam num míssil contra Dilma em 2010).
2 – As graves acusações que pesam contra Aécio deveriam ganhar peso. Elas não virão pela mídia velha. Mas podem se espalhar pela internet. Assim como as acusações que envolvem o PT no caso Petrobras, as acusações contra Aécio não são acompanhadas de provas, mas de indícios gravíssimos. Além de envolvimento com supostos atos escusos na administração pública, Aécio é acusado de envolvimento com a família Perrela (aquela mesma, do helicóptero com 500 quilos de cocaína) e de adotar um estilo de vida pouco convencional – digamos assim.
Em minha modesta opinião, apoiadores de Dilma não deveriam partir para o vale-tudo nem para ataques pessoais a Aécio.
Até porque, não adianta atacar Aécio sem confrontar a Globo! E quem pode confrontar a Globo? Lula e Dilma. Se o fizerem, incendeiam a militância e podem virar a eleição.
Os apoiadores de Dilma, imagino, estão à espera de um sinal da direção: vai haver um combate aberto ou não? A decisão tem que ser rápida…
Enquanto isso, pessoas que parecem não ter ligações com Dilma e o PT começam a falar na internet o que em Minas todo mundo fala sobre Aécio.
É o caso de policial mineiro, que gravou vídeo no youtube acusando Aécio de envolvimento com a família Perrela – aquela do helicóptero do pó. O policial diz que o tucano “deveria estar preso”.
O policial será processado (ou ameaçado) pela turma de Aécio?
O Brasil pode-se dar ao luxo de escolher um presidente sobre quem pesam dúvidas tão graves? Juca Kfouri acha que não. Aécio jamais processou Juca pelas graves acusações contidas no artigo.
Dilma e o PT erraram feio por não enfrentar o poder da velha mídia desde 2011. Ainda que não quisesse (ou não tivesse apoios suficientes) para aprovar uma Lei da Comunicação no Congresso, Dilma deveria ter feito ao menos o embate político: mostrando ao povão que a mídia velhaca tem lado e funciona como um partido.
Dilma preferiu preparar omeletes com Ana Maria Braga. Visitou a Folha, distribuiu agrados aos coronéis da imprensa. Agora, na véspera da eleição, a mídia velhaca age como sempre: parte para os ataques sem provas contra apenas um dos lados.
Foi sempre assim: contra Vargas, contra Jango, contra Brizola, contra Lula…
No PT, já se avalia que os ataques (que devem persistir até o dia 26) freiam o crescimento de Dilma e podem impedir uma reação. Na real, Dilma está a 2 ou 3 pontos de Aécio. Empate técnico – com o tucano levemente na frente. Esqueçam a pesquisa Sensus – aquilo é piada, pra ser usada no programa tucano.
Vejamos: Dilma teve quase 42% dos votos válidos no primeiro turno. Com 2% que foram pra Luciana e outros nanicos, chega a 44%. Faltaria a ela conquistar entre 6% e 7% dos 22% que votaram em Marina. Ou seja: menos de um terço dos votos marineiros.
Não é uma operação impossível, em condições normais. Acontece que não estamos em condições normais.

Professor da Unicamp Diz: Remédio de Aécio para a economia será catastrófico

Em artigo publicado no site Brasil Debate, o economista Eduardo Fagnani, que é professor do Instituto de Economia da Unicamp, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho (CESIT) e coordenador da rede Plataforma Política Social, diz que o remédio já divulgado por Aécio Neves (PSDB) para o Brasil será catastrófico para a economia do país.

Eduardo Fagnani -


Para ele, o conhecido “culto da austeridade” penalizou o Brasil nos anos 90 e a Europa sofre deste problema desde 2008. Fagnani também ressalta que redução da inflação, ajuste fiscal e abertura comercial entre outros recursos da receita liberal amentarão as desigualdades sociais e o desemprego.

O professor também relembra a herança de Armínio Fraga, economista cultuado pelo PSDB e que deverá ser o ministro de Aécio Neves: “É bom lembrar aos mais jovens que Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, deixou o Brasil (2002) com inflação quase três vezes acima da meta (12,5%), juros Selic superiores a 23% ao ano, dívida líquida quase duas vezes maior que a atual (em proporção do PIB), vulnerabilidade externa preocupante (RESERVAS cambiais equivalentes a cerca de 10% do patamar de 2014) e taxa de desemprego mais que o dobro da vigente”, anota.

Veja abaixo o artigo:

Retrocesso conservador, Estado Mínimo e “desinformados” 

A volta do Estado Mínimo é apenas um dos retrocessos previsíveis no projeto neoliberal e anti-desenvolvimentista de Aécio Neves. Não há nada mais velho e antissocial do que o enganoso “culto da austeridade”, remédio clássico seguido no Brasil dos anos de 1990 e aplicado na Europa desde 2008 com resultados catastróficos.

Política econômica e política social são faces da mesma moeda. Não há como conciliar política econômica que concentre a renda e política social que promova a inclusão social.

O projeto de Aécio Neves é neoliberal, anti-desenvolvimentista e antissocial. Armínio Fraga (ministro da Fazenda de um eventual governo do PSDB) partilha da visão de que “a atual meta de inflação é muito alta”.

Prega a redução gradativa da meta atual (4,5% ao ano), Banco Central independente, gestão ortodoxa do “tripé macroeconômico”, forte ajuste fiscal, desregulação econômica, abertura comercial e câmbio flutuante. Essa opção aprofundará as desigualdades sociais.

A redução da meta de inflação requer juros elevados (no governo FHC, atingiu mais de 40% ao ano). A primeira consequência é a recessão econômica, afetando a geração de emprego e a ampliação da renda do trabalho – a mais efetiva das políticas de inclusão social e redução da desigualdade.

O ajuste recessivo implícito ampliará o desemprego e inviabilizará o processo em curso de valorização gradual do salário mínimo, reduzindo a renda dos indivíduos, o que realimentará ciclo perverso da recessão.

A segunda consequência da alta dos juros é a explosão da dívida pública (como ocorreu nos anos de 1990, quando passou de 30% para 60% do PIB em apenas oito anos). Os gastos para pagar parte dos juros poderão retornar para patamares obscenos (chegou a 9% do PIB nos anos de 1990), exigindo ampliação do superávit primário, o que restringirá o gasto social, agravando o ajuste recessivo.

Essa receita clássica é incompatível com políticas sociais universais que garantam direitos de cidadania, cujo patamar de gastos limita o ajuste fiscal. Promessas de campanha não serão cumpridas e novas rodadas de reformas para suprimir esses direitos voltarão para o centro do debate. A única “política social” possível é a focalização nos “mais pobres”, cerne do Estado Mínimo.

Para essa corrente, o “desenvolvimento social” prescinde da geração de emprego, renda do trabalho, valorização do salário mínimo e políticas sociais universais. Sequer o crescimento da economia é necessário. Apenas políticas focalizadas são suficientes para alcançar o “bem-estar” social.

Essa suposta opção pelos pobres escamoteia o que, de fato, está por trás de objetivos tão nobres: políticas dessa natureza são funcionais para o ajuste macroeconômico ortodoxo. As almas caridosas do mercado reservam 0,5% do PIB para a promoção do “bem-estar”.

Para os adeptos do Estado Mínimo, ao Estado cabe somente cuidar da educação básica (“igualdade de oportunidades”) da população que se encontra “abaixo da linha de pobreza”, arbitrada pelos donos da riqueza. Os que “saíram da pobreza” devem buscar no mercado privado a provisão de bens e serviços de que necessitam.

Essa “estratégia única” abre as portas para a privatização e mercantilização dos serviços sociais. Não causa surpresa que um conhecido economista do PSDB defenda que a universidade pública deve ser paga.

A volta do Estado Mínimo é apenas um dos retrocessos facilmente previsíveis. Não há nada mais velho e antissocial do que o enganoso “culto da austeridade”, remédio clássico seguido no Brasil dos anos de 1990 e que está sendo aplicado na Europa desde 2008 com resultados catastróficos (na opinião de Paul Krugman, crítico insuspeito).

Tem razão o economista Ha-Joon Chang (Cambridge University) quando afirma que a “a crise financeira global de 2008 tem sido um lembrete brutal que não podemos deixar a nossa economia para economistas profissionais e outros tecnocratas.”

É bom lembrar aos mais jovens que Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, deixou o Brasil (2002) com inflação quase três vezes acima da meta (12,5%), juros Selic superiores a 23% ao ano, dívida líquida quase duas vezes maior que a atual (em proporção do PIB), vulnerabilidade externa preocupante (RESERVAS cambiais equivalentes a cerca de 10% do patamar de 2014) e taxa de desemprego mais que o dobro da vigente.

Na primeira década do século 21, o Brasil logrou importantes progressos sociais. Os fatores determinantes para alcançar aqueles progressos foram o crescimento da economia e a melhor conjugação entre objetivos econômicos e sociais.

Após mais de duas décadas, o crescimento voltou a ter espaço na agenda macroeconômica, com consequências na impulsão do gasto social e do mercado de trabalho, bem como na potencialização dos efeitos redistributivos da Seguridade Social fruto da Constituição de 1988.

Essa melhor articulação de políticas econômicas e sociais contribuiu para a melhora dos indicadores de distribuição da renda do trabalho, mobilidade social, consumo das famílias e redução da miséria extrema.

De forma inédita, conciliou-se crescimento do PIB (e da renda per capita) com redução da desigualdade social. O Brasil saiu do Mapa da Fome e mais de 50 milhões de “desinformados” (na visão do ex-presidente FHC) deixaram a pobreza extrema.

Em suma, o que está em jogo é uma disputa entre: o retrocesso ou o aprofundamento das conquistas sociais recentes; a concentração da riqueza ou o enfrentamento das múltiplas faces da crônica questão social brasileira; os interesses dos gênios da política ou dos “desinformados”, historicamente deserdados. (Brasil Debate)
Fonte: Carta Campinas

Lista do Ministério de Aécio Nevs


A lista com os ministeriáveis traz ainda nomes do PMDB, cuja presença em qualquer governo é tida como certa devido aos 66 parlamentares eleitos para a Câmara. Dentre os nomes do partido que tem a segunda maior bancada no Congresso estão o ex-senador Clésio Andrade (MG), o deputado federal reeleito João Arruda (PR) e Geddel Vieiria Lima (BA).
Não é a primeira vez que tucanos paranaenses vazam uma lista com nomes de cotados para cargos públicos. Na semana passada, correligionários de Richa fizeram chegar aoBlog do Esmael relação com nome de secretariáveis para o governo do Paraná a partir de 2015 (veja aqui). Ou seja, “vazamentos” é com o PSDB mesmo…
Leia a íntegra do ministério de Aécio Neves:
Advocacia-Geral da União
Carlos Sampaio (PSDB-SP)
Banco Central do Brasil
Neca Setúbal
Casa Civil
Aloysio Nunes (PSDB-SP)
Controladoria-Geral da União
Geraldo Brindeiro
Gabinete de Segurança Institucional
Jair Bolsonaro (PP-RJ)
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Eduardo Sciarra (PSD-PR)
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Ministério da Cultura
Luciano Huck
Ministério da Defesa
Fernando Henrique Cardoso
Ministério da Educação
Maria Helena Guimarães
Ministério da Fazenda
Armínio Fraga
Ministério da Integração Nacional
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Ministério da Justiça
Joaquim Barbosa
Ministério da Previdência Social
Roberto Freire (PPS-SP)
Ministério da Saúde
Geraldo Ferreira
Ministério das Cidades
Geddel Vieira Lima (PMDB-BA)
Ministério das Comunicações
Merval Pereira
Ministério das Relações Exteriores
Marina Silva
Ministério de Minas e Energia
José Jorge
Ministério do Desenvolvimento Agrário
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Pimenta da Veiga (PSDB-MG)
Ministério do Desenvolvimento, indústria e Comércio Exterior
Ana Amélia (PP-RS)
Ministério do Esporte
Ronaldo Luís Nazário de Lima
Ministério do Meio Ambiente
Eduardo Jorge (PV-SP)
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Ministério do Trabalho e Emprego
Paulinho da Força (SD-SP)
Ministério do Turismo
João Arruda (PMDB-PR)
Ministério da Infraestrutura
Pepe Richa (PSDB-PR)
Secretaria da Micro e Pequena Empresa
Alberto Goldman (PSDB-SP)
Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República
Beto Albuquerque (PSB-RS)
Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República
Zezé Perrella (PDT-MG)
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Eduardo Guedes
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
Silas Lima Malafaia
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Pastor Everaldo (PSC-RJ)
Secretaria de Políticas para as Mulheres
Ana Maria Braga
Ministério dos Transportes
Clésio Andrade (PMDB-MG)
Secretaria de Relações Institucionais
Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
Secretaria-Geral da Presidência da República
Flávio José Barbosa de Alencastro
Fonte : EsmaelMorais .com.br

Honk kong em Busca da Liberdade

China chama de distorcido e ingerencista um relatório do Congresso dos Estados Unidos que recomenda a Washington atender o que chamou de "acontecimentos democráticos em Hong Kong", assim como a proposta de ampliar os intercâmbios e enviar funcionários do governo a esse território chinês.
O relatório anual do Comitê Executivo do Congresso dos Estados Unidos fez este chamado, que o porta-voz chinês Hong Lei qualificou de perigoso e tendencioso.

"Esse ataque contra a China distorce os fatos e constitui uma ingerência em seus assuntos internos", agregou.

O porta-voz criticou o comunicado do Congresso e solicitou que esse comitê detenha suas ações daninhas às relações entre China e Estados Unidos.



O documento apoiou o ilegal movimento Ocupação Central, que realiza manifestações em Hong Kong por um suposto descontentamento atribuído a um acordo da Assembléia Popular Nacional (APN) sobre o processo de nomeiação de candidatos à eleição do chefe do executivo do território em 2017.

Em seu pronunciamento, o representante da chancelaria destacou que nenhum Governo, organização ou indivíduos estrangeiros tem o direito de se envolver nos assuntos de Hong Kong, que constituem um assunto puramente interno da China.

Hong convocou a essas representações a "atuar com prudência e não apoiar este movimento ilegal", iniciado na região administrativa especial de Hong Kong em 28 de setembro.

Por sua vez, o Diário do Povo cita reportagem da imprensa segundo os quais Louisa Greve, uma diretora da organização estadunidense chamada Fundação Nacional para a Democracia (NED, por suas siglas em inglês), teve encontros há vários meses com integrantes da Ocupação Central.

O jornal expressa que durante anos o nome de Greve tem aparecido com frequência vinculado a assuntos tais como a chamada "Independência do Tíbet, o Turquistão Oriental e o movimento democrático" e outras forças que desestabilizam os assuntos da China e interferem em seu Governo.

A responsável pela Ásia, Oriente Médio e o norte de África do NED, agrega o órgão do Partido Comunista da China, também tem organizado e participado em conferências sobre a denominada Primavera Árabe e as revoluções de diversas cores promovidas em outras regiões.

"É pouco provável que os Estados Unidos admita que está manipulando o movimento Ocupação Central, como não aceitará que o faz com outras forças anti chinesas cujas atividades são justificadas se relacionando com a democracia, liberdade, direitos humanos e outros", agregou o jornal.

O periódico diz que a maioria da imprensa estadunidense tem expressado interesse excepcional nos protestos em Hong Kong, com reportagens e comentários cheios de aprovação e elogios que descrevem a Ocupação Central como um suposto movimento pró democrático.

domingo, 12 de outubro de 2014

Compromisso assumidos por Aécio em Troca dos votos de Marina

Aécio Neves acaba de assumir carta compromisso com a Candidata derrotada Maria Silva.
O que mais chama a atenção nesta carta mentira é fato que Aécio se compromete com causas que lutou contra a vida toda.

Fica tudo muito estranho ver alguém que lutou e votou contra a diversos projeto voltado para área social e de repente assumir compromisso pelos quias nunca foi defensor.


  • O respeito aos valores democráticos, a ampliação dos espaços de exercício da democracia e o resgate das instituições de Estado.

  • A valorização da diversidade sociocultural brasileira e o combate a toda forma de discriminação.

  • A reforma política, a começar pelo fim da reeleição para cargos executivos, que tem sido fonte de corrupção e mau uso das instituições de Estado.

  • Sermos capazes de entender que, no mundo atual, a ampliação da participação popular no processo deliberativo, através da utilização das redes sociais, de conselhos e das audiências públicas sobre temas importantes, não se choca com os princípios da democracia representativa, que têm que ser preservados.

  • Compromissos sociais avançados com a Educação, a Saúde, a Reforma Agrária.

  • Prevenção frente a vulnerabilidade da juventude, rejeitando a prevalência da ótica da punição.

  • Lei para o Bolsa Família, transformando-o em programa de Estado

  • Compromissos socioambientais de desmatamento zero, políticas corretas de Unidades de Conservação, trato adequado da questão energética, com diversificação de fontes e geração distribuída.

  • Inédita determinação de preparar o país para enfrentar as mudanças climáticas e fazer a transição para uma economia de baixo carbono, assumindo protagonismo global nessa área.

  • Manutenção das conquistas e compromisso de assegurar os direitos indígenas, de comunidades quilombolas e outras populações tradicionais. Manutenção da prerrogativa do Poder Executivo na demarcação de Terras indígenas

  • Compromissos com as bases constitucionais da federação, fortalecendo estados e municípios e colocando o desenvolvimento regional como eixo central da discussão do Pacto Federativo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Brasil de 2002 ao de 2013 Segundo a OMS, a ONU, o Banco Mundial, o IBGE, o Unicef.


1. Produto Interno Bruto:
2002 – R$ 1,48 trilhões
2013 – R$ 4,84 trilhões
2. PIB per capita:
2002 – R$ 7,6 mil
2013 – R$ 24,1 mil
3. Dívida líquida do setor público:
2002 – 60% do PIB
2013 – 34% do PIB
4. Lucro do BNDES:
2002 – R$ 550 milhões
2013 – R$ 8,15 bilhões
5. Lucro do Banco do Brasil:
2002 – R$ 2 bilhões
2013 – R$ 15,8 bilhões
6. Lucro da Caixa Econômica Federal:
2002 – R$ 1,1 bilhões
2013 – R$ 6,7 bilhões
7. Produção de veículos:
2002 – 1,8 milhões
2013 – 3,7 milhões
8. Safra Agrícola:
2002 – 97 milhões de toneladas
2013 – 188 milhões de toneladas
9. Investimento Estrangeiro Direto:
2002 – 16,6 bilhões de dólares
2013 – 64 bilhões de dólares
10. Reservas Internacionais:
2002 – 37 bilhões de dólares
2013 – 375,8 bilhões de dólares
11. Índice Bovespa:
2002 – 11.268 pontos
2013 – 51.507 pontos
12. Empregos Gerados:
Governo FHC – 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano
13. Taxa de Desemprego:
2002 – 12,2%
2013 – 5,4%
14. Valor de Mercado da Petrobras:
2002 – R$ 15,5 bilhões
2014 – R$ 104,9 bilhões
15. Lucro médio da Petrobras:
Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano
16. Falências Requeridas em Média/ano:
Governo FHC – 25.587
Governos Lula e Dilma – 5.795
17. Salário Mínimo:
2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)
18. Dívida Externa em Relação às Reservas:
2002 – 557%
2014 – 81%
19. Posição entre as Economias do Mundo:
2002 – 13ª
2014 – 7ª
20. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas
21. Salário Mínimo Convertido em Dólares:
2002 – 86,21
2014 – 305,00
22. Passagens Aéreas Vendidas:
2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões
23. Exportações:
2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares
24. Inflação Anual Média:
Governo FHC – 9,1%
Governos Lula e Dilma – 5,8%
25. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas
26. Taxa Selic:
2002 – 18,9%
2012 – 8,5%
27. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário
28. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas
29. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas
30. Capacidade Energética:
2001 – 74.800 MW
2013 – 122.900 MW
31. Criação de 6.427 creches
32. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados
33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados
34. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza
35. Criação de Universidades Federais:
Governos Lula e Dilma – 18
Governo FHC - zero
36. Criação de Escolas Técnicas:
Governos Lula e Dilma – 214
Governo FHC - 0
De 1500 até 1994 – 140
37. Desigualdade Social:
Governo FHC - Queda de 2,2%
Governo PT – Queda de 11,4%
38. Produtividade:
Governo FHC - Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma – Aumento de 13,2%
39. Taxa de Pobreza:
2002 – 34%
2012 – 15%
40. Taxa de Extrema Pobreza:
2003 – 15%
2012 – 5,2%
41. Índice de Desenvolvimento Humano:
2000 – 0,669
2005 – 0,699
2012 – 0,730
42. Mortalidade Infantil:
2002 – 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012 – 12,9 em 1000 nascidos vivos
43. Gastos Públicos em Saúde:
2002 – R$ 28 bilhões
2013 – R$ 106 bilhões
44. Gastos Públicos em Educação:
2002 – R$ 17 bilhões
2013 – R$ 94 bilhões
45. Estudantes no Ensino Superior:
2003 – 583.800
2012 – 1.087.400
46. Risco Brasil (IPEA):
2002 – 1.446
2013 – 224
47. Operações da Polícia Federal:
Governo FHC - 48
Governo PT – 1.273 (15 mil presos)
48. Varas da Justiça Federal:
2003 – 100
2010 – 513
49. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)
50. 42 milhões de pessoas saíram da miséria
FONTES:
47/48 - http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas
39/40 - http://www.washingtonpost.com
42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 – índice de GINI: www.ipeadata.gov.br
45 – Ministério da Educação
13 – IBGE
26 – Banco Mundial